
França, 2011. A nação que trouxe ao mundo os ideais de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", a revolução de Maio de 1968 e intelectuais defensores da liberdade civil como Voltaire, decidiu antecipar-se ao mundo moderno e proibir a referência ao Facebook e Twitter na rádio e televisão.
Segundo alegam, existe no país uma lei de 1992 que impede a referência a marcas nestes meios de comunicação social como forma de publicidade gratuita, salvo em situações de divulgação noticiosa.
De facto o mundo mudou, e não foi apenas "online". É que esta França que nos dias hoje chama "puritanos" aos media americanos pelo tratamento dado ao caso "Dominique Strauss-Kahn", é a mesma que fez aprovar a célebre lei Hadopi que prevê punições a quem faça downloads ilegais dentro do território, e que parece estar a produzir poucos frutos.
Estarão os franceses com medo do mundo virtual? Demasiado conservadores? A verdade é que o mundo provavelmente esperava uma atitude destas em países com um historial de liberdade de direitos muito reduzido, algo ao género de "democracias" como a China, o Irão, Cuba ou a Coreia do Norte, agora dos franceses? Querem mostrar "esperteza" a Ben Ali, Mubarak e Khadafi?
O que acham disto? Fará sentido ou é apenas mais uma excentricidade da governação Sarkozy?