sexta-feira, 3 de março de 2017

Óscares – problemas magnificados no apogeu das redes sociais


Numa altura em que a rapidez da comunicação e transmissão de notícias são fatores sempre presentes, as marcas vêem-se submetidas a um escrutínio dificilmente evitável e facilmente magnificados.
Sem dúvida que o acontecimento da semana, na forma da gaffe que decorreu na atribuição de um dos Óscares mais cobiçados no mundo cinematográfico, é interessante do ponto de vista do impacto de erros com grande potencial para se tornarem virais.

É possível afirmar que, dado o contexto político atual, a indústria cinematográfica americana tem sido atacada e, em certos casos, apelidada de “sobrevalorizada”. Por isso mesmo, é também possível considerar que a pressão sobre a qual a Academia se sentia para providenciar uma noite de entretenimento e premiar os melhores do ramo sem qualquer erro seria, especialmente este ano, mais elevada do que em anos habituais – com a possível excepção do ano passado, que viu os Óscares associados à hashtag #Oscarssowhite, assim como os respetivos apelos a boicotes por parte de atores afro-americanos.

Obviamente, os planos para uma noite livre de erros foram pelo cano abaixo. Para além da quebra de audiências não prevista, causando o nono ano consecutivo de descida de audiências para uma das noites mais importantes de Hollywood (e uma das mais caras em termos de tempo de antena para anúncios), o grave erro na entrega do Óscar de melhor filme veio abalar a imagem da Academia.


No que toca à resposta das redes sociais, a noite foi de “sucesso”, com o erro a tornar-se viral e a conceder mais mediatismo e mais referências à cerimónia de entregas, nomeadamente as reações dos presentes ao desenrolar da situação. Embora a gaffe se tenha revelado um momento de leviandade numa cerimónia que tem tido dificuldade em manter-se relevante num mundo em que uma entrega de prémios de 4h se consegue tornar algo maçadora, as consequências deste momento serão tudo menos levianas.

Em primeiro lugar, há que notar o facto de o erro ter colocado a Academia, enquanto organizadora do evento, na posição embaraçosa de retirar o prémio à equipa produtora do La La Land (que tomou um posição extremamente humilde, honesta e magnânime, na minha opinião) e o entregar aos verdadeiros vencedores, a equipa do Moonlight. A equipa do La La Land teve tempo de dar alguns discursos de agradecimento (que se vieram a revelar sem motivo) e a equipa de Moonlight viu-se com tempo reduzido para fazer o mesmo.

Em segundo lugar, há que falar de quem sairá verdadeiramente prejudicado em consequência deste sério erro, a PwC. A PwC não só estragou, se calhar definitivamente, uma relação com mais de 80 anos com a Academia, mas também sofreu um duro golpe de relações públicas, graças à rápida divulgação online.

No caos que se seguiu, e das informações que foram sendo divulgadas, o erro terá partido dos representantes da PwC (Brian Cullinan e Martha Ruiz) que terão entregue a cópia do envelope para o prémio de melhor atriz, que depois foi entregue a Faye Dunaway e Warren Beatty, sendo que parte do erro também terá estado no design do próprio cartão que terá facilitado a confusão por parte do atores quando se encontravam a ler o cartão. Para além disso, testemunhos de produtores indicam que, embora parte do trabalho dos representantes da PwC seja decorar os nomes de todos os vencedores e interromper os apresentadores imediatamente se for anunciado algum vencedor errado, tal não aconteceu, o que possibilitou os discursos de agradecimento da equipa do La La Land.

O erro dos representantes da PwC é agravado pelo facto de, graças às entrevistas dadas nos dias anteriores a discutir o processo de contagem dos votos e determinação dos resultados, as suas identidades serem conhecidas, facilitando a descoberta dos seus perfis em redes sociais. Tal descoberta levou a que fosse encontrado um tweet de Brian Cullinan com uma fotografia de Emma Stone nos bastidores após a sua vitória como melhor atriz – o prémio entregue imediatamente antes do Óscar de Melhor Filme, algo que lhe terá sido dito explicitamente para não fazer.

