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segunda-feira, 27 de maio de 2019

Carlsberg: Probably NOT the best beer in the world.

A Carlsberg, uma das maiores empresas do sector cervejeiro, estava a enfrentar - particularmente no mercado britânico - uma queda acentuada das vendas e um surgimento de críticas, por parte dos consumidores, ao seu produto.
A marca dinamarquesa decidiu assim, como resposta, lançar recentemente  uma nova campanha, relançando a marca e um produto - a Carlsberg Pilsner.

Para perceber esta nova campanha é importante destacar que, nos últimos anos, o slogan da marca, utilizado em diversos contextos, tem sido: "Probably the best beer in the world", estampado em outdoors ou popularizado pela voz e figura do seu embaixador: Mads Mikkelsen.


Ora a nova campanha que está em curso procura responder à 'crise' que a marca enfrenta. Para isto procuram fazer uma autocrítica honesta à qualidade do produto que têm oferecido aos seus consumidores e ao próprio rumo e estratégia que tem sido seguido pela marca, o de privilegiar a quantidade em detrimento da qualidade.
Assim, foram surgindo nos últimos meses, outdoors e conteúdo nas redes sociais que continha mensagens da marca que suscitaram a curiosidade dos consumidores sobre o que se estava a passar, admitindo que não eram a melhor cerveja do mundo e que não estavam no caminho certo:

Seguiu-se agora um spot publicitário com o embaixador da marca, transmitido na Televisão e em anúncios digitais, onde a figura da cervejaria reconhece o que tem vindo a ser crítica dos consumidores, mas que isso mudou com a nova cerveja - Pilsner . Quanto ao antigo responsável pela marca e pela velha cerveja, já não está entre nós.

A campanha parece estar a dar frutos, pois os consumidores têm interagido com a marca e criado algum buzz nas redes sociais e as vendas do novo produto estão a subir. Para este sucesso contribuíram alguns ingredientes chave: a desdramatização do facto de que o produto não era o que prometiam ser; mostra uma evidente autocrítica e forte sentido de humor da marca perante a situação; conta uma história e utiliza um anúncio possível de ser entendido pelo público generalista; foi precedido de mensagens que deixaram o público curiosos e atento ao que se estava a passar e, por fim, a acompanhar todo este processo, está a oferta de um produto renovado, com uma nova imagem, novo posicionamento e diferenciado: nova embalagem, e nova receita, por exemplo.


Os responsáveis da marca e da campanha confessam que ainda é precoce para levantar conclusões e que o propósito é verificar se a campanha tem sucesso a longo-prazo.

Fontes:
https://www.morningadvertiser.co.uk/Article/2019/03/27/What-makes-the-relaunch-of-Carlsberg-Pilsner-so-extraordinary.
https://www.marketingweek.com/2019/05/22/carlsberg-brings-its-probably-not-the-best-beer-campaign-to-tv
https://www.beveragedaily.com/Article/2019/04/16/Probably-not-the-best-beer-in-the-world-Carlsberg-challenges-drinkers-to-reappraise-its-beer

quinta-feira, 2 de março de 2017

O sentido de humor como chave para o sucesso

Vivemos no período mais over-communicated da História, onde somos bombardeados com informação a todo o segundo. De acordo com dados de 2016, por dia são realizados, em média, 350 milhões de publicações por todo o mundo. Sendo que o Facebook é considerado crítico ou importante para o negócio, esta realidade obriga as marcas a apostarem num posicionamento diferenciador e muitas recorrem ao sentido de humor para atingirem o share of mind dos consumidores.

Um dos casos de sucesso deste tipo de estratégia é a Polícia de Segurança Pública que passou a utilizar o sentido de humor como ferramenta principal da sua estratégia de comunicação desde 2010. Esta mudança estratégica fez com que aumentassem de 2 mil seguidores, em julho de 2010, para 561 mil gostos atualmente, tornando-se assim uma das páginas de Facebok da PSP com mais gostos da Europa. Este sentido de humor tem que ser altamente controlado e pensado tratando-se de uma instituição tão séria como é o caso da Polícia de Segurança Pública que acreditam que Com humor e rigor se chega à comunidade e se rejuvenesce uma instituição.

