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terça-feira, 1 de maio de 2018

"Alexa, Ask Purina"

Atualmente, os consumidores tem acesso a informação de forma ilimitada e sem estarem bloqueados a um ecrã de um dispositivo. A Internet of Things (Internet das Coisas) permite que estejamos rodeados de conteúdo e que este se entrelace no nosso dia-a-dia de forma livre.

Pense na forma como interagimos com aparelhos eletrónicos e com as novas tecnologias, como o Siri da Apple. Nós falamos e a Siri responde em tempo real, sem termos que procurar ou esperar muito tempo pela informação.
O sistema de voz da Amazon, Alexa, está a tornar-se também numa porta digital de acesso a informação. São várias as empresas que já usam a Alexa para compartilhar conteúdo com um público vasto que não quer estar vinculado a um ecrã.

A Nestlé Purina Netcare, que produz e comercializa alimentação para animais de estimação, juntou-se à Amazon e ao seu serviço de voz, Alexa Voice Service (AVS), e criou o Ask Purina para ajudar os apaixonados por cães.
Não importa se é dono de um cão ou se é apenas um entusiasta por animais, basta solicitar à Purina que encontre informações sobre a raça do cão que deseja e a Alexa ajuda-o a escolher o companheiro perfeito. Para obter detalhes de uma raça específica basta dizer: “Alexa, peça à Purina para me ajudar a encontrar a raça de cão X”, ou, se pretender iniciar uma busca guiada terá que pedir “Alexa, peça à Purina para pesquisar”.

É possível pesquisar o nome da raça, o tamanho do cão, o nível de energia, o tipo de comportamento familiar ou também por possíveis problemas de saúde do animal, como alergias. Ask Purina permite ainda conhecer a história de diferentes raças através de perguntas como:
“Tell me about dogs that are good with children”
“Tell me about dogs that are hypoallergenic”
“Find breeds that are good in apartments”
“Tell me about dogs that don’t shed.”

A Purina afirma que está feliz em ajudar os amantes de animais de estimação, sendo que pretendem "ajudar a encontrar a raça ideal para você e seus entes queridos. Há mais de 80 anos que a Purina tem sido apaixonada pelas vidas que compartilhamos com os nossos companheiros caninos e acredita que os animais e as pessoas são melhores juntos."

A ascensão da Alexa e de outros aparelhos baseados na voz permitiu que as pessoas se envolvessem com a tecnologia sem precisar de se sentarem à frente de uma tela. Com muitas promessas surpreendentes no horizonte, incluindo a ideia de que estas "personagens" serão capazes de prever as nossas necessidades sem termos que perguntar, os profissionais de marketing já estão a planear estratégias de transição do meio visual para o meio auditivo.
Estes dispositivos têm crescido em popularidade (a contagem mais recente é de 39 milhões apenas nos EUA) e o envolvimento dos consumidores com a tecnologia de voz em dispositivos móveis também tem aumentado.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Comunidades em torno de Influencers – a elevação da personalidade

O mundo digital permitiu a criação de comunidades em torno de algo ou alguém. Estes grupos sociais permitem às empresas o aproveitamento de oportunidades de desenvolvimento de marketing tribal, tirando partido à união natural em tribos de consumidores.

O surgimento de influencers levou, por sua vez, ao desenvolvimento de comunidades em torno desses mesmos indivíduos, revelando-se um mar de oportunidades de marketing tribal para as marcas que pretendem promover os seus produtos e serviços. Fazendo uma breve análise a influencers de maior peso no mundo digital, é de realçar o peso que as comunidades em seu redor tem revelado tanto para desenvolver marcas como para apoiar os influencers que seguem.

Este artigo terá assim como objetivo analisar exemplos em que comunidades em torno de influencers se provaram úteis para os elevar a um mais elevado estatuto ou para os chamar à atenção.

O primeiro exemplo parte da análise do caso da YouTuber Grace Helbig. A sua carreira enquanto YouTuber começou quando foi selecionada para começar a criar conteúdo para a “My Damn Channel”, uma empresa de criação de conteúdo. Apesar de ser a criadora de conteúdo, com grande liberdade na criação do mesmo, e do canal ter o seu nome (Daily Grace), o canal não pertencia, legalmente, a Grace Helbig, nem o respetivo conteúdo. Quando, no final de 2013, as negociações entre Grace Helbig e a My Damn Channel falharam, a YouTuber viu-se forçada a recomeçar a sua plataforma, perdendo os mais de dois milhões de seguidores que tinha desenvolvido ao longo dos 5 anos de contrato. Mas aí surge o conceito de comunidade em torno do influencer.

