A participação activa e crescente das mulheres no mercado de trabalho é uma realidade no contexto actual, de onde surge o desejo de conciliar a carreira profissional com a vida pessoal e, em muitos casos, com a maternidade. O ambiente corporativo tem sido pouco acolhedor às mães, devido ao curto período de licença maternidade, falta de flexibilidade de horários e até mesmo um certo preconceito. Diante deste cenário, trago ao blog a pauta do chamado empreendedorismo materno na internet, que nada mais é do que o fenómeno crescente de mulheres que decidem abandonar (ou dar uma pausa) em suas carreiras profissionais, para se dedicar mais efectivamente à criação dos filhos, optando por criar um negócio próprio, utilizando a internet como principal ferramenta. Aproveitam-se, portanto, do advento da web 2.0, também chamada de web social, em que predominam as redes sociais e a intensa interacção dos indivíduos, o que favorece o reingresso destas mulheres ao mercado de trabalho, de diversas formas, conseguindo em sua maioria o tão desejado equilíbrio entre vida profissional e pessoal (o que, por experiência própria, torna-se muito mais difícil quando se tem filhos).
Impulsionados por este recente movimento, também vemos o surgimento das chamadas redes de apoio, onde através da internet, grupos de mães se unem com o objectivo comum de ajuda mútua, networking, divulgação e, como consequência, socialização. Esta é mais uma das muitas utilidades encontradas nas redes sociais, como Instagram e Facebook. Como por exemplo o grupo virtual “Mães em Portugal”, fundado por uma mãe imigrante brasileira, com o intuito de auxiliar outras mulheres (brasileiras e portuguesas) em seus projectos empreendedores. O grupo cresce a cada dia, através de perfis no Facebook e Instagram, fóruns de debates na app Whatsapp e tem ajudado cada vez mais mulheres a divulgarem seus negócios na rede e assim complementarem a renda das famílias ou até mesmo garantir seu sustento, sem precisar se ausentar do lar.
Para além disso, no Brasil destacam-se as redes de relacionamento materno, como o projecto M.A.E – Mãe Aliada ao Empreendedorismo, também criado por mães, para promover eventos, palestras e grupos de apoio e discussão, com o intuito de capacitar e apoiar as mães que desejam empreender sem perder o convívio com os filhos. Tudo isso é viabilizado através das redes sociais e de um website, que gera renda para as sócias fundadoras, através de mensalidades e publicidade.
Portanto, já se consegue observar um circulo auto-sustentado, onde há mulheres a gerar conteúdo e há as que precisam e pagam por este conteúdo, para aplicar em seus próprios projectos.
Fontes:
http://empreendermaterno.com.br/
https://www.grupomae.com.br
https://revistacrescer.globo.com/















