Tudo começou quando James promoveu no seu Instagram, perante os seus 15 milhões de seguidores nesta rede social uma marca de vitaminas – Sleep Vitamins by SugarBear. Embora o anúncio fosse inocente, Tati viu a publicidade como uma traição, pois esta é a fundadora de uma marca rival – Halo Beauty –, reagindo da seguinte forma perante os seus fãs nas redes sociais:
Neste seguimento, o youtuber fez um longo pedido de desculpas a Tati via Instagram, explicando o porquê de ter patrocinado o produto rival:
O buzz foi tal que não se resumiu à “beauty community”, foi um fenómeno que se estendeu a toda a Internet. Além do Youtube, este caso foi mediático nos media e restantes redes sociais, ao ponto de perder controlo e fazer com que James Charles fosse o primeiro youtuber de sempre a perder 1 milhão de subscritores em menos de um dia.
São centenas de vídeos de outros canais a explicarem e a reagirem ao drama que se tinha sucedido, que por sua vês correspondem a milhões de visualizações, likes e partilhas. Maior número de visualizações significa mais patrocinadores interessados em publicitar nesses mesmos vídeos, o que acaba por ser lucrativo para esses canais que criaram conteúdo à custa de James Charles e Tati.
O desejo é tal de receber likes, visualizações e seguidores, que em vez de questionar-se o que foi feito de errado e corrigir, é mais fácil gerar mais buzz e tentar que voltemos a ser apreciados novamente. Mas isto não é são só os youtubers. Não é apenas a comunidade de beleza. Somos todos nós, a Internet.
Uma mera publicidade a um produto atraiu mais atenção do que James Charles desejava. Isto prova que as marcas escolhem ainda os seus influenciadores numa ótica de “agir primeiro, questionar depois”.
As marcas anseiam por gerar engagement entre os consumidores ao terem os melhores e mais bem reputados influencers a representá-las. No entanto, o sucedido prova como alguém que a marca de vitaminas tinha como referência pode passar de adorado para uma campanha cancelada, às vezes por motivos de tal forma complexos que saem do controlo das marcas e difíceis de explicar aos consumidores que assistem a tudo isto.
E vocês, o que acham de todo o buzz que foi gerado à volta deste “drama”? Que cuidados acham que as marcas deviam ter ao escolher os influencers, de modo a evitar este tipo de situações?
Fontes:
https://www.youtube.com/watch?v=gMLcPuoJctg
https://www.vanityfair.com/style/2019/05/james-charles-tati-westbrook-influencer-marketing
https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/tv/news/james-charles-youtube-tati-westbrook-video-met-gala-beauty-video-a8910326.html




