sexta-feira, 4 de março de 2016

Hands Free: Google testa pagamentos sem mãos


O sistema tira partido de Wi-Fi, Bluetootth e de funcionalidades de localização para perceber se o utilizador está numa loja ou restaurante que aceita este tipo de pagamentos. Em caso afirmativo, basta indicar ao funcionário que quer «Pagar com Google» para que este possa confirmar a identidade do utilizador e completar a transação.
O objetivo da Google é que os estabelecimentos parceiros passem a ter câmaras que identifiquem logo os utilizadores, recorrendo às fotografias que estes colocam no Hands Free para que os funcionários não tenham de fazer as confirmações visualmente sempre, noticia o The Verge.
O Hands Free vai funcionar em conjunto com o Android Pay e já tinha sido anunciado em maio do ano passado, durante a conferência I/O. Numa primeira fase, o sistema está a ser testado em restaurantes como McDonald's e Papa John’s da zona de São Francisco.

Fonte: Exame Informática

Sony cria plataforma digital para experimentação de produtos

O Sony Guru é um projeto que tem como objetivo conectar o consumidor diretamente à Sony Mobile por meio de uma experiência imersiva. Áudio, vídeo e demonstração de produtos ao vivo, são os pontos de partida e comunicação entre o consumidor e o Guru do outro lado do ecrã, que funciona como consultor pessoal para os utilizadores que se conectarem a plataforma. A aplicação tem ainda a vantagem de apresentar os produtos e seus principais benefícios de acordo com os hábitos de uso do potencial consumidor.

Como temos vindo a falar nas aulas de Web Marketing, há uma quantidade assinalável de consumidores que pesquisam online informação relativa aos produtos que querem comprar e a Sony reagiu e vislumbrou, segundo a diretora de marketing da Sony Mobile no Brasil, Ana Peretti, " uma grande oportunidade de abrir um diálogo com eles para tirar dúvidas, apresentando a superioridade dos smartphones da Sony com objetivo de conquistar o consumidor antes que ele chegue ao ponto de venda, seja físico ou online".


Esta notícia reflete o novo desafio que as empresas enfrentam. É que a estratégia multicanal já fez todo o sentido mas a verdade é que estar presente em todos os canais em que o consumidor está ou pode estar não chega. É necessário, tal como a Sony já fez com esta iniciativa, proporcionar ao cliente uma experiência de compras excecional e semelhante, qualquer que seja o canal por este escolhido: na loja física, na loja "online" através do computador pessoal ou até na mesma loja através do telemóvel. Uma estratégia omnicanal é muito provavelmente mais do que uma moda passageira: é uma "buzzword" que veio para ficar, um conceito quase obrigatório para todos os que pretendem ter uma presença "online" sustentável.


A notícia pode ser consultada aqui.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Os 3Ps da Geração Millennials

A nova geração designada geração Millennials, geração Y ou geração da Internet representa uma geração com características muito peculiares e exigências cada vez maiores. De forma muito breve, podemos caracterizá-la como sendo uma geração totalmente online, em que a partilha de experiências, troca de impressões, comparações, aconselhamento, criação, e divulgação de conteúdos é uma necessidade constante. O uso de aparelhos de tecnologia, como smartphones, e a Internet fazem parte do seu quotidiano, tornando-os mais informados, exigentes e com maior peso na tomada de decisões de compra.
Em consequência, surgem novas ideias e abordagens por parte das empresas de forma a conseguirem posicionar-se perante este novo tipo de consumidores.
O meu foco vai para um artigo, escrito por Stephan Loerke, CEO da Federação Mundial de Anunciantes, que poderá ser lido na revista Marketeer de fevereiro de 2016.
     Stephan Loerke considera que, devido essencialmente às novas características dos Millennials bem como da crescente globalização, é pertinente acrescentar novos P’s ao marketing, sendo eles: Propósito, Princípios e Participação. O gestor defende que os indivíduos nascidos entre 1980 e 2000 é mais informada e exigente, mais desapegada das marcas e dispõem de uma série de ferramentas sociais para se fazer ouvir. O modelo de comunicação é bidirecional, obrigando as marcas a revestirem-se de novas valências (Marketeer, fevereiro 2016).
           Nos dias de hoje cada vez se dá mais valor ao propósito do que propriamente ao produto, tornando-se assim fundamental para as empresas encontrarem soluções para ligarem os seus produtos a determinadas causas ou necessidades (diria, crescentes e mais exigentes deste novo tipo de consumidores); o que a marca defende e por quais valores se rege torna-se, também, cada vez mais essencial. Desta forma, os seus princípios, aliados possivelmente a uma cultura de valores e normas sociais respeitadas, são fundamentais para a prosperidade de todas as Organizações. Por fim, e para mim, o P mais evidente e usado nos dias de hoje, a participação. Começa a ser uma verdade universal que a participação dos consumidores em qualquer tipo de campanha ou evento da marca torna-se muito mais eficaz que qualquer outro tipo de promoções (fazendo com que possa haver alterações significativas no marketing mix praticado pelas empresas, nomeadamente na comunicação e promoção). 
         Em jeito de conclusão deixo em aberto: para onde caminhamos? Haverá um retrocesso deste novo tipo de consumidor ou, pelo contrário, as exigências serão cada vez maiores e novas necessidades surgirão?


