(Tradução: “Wow, ultimamente não me tem aparecido tanto conteúdo de inteligência artificial.”)
A imagem do avião é a comumente associada ao efeito de “Preconceito de sobrevivência”, que é efetivamente a indução em erro resultante de uma interpretação direta baseada em informação incompleta.
O exemplo do avião provém da Segunda Guerra Mundial quanto à quantidade e local que um avião bombardeiro deveria ter de modo a maximizar a sua taxa de sucesso e de retorno. Visto que a imagem do avião mostra as áreas danificadas dos aviões que regressavam às bases aéreas, a conclusão mais óbvia seria que estas áreas deveriam ser fortificadas por serem comumente danificadas. No entanto, esta conclusão está errada, pois uma análise breve da imagem não se apercebe que a razão de as áreas em branco não chegarem danificadas aos hangares é porque aviões danificados nessas áreas não retornam.
Deste modo, a conclusão correta é que as áreas em branco são as mais cruciais de serem protegidas enquanto que as áreas vermelhas representam áreas que podem ser danificadas sem comprometerem completamente a capacidade de retorno do avião.
Aplicando agora esta lógica à identificação de inteligência artificial, a razão de não ver tanto conteúdo de IA não é por existir menos, mas sim por ser mais difícil de identificar.
Este efeito parece aplicar-se realmente aos consumidores, como demonstra um estudo realizado em 2024 onde apenas 50% dos inquiridos conseguiram identificar, entre duas versões de um texto, qual é que foi gerado por Inteligência Artificial, com as pessoas mais novas (25-34 anos) a identificarem-na com maior facilidade. Adicionalmente, sem saber qual versão era de IA, 56% dos inquiridos respondeu preferi-la à real, apenas retraindo a preferência ao saber que era, de facto, gerada por IA.
Já não estamos nos dias do Will Smith a comer esparguete (um dos primeiros vídeos gerados por Inteligência Artificial) e a tendência online parece cada vez mais virada para um domínio de conteúdo IA irreconhecível.
Fontes: https://www.youtube.com/shorts/QGqzQGEy86A
https://www.marketingtechnews.net/news/50-of-consumers-can-detect-ai-generated-content/
https://www.reddit.com/r/StableDiffusion/comments/1244h2c/will_smith_eating_spaghetti/
Caro Rodrigo, gostei mesmo da forma como o post liga o preconceito de sobrevivência à IA. Faz sentido pensar que não vemos menos conteúdo gerado por IA, uma vez que está cada vez mais difícil de identificar. No fundo, isso mostra como a tecnologia está a evoluir depressa e como nós, enquanto utilizadores, temos de estar mais atentos ao que consumimos online.
ResponderEliminarO post é particularmente relevante porque mostra que o impacto da IA não está apenas na automação ou na eficiência, mas também na forma como interpretamos a realidade online. Por isso, mais do que identificar se um conteúdo foi ou não gerado por IA, talvez o mais importante seja desenvolver competências para avaliar a sua qualidade, intenção e credibilidade.