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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Quaresma na revista Cristina: posicionamento e marketing viral

Nos últimos dias, o grande buzz das redes sociais em Portugal (até à notícia da transferência de Jorge Jesus para o Sporting) era a capa da nova edição da revista de Cristina Ferreira, apresentadora da TVI, que apresenta Ricardo Quaresma, jogador do Futebol Clube do Porto, todo nu apenas tapado por um quadro com uma fotografia da apresentadora e directora da revista.



Esta capa gerou um enorme número de comentários pelas redes sociais e blogosfera, ora apelidando-a de mau gosto, de publicidade reles e fácil, de "pirosa", tendo sido mesmo feitas comparações com uma outra foto, polémica e famosa, dos anos 80 em que José Cid aparecia em pose semelhante, apenas com um disco de ouro à sua frente.

Para além dos comentários, esta foto criou um filão enorme de adaptações da capa, originando vários memes, com associações que vão de Angela Merkel, passando por Julen Lopetegui, até Mário Soares.

Ora, Ricardo Quaresma (e sua equipa de comunicação) não perderam tempo e, em vez de se mostrarem insultados com estas atitudes, aproveitaram a viralidade desta iniciativa e propõe premiar as melhores adaptações daquela capa, oferecendo aos três vencedores uma camisola da Selecção Nacional (autografada por Quaresma), ou edições da revista "Cristina", autografadas pelo jogador.

http://ricardoquaresma.blogs.sapo.pt/faz-um-meme-ganha-uma-camisola-2395

Por sua vez, Cristina Ferreira também aproveitou o buzz e afirmou no seu programa na TVI "Se isto é a capa, imagine o interior", procurando capitalizar esse buzz criado e suscitar ainda mais o interesse do seu público-alvo.

E aqui julgo estar o cerne da questão. Aqueles que afirmam que a foto é de mau gosto, fraca, ou sem sentido, já pensaram no que o público-alvo da apresentadora pensa sobre esta foto? É tudo uma questão de posicionamento. Cristina Ferreira e sua equipa não criaram uma capa de revista para apelar aos designers, blogers, ou comentares da praça pública portuguesa. A capa é direccionada ao público de Cristina Ferreira?

E alguém duvida que, nesse sentido, esta edição da revista será um sucesso? Na minha opinião, já é.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Nivea Doll

As crianças não gostam do protector solar. Têm de parar de brincar, o protector é pegajoso, a areia cola-se ao mesmo, nem sempre as mães são meigas quando passam o protector nos filhos...
Desta forma a nívea criou a Nivea Doll.
A Nivea Doll consiste numa boneca (com versões para rapaz e para rapariga) que são feita de um material sensível aos raios ultravioleta, ou seja, se a boneca for exposta ao sol sem que seja colocado protector solar irá ficar vermelha (da cor da pele de uma criança queimada pelo Sol).

As bonecas foram distribuídas em algumas praias em conjunto com um protector solar Nivea.
A ideia desta iniciativa é que as crianças compreendam o motivo pelo qual devem utilizar protector solar e ao mesmo tempo divulgar junto das mães preocupadas com o bem estar dos seus filhos os protectores solares Nivea.
Esta campanha tem gerado buzz nalgumas redes sociais  é altamente comentada em diversos sites.








http://www.tabonito.pt/nivea-cria-bonecos-que-apanham-escaldoes-para-incentivar-criancas-usar-protetor-solar

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Ignorar

Quantas vezes estamos a circular pelo YouTube e quando começamos a ver aquele vídeo que tanto queríamos aparecem aquelas publicidades chatas? A maioria das vezes que isso acontece, esperamos aqueles 5 segundos e carregamos em “Ignorar Anúncio”, não é?


Tal como ignoramos estes anúncios, ignoramos tantos outros assuntos que nos rodeiam. É daqui que surge a ideia da Havas Worldwide Portugal, juntamente com a APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. A nova campanha desta Associação pretende ser um “murro no estômago” alertando para a importância de não “ignorar os casos de violência doméstica”.

No vídeo que podem ver aqui podem perceber que a história tem fins completamente diferentes conforme se escolha “ignorar” ou “não ignorar”.


Em comunicado, a Havas refere que a ideia “passou por utilizar criativamente o botão “Ignorar Anúncio”. Cada vez que a pessoa ignora, a violência do filme aumenta até a mulher morrer. Para aqueles que escolhem não ignorar o final é completamente diferente”.


Será que a partir de agora vamos todos ignorar menos “anúncios”?

quarta-feira, 18 de março de 2015

Dress to impress

Num mundo virtual onde a quantidade de informação é enorme e a capacidade de retenção da atenção dos consumidores é reduzida, é necessário que as empresas consigam utilizar as estratégias adequadas para captar a atenção, para a mensagem que querem transmitir.

Mas como fazer isso num universo capitalizado por selfies, memes, notícias de celebridades, spamsites e blogs sobre tudo e sobre nada? Como fazer passar uma mensagem de forma a que ela seja, efectivamente, lida, adquirida e partilhada?

Podemos usar a inovação para criar algo de novo, nunca antes visto, podemos impor um produto ao cliente, através de publicidade massificada, da utilização de várias plataformas ao mesmo tempo, podemos promover a co-criação, procurando conhecer melhor os interesses do cliente.

Ou então podemos usar o "barulho" da internet, o buzz momentâneo e capitalizá-lo. Não foi uma empresa, mas sim o que fez o Salvation Army sul-africano, ao aproveitar a notícia viral do momento (há algumas semanas) para centrar a atenção dos utilizadores das redes sociais num assunto de interesse público: a violência doméstica.


Esta ONG pegou no sucesso viral #TheDress, que questionava as pessoas sobre se um vestido era branco e dourado, ou azul e negro, e utilizou-o para chamar a atenção das pessoas para um assunto que tantas vezes passa despercebido, utilizando o trocadilho das cores do vestido, com as cores das marcas da violência: "Why is it so hard to see black and blue?". 

Em apenas 15 horas, esta imagem foi partilhada 11000 vezes. É ou não um bom exemplo de Marketing Viral?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Frango de quem?

No seguimento do jogo Belenenses-Sporting do passado fim de semana, a Sagres decidiu fazer um vídeo-resumo do jogo. Contudo, o vídeo acabou por não ser muito bem recebido pelos adeptos do Sporting... mas porquê? Vejam o vídeo e tentem perceber: Aqui!



Como se pode constatar pelo vídeo, é claro o humor com os "frangos" de Rui Patrício. Mas quem não achou assim tanta piada ao vídeo foram os adeptos do Sporting, que viram o guardião das suas redes alvo de sátira pela cervejeira.
A pergunta que se coloca é: o que leva uma empresa como a Sagres a apostar num vídeo deste género? Será que foi apenas um deslize, ou foi propositado? Já saberiam que ia criar este buzz nas redes sociais? Será que são adeptos do "Não interessa se falam bem ou mal, o que interessa é que falem"?

A agravar toda esta situação está o facto de a Sagres patrocinar a Liga de Futebol, bem como a Seleção Nacional.

Não é a primeira vez que uma publicação de uma empresa no facebook causa polémica nas redes sociais. Longe disso. Lembremo-nos do final do ano de 2012 e do caso da Samsung, com a polémica "Mala da Pepa", que gerou também ele um enorme buzz nas redes sociais.

Ambas as situações levaram a que as empresas retirassem rapidamente os vídeos das suas páginas, mas o que é certo é que os vídeos se tornam virais e permanecem até hoje na internet.

É caso para perguntar: o "frango" foi do Rui Patrício ou foi da Sagres?