Cerca de 60% dos portugueses
sofre de excesso de peso ou obesidade, foram os dados divulgados pelo Inquérito
Alimentar Nacional e de Atividade Física. Estarão as marcas a tentar incluir o
máximo de consumidores possíveis, modificando as suas campanhas?
Atualmente são cada vez mais as
marcas que procuram mostrar que estão a incluir todos os “tipos” de pessoas nas
suas campanhas, desfiles e catálogos publicitários, talvez para transmitir que
os seus produtos servem e podem ser usados por todos os “tipos” de corpos (os
chamados “corpos reais”!). No entanto, todas estas tentativas de inclusão geram
discussões e controvérsias, relacionando geralmente essas campanhas com
questões de saúde, ficando a marca inevitavelmente associada a essas polémicas.
As questões que se coloca são: até que ponto as marcas, ao divulgarem e se
associarem a este tipo de campanhas, estão a valorizar a aceitação da pessoa na
sociedade? Onde fica a sua saúde? Haverá espaço para pensar nela no meio destas
questões?
Este foi um tema já abordado, por
exemplo, numa das campanhas da Dove - quando foi publicada uma foto onde eram
evidenciadas mulheres de diferentes etnias e “tamanhos”, na Revista Cosmopolitan - quando
publicou a sua primeira capa com uma modelo plus size, e, mais recentemente, a
marca Gillete Venus lançou um post no Twitter que também gerou polémica em
torno deste assunto.
Exemplo Dove:
Exemplo Dove:
Exemplo Revista Cosmopolitan:
Exemplo Gillette Venus:
Relativamente ao anúncio partilhado pela Gillete Venus, o mais recente dentro desta temática, os consumidores foram críticos e acusaram a marca de ser irresponsável e estar a promover comportamentos destrutivos. E, embora a marca tenha vindo responder, a onda de discussão continuou. No entanto, e como na maioria dos casos, existem também indivíduos a defender a marca e apoiar este tipo de campanhas.
Relativamente ao anúncio partilhado pela Gillete Venus, o mais recente dentro desta temática, os consumidores foram críticos e acusaram a marca de ser irresponsável e estar a promover comportamentos destrutivos. E, embora a marca tenha vindo responder, a onda de discussão continuou. No entanto, e como na maioria dos casos, existem também indivíduos a defender a marca e apoiar este tipo de campanhas.
Todos sabemos que as marcas
procuram a cada dia atingir um maior número de seguidores e apostam em
campanhas relacionadas com as questões do momento, por serem os temas que à
partida irão atrair mais a atenção do consumidor. A cada nova marca que se
associa a estas modelos, que já não são apenas na área da moda, mas também
noutros setores como os produtos de beleza e higiene, conforme demonstrado, são
levantadas automaticamente questões relacionadas com estas temáticas. Os
comentários apresentados são idênticos em qualquer outra das restantes
situações, sejam as críticas positivas ou negativas, o certo é que este tipo de
estratégia de marketing atinge o público gerando sempre reações antagónicas.
Então, com a crescente popularidade
das marcas nas redes sociais, e sabendo que todas as reações que cada uma das
suas campanhas gera, sejam elas positivas ou negativas, tomam proporções muitas
vezes incontroláveis e até não desejáveis, obrigando-as cada vez mais a
terem de vir responder e justificar-se, o que as levará a continuarem a optar por
este tipo de estratégias de marketing?
E vocês, o que têm a dizer acerca deste tipo de estratégia de marketing?
Fontes:





