Se andaste pelas redes sociais por estes dias, perto ou no próprio dia 1 de junho, de certeza que te cruzaste com publicações que fizeram alusão ao Dia Mundial da Criança. Várias marcas transformaram esta premissa universal numa aula perfeita de branding emocional.
Em vez de seguirem o caminho óbvio do marketing tradicional, que seria tentar vender produtos de forma agressiva através de descontos ou promoções, estas empresas decidiram tocar-nos diretamente no coração, ao apostar numa estratégia de marketing mais nostálgica e numa clara experience-based differentiation.
Ao olharmos para algumas imagens partilhadas neste dia, percebemos como cada marca adaptou o conceito à sua própria identidade, criando narrativas com um poder gigante. A Oreo e a Nacional utilizaram como base os rituais diários e do lanche, para que nos lembrássemos da nossa própria infância e daqueles momentos simples em família.
Ao olharmos para algumas imagens partilhadas neste dia, percebemos como cada marca adaptou o conceito à sua própria identidade, criando narrativas com um poder gigante. A Oreo e a Nacional utilizaram como base os rituais diários e do lanche, para que nos lembrássemos da nossa própria infância e daqueles momentos simples em família.
Por sua vez, a Milaneza ligou o crescimento dos mais novos ao conforto de partilhar uma refeição à mesa, enquanto a Hisense aproveitou o lado tecnológico para mostrar como o tempo voa entre os ecrãs e as memórias que guardamos em casa.
Em todos estes casos, o gatilho psicológico é o mesmo: ao cruzar a simplicidade da imagem com a passagem do tempo, o utilizador digital faz uma transição rápida da cognição, o processar racional do produto, para a emoção, ao sentir empatia e saudade.
Ao disponibilizarem este tipo de conteúdos, as marcas transformam as redes sociais num ecossistema colaborativo, uma vez que motivam o público a saltar imediatamente da passividade para uma contribuição ativa, ao comentarem, ao partilharem as imagens nas suas próprias histórias e ao identificarem amigos e familiares. No fundo, não partilhamos o post da Oreo ou da Milaneza para lhes fazermos publicidade gratuita, partilhamos porque aquela imagem serve como um veículo de autoexpressão daquilo que sentimos e valorizamos.
Ao disponibilizarem este tipo de conteúdos, as marcas transformam as redes sociais num ecossistema colaborativo, uma vez que motivam o público a saltar imediatamente da passividade para uma contribuição ativa, ao comentarem, ao partilharem as imagens nas suas próprias histórias e ao identificarem amigos e familiares. No fundo, não partilhamos o post da Oreo ou da Milaneza para lhes fazermos publicidade gratuita, partilhamos porque aquela imagem serve como um veículo de autoexpressão daquilo que sentimos e valorizamos.
No Dia da Criança, as marcas afastam-se da publicidade agressiva. Em vez disso, apostam no storytelling, ao contarem uma história, que identificamos como sendo tão nossa, que acaba por nos transformar, a todos, nos maiores embaixadores da marca.




Post fantástico! Num mundo em que a atenção é super escassa, as marcas só sobrevivem se forem relevantes. A aposta no storytelling é a estratégia perfeita, porque as pessoas adoram ouvir histórias marcantes e partilhá-las com a sua tribo. Como referiste, a experience-based differentiation faz toda a diferença porque foca-se na emoção e na memória. É exatamente por causa desse customer engagement altamente emocional que fazemos o word-of-mouth e nos tornamos nos maiores embaixadores da marca!
ResponderEliminarEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarNão há nada mais inebriante do que nostalgia.
ResponderEliminarApesar de ser uma tática algo comum, normalmente no formato de marcas dizerem algo como "Lembram-se de quando nós tínhamos este número no menu há quinze anos? Agora está de volta por tempo limitado", há que apreciar uma abordagem mais sentimental e genuína, especialmente num dia com peso emocional. No entanto, é importante lembrar que continua a ser, no fim do dia, uma tática de marketing, o que dilui um pouco a mensagem que a campanha pretende passar.