quinta-feira, 30 de abril de 2020

A Curva dos Produtos

A pandemia do coronavírus provocou várias mudanças no nosso quotidiano e cada um procurou e procura a melhor forma de se adaptar.
Ao estarmos confinados em casa, os nossos bens essenciais e/ou as nossas prioridades mudaram. Por exemplo, os aparelhos tecnológicos passaram a ser uma necessidade devido às exigências do teletrabalho e da escola online, enquanto que secalhar aquele casaco que tanto queríamos e estávamos a planear comprar, desceu no ranking da nossa wishlist.
Como temos observado, e até foi abordado noutros posts aqui no blog, o e-commerce está a ter um crescimento exponencial. Devido a estas novas medidas de distanciamento e ao encerramento dos estabelecimentos, o e-commerce tornou-se uma ferramenta que permite às pessoas continuarem a comprar sem saírem de casa.
A Visual Capitalist fez uma análise e representação dos top 10 produtos que registaram um elevado crescimento e no sentido oposto, aqueles que mais decresceram em termos de vendas (março 2020 vs março 2019, nos EUA).


Parece haver uma tendência de compra para produtos alimentares e de higiene, ou relacionados com a saúde e com a atividade física. É de facto engraçado, como a seguir ao boom das luvas vêm as máquinas de fazer pão. Muitas pessoas estão a aproveitar para dedicar-se mais à culinária, até mesmo só como passatempo, e o que não faltam são dicas de receitas. Para tentar contornar um pouco o "sedentarismo obrigatório", são muitos aqueles que estão a aproveitar para praticar exercício físico em casa, daí a compra dos pesos, como tentativa de contornar as não idas ao ginásio.
O cancelamento de inúmeras viagens, férias e eventos com grandes aglomerados justificam facilmente o declínio das vendas de certos produtos. As malas de viagens, roupas de banho, máquinas fotográficas, roupas formais (por exemplo, de casamento) e acessórios de festas registaram uma grande quebra comparativamente ao passado.
É possível que no futuro se mantenha um pensamento mais cauteloso em relação à compra. Abandonar o supérfluo e o consumismo e entrar numa onda mais focada no essencial e no minimalismo. Será?


terça-feira, 28 de abril de 2020

Pokémon Go + McDonald’s

Como temos vindo a aprender nas aulas, uma das estratégias que podem ser utilizadas pelas marcas para divulgar os seus produtos é o Product Placement, sendo que este pode surgir na forma de In-Game Advertising, ou seja, a inclusão de referências de produtos/ marcas num jogo que não foi criado pela marca. Esta é considerada uma forma bastante eficaz de divulgação de produtos/marcas, uma vez que o mercado gamimg tem vindo a crescer a nível mundial e é transversal a todas as idades.

Tendo isto em conta, em fevereiro deste ano o McDonald’s e o Pokémon Go estabeleceram uma parceria que transformou os restaurantes da cadeia de fast-food em pontos estratégicos para os fãs do jogo, sendo que esta novidade, para já, está disponível apenas na América Latina (no Japão já existia à vários anos).

Surgem então, em determinados restaurantes, novos Pokestops e novos Ginásios patrocinados pela marca que podem oferecer recompensas e Pokémons exclusivos ou então cupões de desconto e acessos a eventos especiais do McDonald’s.


O Pokémon Go já existe desde 2016. O seu lançamento foi um sucesso gigante e desde então que a Niantic – produtora do jogo – se esforça por atualizar e melhorar o jogo para que este nunca caia no esquecimento. Esta foi mais uma jogada inteligente de marketing feita pela empresa que, neste caso, beneficia tanto o próprio jogo como o McDonald’s.

Esta não é a primeira vez que o McDonald’s utiliza a estratégia de Product Placement ao longo dos anos. Temos como exemplo a presença da marca no filme “Kingsman – Serviços Secretos”, lançado no ano de 2014.


Fonte: 

YouTube acolhe evento global de cinema em maio

De acordo com a revista "Variety", o YouTube será o anfitrião do festival "We Are One", entre 29 de maio e 7 de junho, com exibição online e gratuita de longas e curtas-metragens, entre ficção, documentários e até inclusão de debates.

O evento global de cinema será transmitido através da nossa tão conhecida plataforma digital, o YouTube, em pareceria com 20 festivais, entre os quais os de Cannes, de Veneza, Locarno e de Macau. Tem como principal objetivo unir artistas e contadores de histórias para entreter e dar algum conforto a públicos de todo o mundo, para que todos sintam o que torna cada festival um evento único e que aproveitem a arte e o poder de um filme.


