segunda-feira, 4 de abril de 2016

Jornal "The Times" anuncia que não publicará mais notícias online em tempo real

Segundo uma notícia da Globo, no passado dia 30 de Março, o jornal britânico "The Times" anunciou que deixará de publicar notícias em tempo real no seu site e aplicações. As atualizações dos conteúdos serão feitas 3 vezes por dia durante a semana e 2 vezes ao dia durante o fim de semana.
Ainda segundo o próprio jornal, esta e outras mudanças que têm sido feitas (como ter os conteúdos digitais disponíveis mediante pagamento) foram "baseadas numa pesquisa exaustiva" sobre os hábitos dos leitores.

Em carta aberta aos leitores, o jornal explica que esta medida foi tomada para oferecer "artigos confiáveis e em profundidade, análises atualizadas e opiniões estimulantes". No entanto, as chamadas grandes notícias de "última hora" não serão afetadas: "Certamente, se houver uma grande notícia, atualizaremos imediatamente".

Aparentemente, estas medidas vão contra tudo aquilo que tem sido dito sobre aquele que é o comportamento atual dos consumidores na internet, principalmente no que diz respeito à informação: a maior parte dos utlizadores tomam como garantido os conteúdos gratuitos e têm cada vez mais interesse no imediatismo, ao serem mais exigentes quanto à presença de conteúdos: querem saber tudo e "agora".

Apesar de ser uma característica apreciada, não são raros os casos em que o imediatismo leva a uma perda do rigor e da qualidade, uma vez que nem sempre se confirmam factos importantes: basta pensarmos no caso recente da morte de um estudante nas instalações da FEUP e das notícias publicadas pela TVI24 relativamente ao mesmo (ver imagens abaixo).
A isto devemos também acrescentar o impacto da partilha das notícias nas redes sociais e os comentários, por exemplo, que muitas vezes acabam por alimentar a divulgação de uma informação falsa/pouco rigorosa.


Notícia da TVI24 publicada a 1 de abril (às 10h11) - http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/homicidio/estudante-universitario-mortalmente-espancado-no-porto
 


Notícia da TVI24 publicada a 1 de abril (às 17h16) - http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/feup/pj-afasta-tese-de-homicidio-no-caso-do-estudante-morto-no-porto


Será que com estas medidas o "The Times" estará a dissociar a informação rigorosa do "gratuito"? Conseguirá valorizar os seus conteúdos ao torná-los menos imediatos ou estas decisões terão sido um tiro no pé?
Com o impacto das tecnologias e da internet nas empresas e no comportamento dos consumidores, serão opções como estas que irão garantir a sustentabilidade dos órgãos de comunicação social?

Fontes:
- Globo (http://g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/2016/03/jornal-britanico-times-deixa-de-publicar-noticias-em-tempo-real-no-site.html);
- TVI24 (links mencionados acima)

domingo, 3 de abril de 2016

O restaurante que pesquisa por si

O restaurante Eleven Madison Park, localizado em Nova Iorque e detentor de três estrelas Michelin, optou por uma nova abordagem de marketing através de uma maior personalização do serviço. Já imaginaram chegar a um restaurante no vosso dia de anos e serem recebidos com um caloroso “Parabéns”? Ou serem atendidos por empregados com interesses semelhantes aos vossos? 




Pois, são exatamente pequenos detalhes como estes que o restaurante procura oferecer ao seu cliente. Aquando da reserva, o Eleven Madison Park procede a uma pesquisa do futuro cliente através das redes sociais e outras plataformas online, de forma a conhecê-lo um pouco melhor. Neste sentido, é conseguido um balanço entre a excelente comida que tanto o caracteriza e um atendimento customizado, valores esses que potenciam a sua reputação. Apesar de o restaurante considerar que esta é uma boa forma de oferecer uma experiência mais agradável aos seus clientes, existe, no meu ponto de vista, um risco de tal ser entendida como uma invasão de privacidade.

Fenómeno Phubbing

Levar o telemóvel para o ginásio enquanto se está a treinar. Interromper uma conversa para responder a uma mensagem. Andar na rua e alterar o estado do Facebook. Publicar tudo o que se faz no Instagram. Estas são algumas atitudes de quem 'sofre' de phubbing. Nada mais nada menos que o ato de se distrair com o telemóvel e ignorar as pessoas com quem se está (Expresso).

Numa geração completamente online, estilos de vida têm vindo a alterar-se e necessidades tendem a modificar-se.

Uma das características que nos dias de hoje identifica a geração Millennials e que ninguém pode negar, designa-se fenómeno do Phubbing. Consiste em ignorar a pessoa que está à nossa frente em detrimento de um smartphone. A possibilidade de a partir de um pequeno aparelho termos acesso a qualquer tipo de informação ou rede social foi um dos grandes motores para o aparecimento do phubbing. No entanto, os smartphones devem ser vistos como “ferramentas” e não como “instrumentos de evasão”. 

