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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Coachella: muito mais do que um festival de música, um fenómeno de marketing

Nos últimos anos, o Coachella deixou de ser apenas um festival de música para se tornar numa das maiores plataformas de marketing experiencial do mundo. Mais do que concertos, o festival passou a representar lifestyle, exclusividade e posicionamento de marca, tornando-se um espaço estratégico para empresas que procuram visibilidade junto de públicos jovens e altamente digitais.

Em 2026, marcas como Rhode, 818 Tequila, Gap, Adidas e American Express aproveitaram o evento para criar ativações exclusivas, espaços personalizados e experiências imersivas que iam muito além da publicidade tradicional. O objetivo deixou de ser apenas vender produtos, passou a ser criar momentos partilháveis e memoráveis que os consumidores querem mostrar nas redes sociais.

Um dos elementos mais marcantes desta estratégia é o chamado experiential marketing, em que a experiência vivida pelo consumidor passa a ser o foco principal da campanha. Em vez de recorrer apenas à publicidade tradicional, as marcas apostam na criação de espaços visualmente apelativos para partilha nas redes sociais, festas exclusivas, gifting suites e ativações VIP que despertam desejo e reforçam a sensação de exclusividade.

Outro ponto importante é o papel dos influenciadores. Muitos criadores de conteúdo tornam-se verdadeiros canais de distribuição da campanha, promovendo marcas de forma mais natural e eficaz do que campanhas pagas tradicionais. O conteúdo gerado por utilizadores  aumenta o alcance orgânico e reforça a credibilidade da marca junto da Geração Z.

Além disso, o Coachella funciona como um palco de posicionamento premium. Estar presente no festival significa associação imediata a tendência, luxo e cultura pop. Isso ajuda marcas emergentes a ganhar notoriedade e marcas consolidadas a reforçar a sua imagem aspiracional.

Esta transformação mostra como o marketing atual depende cada vez mais da criação de experiências e da capacidade de gerar conversa social. O Coachella tornou-se um exemplo claro de como eventos culturais podem funcionar como poderosas ferramentas de branding e vendas.

Na vossa opinião, festivais como o Coachella conseguem realmente influenciar decisões de compra ou funcionam sobretudo como montras temporárias de tendência?

Fonte: https://www.vogue.com/article/coachellas-big-brand-renaissance?utm_source 

sexta-feira, 21 de março de 2025

Tascas Portuguesas: Entre a Mesa e o Feed

Travessas de alumínio, copinho de vidro, menu no quadro de giz e a conta escrita no papel da mesa - são estas as características de um tasco "à portuguesa".

As tascas portuguesas, normalmente geridas por famílias, refletem a verdadeira cultura popular, sendo um lugar onde a gastronomia local encontra os diversos tópicos de conversa comuns, como o clima, a política ou o futebol. Esta imersão é dificilmente encontrada nos grandes centros urbanos, nos shoppings ou mesmo em restaurantes típicos, sendo uma parada obrigatória para quem quer conhecer Portugal profundamente.

Nos últimos tempos, tem-se assistido a uma popularização crescente destes estabelecimentos, principalmente graças a influencers que frequentam estes sítios, e os avaliam, realçando certas qualidades, como a comida caseira, o ambiente familiar, e os preços honestos (para os dias de hoje). Alguns exemplos destes influencers em Portugal são: Gastropiço, O Tascólogo e O Tasqueiro, que contam com centenas de milhares de seguidores nas redes sociais, nomeadamente no Instagram e no TikTok.




É possível relacionar a atuação destes influencers com alguns conceitos base do influencer marketing:

Autenticidade e Confiança
A transparência e autenticidade do conteúdo faz com que os consumidores o valorizem, transformando a experiência pessoal do influencer numa recomendação implícita em experimentar o produto.

Social Proof
Ao observar figuras influentes, com milhares de seguidores, visualizações e likes, a visitar tascas, os consumidores interpretam esta ação com uma "certificação" de qualidade do produto. A "prova social" atua como um estímulo para que os consumidores queiram viver a mesma experiência, seja por se identificarem com o conteúdo, curiosidade, ou o desejo de pertencer a um grupo que valoriza o ambiente familiar e a gastronomia tradicional.

Influência na Decisão
O caráter emocional e visual destes conteúdos faz com que estes sejam mais persuasivos, fazendo com que o consumidor se identifique com a experiência do influencer e queira replicá-la.

Alcance e Diversificação do Público
Além de atrair o público local, este tipo de conteúdo atrai turistas e estrangeiros que, durante a sua visita, procuram experienciar a cultura e gastronomia popular, sendo uma enorme vantagem do influencer marketing, que amplianda a visibilidade destes estabelecimentos.





O influencer marketing tem-se revelado uma ferramenta poderosa, e este caso não é exceção, tendo em conta que a dimensão destas empresas faz com que o marketing não seja uma prioridade, não sendo feito de maneira propositada - o que traz os influencers, e por consequência, os consumidores, é a busca por algo autêntico e familiar. 