Para além do entretenimento, a iniciativa terá também um cariz solidário. Apesar de o festival ser gratuito e ser permitido o acesso de todos os interessados, a comissão organizadora explica que os espectadores serão convidados a fazerem donativos que reverterão para a Organização Mundial de Saúde e para entidades que estão na frente de combate à pandemia da doença Covid-19.
E vocês? Têm saudades de uma ida ao cinema? O que acham desta adaptação global em formato digital de uma das mais famosas atividades culturais?

Fontes:
https://www.jn.pt/artes/youtube-acolhe-evento-global-de-cinema-em-maio--12124165.html
https://24.sapo.pt/vida/artigos/festivais-de-cannes-sundance-ou-tiff-juntam-se-em-evento-global-de-cinema-no-youtube
https://www.publico.pt/2020/04/27/culturaipsilon/noticia/we-are-one-megafestival-virtual-cinema-youtube-1914126

quinta-feira, 23 de abril de 2020

1 ano de cerveja grátis para noivos

A Busch Beer (marca de cerveja norte-americana) está a realizar um concurso nas redes sociais para casais cujos planos de casamento para 2020 são afetados por paralisações relacionadas com o coronavírus.

O porta-voz da marca Anheuser-Busch, Busch Guy, revelou o concurso numa publicação no Instagram e no Twitter. Os casais que tiveram de mudar os seus planos de casamento devido à pandemia podem entrar para ganhar um cartão com 300 US $, que poderá ser usado, durante um ano, para comprar duas caixas de 24 cervejas por mês. Para isso, os noivos devem postar uma foto sua no Twitter ou no Instagram com a legenda a explicar como ainda planeiam comemorar a data, com as hashtags #BuschWeddingGift e #Sweepstakes.

Os amigos dos noivos podem marcar o amigo envolvido com a hashtag #MyFriendsWedding para ter a chance de ganhar prémios adicionais. As inscrições serão aceites até ao dia 1 de Maio e serão escolhidos 250 vencedores. O último concurso lançado pela Busch Beer é uma maneira de a marca ficar na mente dos seus consumidores, apesar dos cancelamentos das festas e do adiamento de casamentos devido à pandemia.


Não é a primeira vez que a Busch se promove como uma bebida de casamento. No ano passado, criaram um vídeo onde eram destacadas fotos de casais e convidados que bebiam Busch em casamentos reais. Como parte da campanha, a marca de cerveja realizou um concurso para oferecer US $ 25.000 e cerveja para o casamento do vencedor.

Depois do sucesso da campanha do ano passado, a empresa quer estar presente nesta temporada de casamentos de verão. A Busch teve de ajustar a sua estratégia de marketing a esta nova situação e, nada melhor, do que distribuir cerveja aos seus consumidores, cujos casamentos foram cancelados. Ao permitir que noivos e convidados do casamento participem no concurso, a marca oferece um prémio de consolação para aqueles que provavelmente estão desapontados por terem de adiar o casamento. Como diz a organização num comunicado à imprensa “Whether couples ran to city hall to say 'I do' or are postponing until another time when they can gather friends and family, this small consolation will allow them to focus on what really matters -- each other -- and cheers all year long. Busch still wanted to offer these couples a chance for a wedding gift and a reason to celebrate their love regardless of our unprecedented situation.

O que acham desta estratégia? E como podem as empresas usar as redes sociais para combater os efeitos do covid-19?

Fontes
https://edition.cnn.com/2020/04/19/us/busch-beer-wedding-coronavirus-trnd/index.html
https://www.marketingdive.com/news/busch-promises-year-of-beer-to-250-couples-who-change-wedding-plans/576159

7 Factos Imperdíveis sobre os Telemóveis

Quanto tempo estás no teu telemóvel ao longo do dia? Quantas vezes desbloqueias o ecrã para veres as horas? Para que é que mais usas o teu telemóvel? Já alguma vez pensaste nestes questões?

Eu confesso que nunca tinha parado para refletir nelas e após uma breve pesquisa fiquei admirada com algumas conclusões acerca do uso dos telemóveis nos tempos que decorrem. Assim, hoje trago-vos 7 factos chocantes acerca dos telemóveis.