Fonte: Revista Marketeer, Fevereiro 2016

Acabaram os recados na caderneta escolar!


Chama-se Educabiz, é uma plataforma de gestão educativa e pretende simplificar as interacções das instituições com os encarregados de educação, entregando-lhes um relatório diário de actividade dos seus educandos.

Antes mesmo de irem buscar os seus filhos à escola, os pais já podem saber o que aconteceu ao longo do seu dia, se lancharam, se fizeram a sesta ou se passaram o dia bem-dispostos. A plataforma permite a realização e envio de relatórios individualizados acerca das actividades dos filhos, podendo os pais consultar todas as informações nas suas contas de email.

Como refere Jorge Baptista em entrevista para a Marketeer, administrador da Educabiz, existe uma série de vantagens para as instituições que subscrevem a plataforma. A principal, diz, reside no facto de se tratar de uma única aplicação onde coabitam as componentes pedagógica e de gestão de negócio.

A utilização deste software de gestão online permite às instituições a prestação de um serviço completamente diferenciado aos seus clientes. Estes podem aceder a um conjunto de informações e comunicar em tempo real, inclusivamente serem eles próprios a inserir na plataforma informações de interesse à instituição.



A Educabiz é o resultado de dois anos de trabalho de Jorge Batista e José Carlos Medeiros, que investiram um total de 80 mil euros no projecto.

Os objectivos para este ano passam pela consolidação e crescimento do negócio. Jorge Baptista refere que a empresa está a trabalhar na internacionalização, tendo já fechado um negócio fora. Para Portugal, os objectivos passam por tornar a Educabiz a solução com maior quota de mercado no sector de gestão educativa. «Desde Instituições Públicas de Solidariedade Social a colégios privados, passando por centro de explicações, temos clientes de todas as dimensões e de quase todo o país», enumera Jorge Batista.

Fonte: Marketeer

terça-feira, 1 de março de 2016

Até onde pode a segurança chegar?

A pergunta que fazem é: E se fosse possível "pagar" as compras com uma selfie?

Esta questão, imposta pela Mastercard, tem por base o problema da segurança quando realizamos compras online e das recusas dos dados do cartão, muitas vezes sem nexo, o que, segundo eles, custa à empresa 13 vezes mais que o custo de uma fraude real.

E, se agora, em vez de um pin/ passwords, pudéssemos realizar a compra online com uma selfie ou através das nossas impressões digitais? Se há dez anos atrás nos dissessem isto, sem dúvida que nos iriamos rir, mas hoje estamos num mundo onde tudo é possivel e porque não torná-lo mais seguro e cómodo?




Quem de nós ainda não experimentou fazer uma compra ou pagamento online? Não seria muito mais fácil simplesmente segurar no telemóvel no lado da selfie, piscar os olhos e já está? Basta apenas fazer o download da aplicação para o computador, tablet ou smartphone.. Segundo eles, este piscar de olhos é por forma a garantir que não é uma foto.

Este método já está a ser testado e, tal como eu, a maior parte dessas pessoas concordam com a maior segurança deste projeto. Sendo também, por isso, que processos como reconhecimento por voz ou ritmo cardíaco estão também em opção.

O plano da compra através da selfie está programado ser lançado em 14 países no verão, onde, infelizmente, Portugal ainda não é um dos escolhidos, provavelmente porque ainda não somos um país completamente online, onde ainda só os mais jovens se atrevem a ir mais longe no mundo virtual.


Fonte: TVI24

200 milhões de Internautas só em 2015..

Segundo um estudo realizado pelo Facebook, o mundo tem cada vez mais internautas, contando hoje com 3,2 mil milhões de pessoas online, número que ainda se encontra em minoria quando comparado com aqueles que continuam offline (4,1 mil milhões). Portanto, apesar da internet ser global e cada vez mais massificada e de sermos a "geração net", ainda há muito que fazer para reduzir os  cerca de quatro mil milhões e convertê-los em internautas.

Este número reflete o facto das zonas em desenvolvimento ainda estarem muito atrás nesta dimensão, muitas vezes devido a carências económicas ou falta de conhecimentos.

Outro facto interessante passa por  se constatar que as mulheres, em muitos países, usam menos internet que os homens, assunto que pode ser explicado provavelmente pela própria cultura de alguns países.



Plataformas como o Facebook precisam que mais e mais pessoas se tornam "pessoas online" para poderem lucrar cada vez mais, é uma simples questão financeira. O problema é que devido a algumas circunstâncias, por muito desenvolvido que o mundo se torne, haverá sempre um determinado número de pessoas que não conseguirão aceder à internet - mil milhões de pessoas, aproximadamente - e este é o maior desafio de todos, exigindo além de inovação, grandes investimentos. Assim sendo, espera-se que em 2020, três mil milhões de pessoas continuem offline.

Mas e em 2050? Será que este nicho de pessoas ainda irá resistir à tentação do mundo virtual?


Fonte: Expresso