Dadas as consequências deste grave erro, é apenas natural que a Academia reconsidere a relação que mantém com a PwC, tendo já começado por banir os dois representantes da mesma. Da parte da PwC, embora tenham já assumido publicamente responsabilidade pelo erro, a internet nunca esquece este tipo de momentos (por mais icónicos que se venham a revelar) e este erro estava submetido, literal e figurativamente, a um especial holofote de atenção, estando ainda por averiguar a totalidade do impacto que terá na reputação da empresa.

Fontes:

quinta-feira, 2 de março de 2017

A Exaltação dos "Novos Criadores" nos Óscares


No passado Domingo, realizou-se a 89ª Cerimónia dos Óscares, o segundo programa televisivo mais visto do mundo e o pináculo das cerimónias de premiação para a indústria cinematográfica.
Casey Neistat, uma dos mais proeminentes Youtubers da atualidade, juntou-se à gigante Samsung e foi a cara de um spot publicitário da marca, transmitido durante o primeiro intervalo da cerimónia.
Casey Neistat surge num parque de estacionamento e realiza o seu “discurso” aos espectadores da cerimónia, explicando que é preciso prestar atenção à massiva comunidade online, que é o Youtube.
A mensagem fundamental do anúncio é exemplificar, como até mesmo, os criadores de conteúdo que não estão envolvidos numa indústria tão grande quanto a de Hollywood, podem ter um impacto. Casey chega mesmo a apelidar os youtubers como “ os criadores desta geração”.


O facto de o anúncio ter sido transmitido, pela primeira vez, na noite dos Óscares, foi particularmente adequado, já que Casey é uma das maiores estrelas do YouTube e os Óscares são a forma mais eficaz de chegar àqueles que realizam, profissionalmente, filmes e anúncios.
Na minha opinião, esta poderá ser uma grande “jogada” por parte da Samsung, uma vez que, demonstra que a marca é parceira deste tipo de criadores e que os apoia com as suas ferramentas mais recentes (câmaras fotográficas que também funcional como telemóveis).
Este spot publicitário, reflete ainda, a necessidade de existir um foco real, por parte dos marketers e das empresas, neste tipo de plataformas, numa altura em que cada vez mais pessoas têm acesso à Internet e em que o vídeo revela ser a melhor ferramenta de exibição e suprime as falhas de linguagem e comunicação encontradas com a escrita.

De referir contudo que, esta não é a primeira vez que a Samsung colabora com criadores de conteúdo.
Após o escândalo com as baterias Galaxy Note 7, que resultaram na perda de 5,3 biliões de dólares, bem como, na perda de confiança do consumidor, a Samsung começou a colaborar, não só, com youtubers como é o caso de Neistat e Jesse Wellens, mas também, a modelo Karlie Kloss.


A Samsung, pretende assim, libertar-se da imagem deixada pelo desastre das baterias “explosivas” e fazer a transição da publicidade focada no produto, como é o caso, dos spots publicitários Galaxy A films, realizados no ano de 2016, para a publicidade focado no ser humano. Este anúncio marcou o início de uma campanha extensiva da Samsung baseada na tagline “Do what you can’t”

Spot Publicitário de 2016 - Galaxy A films

Fontes
:http://www.campaignlive.com/article/exclusive-samsung-awards-different-kind-filmmaker-during-oscars/1425390
http://www.adweek.com/brand-marketing/casey-neistat-introduces-hollywood-to-the-new-makers-in-samsungs-oscars-campaign/
https://fstoppers.com/business/samsung-ad-casey-neistat-shows-rest-us-167245

O sentido de humor como chave para o sucesso

Vivemos no período mais over-communicated da História, onde somos bombardeados com informação a todo o segundo. De acordo com dados de 2016, por dia são realizados, em média, 350 milhões de publicações por todo o mundo. Sendo que o Facebook é considerado crítico ou importante para o negócio, esta realidade obriga as marcas a apostarem num posicionamento diferenciador e muitas recorrem ao sentido de humor para atingirem o share of mind dos consumidores.