Face a uma realidade e objetivo totalmente diferente, a Licor Beirão utiliza igualmente o sentido de humor como fator estratégico. Deixou de ser um simples licor para passar a ser uma bebida de referência para o mercado jovem e isso deveu-se à sua mudança na comunicação. O humor está presente desde o início nesta marca familiar, mas atualmente está mais presente e é uma constante, especialmente nas redes sociais. Apostando em pequenos cartazes com frases engraçadas a marca Licor Beirão consegue arrecadar 7000 gostos e 1248 partilhas num post efetuado a 31 de janeiro de 2017, face a uma publicação normal em 2013 que conta com apenas 189 gostos e 49 partilhas. Vídeos como o pedido de desculpas ao jogador Harry Kane ou o video de apresentação da campanha Preferias Beirão? que arrancam risos a qualquer consumidor, contam com 1,6 milhões e 4,5 milhões de visualizações, respetivamente.

Os consumidores estão cada vez mais exigentes, é cada vez mais difícil de os cativar e nada como proporcionar uma boa risada para criar um buzz virtual, resultando, tanto em vendas como na reformulação do posicionamento uma instituição inteira!

Fontes:

quinta-feira, 11 de junho de 2015

A App que hidrata - HidrateMe

Já é certo e sabido que a Web está presente nos mais variados momentos das nossas vidas. É também sabido que existem Apps para tudo e mais alguma coisa e que, algumas, funcionam como extensões de produtos (ou vice versa).


E que tal uma App e uma Garrafa que nos mantém hidratados?
 
Pois é, já existe!!!
 
A HidrateMe é uma garrafa de água inteligente que conecta diretamente ao smartphone, por via de uma App que controla a ingestão diária de água.



Como funciona? 


O produto

 



Trata-se de uma moderna garrafa de água reutilizável (plástico) que contém um pequeno sensor capaz de controlar a quantidade de água que vai sendo ingerida e que, automaticamente, envia essa mesma informação para a App. Sempre que é identificada a necessidade de ingestão de água, a garrafa brilha para avisar o consumidor que está na hora de se hidratar. 


A App



A App surge como uma extensão do produto, uma forma de controlar a ingestão de água e armazenar toda a informação. Inicialmente, a App coloca algumas questões como peso, altura, idade, etc., para que possa calcular a quantidade de água a ser ingerida por cada indivíduo. Trata-se de uma aplicação user friendly que para além de calcular a quantidade de água a ser ingerida e interagir com o produto, permite igualmente armazenar toda a informação para que o consumidor possa ter uma análise de todo o progresso que tem feito e as metas atingidas. Usando a localização a App consegue, também, ajustar a hidratação diária às condições locais (temperatura, humidade, etc.).
 

O projecto



Será que podemos dizer que este produto é “produto” do crescimento da Web e do desenvolvimento das aplicações? Acho que sim!
O aparecimento deste tipo de produtos é cada vez mais habitual, todos os dias a oferta aumenta e a interatividade desta também. Há uma personalização não só da comunicação, como temos visto nas aulas, mas também dos produtos que são lançados no mercado. Apesar das características físicas do produto não serem personalizáveis, a sua vertente funcional é one-to-one e completamente ajustada a cada consumidor.
 
Optei mais uma vez por falar de um projeto inovador que conta com o crowdfunding para o seu lançamento, mas este ainda se encontra neste processo pelo que podem ajudar esta ideia a lançar-se e adquirirem a vossa HidrateMe através da plataforma Kickstarter!
 
Saudações Digitais!

sexta-feira, 27 de março de 2015

Lidl just knocked a fifth off the price of its One Direction Easter eggs

A conhecida banda One Direction, formada na cidade de Londres, após participação num reality show musical, constituída por 5 elementos, tem sido noticia nos últimos dias pelo abandono de Zayn Malik. Os demais fans desta banda mostram a sua enorme desilusão através das redes sociais, mas há quem consiga de forma brilhante "adoçar" os seus milhares de seguidores: o LIDL UK!
 O Lidl lançou na sua página do Twitter a campanha de Páscoa com um desconto de 1/5 nos ovos de chocolate! 
As reações dos fans não se fizeram esperar e, como sabemos, rapidamente se espalham. Será que a campanha terá o sucesso esperado ou irá gerar alguns dissabores ?
Aqui deixo alguns comentários à campanha:

"Another, speaking on the shop’s Facebook page, described the move as ‘comedy gold’."
"We’re not sure we’d go that far – but nice to know that even though it’s a sad day in the band’s world, at least we can all afford to console ourselves with chocolate."
 http://metro.co.uk/2015/03/26/zayn-malik-quits-lidl-responds-by-knocking-a-fifth-off-the-price-of-its-one-direction-easter-eggs-5122129/

Feliz Páscoa!

sábado, 21 de março de 2015

A "Telepisa" e o Twitter

A Telepizza não é exceção e adota o uso dos social media como ferramenta de Marketing e Comércio Electrónico. A sua estratégia baseia-se no respetivo website e 5 redes sociais: Facebook, Twitter, Pinterest, Google+ e YouTube. Nada de anormal, para já. Em quase todas as redes sociais mantém uma postura um pouco descontraída, mesmo assim transmitindo segurança e qualidade. Uma comunicação tradicional de uma empresa neste ramo.

