quarta-feira, 5 de abril de 2017

Quem é a Geração Z?

Fazem acontecer e andam com o mundo no bolso. Não sabem o que é viver sem internet ou telemóvel. Nasceram entre 1995 e 2012. Estes sucedem aos millennials, aquela que diziam ser a geração mais preparada de sempre. Mas, como são os Z (Z de Zapping)?


Atualmente, os Z têm entre 5 e 22 anos. É a geração responsável pelo futuro da nossa sociedade. Cerca de 87% destas crianças e jovens ligam-se diariamente para utilizar as redes sociais, enviar e receber emails, comunicar em tempo real e jogar.
Esta geração (quase) sempre viveu rodeada com a Google, Facebook, Twitter, Instagram ou Netflix. Atualmente toda a gente anda com a internet no bolso, mas esta geração nunca teve que viver sem ela. Nunca tiveram que esperar até ao dia seguinte para contarem as novidades aos amiguinhos da escola. Desta forma, uma das características mais notórias nesta geração é nunca terem que esperar por nada. Têm o hábito de não esperar muito tempo para tirar uma dúvida. Quando têm, pegam no telemóvel e pesquisam. É uma geração que se autoeduca.
Os Z privilegiam o contacto humano, uma vez que já nasceram rodeados de meios tecnológicos e variadíssimas formas de comunicação, conseguiram conjugar e organizar tudo na sua vida sem prescindir de nada.


Gostam de fazer acontecer e são bastante realistas. Enquanto que os millennials acreditam que tudo é possível (às vezes considerados de ingenuos). É uma geração preocupada com os desfavorecidos, quando querem angariar dinheiro para uma causa publicitam nas redes sociais. Tudo (ou praticamente tudo) está ao alcance de um clique. São extremamente empreendedores.

Esta é a primeira geração que não vai contra os valores dos seus antecessores. Gostam de ouvir músicas antigas e comprar roupa nas mesmas lojas que os pais. Estão também muito mais focados numa alimentação saudável e vêem no açúcar um veneno que deve ser evitado a todo o custo.
A maior diferença desta geração para as antecedentes é a forma como se relacionam. Nunca se teve tanta coisa num mesmo lugar. Nesse sentido, a Internet é um espaço no qual os jovens comunicam com os amigos, fazem os trabalhos da escola, ouvem músicas através das rádios on-line, Youtube, Spotify, entre outras coisas. Dessa forma, percebemos o tipo de relação na qual esta geração se insere. Trata-se de uma relação que tem em seu alicerce o universo virtual, de uma maneira rápida e prática.

Então as marcas têm que se reinventar em termos de Marketing. Será que a comunicação, no futuro, será só online? Quais são novos valores que as marcas têm que defender para os consumidores Z se identificarem? São questões difíceis de responder, pois ainda é uma geração em formação. Se olharmos para quem nasceu depois de 1995, ainda são quase acabados de nascer. Ainda muito pouco se sabe sobre a Geração Z.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Adidas: "KNIT FOR YOU"

A prestigiada marca desportiva alemã continua sempre a inovar e a pensar nas necessidades dos consumidores. Recentemente a marca abriu uma loja pop-up, num centro comercial em Berlim, que permite desenhar e produzir uma camisola de lã ao gosto do cliente.
Basta ir ao provador, e sem ter de tirar a roupa e voltar a vestir, escolher as cores e os padrões que são projetados no corpo. De seguida é feito um scan ao corpo do cliente, por um ‘alfaiate virtual’, para obter as suas medidas. Depois é só aguardar 4 horas e pagar 200 euros.
O projeto está a ser testado e se obter bons resultados será exportado para outras lojas espalhadas pelo mundo. Ainda de encontra numa fase inicial, mas segundo o que a Reuters apurou, a loja já chegou a vender 10 camisolas num só dia, em vésperas do Natal.


A iniciativa da marca tem como objetivo responder à crescente importância que os consumidores atribuem à personalização. A marca também está ciente de que é uma forma de tentar se adaptar às alterações constantes dos estilos de moda, que provocam muitas vezes incerteza no que diz respeito à produção de stocks.
"Se nós podemos dar ao consumidor o que ele quer, onde quer, quando quer, podemos diminuir o risco... exactamente no momento em que estamos a adivinhar o que poderá ser popular", refere Eric Liedtke, responsável pela marca Adidas.
Ou seja, com isto, para além de permitir ao cliente personalizar o seu produto, a marca poderá ficar a saber, as cores, os estilos e os padrões que estão em tendência.
O grupo Adidas encontra-se também atualmente a trabalhar em iniciativas que reduzam o tempo de preparação das novas coleções, que têm vindo a demorar entre 12 a 18 meses. Iniciativas essas que incluem a abertura de fábricas que vão trabalhar na sua maioria com robots.

E vocês? Que acham da iniciativa? Será que é isto que o futuro nos reserva nas experiências de compra?