Um dos casos de sucesso deste tipo de estratégia é a Polícia de Segurança Pública que passou a utilizar o sentido de humor como ferramenta principal da sua estratégia de comunicação desde 2010. Esta mudança estratégica fez com que aumentassem de 2 mil seguidores, em julho de 2010, para 561 mil gostos atualmente, tornando-se assim uma das páginas de Facebok da PSP com mais gostos da Europa. Este sentido de humor tem que ser altamente controlado e pensado tratando-se de uma instituição tão séria como é o caso da Polícia de Segurança Pública que acreditam que Com humor e rigor se chega à comunidade e se rejuvenesce uma instituição.

Face a uma realidade e objetivo totalmente diferente, a Licor Beirão utiliza igualmente o sentido de humor como fator estratégico. Deixou de ser um simples licor para passar a ser uma bebida de referência para o mercado jovem e isso deveu-se à sua mudança na comunicação. O humor está presente desde o início nesta marca familiar, mas atualmente está mais presente e é uma constante, especialmente nas redes sociais. Apostando em pequenos cartazes com frases engraçadas a marca Licor Beirão consegue arrecadar 7000 gostos e 1248 partilhas num post efetuado a 31 de janeiro de 2017, face a uma publicação normal em 2013 que conta com apenas 189 gostos e 49 partilhas. Vídeos como o pedido de desculpas ao jogador Harry Kane ou o video de apresentação da campanha Preferias Beirão? que arrancam risos a qualquer consumidor, contam com 1,6 milhões e 4,5 milhões de visualizações, respetivamente.

Os consumidores estão cada vez mais exigentes, é cada vez mais difícil de os cativar e nada como proporcionar uma boa risada para criar um buzz virtual, resultando, tanto em vendas como na reformulação do posicionamento uma instituição inteira!

Fontes:

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Nada pára a Era Digital, nem um muro


Na aula desta semana falámos das novas ferramentas de comunicação da Era Digital, que se caracterizam por uma elevada interatividade e no âmbito das quais o fenómeno do “word of mouse” ganha uma importância crescente e notável.
Notem o seguinte exemplo, que aconteceu recentemente, bem perto de nós, a uma marca de brinquedos mundialmente conhecida.

O jogador do FC Porto Miguel Layun foi, ontem, ao Toys’R’Us do GaiaShopping, provavelmente para comprar um disfarce de Carnaval. À entrada, o jogador mexicano deparou-se com um muro, um sinal de Stop, um polícia e duas setas, uma a apontar para “México” e outra para “USA”. Se houve quem se sentisse indiferente ou até achasse piada ao sentido de humor dos decoradores da loja, esse não foi o caso do jogador, que depois de captar uma fotografia a postou e comentou, desfavoravelmente, nas suas contas do Twitter e do Instagram.


O que aconteceu a seguir já não surpreende ninguém. A imagem do jogador internacional foi partilhada rapidamente por milhares de pessoas nas redes sociais. Ainda ontem o JN, o Público, o Observador e a TVI24, entre outros, noticiaram o episódio online, que teve direito a destaque na emissão do Jornal da Tarde da RTP1, de hoje.

Episódios como este são cada vez mais frequentes e desafiantes para as marcas. Independentemente da nossa opinião pessoal sobre a criatividade dos autores do cenário, daqui podemos retirar uma lição para nós estudantes de Webmarketing.

