quarta-feira, 24 de maio de 2017

Archie vs Riverdale

Em 1941 foi lançada uma das bandas desenhadas mais icónicas da pop culture, a Archie Comics. Embora o estúdio criador da banda desenhada tenha sido criada em 1938 (com o nome MLJ Comics, mas agora chamada Archie Comics), as personagens icónicas associadas à banda desenhada do Archie só surgiram em 1941.

Era nesta banda desenhada que as pessoas podiam ler as aventuras do Archie Andrews, o rapaz de cabelo ruivo, das duas raparigas da sua vida, Betty Cooper, a melhor amiga e vizinha do lado, e Veronica Lodge, a rapariga rica e mimada, assim como do melhor amigo do Archie, Jughead Jones.

A banda desenhada tinha como objectivo retratar a vida de uma pessoa normal e rapidamente se tornou a linha de BD mais popular do estúdio, tendo sempre como panorama de fundo o triângulo amoroso entre o Archie, Betty e Veronica. Foi deste estúdio que, mais tarde, surgiu a banda desenhada que daria origem à popular série “Sabrina, a bruxa adolescente”.

Ao longo da extensa vida da publicação, a linha de BD do Archie sofreu os seus altos e baixos, sofrido certos problemas organizacionais no início do século XXI, além de ter sofrido problemas de imagem, uma vez que a banda desenhada começou a ficar associada a crianças e começou a ser abandonada por públicos mais velhos.

No entanto, o estúdio conseguiu adaptar-se rapidamente.

Lançou uma linha com uma história mais sombria e apocalíptica de Archie, “Afterlife with Archie”, onde ele e os amigos enfrentam o apocalipse zombie. Conseguiu assim unir uma personagem icónica ao fenómeno do terror, cada vez mais popular.

De igual modo, e mais recentemente, em parceria com CW, a produtora conhecida por fazer adaptações bem sucedidas de bandas desenhadas, nas quais se incluem iZombie, Arrow, The Flash, lançou uma série baseada nas personagens icónicas e na sua cidade natal, Riverdale, mas numa vertente mais sombria e voltada para um público mais adulto, com foco no mistério policial e drama.

Ao adaptar as personagens ao pequeno ecrã, num formato mais atual, conseguiu reavivar o interesse pela personagem, conquistando pessoas que a leram durante a sua infância e adolescência, mas também chamando a atenção de públicos que podiam não conhecer a personagem. De igual modo, o estúdio de BD promove na sua página vídeos da série, ao mesmo tempo que recorre aos atores da série para promover o lançamento de um novo número da linha de BD (como representado na imagem acima).


Desta forma, é possível observar que empresas com quase um século de vida conseguem adaptar-se, e aos seus produtos, às diferentes necessidades do consumidor, alcançando públicos alvo mais abrangentes, sem perder a sua identidade. No caso da Archie Comics, ao diversificar as plataformas de representação da personagem, permite aumentar a notoriedade e visibilidade da marca, assim como utilizar complementarmente as plataformas, potenciando o valor da marca.

Causas num mundo online

Com a sociedade a interagir cada vez mais no patamar online, é natural o aparecimento de movimentos de apoio a causas com origem no mundo digital. A utilização de redes sociais permite uma maior divulgação dos materiais da causa, permitindo igualmente uma maior mobilização dos apoiantes.

Uma das primeiras grandes causas a alcançar um elevado patamar de viralidade online foi Kony 2012.

Kony2012
Em 2012, foi publicado, pela organização Invisible Children, um vídeo online sobre Joseph Kony, o líder de uma milícia armada, que recorria à formação forçosa de crianças soldado em certas regiões de África (Uganda, República Democrática do Congo e Sudão do Sul). O vídeo, no formato de documentário, almejava apelar à consciencialização do público geral contra a milícia e contra a formação de crianças soldado.
Esta campanha rapidamente se tornou viral em diversas redes sociais, apelando à consciência do público geral, obtendo também o sucesso de diversas personalidades, como Justin Bieber, Bill Gates, Nicki Minaj, Kim Kardashian, Rihanna e Ellen Page.
 
 
No entanto, a campanha foi recebida com louvor e com críticas.
Por um lado, foi louvada por dirigentes públicos como Luis Moreno Ocampo, na altura procurador chefe do Tribunal Internacional de Justiça (e entrevistado no vídeo), com jurisdição para julgar indivíduos por crimes de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. A Casa Branca também emitiu um comunicado a congratular os milhares de americanos que se haviam mobilizado pela causa, consistente com a legislação que havia sido promulgada 2 anos antes pelo congresso. A Amnistia Internacional também louvou a atenção agora dedicada pelo público a esta causa pela qual já havia apelado.
Por outro lado, a campanha foi criticada por apresentar a situação de forma simplista, não apresentando o contexto da situação. De igual modo, também surgiram críticas a apelar para que o foco da campanha se dirigisse à reabilitação e apoio a crianças soldado, em vez de se focar na captura de Joseph Kony, assim como críticas à forma como a campanha não conseguira alcançar verdadeira mudança, apenas “slacktivism”, em que as pessoas partilham a causa, sentindo-se bem consigo mesmas fazendo apenas isso.