#1: Mais pessoas têm um Telemóvel do que uma Escova de Dentes

É verdade, a Mobile Marketing Association of Asia fez um estudo onde estimou que existem cerca de 6.8 biliões de pessoas no mundo e destas, cerca de 5.1 biliões possuem um telemóvel e 4.2 biliões uma escova de dentes, ou seja, as pessoas priorizam mais ter um telemóvel do que ter uma escova de dentes em casa.


#2: Na Finlândia, atirar telemóveis é um desporto

Esta competição existe desde 2000 e é avaliada em termos de comprimento e técnica. Vários tipos de telemóveis podem ser lançados, desde que pesem mais de 220g, sendo que o recorde de lançamento está em 136,75 metros. Será que em Portugal esta competição teria adesão?


#3: Nós verificamos, em média, cerca de 150 vezes ao dia o nosso telemóvel 

Seja para vermos as horas, a notificação que acabou de tocar ou simplesmente para olharmos para o fundo do telemóvel este é em média o número de vezes que o fazemos ao longo do nosso dia. Após ler este facto comecei a reparar que o fazia várias vezes, muitas vezes sem um objetivo específico e nunca tinha reparado que eram tantas. E vocês, já alguma vez tinham reparado nisto? Quantas vezes o fazem ao longo do dia?

#4: Os despertadores estão a desaparecer

Antigamente, quase todas as mesinhas de cabeceira tinham um despertador, mas hoje em dia quase nos esquecemos que eles existem. As estatísticas mostram que cerca 60% das pessoas pararam de utilizar despertadores, porque os substituíram pelo despertador do telemóvel. A capacidade de selecionar os sons, definir vários alarmes um após o outro e quanto tempo demorará a tocar caso não o desliguemos são demasiado boas para resistir. Hoje dia quem tem um despertador em casa é simplesmente para decoração, pois ninguém lhe dá uso. Afinal, quantos de vocês ainda têm um despertador em casa?

#5: As pesquisas e os carrinhos de compras estão-se a tornar online

Segundo o Google, o telemóvel é a plataforma dominante para pesquisas, já que 48% dos compradores usam smartphones para pesquisar. Atualmente, os consumidores não pesquisam apenas produtos no conforto da sua casa, visto que mais de 90% dos proprietários de smartphones usam os telemóveis enquanto tomam as decisões de compra numa loja física. Além disso, quando as pessoas pesquisam no telemóvel, isso tende a levar à ação, isto é, 92% das pessoas que pesquisam no telemóvel fazem uma compra relacionada com a pesquisa e cerca 70% das pesquisas no telemóvel levam à ação em menos de 1h.


#6: Os orçamentos de pesquisa e de marketing agora são cada vez mais direcionados para o telemóvel 

Segundo os dados da Kenshoo, metade dos seus anunciantes de pesquisa e quase todos os anunciantes (97%) em redes sociais têm pelo menos 50% dos seus orçamentos dedicados ao telemóvel. Estes anunciaram que em 2018, os gastos com anúncios de pesquisa para dispositivos móveis ultrapassaram o dos computadores. O Diretor de pesquisa de marketing da Kenshoo disse que, pela primeira vez, os gastos com anúncios nas Redes de Pesquisa para telemóvel ultrapassaram o dos computadores e estão quase a atingir a maioria dos gastos com os anúncios.


#7: A internet é mais usada em telemóveis do que em computadores

Dado o crescente uso dos mobile devices e como já abordamos esta questão nas aulas, este pode não ser um facto totalmente chocante. Mas, o estudo da Mary Meeker, em 2018, sobre as tendências da Internet só vem reforçar ainda mais esta informação. Uma vez que, em média, cerca de 5,9 horas do nosso dia são gastas na internet de onde cerca de 3,3h (ou seja, cerca de 60%) estamos num telemóvel. Espera-se que esse número aumente, assim como todo o tipo de tendências relacionadas com os telemóveis também irão aumentar.




Acredito que a lista de informações que talvez já soubessem sobre os telemóveis fosse longa, mas que nunca tinham refletido bem sobre o assunto. Já sabiam estes 7 factos sobre os telemóveis ou algum vos chocou verdadeiramente? Acreditam que futuramente esta dependência pelos telemóveis seja cada vez maior ou acham que surgirão novos dispositivos que nos captem mais a atenção?