Concordam? O que é que vocês acham?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Tendências das Redes Sociais para 2017: Vídeos em direto

Os vídeos em direto estão a torna-se uma ferramenta de marketing fulcral de forma a ganhar influência e criar conexão com os consumidores.
Para aqueles que têm seguido as tendências, a popularidade do conteúdo em vídeo não será nenhuma surpresa. O Youtube tem sido o gigante, nos últimos anos, e conta com cerca de um terço dos utilizadores de internet em todo o mundo.
A popularidade do conteúdo em vídeo e das redes sociais é incontestável e junção dos dois acaba por ser um passo natural na evolução de ambos. Desta junção resultou, reprodução e partilha de vídeos em tempo real em redes sociais.

Apesar de existirem centenas de sites e plataformas de vídeos em live streaming os mais populares são o Periscope e o Facebook Live.
Em 2016, o Periscope afirmou que os seus utilizadores visualizaram, diariamente, o equivalente a 110 anos de vídeos em direto.
O Facebook também apresentou resultados muito positivos. Os vídeos em direto originaram um impacto e envolvimento, por parte dos consumidores, muito elevado. Sendo que, este tipo de vídeos, teve um alcance 135% superior ao de imagens/fotografias e 10 vezes mais comentários que os vídeos gravados.
É, ainda, possível observar o alcance desta tendência na imprensa, uma vez que, os vídeos do Facebook Live já são usados como fonte de informação e citados aquando da cobertura de notícias e eventos relevantes.
No final do ano de 2016, o Instagram e o Twitter lançaram as suas versões de vídeos em direto e o Youtube promete seguir a mesma tendência.

Mas como é que as marcas têm beneficiado desta tendência?

As marcas usaram os vídeos em direto para melhoria do serviço ao cliente através da organização de sessões de perguntas e respostas e showcasing de produtos. Esta abordagem possibilita aos anfitriões solicitarem comentários, questões e feedback ao público, o que acaba por criar envolvimento e conexão.
As redes sociais, também, estão a ser utilizadas para transmissão em direto dos eventos organizados pelas marcas. O objetivo é “trazer” os seguidores das marcas para eventos aos quais, de outra forma, poderiam não ter possibilidade de presenciar.
Por fim, uma das formas através das quais, as marcas têm beneficiado desta tendência, é pela criação de rubricas através da publicação de múltiplos vídeos em directo relacionados com uma mesma temática. Um exemplo prático é a rubrica semanal da revista feminina Allure, na qual testa e avalia um novo tipo de batom e pede ao público para fazer questões e pergunta o que gostariam de ver na rúbrica seguinte. (Assistam ao vídeo da rubrica mencionada: aqui )

Os vídeos em direto estão a tornar-se em algo social, não só, porque transmitem o que se está a passar em tempo real, mas também, porque permitem uma interação instantânea e tornam o público “ parte da conversa”. Desta forma, torna-se fácil perceber o porquê de o vídeo em direto não ser, apenas, mais uma moda, mas pelo contrário, um momento marcante para a história do conteúdo em vídeo nas plataformas online e redes sociais.

Fontes:
http://tedrubin.com/biggest-content-marketing-trend-heading-2017-live-streaming/
http://digitalmarketingmagazine.co.uk/social-media-marketing/the-2017-trends-every-social-media-manager-should-be-aware-of/4013
https://blog.hubspot.com/marketing/social-media-predictions-2017#sm.00015c6j94ddwfr5u991dso4gay3u
http://www.forbes.com/sites/jimmyrohampton/2017/01/03/5-social-media-trends-that-will-dominate-2017/#4411a546141f

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Facebook estende área de atuação e torna-se concorrente do LinkedIn


