domingo, 24 de maio de 2026

Moldy Whopper: uma campanha pouco apetecível, mas impossível de ignorar

 Quando pensamos numa publicidade de comida, esperamos ver o produto perfeito. A Burger King fez precisamente o contrário: mostrou um Whopper a ganhar bolor.



A campanha Moldy Whopper acompanhava a decomposição do hambúrguer ao longo de vários dias. À primeira vista, parece uma péssima ideia… afinal, quem é que quer ver comida com bolor numa campanha de comida?

Mas era esse o ponto. A Burger King queria mostrar que o Whopper não tinha conservantes artificiais e, em vez de ficar apenas pela mensagem, mostrou a consequência prática. Se não tem conservantes artificiais, então estraga-se!

Na minha opinião, esta campanha é brilhante do ponto de vista da notoriedade, mas arriscada do ponto de vista do desejo de compra. Por um lado, é impossível ignorá-la. Por outro, também é difícil olhar para um hambúrguer com bolor e ficar imediatamente com vontade de comer. A campanha chama a atenção, mas não necessariamente abre o apetite.

Ainda assim, talvez fosse esse o objetivo, não criar fome imediata, mas criar conversa. A campanha começou na marca, mas rapidamente deixou de depender só dela. Ao ser comentada e partilhada por consumidores e meios de comunicação, ganhou alcance, mas também perdeu algum controlo sobre a forma como a mensagem era interpretada.

Uma campanha não vive apenas daquilo que a marca quer dizer, mas também da forma como as pessoas reagem, comentam e interpretam a mensagem. Neste caso, o bolor podia ser visto como prova de autenticidade, mas também como algo simplesmente desagradável...

Acham que a Burger King acertou ao arriscar numa campanha tão pouco apetecível, ou foi longe demais?

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