Uma empresa que vende serviços de preservação de células estaminais de recém-nascidos, a Crioestaminal, está a dar que falar nas redes sociais, em Portugal. Tudo por causa de uma campanha publicitária, onde a empresa utiliza a imagem de uma criança para demonstrar que a preservação das células estaminais do cordão umbilical é imprescindível para salvar a vida de um filho.
No spot, é possível ver uma criança num hospital, enquanto uma voz off diz que há uma grande hipótese de ser, um dia, diagnosticada uma doença ao seu filho que possa ser tratada com recurso a células estaminais deste ou de um irmão. O anúncio termina com a criança a dizer "Mãe, pai, guardaram as minhas células?", uma pergunta que é precedida pela interrogação da voz off: "Está preparado para responder a esta pergunta?".
O vídeo da campanha foi partilhado pela empresa há seis dias no Youtube e está pejado de comentários negativos. Também a valoração deste vídeo, por parte dos utilizadores, é negativa, com a "barra" de feedback a pender bem mais para o vermelho ("desgostos") do que para o verde (gostos).
No Facebook, o vídeo tem sido partilhado e comentado por muitos, quase sempre com indagações sobre uma potencial "chantagem emocional" da empresa aos pais. Na página da empresa, os comentários negativos multiplicam-se, bem como as acusações e as "ameaças" de queixa à Direção Geral do Consumidor (DGC) e ao Instituto Civil de Autodisciplina da Comunicação Comercial (ICAP).