Fontes:
https://www.soluno.com/6-things-you-didnt-know/
https://www.kenshoo.com.au/mobile-marketing-statistics/
https://blog.hubspot.com/blog/tabid/6307/bid/24082/9-amazing-mobile-marketing-statistics-every-marketer-should-know.aspx
https://www.youtube.com/watch?v=Sgw99VoCssU

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Os perigos por detrás da webcam

Com o aumento da procura do digital e principalmente por sites que nos permitam realizar videoconferências, cada vez mais pessoas recorrem a plataformas como o Zoom, MicrosoftTeams, FacebookMessenger, etc com a finalidade de utilizar a câmara e microfone para contactar com os demais. Seja por motivos profissionais ou de lazer, é certo que as medidas implementadas acerca do distanciamento social provocaram grande parte deste aumento.

Poucos são aqueles que quando compram um dispositivo eletrónico se preocupam na qualidade, características e definições da câmara vendo-a apenas como um adereço que, circunstancialmente, poderá ser útil. No entanto, há perigos associados à webcam e em tempos de pandemia em que a câmara é utilizada mais do que nunca também as ameaças que lhe estão associadas aumentam.

Assim, sempre que autorizamos o nosso dispositivo a aceder à nossa câmara ficamos automaticamente vulneráveis a um ataque online conhecido como camfecting, que consiste no processo de tentativa de invadir a webcam de uma pessoa e ativá-la sem a permissão do proprietário da mesma. 

De acordo com o website “olhardigital” uma pesquisa publicada no ano de 2019 pelo Wizcase, indica que mais de 15 mil câmaras privadas conectadas à internet estão expostas e acessíveis ao público em geral. De forma a passar despercebido pelo utilizador, o hacker desativa a luz vermelha que indica que a câmara está ligada, podendo assim monitorar a vítima, alheia à ação criminosa mesmo quando o computador está em modo de hibernação ou suspenso.

Mas nem tudo é mau, é certo que este “método” de hacking também é utilizado pela polícia para deter criminosos. No entanto talvez seja melhor prevenir e ativar algumas das mudanças sugeridas desde a atualização, frequente, da versão do Windows (não só as funcionalidades são melhoradas aquando um upgrade da versão, também a segurança é reforçada) ao simples ato de tapar a webcam com fita adesiva. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, também preferiu prevenir a remediar quando decidiu colocar fita adesiva na câmara do seu Macbook. É caso para dizer, quem nunca?

terça-feira, 21 de abril de 2020

Fiverr: o e-Bay para serviços


O e-Bay é um dos maiores marketplaces globais, onde tudo se pode encontrar, desde livros a roupas, computadores ou brinquedos, passando por antiguidades ou produtos para colecionadores. Nesta plataforma existem mais de 9000 vendedores portugueses, que já venderam mais de um milhão de itens. Um vendedor nacional faz uma venda a cada 30 segundos. Mas...e quanto a serviços?


 O Fiverr é uma plataforma online na qual é possível comprar e vender serviços digitais oriundos de todo o mundo. O seu nome (Fiver significa nota de cinco dólares americano) resulta do preço a partir do qual esses serviços são geralmente vendidos: 5 dólares. O Fiverr tem hoje mais de 3 milhões de serviços com preços que começam nos 5 dólares mas que podem alcançar os 500 dólares.



À semelhança do que acontece no e-Bay, os prestadores (freelancers ou profissionais) podem inscrever-se gratuitamente na plataforma para vender os seus serviços. Os clientes podem procurar a categoria e o tipo de serviço que precisam. O preçário e o serviço são apresentados de forma muito clara. Os prestadores são pagos quando um cliente compra um dos serviços oferecidos.

Como a inscrição e utilização do Fiverr é gratuita, existe uma taxa de 20% que é cobrada em todas as vendas. Para o cliente, existe também uma taxa de serviço. O cliente paga 1 dólar para compras em compras até 20 dólares ou 5% do valor total da compra em compras acima dos 20 dólares.

As notas e avaliações dadas pelos clientes são muito importantes no Fiverr. Tal como acontece também no e-Bay e outras plataformas online, as avaliações permitem filtrar os prestadores nos resultados de uma pesquisa, sendo normalmente aqueles que têm mais e melhores avaliações que com aparecem nos primeiros lugares no motor de busca e assim conquistam mais clientes.


