segunda-feira, 11 de março de 2013

Gangnam Style e o poder do Marketing Viral

Todos conhecem o famoso Gangnam Style mas, mais do que conhecer a música ou até mesmo a coreografia, o interessante é perceber a máquina de marketing por detrás de todo o sucesso, e que permitiu ao seu autor Psy algo nunca antes alcançado, de forma viral e sem precedentes. 

O vídeo original no Youtube tem já 1.339.555.702 visualizações (número quase impossível de ler!) e continua dia após dia a crescer, tendo já ultrapassado outros sucessos e estando já no livro Guiness como o vídeo mais visto de sempre! (isto sem contar com as inúmeras adaptações e remakes). 

Mas a que se deve todo este sucesso? Para começar, a canção não tinha intencionalmente direitos de autor para que as pessoas fossem encorajadasa criar as suas próprias imitações online. Outra táctica adoptada foi o uso das redes sociais tendo sido utilizada a técnica de "crowdsourcing" para coreografar a agora famosa "dança do cavalo invisível". O autor Psy pediu e compilou sugestões de toda a comunidade de dança coreana para criar aqueles movimentos que agpra são populares.
Embora Psy seja geralmente incluído na categoria K-Pop (abreviatura para música pop coreana), ele encaixa-se com muita dificuldade no molde de outros artistas desse género. Na realidade, o seu aspeto e atitudesão muito mais proximos dos das pessoas comuns. 

Para além de tudo isto, o Gangnam Style goza com a \asd forma como o homem comum fantasia com um estilo de vida que busca a gratificação instantânea, simbollizada pela zona luxuosa de Seoul conhecida como Gangnam. O tema anti-materialismo no momento de uma recessão global ajudou a amapliar o apelo da canção.

Por tudo isto será certo retirarmos algumas lições que podem ser aprendidas com o Psy:

Torne o seu produto ou marca mais personalizável.
O facto de não haver direitos de autor e a palavra "Style" do título da canção tiveram um papel importante em permitir que as pessoas adotassem, estilizassem à sua maneira e depois difundissem a música facilmente. Da mesma forma, os produtos e marcas precisam de descobrir os seus próprios elementos que possam ser igualmente personalizáveis.

Seja aberto, mas de uma forma controlada.
A estratégia de "crowdsourcing" de Psy foi limitada apenas à comunidade de dança. Confinar a fonte de ideias a uma base com verdadeiros conhecimentos na área permtiu que Psy aumentasse a criatividade, mas se certificasse ao mesmo tempo que não se perdia tempo a filtrar ideias impraticáveis.

Encontre um denominador emocional invulgarmente comum que várias culturas se identifiquem.
Psy afirmou que fez o vídeo de "Gangnam Style" apenas para o seu país. Mesmo asssim, tanto o vídeo como Psy disfrutam agora de ppulariddae universal apesar de contrariar a convenção em termos de idioma e do aspecto de um ídolo pop global. Na realidade, o apelo transcendente de Psy é que ele é um ídolo anti-pop que se sente muito confortável na sua pele. As arcas enfrentam um desafio quando entram em mercados globais que estão muitas vezes muito saturados por marcas já estabelecidas. à medida que os meracdos emergentes globais se tornam mais conhecedores e procuram uma maior autenticidade nas suas marcas, uma estratégia de posicionamento como a de Psy é o que as empresas, especialmente as que chegam em último, devem considerar: precisam de ser iconoclastas, divertidas e, acima de tudo, sinceras.

Em última análise, "Gangnam Style" pode vir a ser apenas um prodigío que não se repetirá, mas ao seguir as razões para o seu sucesso, as empresas podem tornar-se máquinas também geradoras de sucessos.

O vídeo original aqui

A versão portuguesa mais conhecida aqui

quinta-feira, 7 de março de 2013

C2B on Facebook

Repescando um tema das aulas, o social media marketing tem uma importância crescente e merece toda a atenção por parte das marcas. Sabendo que, em média, os portugueses passam cerca de 88 minutos por dia nas redes sociais e que o facebook é o eleito (dados do estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais” elaborado pela Marktest Consulting), a maioria das marcas que conhecemos e gostamos estão no facebook e, muito provavelmente, têm-nos como seguidores.