Referências:
http://observador.pt/2017/04/03/camisolas-a-gosto-e-a-medida-impressas-em-horas-na-loja-da-adidas/
http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/desporto/detalhe/adidas-digitaliza-o-corpo-dos-clientes-e-cria-camisolas-a-medida
http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/mercados/2017-03-21-Adidas-digitalize-o-corpo-e-faca-uma-camisola-na-loja
http://imagensdemarca.sapo.pt/atualidade/adidas-aposta-em-roupa-por-medida/
http://jornal-t.pt/noticia/a-adidas-ja-faz-camisolas-na-hora-a-medida-do-cliente/
http://adidasknitforyou.com/

segunda-feira, 3 de abril de 2017

#YES ao Marketing UGC

Nos últimos anos, tem-se vindo a verificar uma crescente utilização das redes sociais por parte dos utilizadores da Internet. Neste sentido, e como não poderia deixar de ser, as marcas aproveitaram-se deste facto para se relacionarem de uma forma mais próxima com os seus consumidores, bem como passaram a olhar para os mesmos como um recurso para a realização do seu próprio marketing.

Tal como o nome indica, o Conteúdo Gerado pelo Utilizador (UGC User Generated Content) é todo o tipo de conteúdo que o utilizador produz desde posts, vídeos, comentários ou fotografias. Assim, e com a grande utilização das redes sociais, vemos facilmente os consumidores a postarem fotografias com acessórios, roupa ou calçado, por exemplo, de marcas com que se identificam. Com isto a acontecer, as referidas marcas viram aqui uma oportunidade de realizarem o seu marketing com diversos benefícios: não abarcam grandes esforços no processo de criação, não abrangem grandes custos e ainda mostram aos consumidores fotos reais, ou seja, não há uma produção de moda, o conteúdo não é exageradamente profissional, é de uma pessoa real, tornando o conteúdo mais credível aos olhos dos seus consumidores.

As marcas começaram, então, a utilizar fotografias de pessoas que, na publicação das suas fotografias, identificavam a marca em si. No entanto, daqui surgiram alguns problemas, na medida em que alguns consumidores começaram a reclamar por não darem autorização para as marcas utilizarem as suas fotos, sendo que as marcas contrapunham dizendo que a partir do momento em que o utilizador identificasse a marca na sua foto, dava automaticamente autorização para a utilização desta, por parte do departamento de marketing da marca. Uma vez que esta autorização estava implícita, rapidamente surgiu um novo método para este consentimento se tornar explícito o uso das hashtags. Actualmente, diversas marcas recorrem à divulgação de um determinado hashtag que, ao ser utilizado pelos utilizadores aquando da publicação de uma fotografia ou vídeo alusivo à marca em questão, dão permissão para a utilização desse conteúdo.



No meu caso, há uns tempos coloquei uma fotografia no Instagram de um novo batom da Maybelline. Passado uns dias, recebi um comentário nessa mesma foto da própria marca onde pediam autorização para utilização da minha fotografia para fins de marketing, sendo que se autorizasse devera acrescentar a hashtag #YESmaybelline, além de que, ainda no comentário, deixaram o link dos Termos de Uso, onde existem várias secções relativas ao UGC.



Em suma, actualmente são várias as marcas que recorrem à utilização de hashtags para recolher informação e conteúdo UGC, utilizando este último para fins de marketing, poupando nos custos e credibilizando os seus produtos ao mostrarem às pessoas conteúdo real.

Fontes utilizadas:

domingo, 2 de abril de 2017

Entrar a vencer antes do apito inicial

Olá a todos! Antes de mais, queria alertar que este post não se vai tratar de uma mensagem de apoio, longe disso, apenas salientar uma atitude de fair-play num clássico futebolístico!

Num fim de semana que se previa de muito futebol e com um jogo escaldante no futebol português, o que por si só é motivo de discussão, polémica e confrontos (o que obviamente se confirmou), um dos protagonistas conseguiu entrar a vencer ainda antes do apito inicial, mas desta vez num local diferente, o Facebook.




Neste caso, o Benfica, no dia anterior ao jogo partilhou nas suas redes sociais mais uma das suas iniciativas da "Fundação Benfica": A Fundação Benfica desenvolve projectos integrados nos quais se destacam a intervenção precoce sobre os factores de exclusão. Nestas áreas, a Fundação tem como preocupação primordial a prevenção de comportamentos desviantes e a promoção do sucesso educativo de crianças e jovens enquanto factores determinantes de mobilidade social.

Com o lema "para não perdermos noção do que é importante" o Benfica conseguiu incorporar várias mensagens no mesmo vídeo, o sucesso escolar dos mais jovens, o sonho de conhecerem os seus ídolos futebolísticos, a boa relação que pode existir entre clubes rivais e por fim, que todas as crianças têm direito à educação independentemente da cor, crença ou clube.

Obviamente que esta mensagem poderia ter surgido noutra altura do ano, mas não deixa de ser curioso o timing que o Benfica utilizou de forma a tentar amenizar o clima entre as partes, conseguindo um alcance tremendo em menos de 48h, mais de 2milhões de visualizações (a título de comparação desde o início de 2017 nenhum vídeo teve um número de visualizações superior a 800mil) mais de 50mil partilhas, e uma reacção dos adeptos rivais bastante positiva.

Em suma, podemos constatar (mais uma vez) que esta crescente aposta no marketing digital já alcançou praticamente todas as esferas da sociedade, e os clubes de futebol não são excepção, sendo que é uma área onde os principais clubes têm crescido bastante conseguindo criar uma ligação muito mais afetiva com os adeptos.