Outra vantagem do Fiverr é a diversidade. Qualquer ideia é boa para os sellsumers ganharem um rendimento extra, já que não existem limites para os serviços disponíveis. Seguem alguns exemplos mais curiosos…! 
  • Escrever frases motivacionais 
  • Dar conselhos amorosos
  • Explodir balões (!)
  • Ler telepaticamente a mente de alguém
  • Ler as cartas e fazer planos astrológicos
  • Cantar os parabéns e gravar

“Prevê-se um aumento de 3.6% de compradores online até 2021”

Portugal tem vindo a registar taxas de crescimento significativas, comparado com o histórico, relativas ao desempenho do e-commerce.
Nos últimos anos, as compras online cresceram 8,6%, impactadas pelas compras de consumidores entre os 25 e 45 anos, 60% do sexo feminino e 40% do sexo masculino.
Na sua maioria, as compras online têm grande volume em artigos de moda, com cerca de 50%, seguindo-se da plataforma Amazon que é líder em Portugal e muitos outros países e que faturou 4.530M€ no último ano.
A verdade é que se vive a era da digitalização e melhorias contínuas no marketing digital, o que impacta, de uma forma muito significativa e positiva, o e-commerce.
Empresas como Amazon, Ali Express, El Corte Inglés, Carrefour e Ikea estão no topo do ranking mundial e permitem que se estime um aumento de 3,6% do consumo de bens online, em Portugal, em 2021.

Ver notícia em:
https://www.distribuicaohoje.com/branded-content/preve-se-um-aumento-de-3-6-de-compradores-online-ate-2021/

segunda-feira, 20 de abril de 2020

#EstudoEmCasa

Como é sabido, a pandemia Covid-19 obrigou a muitas adaptações no quotidiano de todos. A educação não é exceção e, desde o encerramento de escolas e faculdades, professores e alunos recorrem a diversas plataformas que permitam o ensino à distância, como o Microsoft Teams, Zoom, Google Classroom, entre outros.
No entanto, apesar da crescente digitalização e do acesso à Internet ser mais generalizado, existem cerca de 50 mil estudantes até aos 15 anos que não têm acesso a computador com Internet em casa, de acordo com o INE. Um estudo realizado recentemente pela Universidade Nova de Lisboa retrata um cenário pior: em média, 23% dos alunos até ao 12.º ano não têm acesso a computador com Internet em casa, sendo que este valor é ainda mais elevado quando se retiram os dados de escolas privadas.
Numa tentativa de contornar este problema e aumentar o alcance dos conteúdos educativos, foi necessário recorrer a um meio tradicional, a televisão, e reavivar a Telescola mas agora com um nome mais atual: #EstudoEmCasa.
Diariamente, entre as 9h00 e as 17h50, são transmitidas na RTP Memória aulas de diversas disciplinas para os alunos do ensino básico, que posteriormente podem ser (re)vistas na plataforma RTP Play.



Apesar de serem áreas completamente distintas, podemos fazer um paralelismo com a comunicação das marcas/ empresas: em muitos casos, de forma a aumentar o alcance e melhorar o desempenho, deve ser adotada uma estratégia all line e não apenas online ou offline.

Fontes:
https://observador.pt/2020/04/15/alunos-sem-computador-sao-mais-do-que-se-pensa-nas-escolas-publicas-quase-um-terco-dos-alunos-do-ensino-basico-nao-tem-equipamento/
https://rr.sapo.pt/2020/04/20/pais/covid-19-telescola-arranca-esta-segunda-feira-para-850-mil-alunos/noticia/189872/

Somos Tod@s Digitais


Nesta época difícil que vivemos, onde os constrangimentos sociais e profissionais provocam alterações significativas na vida da população, o digital é o nosso melhor amigo. Através deste, é possível comunicar com os nossos familiares e amigos, bem como aceder a serviços ou produtos com um simples clique. 
Em Portugal, existe um número significativo de pessoas que, por diversos motivos, nunca utilizaram o digital nas suas vidas. Segundo o índice de 2019 de Digitalidade da Economia e da Sociedade ,o número de cidadãos que nunca utilizou a Internet ronda os 23% (o dobro da média da União Europeia!!). 