Os seguidores que Grace tinha obtido ao longo dos anos tinham como foco de interesse a pessoa, não o canal ou o conteúdo por si mesmos. No espaço de pouco mais de 2 meses, o novo canal criado por Grace Helbig (e por ela legalmente detido) havia reunido mais de 2 milhões de subscritores, ultrapassando, atualmente, o número de subscritores do seu antigo canal, que não conseguiu conter a sangria de subscritores e os comentários negativos que se multiplicavam nos vídeos antigos, atraindo mais atenção negativa para a empresa e elevando Grace Helbig.

Para o ganho de subscritores por parte deste novo canal, teve também um grande peso a influência de outras figuras presentes no YouTube que se impuseram em defesa de Grace Helbig. Influencers estabelecidos e considerados icónicos na plataforma partilharam artigos e vídeos defendendo a YouTuber e incentivando as suas próprias comunidades de seguidores a ir demonstrar apoio à mesma, subscrevendo o seu canal.

De entre os influencers que conseguiram pôr as suas próprias comunidades ao serviço de uma companheira e amiga do setor, é de destacar Hank Green (do canal Vlogbrothers), Will Wheaton (o ator), Philip DeFranco (do canal Philip DeFranco), que direcionaram apoio no sentido de reestabelecer alguém. Isto demonstra a capacidade de influencers de orientar as suas comunidades em torno de uma causa ou de alguém.

Mais tarde, já em 2015, o canal E! Entertainment decidiu desenvolver um programa com Grace Helbig, tirando partido da comunidade seguidora da mesma. Porém, durante os Teen Choice Awards, o mesmo canal publicou um artigo chamado “18 Moments From the 2015 Teen Choice Awards That Made Us Feel Super Old”, realçando como não conheciam nenhum dos nomeados, onde estavam incluídos vários YouTubers e influencers de outras plataformas. Obviamente, a controvérsia não tardou a chegar, com as comunidades de fãs de vários inlfuencers a insurgirem-se contra a atitude algo alienada e arrogante do artigo.

Numa (muito fraca) tentativa de salvaguardar a sua imagem, o canal E! tweetou dizendo “Remember that time we gave a YouTube star their own TV show?”, apelando ao programa que criara com Grace Helbig e tentando apresentar-se como “inovadores”.

No entanto, a resposta à controvérsia só contribuiu para atirar achas para a fogueira, onde vários membros da comunidade de Influencers (e respetivos fãs), criticaram a atitude da marca.

Outro exemplo no que toca à importância do apoio de uma comunidade em torno do indivíduo é o da Viner (pessoa que faz vídeos no Vine) Liza Koshy. Liza começou a fazer vídeos cómicos na agora defunta aplicação Vine (onde o utilizador pode fazer um vídeo de apenas 6 segundos) obtendo uma comunidade de fãs que alcançou os sete milhões.

No entanto, ela foi capaz de mover a sua comunidade para plataformas com maiores perspetivas a longo prazo, garantindo assim a continuação da sua carreira. Enquanto a app Vine se afundava e tinha dificuldades em manter-se relevante, Liza, assim como outros Viners, foram conseguindo mover as suas comunidades para outras plataformas mais vantajosas e resilientes – como o YouTube, onde ela conta agora com mais de 7 milhões de subscritores.
O próprio grupo de influencers (Viners) onde ela se inseria reconheceu o próprio poder que detinha na possível salvação do Vine, tentando, em reuniões com a administração da empresa entretanto adquirida pelo Twitter, negociar a possibilidade de regressarem à produção de conteúdo na plataforma, tentando reavivar a comunidade de utilizadores. As negociações não chegaram a acordo e, poucos meses depois, o Twitter anunciou o encerramento do Vine.

Outro exemplo do peso que as comunidades em torno dos influencers têm é a capacidade de os livros lançados por personalidades da Internet, nomeadamente, YouTubers, se tornarem rapidamente best-sellers. Os livros publicados por certos influencers foram capazes de rebentar recordes de vendas, alcançando as mais conhecidas tabelas de “Best sellers”, como foram os casos dos livros de YouTubers como Pewdiepie, Connor Franta, Tyler Oakley, Grace Helbig, Joey Graceffa, Zoella, Joe Sugg, entre muitos outros, obtendo rápidos ganhos para as editoras e permitindo aos escritores expandir-se para novas áreas, com o apoio das comunidades que os seguem.