Agora um foco extra no Twitter...

Bem, de facto só conheci o Twitter da Telepizza por causa de um concurso (lá está, um exemplo de “campanha social”, e mesmo eu não sendo cliente Telepizza, comecei a seguir o seu Twitter para poder participar. Por curiosidade e porque o Nuno na publicação anterior levantou uma questão relacionada, aproveito para comentar em relação a este caso. O concurso consistia em ser original e relacionar a Telepizza com o festival Super Bock Super Rock. Resumindo, eu comecei a interagir com a Telepizza através de tweets com frases originais, referindo sempre aspetos brilhantes da empresa (que não sou cliente mas uma pessoa tenta sempre disfarçar), a Telepizza respondia e partilhava. Já os meus amigos compraram uma pizza e tiraram uma foto com o rapaz das entregas, etc etc. Com uma persistência moderada, em 6 bilhetes disponíveis, ganhamos 4. Obviamente não foi devido à qualidade da nossa participação, mas sim a outra questão: ao número de pessoas que estava a acompanhar aquele concurso. Atualmente a Telepizza tem um pouco mais de 2500 seguidores, naquela altura tinha por volta de 700. Enquanto no Facebook como participantes concorremos com centenas ou milhares de utilizadores, no twitter temos a sorte de ser poucos. Ou tínhamos. O crescimento tem se registado maioritariamente devido a esses mesmos concursos que acontecem de forma bastante frequente, referentes a concertos ou a produtos Telepizza, duas coisas que a maior parte de nós adora. Música e pizza. Estes concursos são oportunidades excelentes para mostrar um apreço, carinho ou simpatia aos clientes atuais, atrair novos que queiram participar também e desta forma a empresa pode também avaliar os consumidores. Esses novos vão ser chamados por amigos ou conhecidos, tal como eu fui.

Interligando agora ao assunto principal: a posição da Telepizza no twitter em relação ao social engagement como lhe chamamos.
Estabelecer uma relação com o consumidor é importante e esta empresa tenta o fazer de forma contínua através dos canais já referidos. No twitter, a @telepizzapt chega a tratar mesmo os utilizadores como amigos, utilizando expressões mais “jovens” e até fazendo piadas. Muitas vezes dá até a ideia de que tudo é um pouco forçado e a ligação não acontece naturalmente, e não é esse o objetivo. Encorajam-nos a participar, a partilhar e a interagir de uma forma frequente.
Já discutimos a importância destas ligações, mas estas devem ser feitas com alguns limites. Já vimos o exemplo dado na aula de uma resposta da Sumol no Facebook que gerou diferentes reações.
No entanto, o Twitter sendo uma rede social menos invasiva e menos utilizada pelos portugueses, faz com que a Telepizza vá mais além e na minha opinião, estique um bocadinho a corda. Se acho piada?! Sim e de qualquer das formas, destaca-se. É interessante ver as diferentes estratégias dependendo da rede social.
Deixo-vos alguns exemplos!

Tweets
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Humm porque será que não seguem a mesma estratégia por exemplo no Facebook?! Será apenas uma questão de dimensão?

Obrigada e bom fim-de-semana!

domingo, 6 de abril de 2014

Responder aos haters

O pior que pode acontecer a uma marca nesta era digital é um fã (ou fãs) tornar-se num "hater" (haters) por causa de uma má experiência, por exemplo. Já ouvimos e vimos exemplos de casos que correram muito mal, recordo, os já clássicos, Ensitel e EDP.

Responder a estes clientes não é fácil e pode sair muito caro - recordemos a Pepsi, caso Ronaldo.
Na pesquisa para o trabalho de webmarketing encontrei um caso de uma cliente muito insatisfeita com o serviço da Alamo Drafthouse.
Não vou contar mais. Convido-vos a ver e a deixarem a vossa opinião acerca da resposta da Alamo Drafthouse.