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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Black mirror: Os efeitos negativos das novas tecnologias


Todos sabemos que a tecnologia tem vindo a transformar cada vez mais todos os aspetos do nosso quotidiano. Hoje em dia, por exemplo, não precisamos de sair do conforto de nossa casa e enfrentar o temporal lá fora só porque precisamos de comprar algo. Seja alimentação, vestuário... até as farmácias de Portugal já lançaram uma aplicação onde através de um simples clique nos fazem chegar os medicamentos a casa! É certo que as novas tecnologias têm vindo a melhorar e a facilitar o nosso dia-a-dia. Afinal, quem é que se imagina a viver sem o seu smartphone conectado à internet e constantemente sincronizado com as redes sociais que nos permitem socializar com os amigos e conhecidos? Parece impossível, certo?
No entanto, quantos de nós já pararam para refletir sobre a forma como a tecnologia tem vindo a dominar a nossa vida? Falo, desta vez, de uma perspetiva negativa.
É por isso que, no seguimento desta temática, vos venho apresentar uma análise de uma popular série da Netflix denominada por “Black Mirror”.  Esta série televisiva, composta por episódios com histórias distintas, aborda o efeito de certas tecnologias numa sociedade paralela e futura onde nos permite visualizar as possíveis mudanças sociais que têm vindo a acontecer nos últimos anos e que, se elevadas ao extremo, podem vir a ser bastante nocivas para a nossa sociedade.
Vou referir um episódio em particular por achar que muitos de vocês (tal como eu), se vão aperceber de que aquela realidade, embora que um pouco extrema, consegue retratar a nossa sociedade. O nome do episódio é “Nosedive” e é um dos mais populares. Este remete para um mundo completamente dependente das redes sociais. Cada pessoa vive em busca de uma melhor classificação (de 0 a 5) que é afetada por tudo aquilo que vivem no dia-a-dia. Qualquer pessoa pode avaliar alguém , através de uma app específica, com quem se cruze durante o dia e em qualquer circunstância. O objetivo é obter a melhor média possível pois é isso que determina o status social e económico da pessoa. Aqueles com uma média elevada (acima de 4,5) possuem bastantes regalias enquanto que os detentores de médias baixas são menosprezados e vistos como “outsiders”. É como se fosse uma espécie de “rating” da Uber combinada com os “likes” da nossa página de facebook e instagram. Agora  imaginem que essa classificação determinava tudo nas vossas vidas, desde o vosso trabalho até à vossa vida familiar.
É certo que esta história não acaba bem para a personagem principal pois ela entra num estado de ansiedade extremo devido às consequências das suas atitudes.  A verdade é que esta realidade paralela não está assim tão distante daquilo que presenciamos hoje, sendo que grande parte dos jovens vivem obcecados com o número de “likes” que conseguem obter a partir das redes sociais e do status que o mundo virtual lhes "oferece".

Recomendo a assistirem a esta série e, em particular, este episódio pois os avanços tecnológicos que, hoje em dia, entendemos como um progresso (dos quais sociais) também implicam efeitos negativos que muitas vezes ignoramos. O objetivo da série não é fazer-nos temer a tecnologia mas sim consciencializar-nos e manter-nos em alerta para todo o tipo de mudança social e desvio comportamental que possam advir dela. 

Deixo-vos aqui uma síntese do episódio em questão. Boa semana a todos!



Fontes: