As autoridades berlinenses ameaçam aplicar multas que podem alcançar os 100 mil euros a quem alugar apartamentos na capital alemã através da plataforma Airbnb, atitude que é justificada pela lei "Zweckentfremdungsverbot" aprovada em 2014 e aplicada a partir de 1 de Maio deste ano (previa-se um período de transição de 24 meses que terminou no final de Abril).
As autoridades apresentam duas razões para esta medida: proteger a disponibilidade das casas e manter as rendas o mais baixas possível. O objetivo é garantir a acessibilidade do alojamento numa cidade onde este é cada vez mais escasso e caro, situação que se agravou com o sucesso das plataformas de arrendamento online, como é o caso da Airbnb.
Com a implementação desta política, os turistas que visitarem Berlim apenas poderão alugar quartos, estando proibido o arrendamento de casas e apartamentos inteiros.
Julian Trautwein, porta-voz da Airbnb, afirma que os berlinenses querem regras mais claras quanto à partilha das suas casas, pelo que os decisores políticas devem ouvir os seus cidadãos e seguir o exemplo de cidades como Paris, Londres e Amesterdão.
Resta saber se outras cidades adotarão esta medida, uma questão relevante dado que, hoje em dia, o turismo representa, para muitos países, uma verdadeira "galinha dos ovos de ouro".
Qual é a vossa opinião? Acreditam que é necessário condicionar a atuação das plataformas digitais de arrendamento turístico, de modo a que as cidades não percam a sua autenticidade cultural e que as rendas não atinjam valores exorbitantes? Ou acham que isto não passa de uma atitude inútil de "parar o vento com as mãos", numa altura em que a inovação tecnológica conduz ao inevitável sucesso da "sharing economy"?