HeforShe
Esta campanha, promovida pelas Nações Unidas, tem como objectivo promover o compromisso por parte de rapazes e homens como agentes de mudança no que toca a combater as desigualdades enfrentadas por raparigas, pois baseia-se na ideia de que a igualdade de género é um problema que afeta todos e não só as mulheres.

A campanha foi lançada pela atriz Emma Watson, embaixadora e boa vontade das Nações Unidas, e cujo discurso sobre a iniciativa se tornou rapidamente viral, contando agora com mais de 1.4 milhões de subscritores no site oficial da campanha, a maioria dos quais homens. A iniciativa conta com o apoio de várias personalidades que contribuíram para a sua divulgação e que se tornaram subscritores da mesma, entre os quais se contam Matt Damon, Tom Hiddleston, Kiefer Sutherland, Simon Pegg e o novo secretário geral das Nações Unidas António Guterres.

Embora extremamente popular, esta campanha também teve algumas críticas, nomeadamente, que a campanha promovia, com o seu nome, o estereótipo de que o homem deve proteger e defender a mulher, assumindo-se como mais forte ou poderoso. De igual modo, também foi comentado que a campanha excluía grupos que também sofriam de desigualdade baseada no género, nomeadamente, indivíduos que não se identificam com nenhum dos géneros.
Estes dois casos apresentam-se como situações em que estratégias online foram utilizadas para consciencializar o público em geral, pondo a população ao serviço de causas sociais, mostrando que, apesar de possíveis críticas realizadas às campanhas, se apresentam como capazes de contribuir para o bem da sociedade ou para uma sociedade mais informada.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

BITCOIN, a moeda digital

Nos últimos tempos tem-se ouvido falar muito daquela que pode vir a ser a moeda do futuro, o Bitcoin. Aproveitando a própria pesquisa que fui fazer sobre o tema, e tendo em conta que esta é mais uma novidade que surgiu nos últimos anos no mundo digital, trago-vos este tema para discussão.
 
O que é o Bitcoin?
Bitcoin é uma moeda digital que pode ser comprada ou vendida na bolsa de valores como qualquer outra moeda. 
Este dinheiro virtual fica numa carteira digital que permite enviar e receber Bitcoins que podem ser usados para comprar coisas eletronicamente. Nesse sentido, é como o dólar, o euro ou o iene, que também são negociados digitalmente.
No entanto, a característica diferenciadora face ao dinheiro convencional, é ser uma moeda completamente descentralizada, ou seja, não é controlada por nenhuma entidade, por nenhum estado ou banco, funcionando em peer-to-peer.
 
Este vídeo resume o que é o Bitcoin:
 

Como funciona?
O valor da moeda resulta de existirem pessoas que lhe atribuem valor (ou seja, estão dispostas a pagar por ela) e lojas que a aceitam como meio de pagamento (milhares, sobretudo lojas online). Para o utilizador é um aplicativo que funciona em smartphones ou computadores que lhe permite ter uma carteira pessoal onde recebem e enviam bitcoins.
Por detrás disto a rede compartilha um registo público chamado de "block chain”. Este registo contém todas as transacções já processadas, permitindo que o computador do utilizador verifique a validade de cada transacção. A autenticidade de cada transacção é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços enviados, permitindo que todos os utilizadores tenham controlo total sobre o envio de bitcoins dos seus endereços.
 
Quem usa?
Existe um número crescente de empresas e indivíduos que já utilizam o Bitcoin, sobretudo serviços on-line como Namecheap, WordPress, Reddit e Flattr. No entanto, o Bitcoin continua a ser um fenómeno relativamente novo.
 
Como se pode adquirir?
Este tipo de moeda por ser adquirido em https://www.buybitcoinworldwide.com/. Pode ainda trocar-se bitcoins com alguém que conheçamos e pagar bens ou serviços.
 
Que vantagens apresenta?
  • Pode ser utilizada em todos os países, é por isso mesmo, uma moeda global. Para realizar transacções com este tipo de moeda precisamos apenas de um smartphone, através da uma aplicação ou de um software de computador, sendo por isso mesmo de utilização simplificada;
  • Os pagamentos e transferência são muito mais rápidos, uma vez que não é necessário recorrer a qualquer sistema bancário para realizar as transacções. É possível qualquer utilizador enviar e receber qualquer quantia de dinheiro de forma praticamente instantânea em qualquer lugar do mundo e a qualquer momento. Funciona 24 horas por dia 7 dias por semana;
  • A sua utilização é muito segura porque recorre a criptografia de nível militar. Para além disso só quem foi possuidor da carteira é que poderá realizar transacções. O código fonte é 100% criptográfico, os pagamentos com Bitcoin podem ser realizados sem vincular informações pessoais à transacção;
  • As poucas ou nenhumas taxas é outra das vantagens deste tipo de moeda. Os pagamentos com essa moeda digital são actualmente processados com taxas extremamente pequenas, e por vezes nulas;
  • Transparência, toda informação relativa à própria moeda bitcoin está facilmente disponível na blockchain, que é um livro diário com todas as transacções já realizadas na economia Bitcoin, para qualquer um verificar e usar em tempo real. 
 