Já algumas iniciativas têm vindo a ser feitas para alertar para este fenómeno e de certa forma atenuá-lo. Uma dessas iniciativas que merece particular atenção designa-se por "Stop Phubbing!" e foi lançada por um estudante universitário australiano, Alex Haigh. Trata-se de um site onde podemos encontrar vários dados e frases de recomendação, Recomendo assim visitarem  http://stopphubbing.com/ e aderirem ao movimento!



Fonte: Expresso; http://stopphubbing.com/

sábado, 2 de abril de 2016

Vender numa plataforma não é apenas colocar online os produtos


Para vingar no mundo do comércio eletrónico, atualmente, existem aspetos que devemos ter em conta.
Nesse sentido, o KuantoKusta sugere cinco conselhos para sobreviver ao e-commerce, uma vez que 74% dos portugueses preferem a Internet quando pretendem comprar um produto.

Em primeiro lugar, sugere que se aposte de uma forma mais intensa nas versões mobile das plataformas. Ainda se encontram muitos problemas nestas plataformas, sendo que os utilizadores acabam por desistir da compra a meio e procurar uma outra alternativa. Posto isto, existe então a necessidade de investir em versões mobile das plataformas de e-commerce para que os produtos estejam acessíveis a qualquer momento, a partir de qualquer dispositivo.
Em segundo lugar, os utilizadores não têm muita paciência para carrinhos de compras com muitos passos. Gostam de coisas mais práticas e rápidas. É ideal ter um site simples e intuitivo.
Depois, é também importante que a informação seja completamente transparente e de fácil compreensão. Ou seja, as fichas dos produtos devem informar os consumidores de forma clara, conquistando assim a confiança do cliente.
Uma vez que estamos perante consumidores informados e desgastados com a quantidade de publicidade em seu redor, é inteligente não colocar nas páginas janelas pop-ups ou banners publicitários.
Finalmente, é necessário ser-se claro com o preço final a pagar. As marcas devem, então, ser claras no preço final, bem como nos métodos de pagamento, assim como nas taxas extras (por exemplo, o IVA) e por exemplo possíveis custos de transporte.

Atualmente, um número grande de compras é efetuado online. Logo, é necessário criar estratégias para captar a atenção do cliente, bem como conquistar a sua confiança para que continue a efetuar as suas compras dessa forma.


Fonte: Marketeer

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Plataforma permite comparar preços dos retalhistas.

Já ouviram falar da "Mais Carrinho"? Trata-se de um motor de pesquisa que permite comparar os preços praticados por alguns dos principais retalhistas a operar em Portugal. De momento, a base de dados permite comparar artigos do Continente, Intermarché, Lidl, Pingo Doce e Jumbo, mas a perspectiva é que possa ser alargada a mais operadores.


Para além de comparar preços, a plataforma vai registando o histórico do consumidor e, ao longo do tempo, está preparada para sugerir pesquisas mais refinadas. No futuro, caso o número de utilizadores o justifique, estão pensadas funcionalidades relacionadas com a personalização, como é o caso de alertas por geo-localização ou promoções direccionadas. 

A aplicação é totalmente gratuita, e as fontes de receita estão intrinsecamente relacionadas com a sua popularidade. Quanto mais utilizadores tiver, mais interesse terá para as marcas, retalhistas e outros parceiros.

Internet irá superar a Televisão

É já em 2017 que se prevê a reviravolta dos media, espera-se que no próximo ano a Internet supere a Televisão em investimento publicitário, perdendo a TV a liderança que durante tantos anos foi dela.

Muitas têm sido as alterações na forma como as empresas têm comunicado com os seus clientes nos últimos anos e, o facto de vivermos numa geração completamente fã dos meios online ajudou a este progresso. Cada vez mais são as horas que a população gasta em frente a um computador, tablet ou telemóvel, e menos em frente a uma televisão.

Acreditam que, ainda este ano, a publicidade na Internet vai crescer três vezes mais do que a média geral. Se já muitas empresas utilizam os meios online, agora ainda vão utilizar mais. Cada vez mais as pessoas pesquisam online, para comprarem offline, e a crescente procura na Internet pelos produtos/ serviços das marcas está na base deste facto, A possibilidade dos consumidores poderem estar online em todo o lado, através do seu smartphone, faz com que as marcas tentem cada vez mais estar presentes neste meio.

Outro facto poderá ser também os menores custos e o maior acesso a informação sobre os seus consumidores ou possíveis consumidores.

O mercado da publicidade está a crescer, ano após ano, prevendo-se um crescimento de 4,6 % para este ano.



Fonte: tek.sapo.pt