Em conclusão, este texto tenta demonstrar, através de exemplos, que, peso embora as marcas possam ter influência no que toca aos influencers a seu serviço, as comunidades que se formam em torno das personalidades têm capacidade de reorientar o discurso, mostrando-se leais à pessoa e não a empresas e/ou marcas.

Fontes:
https://medium.com/@fruzse/why-the-outrage-over-daily-grace-and-my-damn-channel-matters-3bac86166b62#.yag5nc6te
https://socialblade.com/youtube/user/vlogbrothers
https://www.dailydot.com/upstream/daily-grace-helbig-leaving-my-damn-channel/
https://en.wikipedia.org/wiki/Liza_Koshy
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vine
https://mic.com/articles/157977/inside-the-secret-meeting-that-changed-the-fate-of-vine-forever
http://www.businessinsider.com/vines-biggest-stars-tried-saving-company-2016-10
http://www.eonline.com/news/686923/18-moments-from-the-2015-teen-choice-awards-that-made-us-feel-super-old

segunda-feira, 6 de março de 2017

YouTube TV veio para ficar e matar


YouTube TV é o futuro assassino da televisão por cabo… possivelmente.
Comecemos por partes.

Em que vai consistir a YouTube Tv?
Basicamente, o serviço, que contará com a participação de vários canais de televisão, proporcionará aos clientes um serviço semelhante ao prestado pelas empresas fornecedoras de tv por cabo (no caso português, a NOS, MEO, Vodafone, por exemplo).
O YouTube TV terá pacotes base – que terão um certo número de canais – sendo depois permitido ao cliente que pague mais pelos canais premium que deseja ver e não pagar por aqueles que não quer ver. Além disso, e tendo em conta o mercado de lançamento inicial (os EUA), existirá também a possibilidade de ter canais locais e regionais.

Como irá funcionar?
A premissa da utilização será muito semelhante à aplicada nos canais de YouTube já existentes. O utilizador apenas tem que procurar a série ou programa que deseja ver, subscrever o dito conteúdo e este gravará o programa em todas as redes, bastando ter acesso à internet para conseguir ver os programas favoritos.
Irá também contar com ilimitada capacidade gravação de séries, ou seja, será possível ver todos os episódios que “gravarmos” da nossa série favorita (Cloud DVR – digital vídeo recorder), sem termos que nos preocupar, como acontece com a tv cabo normal, atingir o limite de capacidade de gravação da box (DVR normal). Para além disso, irá também conter todas as funcionalidades de pôr pausa, “rewind”, “fast forward”.
Mais importante, é o facto de não ter período de fidelização, como já estamos infelizmente habituados em Portugal, e tem o preço base de $ 35 por 6 logins – isto significa que, por 35 dólares, se poderá ter 6 utilizadores diferentes associados a uma mesma conta, 6 pessoas a utilizar o mesmo serviço em sítios diferentes (no entanto, pelo que foi possível averiguar, só se poderá usar até 3 contas simultaneamente), reforçando a sua possível utilização quer por famílias inteiras, quer por grupos de amigos que queiram dividir o serviço entre si.

Porque é que o serviço irá trazer mudanças ao mercado?
Em primeiro lugar, é preciso indicar que já existem fornecedores de televisão pela internet nos EUA como Direct TV, Sling TV e a Playstation TV.
No entanto, é de apontar que a YouTube TV já se apresenta como mais vantajosa do que estes concorrentes online, na medida em que oferece mais features:

  •         A Direct TV
o   não permite Cloud DVR
o   só permite pôr pausa (não permite rewind ou fast forward)
o   só permite 2 logins diferentes
  •         A Sling Tv
o   encontra-se a testar a introdução do serviço Cloud DVR (com o limite de 100 horas de gravações e impossibilitando a gravação de certos canais)
o   só permite pôr pausa/rewind/fast forward em alguns canais
o   só permite entre 1 a 3 logins diferentes
  •         A Playstation Vue
o   tem Cloud DVR
o   só guarda as gravações durante 28 dias
o   Permite pausa/rewind/fast forward
o   Permite 5 logins diferentes

Em relação ao fornecimento de Tv por cabo normal (num formato igual ao da NOS, MEO, etc), é de relembrar o peso exponencial que o efeito de “cord cutting” tem vindo a apresentar. Cord cutting refere-se a pessoas que cancelam a sua subscrição de pacotes de televisão com vários canais, abandonando o formato de pagamento por acesso a canais pagos. Este fenómeno tem obtido cada vez mais relevância devido ao aparecimento de serviços de livestream de séries, como a Netflix, Hulu, etc, uma vez que as pessoas deixam de ter a necessidade de subscrever todo um canal de televisão se só querem ver uma ou outra série produzida por esse mesmo canal, permitindo assim a personalização do conteúdo consumido. Este fenómeno também tem ganho relevância dada a facilidade em obter acesso a séries de televisão através de pirataria, mas também o aumento da preferência por conteúdo disponível online e não televisivo (YouTube, por exemplo).