No dia 15 de fevereiro, o Facebook lançou uma nova funcionalidade nos EUA e no Canadá que tem como objetivo permitir às empresas que coloquem anúncios de emprego nesta rede social e, naturalmente, aos/às utilizadores/as interessados/as que se candidatem também por este meio. Esta funcionalidade está pensada sobretudo para pequenas e médias empresas que, usualmente, se confrontam com dificuldades em encontrar as pessoas certas, principalmente quando se trata de ofertas para empregos em part-time.
Mas porquê estender a sua área de atuação para o negócio dos anúncios de emprego? De acordo com Andrew Bosworth, Vice-Presidente do Departamento de Engenharia, Anúncios e Páginas do Facebook, as empresas já postam anúncios de emprego nas suas páginas de Facebook há algum tempo e esta rede social decidiu simplificar a personalizar o processo.
De acordo com o Facebook, o administrador de uma página da empresa pode criar posts sobre empregos, acompanhar as aplicações e comunicar com os/as candidatos/as nesta rede social. Num post sobre este assunto, o Facebook mostrou como se cria uma oferta de emprego:

Quando uma pessoa pretende responder a um anúncio, a sua candidatura é preenchida automaticamente com informações do seu perfil, embora possa modificá-la antes de a enviar. Os/As candidatos/as podem controlar que aspetos do seu perfil pessoal são partilhados com os empregadores, porém, é inegável que esta nova funcionalidade faz com que as entidades patronais consigam descobrir mais facilmente do que nunca o que postamos no nosso Facebook. Assim, torna-se cada vez mais fulcral que os/as utilizadores/as desta rede social sejam bastante seletivos em relação ao que postam nela e ao que é postado sobre si.

Embora esta funcionalidade seja muito mais limitada do que é possível fazer com o LinkedIn, estas notícias não são muito positivas para a plataforma pertencente à Microsoft, já que esta cobra aos recrutadores para divulgarem e promoverem as suas ofertas. Além disso, o Facebook detém uma quantidade muito maior de utilizadores/as do que o LinkedIn, podendo, por isso, tornar-se mais aliciante para quem procura e para quem oferece emprego.
Todavia, nem toda a gente considera que o Facebook se pode tornar uma grande ameaça para o LinkedIn. Ezra Gottheil, uma analista da Technology Business Research, afirmou: "O LinkedIn concentra-se em pessoas com backgrounds específicos, mas parece que a lógica do Facebook é mais 'Se gostas da nossa empresa, talvez gostasses de trabalhar aqui'. (...) Postar um sinal a dizer 'estamos a contratar' é intrinsecamente diferente de encontrar pessoas com uma experiência específica."

Se pensarmos neste assunto sob um ponto de vista estratégico, percebemos que existem ideias bastante interessantes associadas. Para as empresas, esta pode ser uma oportunidade de terem pessoas que já são suas fãs - pelo menos no Facebook -, que conhecem e gostam a marca a trabalhar para si.
O facto de a comunicação entre empresas e candidatos/as ser feita através do Messenger obriga as organizações a consultar regularmente as mensagens que recebem na sua página, tarefa que algumas tentam evitar diariamente (- que atire a primeira pedra virtual quem teve a sorte de ter obtido resposta a 100% das mensagens que enviou a empresas pelo Facebook). A procura de emprego torna-se mais uma razão para que as pessoas coloquem "Gosto" nas páginas das empresas e marcas que lhes interessam. Estes dois últimos aspetos tornam os negócios mais fortemente integrados no Facebook e no Messenger, o que confere uma vantagem não só à rede social, mas também aos/às seus/suas utilizadores/as.
Por fim, a gratuitidade (temporária?) desta funcionalidade, bem como a sua rapidez, simplicidade e acessibilidade conquista os indivíduos e incita-os a usufruírem dela.

O que é que vocês acham acerca desta nova funcionalidade? Será que surtirá o efeito esperado e, consequentemente, se estenderá a todos os países do mundo? E será que o Facebook roubará terreno ao LinkedIn? Deixem a vossa opinião nos comentários.


FONTES:
https://www.facebook.com/business/news/take-the-work-out-of-hiring
http://www.recode.net/2017/2/15/14630188/facebook-job-posts-applications
http://www.computerworld.com/article/3171250/social-media/you-just-might-find-your-next-job-on-facebook.html