Contudo, a presença das marcas no facebook permitiu um diálogo mais aberto não só entre clientes, mas entre o cliente e a marca. É muito frequente encontrar reclamações, pedidos de esclarecimento, sugestões, debates iniciados por fãs, entre outros.
Muitas marcas já se aperceberam que o facebook é uma “espada de dois gumes” e fazem o seu melhor para tirar partido das redes sociais; outros nem tanto.


Esta comunicação Consumidor/Marca, ou C2B, não está ao alcance de todas as marcas. Estar no facebook implica transparência por parte da empresa, disponibilidade para dar resposta….e muita paciência. É necessário ter em conta que os consumidores de hoje em dia, além de mais exigentes, estão mais ativos: perderam o pudor em reclamar, sentem a necessidade de alertar outros consumidores, para que não caiam no mesmo erro.

Pequenos Casos
De alguns pequenos casos retirados do facebook, convém dizer que, apesar da maior preocupação com as redes sociais, ainda há marcas que não respondem a uns consumidores, mas respondem a outros (em baixo, a FNAC e a Tiffosi respondem a um consumidor, enquanto deixam outro sem resposta).

É necessário ter cuidado! Esta seleção nas respostas pode causar uma reação ainda mais negativa por parte dos consumidores. Todas as reclamações devem ser geridas!  Nestes casos específicos sugiro que, para diminuir a visibilidade das reclamações (preocupação fundamental das marcas!), o ideal é agradecer a informação e pedir para enviar a  mesma para um endereço de email, para daí procederem à sua correta gestão.

E gerir bem as reclamações compensa!

Apenas por curiosidade, mais uma anotação: esta marca portuguesa responde no seu facebook em 3 línguas diferentes!

 
E já agora, uma dúvida: alguém sabe se a Ryanair tem página no facebook?
Eu procurei e não encontrei… e não acredito que tenha…

sábado, 2 de março de 2013

POINT-KNOW-BUY: casos Renova e Tesco

Recuperando um post antigo, a propósito do que foi discutido na última aula...Bom fim de semana!

A Renova inaugurou as lojas On-the-Go nas estações de metro do Marquês do Pombal, em Lisboa, e da Trindade, no Porto (cá primeiro :)...).
Com a abertura das lojas On-the-Go «a Renova estreita a sua ligação com os consumidores, convida-os a conhecer melhor os seus produtos e soluções, ao mesmo tempo que lhes proporciona uma nova forma de comprar», considera a empresa.
A loja virtual permite que, no compasso diário de espera no metro, os consumidores encomendem produtos da marca a partir da leitura, com o smartphone, de um código QR (acrónimo do inglês Quick Response), disponível junto de cada produto impresso num gigantesco painel colorido, simulando as prateleiras de um supermercado. As entregas são efectuadas em 48 horas após a compra, sem custo de envio para Portugal Continental, a partir de uma compra mínima.
Há ainda placards com os mesmos códigos QR que permitem seguir a Renova no Facebook e Twitter e que explicam todo o processo de compra, para quem ninguém tenha dúvidas na altura de se decidir por este novo tipo de compra… digital.
Já antes, a Tesco com a sua “loja” na Coreia do Sul, tornou-se num destacado exemplo na utilização de QR Codes, com algo semelhante à "nossa" Renova. Aqui o vídeo...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Bewarket-Turn the Web and Be the Market


Por iniciativa de um grupo de amigos surgiu em finais de 2010 o Bewarket, uma nova aplicação para o Facebook.
Segundo os seus criadores o Bewarket é como um OLX ou Ebay do Facebook, onde os utilizadores registados podem comprar ou vender artigos em 2ª mão.
Têm neste momento 15.000 utilizadores registados e o seu objectivo é fazer crescer este número, assim como aumentarem as suas receitas, que neste momento ainda são muito reduzidas.
A Bewarket esteve recentemente nos EUA à procura de novos investidores e se tudo correr conforme esperado pensam transferir-se para São Francisco, com o objectivo de “chegar a um milhão de utilizadores registados em ano em meio”.