De forma a diminuir este número, surgiu o “Somos Tod@s Digitais”. Esta iniciativa, da qual fazem parte diversas entidades portuguesas, tem como principal objetivo ajudar aqueles que têm menos competências digitais a aceder a serviços à distância e a encontrar soluções digitais para comunicar. Na linha “Somos Tod@s Digitais” os estudantes do ensino superior é que dão a voz todos os dias da semana. Os voluntários estão disponíveis para esclarecer e ajudar quem precise de apoio na utilização de diversas plataformas de comunicação, como o  Facebook, o Instagram, o Whatsapp e o Skype, ensinado, por exemplo, a fazer videochamadas com a família ou partilhar fotografias. Inicialmente, o atendimento está a cargo de apenas 35 estudantes, contudo é importante realçar que qualquer instituição de ensino superior do país poderá contribuir com grupos de voluntários (dando preferência a estudantes ligados às áreas de informática e sistemas de informação). 
Todos podemos ajudar, porque Somos Todos Digitais!
E vocês o que acham desta iniciativa? Será que vai atingir o objetivo pretendido?

sábado, 18 de abril de 2020

Como o Dott evitou o Buzz Negativo?

A época de Natal é sempre uma altura frenética, em que a população corre para os shoppings à procura de prenda perfeita para os seus familiares, amigos e até colegas de trabalho. Porém, com o aparecimento do ecommerce várias pessoas para fugir da confusão que se vive nestes tempos passou a usar as plataformas online, como o Dott, para realizar estas compras. Contudo, o Dott passou por um contratempo na época de Natal, pois as entregas de diversas encomendas não respeitaram o tempo de entrega que era estabelecido. Desta forma, o Dott para além de oferecer vouchers de desconto, desenvolveu uma campanha digital, intitulada de “Corpo às Balas”, em que o CEO do Dott, vestido de rena, pediu desculpas a todos os seus consumidores que foram afetados pelos atrasos nas entregas das encomendas de Natal.


A meu ver, esta foi uma ação muito bem pensada para os tempos de hoje, e que demonstra o estilo desta marca. Uma marca jovem, com criatividade e sentido de humor, e com coragem e humildade pois não tiveram medo de expor os seus erros. Além disto, acredito que o facto de ser o próprio CEO a fazer este vídeo mostra uma preocupação genuína de toda a equipa do Dott em corrigir o erro.

Desta forma, acredito que o Dott obedeceu aos critérios para eliminar um buzz negativo, pois deu uma resposta imediata, humanizou a marca, reconheceu o incomodo causado aos seus clientes e não respondeu de forma agressiva e fechada.

Convido-vos agora aceder a este link, e verem com os vossos próprios olhos esta criativa campanha: corpoasbalas.dott.

Fontes:

quinta-feira, 16 de abril de 2020

O efeito do Coronavírus no Marketing Digital

Com a evolução do Covid-19 cada vez mais países estão a estabelecer quarentena ou outras medidas sanitárias.
A internet tornou-se, portanto, um dos meios mais efetivos para manter contato com amigos e familiares. Além disso, como muitas empresas estão adotar métodos de trabalho em casa, que passa por estar conectado na Internet.
Segundo estudo apresentado pela CloudFlare dia 13 de março, quando o presidente dos Estados Unidos anunciou um estado de emergência para o país, pouco tempo depois o tráfego subiu para 20%, comparado com o habitual, aumento que tem sido significativo e visível em vários países.

Ficamos aqui com um post da EPT Marketing que sintetiza o efeito do Coronavírus no Marketing Digital analisando 4 fatores chave, comportamento do consumidor, poder de compra, utilizadores ativos e a concorrência.

Assim podemos concluir que o poder compra está diminuir face ao fecho/supensão (lay-off) de empresas que por consequência não permitem aos seus colaboradores ter poder económico. A oferta está a aumentar, pois os utilizadores ativos estão a aumentar, as pessoas tem mais tempo disponível, navegam mais na internet o que proporciona custos mais baixos pelos anúncios. O mesmo acontece com as empresas que com esta nova realidade aumentam a sua oferta, melhoram e investem em presença online.

Fontes: 
https://www.agenciamestre.com/marketing-digital/impacto-do-coronavirus-na-economia-mundial/
https://www.linkedin.com/in/ept-marketing-36737019a/detail/recent-activity/

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Worten Game Ring lança 1º Torneio familiar de FIFA 20

Neste período de isolamento social, onde as famílias são obrigadas a permanecer em casa e portanto diminuir as visitas aos shoppings/lojas, as marcas têm de reforçar a promoção à sua imagem e tentar vender no canal mais próximo do consumidor, o online.