Fontes:
https://run.unl.pt/bitstream/10362/175038/1/TDDM3523.pdf
https://www.winterhalter.com/br-pt/blog-winterhalter/marketing-para-restaurantes-guia-definitivo/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Impacto_cultural_do_TikTok
https://www.portocidadaniaportuguesa.com.br/blog/dicas/tascas-portuguesas
https://descla.pt/conhece-a-historia-das-tascas


quinta-feira, 9 de maio de 2024

Galp in Rio 2024

Já cheira a verão, e verão é sinónimo de … festivais de música!

Em 2024, o Rock in Rio Lisboa está de volta e celebra 20 anos desde a sua primeira edição. A Galp, enquanto patrocinadora principal do evento, não poderia deixar passar esta marca em branco e está a invocar todos os fãs do evento para celebrar!

A 10ª edição do festival decorre nos próximos dias 15, 16, 22 e 23 de junho no Parque Tejo em Lisboa, a nova cidade do Rock irá contar com um novo palco (palco Tejo) e novos espaços, além dos já habituais Palco Mundo, Palco Galp, Rock Street, assim como a roda gigante Pisca Pisca, o slide, entre outros!

O cartaz conta com nomes bem-sonantes como Jonas Brothers, Camila Cabello ou Ed Sheeran, já o Palco Galp promete dar música com Lukas Graham, Filipe Karlsson, Luísa Sonza, e demais artistas do cartaz.

E por falar em Galp, a marca acaba de lançar uma campanha que visa oferecer 80 bilhetes duplos para as participações mais criativas (e rápidas) do seu novo passatempo!


O passatempo, que está a decorrer na página de Instagram da marca, requer que os participantes criem um cartaz com uma mensagem dedicada ao seu artista favorito do palco Galp, o divulguem orgulhosamente numa “story “e o incluam num destaque da “bio” da sua página pessoal de Instagram que terá de ser de acesso público. A Galp tem promovido o seu passatempo por meio de influenciadores digitais bem conhecidos da Gen Z como Rafael Bailão e Ricardo Weezy, e já está a ter bastante adesão pelo seu público-alvo para este passatempo, a Geração Net.

De forma clara, a marca está a tentar “falar a mesma língua” destes novos consumidores que se sentem atraídos por desafios digitais e criativos como este, e que seguem as pisadas dos seus ídolos. Por um lado, e em jeito de gamification com uma recompensa muito apelativa, irá aumentar de forma significativa o engagement das suas redes sociais ao mesmo tempo que divulga o evento da qual é patrocinadora principal. Os vitoriosos deste passatempo, certamente, não irão esquecer a Galp como a marca que lhes deu acesso a esta oportunidade.

E vocês, ficaram motivados? O passatempo decorre até ao próximo dia 12 de maio, apressem-se!

Fontes:

https://tickets.rockinriolisboa.pt/event/rock-in-rio-lisboa-2024/parque-tejo/2798220

https://www.instagram.com/galp/

segunda-feira, 8 de abril de 2024

O User Generated Content da The Ordinary: quando o menos é mais!

A marca de cuidados para a pele que, muito sustentada pelos influencers e pelo advocate marketing, explodiu no TikTok! A conta oficial da marca no TikTok já conta com mais de 1 milhão e meio de seguidores. A The Ordinary é uma marca com tecnologias clínicas reconhecidas e eficazes, oferecidas a um preço justo e acompanhadas de um discurso transparente.

Pesquisas realizadas entre maio de 2020 e maio de 2021, revelam que a The Ordinary emergiu como a marca de skin care mais procurada no mundo, contando com um espetro de produtos que vai de soros a hidratantes compostos pelos ingredientes certos, desde ácido hialurônico a retinol.


O design dos seus produtos é bastante simples e a simplicidade pode ser acusada de culpada de todo este sucesso. A The Ordinary quer focar-se na proposta de valor central do seu produto, ignorando aquilo que seria mais visual e, supostamente, mais atrativo. Mas a realidade é que a simplicidade atraiu mais do que qualquer outra tentativa de identidade visual.

Assim, estes produtos procuram ser o mais transparentes possível, pois a marca acredita que os consumidores devem saber exatamente aquilo que estão a colocar na sua pele, tomando decisões conscientes sobre os químicos que estão a aplicar.

O minimalismo do design do produto físico transporta-se completamente para o digital, onde as redes sociais da marca vão ao encontro da transparência que se pretende.


A marca não quer vender a embalagem, mas sim aquilo que está dentro dela. Não existe esforço para nada chamar a atenção a não ser os compostos de cada um dos produtos. Sem sequer existir uma especificação de qual o tipo de pele adequado para cada um dos produtos. Mas então como vamos saber que precisamos mesmo daqueles produtos? O User Generated Content é a solução.

A sua estratégia de marketing vai muito além da sua embalagem e não podemos deixar passar o grande peso que a marca tem no mundo digital e como cresce mais e mais através dos seus próprios consumidores nas redes sociais. 