Este efeito leva a que as pessoas deixem de querer pacotes abrangentes de telecomunicações (comummente impingidos em Portugal, em que somos forçados a obter televisão, telefone, internet) e permitindo ao cliente diversificar e personalizar o seu consumo. Dada a redução do uso do telefone fixo, os clientes já têm os seus próprios planos para telemóvel e, com o surgimento deste tipo de serviços online que permitem ver séries, leva a que os clientes deixem de precisar de pacotes que incluam televisão por cabo, bastando-lhes internet.

Aliás, sabe-se que, no caso dos EUA, o número de subscritores de tv por cabo têm vindo a cair, o que pode ser justificado pelo aparecimento de novas e melhores alternativas, como a Netflix e a Amazon Prime. No entanto, esses serviços poderão ter dificuldade em competir com a YouTube Tv uma vez que a Netflix e a Amazon Prime têm, no seu catálogo, séries e filmes, mas não contam com todas as séries de uma grande multitude de canais nem a possibilidade de ver canais desportivos (algo que será possível com YouTube TV).

Para além disso, a introdução da YouTube TV servirá para reforçar a própria posição do YouTube enquanto fornecedor de entretenimento, integrando este serviço com os outros serviços já prestados pelo YouTube. Com uma conta de YouTube Tv, o utilizador terá também acesso a YouTube Red, possibilitando-lhe acesso a conteúdo original e exclusivo de criadores de conteúdo para YouTube. De igual modo, também terá sida indicada a possibilidade de, no final de uma série, surgirem recomendações de vídeos no YouTube, trazendo audiências para outros setores e formatos do YouTube.
Finalmente, é de notar que, dado o grande consumo de conteúdo no YouTube por parte das audiências mais novas, a existência de YouTube Tv iria permitir que, à medida que as audiências “envelhecem” e preferem conteúdo mais convencional (séries de televisão), os utilizadores continuassem associados ao YouTube, permitindo-lhe reforçar a sua posição junto da audiência.

Tudo isto contribui para a redução do poder há muito detido por empresas fornecedoras de televisão por cabo, mas também de empresas que oferecem pacotes de telecomunicações, uma vez que o cliente pode apenas precisar de internet. E, com aparecimento da YouTube Tv, que se apresenta como um concorrente de peso, tanto para os tradicionais players no mercado como para os novos players online.

Fontes:

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O Gigante Chegou!

No ano passado, 5,5 milhões de utilizadores únicos navegaram em sites de comércio eletrónico em Portugal, o que se traduz em cerca de 31 milhões de horas passadas nestes sites.
É neste cenário que é anunciada a entrada do gigante mundial do comércio eletrónico em Portugal! Pois é, a AMAZON está a chegar a Portugal!
"A entrada no mercado português tem como objetivo antecipar-se a outras investidas de gigantes do e-commerce, como a Alibaba, que quer abrir a maior loja dos chineses da Internet em Portugal.”
“O lançamento da Amazon.pt deve acontecer nas próximas semanas e vai seguir o modelo de expansão faseada: primeiro será lançado nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, seguindo depois para o Continente.”


Os portugueses terão, finalmente, a oportunidade de comprar milhares de artigos que até agora só estavam disponíveis em lojas de outros países.

São utilizadores da Amazon? Acham uma boa aposta para o nosso País? 


Edit: Desculpem se criei falsas expetativas! Espero que tenham tido um Feliz Dia das Mentiras!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Shipment Revolution?

Os menos otimistas chamar-lhe-hão "miragem". Eu chamo-lhe evolução tecnológica e acredito que esta tecnologia vai revolucionar a forma como compramos online! Os drones são uma realidade bem presente e a Amazon parece estar na crista da onda.

Apesar de todas as condicionantes que esta tecnologia aparenta ter, acredito que à medida que o tempo for passando poderá tornar-se viável e utilizada de forma massiva. Qualquer emergência, necessidade de última hora poderá ser satisfeita numa questão de minutos!
Qual a vossa opinião sobre o futuro dos "drones"?