Na verdade, as marcas devem ser lembradas aos consumidores, quer por anuncios apelativos na TV, nas redes sociais, quer pela atitude diferenciadora que ocupam no mercado, como por exemplo criar um torneiro online de FIFA20.

A Worten é um exemplo de uma empresa diferenciadora, pois a Worten Game Ring lançou no passado dia 5 de abril o primeiro torneio de FIFA20 para famílias, que promete juntar os portugueses em torno do futebol, em formato virtual. O “relvado” é na Twitch Worten Game Ring, e o torneio insere-se na iniciativa Worten Game Ring Lockdown, que arrancou na sexta feira passada (dia 3 de abril) e que envolve um conjunto de torneios online para PC, PS4 e mobile, ao longo de 14 dias.

De facto trata-se de uma atitude bastante diferenciadora e apelativa aos consumidores e prova disso é que os três primeiros torneios da série esgotaram em menos de 24 horas. A Worten espera conseguir com este jogo, que os consumidores se aproximem da marca, que procurem as compras online e que se mantenham fidelizados à marca.

Ver notícia em:
https://portugalgamers.pt/worten-game-ring-lanca-1o-torneio-familiar-de-fifa-20/https://wintech.pt/w-gaming/27085-worten-game-ring-lanca-1-torneio-familiar-de-fifa-20

domingo, 5 de abril de 2020

Cibersegurança. Será que já é normal termos a nossa privacidade comprometida?

A tecnologia está no foco do quotidiano de grande parte da sociedade faz algum tempo. Contudo, por estes dias, não só está na ordem do dia como, arrisco-me a dizer, é crucial para o funcionamento "normal" de um dia-a-dia em que, qualquer semelhança com normalidade, é pura coincidência! O que não é coincidência, certamente, é a Cibersegurança (ou falta dela, melhor dizendo) não dar tréguas pelas piores razões. Por essa razão, já temos vindo a abordar o tema por aqui, tal é recorrência das aparições dos hackers por estes dias.

Está mais do que provado que a(s) Siri(s) que diariamente nos acompanham no bolso conseguem ouvir muito mais do que deviam. A verdade é que a Inteligência Artificial oferece-nos um mar de oportunidades e desta vez parece estar a nascer mais uma. A Universidade de Chicago criou uma pulseira capaz de silenciar os assistentes inteligentes e a inovação até teve participação portuguesa. A "pulseira do silêncio" portátil causa interferência nos microfones, oferecendo, assim, a possibilidade de recuperarmos a privacidade e a segurança no digital, ao mesmo tempo que mantemos a indispensável tecnologia na nossa vida.



Este acessório em especial, mas também outras novidades semelhantes que vão surgindo, deixam em aberto as questões dos direitos fundamentais da privacidade, porque, na verdade, não deveria ser necessário recorrer a estes mecanismos para os garantir.

Segundos os investigadores, o protótipo custaria cerca de 18 dólares, caso fosse comercializado, o que não me parece um preço elevado a pagar, tendo em conta o que está em jogo. Ainda assim, muitos interesses estão em jogo e a verdade é que por mais que a discussão do tema esteja constantemente acesa, maior parte de nós tem uma atitude passiva e conformista perante o problema.  Entretanto as perguntas permanecem: será que vão acabar por surgir soluções eficazes para recuperarmos a nossa privacidade, ou será que a tecnologia terá eternamente um preço a pagar (por vezes demasiado alto) que é encarado como um mal menor a que vale a pena sujeitar?

Fontes:
https://www.publico.pt/2020/03/03/p3/noticia/alexas-mundo-gravam-nao-pulseira-silencio-resolver-problema-1905702?utm_term=Portugal%20pode%20perder%20quase%2040%20das%20praias.%20Pritzker%20vai%20para%20duas%20arquitectas%20irlandesas&utm_campaign=Lista%20Newsletters%20Editoriais&utm_source=e-goi&utm_medium=email&fbclid=IwAR0FXJdmHOj8WLyfgK1bEqgK6Tlmzziv6md_sI209xkOIOhR1dGjUj28o-g

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Houseparty- Será uma aplicação segura?