 Julgo que esta é, sem dúvida, uma grande ideia e um grande projeto. Não sei se já o conheciam, mas como é de uns amigos achei por bem partilhar e assim ajudar na sua divulgação.

Neste momento falta-lhes apenas utilizadores, um grande número deles, o que normalmente é conseguido, através de publicidade, passa-palavra, etc. Infelizmente não possuem ainda grande capacidade financeira para investirem no marketing e em publicidade, por isso deixo aqui o desafio: que podem eles fazer para melhorar a sua visibilidade? O que podem fazer de diferente e inovador para fazerem chegar a sua marca mais longe?

Deixo-vos abaixo a página de FB da aplicação, o site e ainda uma notícia que saiu recentemente na Exame Informática.



Página Facebook:
https://www.facebook.com/bewarket?ref=ts&fref=ts

Site:
http://www.bewarket.com/

Notícia:
http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/internet/2013/01/17/bewarket-negocios-entre-amigos

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

StoreAgent: a app que paga aos consumidores pelas suas opiniões


O StoreAgent é uma aplicação que revoluciona a análise do cliente-mistério, os estudos de mercado e a recolha da opinião dos consumidores, através da tecnologia disponível no seu dispositivo Android e iPhone.
 
Na plataforma do StoreAgent, os clientes (as empresas) propõem missões (visita a uma loja, avaliar a montra, experimentar um produto...). São os próprios consumidores, desde que detentores de um smartphone, que serão os agentes destas missões. Por exemplo, é possível analisar quanto tempo demorou a servir um café, se este é de qualidade e tirar e submeter uma foto do café, em tempo real e sem intermediários.
Com resultados em menos de 2 horas e recorrendo a uma força de agentes dispersos globalmente (os consumidores) mas georreferenciados, esta app devolve a qualquer hora do dia e em qualquer local a informação que até hoje poderia demorar semanas a recolher. Os agentes completam a missão e são pagos pela mesma, constituinde uma fonte de receita para os seus utilizadores.
 
A ideia, portuguesa, foi apresentada no programa da SIC Notícias, The Next Big Idea, e pode ser visto aqui.

Cada vez mais, os consumidores são não só simultaneamente produtores (por exemplo, de conteúdos) - os prosumers - mas começam a perceber como gerar receitas adicionais com a sua participação e com as suas criações - são os sellsumers. E em época de crise, um rendimento extra é sempre bem-vindo...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Mensagem de Boas Vindas 2012/2013

Bem Vindos ao Blogue de Web Marketing e Comércio Electrónico!
Depois de uma paragem motivada pelo fim do ano lectivo anterior, eis que regressa à actividade o blogue oficial da disciplina de Web Marketing e Comércio Electrónico da FEP.
O Blogue visa constituir uma ferramenta pedagógica adicional de natureza interactiva que pretende cultivar uma maior participação dos alunos na dinâmica da disciplina entre sessões presenciais.

São objectivos do Blogue:
- incentivar a participação dos alunos e contribuir para a dinamização da disciplina: os alunos são convidados a intervir no Blogue, iniciando debates ou comentando intervenções de outros colegas;
- permitir a colocação de discussões on-line por parte dos alunos com carácter colaborativo, de forma a que todos os colegas as possam partilhar;
- divulgar informações complementares de interesse para a disciplina, em particular, ou para a temática de web marketing, em geral;
- e, por último, contribuir para uma melhor aprendizagem e avaliação dos alunos.
O Blogue está também aberto à comunidade web.

Nesta nova temporada, as expectativas são de fazer (ainda) mais e melhor!
Obrigada pela colaboração de todos!
Teresa Fernandes