Que desvantagens apresenta?
  • Os pagamentos efectuados com Bitcoin são irreversíveis;
  • Grau de aceitação, como é uma nova forma de moeda não é aceite amplamente, ou seja, as lojas físicas não aceitam porque não existe na forma física;
  • Riscos de roubo, se o computador ou telemóvel onde tem a sua carteira for roubado, os bitcoins ficam perdidos;
  • Pode ser dado um uso abusivo e ilegal a esta moeda, pois sendo anónima, pode ser usada para comprar armas ou drogas, por exemplo;
  • Volatilidade, marcada pelo facto de haver uma quantidade limitada de moedas e uma procura por ela cada vez maior. No entanto espera-se que esta volatilidade venha a diminuir com o tempo à medida que mais empresas e centros comerciais começam a aceitar Bitcoin, que levará a uma estabilidade do seu valor.
Como puderam constatar esta nova moeda tem uma serie de vantagens e desvantagens, que elucidam não só sobre os benefícios que podemos ter com a sua utilização como também os perigos que esta pode acarretar.
No dia 12 de Maio, o mundo foi afectado por um ataque informático cujo resgate, pela não destruição da informação, foi precisamente pedido em bitcoins. 
Tendo em conta uma das desvantagens referidas, que se prende com o seu grau de aceitação:

Vocês utilizariam esta nova moeda?
Acreditam que esta poderá ser a moeda do futuro?
O que acham?


Referências:
https://www.youtube.com/watch?v=Gc2en3nHxA4
https://www.youtube.com/watch?v=qkxdys-Ek9U
http://expresso.sapo.pt/blogues/bloguet_economia/blogue_econ_diogo_agostinho/2017-05-22-Bitcoin-o-dinheiro-do-futuro-
https://www.buybitcoinworldwide.com/
https://www.bitcoin.com/
https://bitcoin.org/pt_BR/faq
http://originaleexclusivo.com.br/vantagens-e-desvantagens-do-bitcoin/
http://www.psafe.com/blog/bitcoin-amigo-ou-inimigo/
http://aprendizfinanceiro.com.br/awrp/blog/2016/06/13/bitcoins-vantagens-x-desvantagens/
http://comoganhabitcoin.com/tecnologia-bitcoin-pros-e-contras/
http://gizmodo.uol.com.br/bitcoin-a-favor-contra/

domingo, 21 de maio de 2017

Axe: “Is it okay for a guy...?"

Como vimos nas aulas, o principal objetivo do Branded Content é associar uma marca a um conceito, tendo em conta o posicionamento da empresa. Envolvendo a publicidade, a informação e o entretenimento, esta estratégia de marketing muda a dinâmica de divulgação da marca, conseguindo captar a atenção do consumidor através de mecanismos que despertam os seus sentimentos e que têm valor para este. Por isso, não passa por uma mera ação para aumentar as vendas, mas sim por uma estratégia de longo prazo para o crescimento da marca, intensificação da experiência do consumidor com esta e, em última instância, aumento da sua presença na mente do consumidor.

No dia 16 deste mês, a Axe lançou um novo vídeo, intitulado "is it ok for guys...", que se insere no seu posicionamento “Find Your Magic”, que a marca deu a conhecer no início de 2016. Nesta campanha, a marca de produtos de beleza masculinos explora as dúvidas associadas à masculinidade e questiona vários estereótipos associados ao sexo masculino.
O vídeo começa com a mensagem "72% dos homens já ouviram comentários sobre como um homem de verdade se deve comportar", baseada no estudo "The Man Box", publicado este ano nos Estados Unidos. Para fazer este vídeo, a Axe partiu das perguntas mais pesquisadas no Google relacionadas com o sexo masculino, procurando fazer um retrato real das ansiedades dos homens. Algumas dessas questões são: "é correto eu não gostar de desporto?", "é correto que um homem use cor-de-rosa?" e "é correto que os homens estejam com medo?".
Com este esforço publicitário, a Axe procura combater aquilo a que chama de “masculinidade tóxica” e que, segundo a marca, pode contribuir para atos de bullying, violência e, até, suicídio.


Como seria expectável, esta campanha está a ter bastante sucesso. Nas diferentes redes sociais, leem-se comentários de apoio aos homens e à marca, inclusive de pessoas que não são clientes da marca, tais como:
  • "Yes!! This is the type of content we need!" (EarthEagleGT)
  • "Axe has finally grown up. Great message." (S. G. D. S)
  • "Man I had the worst experiences with Axe body spray in high school. Id always end up choking on it in the locker room...but now I cant help but want to support the brand. lol" (DaddyofLight)

O que acham deste vídeo? Concordam com a mensagem que a Axe pretende passar aos seus consumidores?
O que pensam sobre as marcas/empresas optarem por se associar a conceitos/princípios/mensagens, ao invés de investirem unicamente em publicidade direta? Terá mais impacto?
Deixem a vossa opinião nos comentários! :)