Na minha última publicação, falei sobre a Houseparty, a aplicação do momento. No entanto, desde o início da semana, esta aplicação tem dado muito que falar, mas por razões menos positivas. Nos últimos dias, centenas de utilizadores têm culpado a aplicação pelos alertas de segurança que começaram a receber em serviços como a Netflix, o Spotify, o Paypal, entre outros. Desde segunda-feira que circula a seguinte mensagem nas redes sociais: "Há pessoas a ser roubadas, entram nas contas bancárias delas através da app do banco, entram nas outras contas que tiverem, inclusive entram no telemóvel através da app. Apaguem a conta e apaguem a app!”. Por causa desta mensagem, a DECO fez um teste de segurança e privacidade à Houseparty e recomendou ao consumidor não instalar nem utilizar a aplicação, uma vez que esta "recolhe uma grande quantidade de informações pessoais".

Apesar do momento complicado, a Houseparty reagiu de imediato no Twitter para tranquilizar os seus utilizadores, alegando que a aplicação era segura. Porém, apesar desta mensagem, muitos utilizadores optaram por eliminar a aplicação.


Deste modo, a Houseparty decidiu adotar outra estratégia para convencer o utilizador que a aplicação é segura e não tem nada a esconder. Por isso, decidiu pedir ajuda aos utilizadores, oferecendo um milhão de dólares (906 mil euros) a quem provar como começou a "campanha difamatória".
A empresa também garante que está a investigar os recentes rumores espalhados e acredita que se trata de uma campanha de difamação paga para prejudicar a Houseparty.

Será que a Houseparty vai conseguir provar a sua inocência?


Fontes:
https://twitter.com/houseparty/status/1244666579670843406 https://observador.pt/2020/03/31/houseparty-da-um-milhao-de-dolares-a-quem-souber-como-comecou-campanha-de-difamacao/ https://www.jn.pt/nacional/esta-a-usar-a-app-houseparty-a-deco-desaconselha-12021794.html

Para sua segurança, estenda a quarentena aos seus dispositivos eletrónicos

Por incrível que pareça, há quem esteja a aproveitar uma pandemia mundial da pior maneira possível. As redes de crime organizado estão a ajustar o seu modus operandi às novas “oportunidades”, ao aproveitar o aumento do tráfego digital para potenciar as suas atividades criminosas nesta realidade.

A quarentena decretada pelo Covid-19 reduziu a mobilidade física e o fluxo de pessoas no território a nível mundial, além de ter aumentado o teletrabalho e a dependência de sistemas de computação seja para compras ou pagamentos de serviços on-line.

E eis que esta nova realidade social serviu para que entidades criminosas aproveitassem a ansiedade e o medo gerado pelo novo coronavírus para porem em prática fraudes telefónicas, falsos fornecimentos de produtos (pagos mas que nunca chegarão ao cliente) e até esquemas de medicamentos e desinfetantes que prometem eliminar o vírus.

Mas não só as famílias estão “em xeque”. Para manter os colaboradores em segurança, as empresas abrem o seu sistema informático ao trabalho à distância e tornam-se mais vulneráveis a ciberataques. De acordo com o Relatório Global de Riscos 2020 do Fórum Económico Mundial, estes serão um dos maiores riscos para as empresas na próxima década, acima do terrorismo, dos conflitos políticos e da destruição de ecossistemas.
A boa notícia é que se o cibercrime se serve desta pandemia para alavancar o seu sucesso, as instituições europeias juntam-se para alertar a comunidade e ajudar à sua proteção. A Europol lançou, em 17 línguas, um pequeno manual para aumentar a segurança digital e para as famílias fazerem da sua casa um lugar mais seguro.



Aos avisos mais gerais presentes na imagem, acresce o aconselhamento de compras a fornecedores online confiáveis, a verificação das reviews dos vendedores e respetivos produtos, e para quem tem filhos menores de idade, a análise das configurações de segurança e privacidade dos brinquedos inteligentes e ainda o uso do controlo parental para salvaguardar a atividade online do menor, aconselhando os pais a explicar a importâncias de estar tão seguro online como offline.
Mas não só do que deve ser feito é composto este manual, o que não deve ser feito também é aqui explicado de forma simples e direta:


A Europol termina este documento com o alerta: "Consulte fontes fidedignas para obter informações factuais atualizadas. Se se tornar vítima de cibercrime, reporte-o sempre à Polícia Judiciária."

Fontes:
www.dinheirovivo.pt/opiniao/o-cibercrime-nao-esta-de-quarentena/www.securityboulevard.com/2020/04/limiting-the-impact-of-the-cybercrime-pandemic/www.europol.europa.eu/activities-services/public-awareness-and-prevention-guides/make-your-home-cyber-safe-stronghold