Entre milhões de vídeos, são eles que vão desmitificando os enigmas da marca. Os consumidores e influencers explicam como usam os produtos da The Ordinary e clarificam para que serve cada um dos diferentes compostos químicos que a marca utiliza nos seus produtos. No TikTok é criado uma espécie de arquivo educacional sobre a marca. 

Este conteúdo gerado por utilizadores - o User Generated Content - é diretamente utilizado pela marca para se afirmar ainda mais nas plataformas online e interagir com o seu público. A The Ordinary partilha os seus consumidores, pessoas reais que experienciaram os seus produtos, humanizando a marca e incentivando que outros utilizadores partilhem as suas experiências.


É também de destacar a estratégia de preços da The Ordinary que se centra principalmente na acessibilidade, um fator de grande sucesso para a marca. Na indústria de skin care vem a trazer algo controverso, diferenciando-se dos demais na medida em que destrói a ideia de que cuidados para a pele têm de ser dispendiosos para serem eficazes.

Simplicidade e transparência na embalagem, nas suas composições e nos seus preços. Este é um caso em que o menos é mais! 

Claro que as embalagens nos chamam a atenção e podem ser o ponto diferenciador para comprarmos ou não um produto, mas sem dúvida alguma que a The Ordinary conseguiu ser totalmente disruptiva. O seu minimalismo consegue ser ainda mais atrativo e estético do que qualquer design.

Na minha opinião, a simplicidade dos produtos, que quase me parecem "fármacos", traz ainda mais credibilidade a algo que deve possuir grande qualidade para aplicarmos na pele. 

Estes seriam designs comuns de antigos produtos de beleza:

À exceção da Nivea, só pela embalagem acho que conseguimos de imeadiato dizer que não são produtos muito recentes...

Parece-me que a The Ordinary veio a revolucionar completamente a indústria de skin care, mas este assunto daria muito mais tempo de conversa... O CeraVe e a Byoma, marcas que acredito também que se tentem enquadrar neste nova onda, aproveitando também as redes sociais para se fazer ouvir. 

Ainda assim, acho que nenhuma delas consegue ser tão simples quanto a The Ordinary! 

Conhecem mais algum caso? Acham que uma marca de cuidados para a pele traz mais credibilidade se desenhada desta forma? 😁

Fontes:

https://www.sephora.pt/ORDIN-HubPage.html

https://www.bigblue.co/blog/the-ordinary-viral-skincare-brand-with-over-1-3m-followers-on-tiktok

https://www.tiktok.com/@theordinary

https://www.bigblue.co/blog/the-ordinary-viral-skincare-brand-with-over-1-3m-followers-on-tiktok

https://303.london/blog/the-power-of-simplicity-how-the-ordinarys-marketing-captivated-millions/

https://www.havstrategy.com/marketing-strategy-the-ordinary/


quarta-feira, 13 de maio de 2020

O engagement dos influenciadores portugueses

A Brinfer, uma plataforma que analisa dados relativamente ao Instagram, lançou estes dias a lista dos influenciadores portugueses com mais engagement a nível nacional (dados analisados desde o dia 14 de janeiro de 2020 até ao dia 12 de fevereiro de 2020).

Para ter engagement, não basta ter muitos seguidores, é necessário haver interações entre esses seguidores e o dono da página, ou seja, para serem consideradas contas com elevado engagement é preciso haver um considerável número de gostos e de comentários. Atualmente, o Instagram é uma das redes socais mais utilizadas pelos famosos para interagirem com o seu público, para mostrarem o seu dia-a-dia, divulgarem o seu trabalho e as coisas de que mais gostam.

Ao longo desta lista podemos encontrar apresentadores/as, jogadores de futebol, atrizes/atores, youtubers, comediantes, bloguers, entre outros, sendo que os primeiros lugares são ocupados por pessoas como: Cristiano Ronaldo, Cristina Ferreira, Sara Sampaio e Rita Pereira.


Olhando para os números apresentados neste relatório, percebemos que não é à toa que cada vez mais as marcas recorrem a estes influencers de forma a publicitar os seus produtos e alcançar novos públicos. Podemos ver o caso da parceria entre o CR7 e a Nike, a Rita Pereira e a Prozis, a Cristina Ferreira e a L'Oréal, entre outros.


Podem consultar a referida lista aqui.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Redes sociais: tudo uma questão de perspetiva


Resultado de imagem para influencer natalia taylor

Apesar dos influencers não serem um fenómeno novo, cada vez mais influenciam as decisões e os comportamentos dos seus seguidores. Desta forma, muitas marcas optam pelos influencers para patrocinar os seus produtos e/ou serviços, em vez de recorrerem aos métodos publicitários tradicionais. Porém, nem tudo o que é publicado por estes corresponde à realidade. A fim de alcançarem um certo estatuto e obterem produtos gratuitos, acabam por falsificar detalhes da sua vida aos seguidores.

A influencer Natalia Taylor, com mais de 330 mil seguidores no Instagram, quis mostrar aos seus seguidores que, no mundo digital, nem tudo é o que parece. A influencer publicou fotos da sua viagem a Bali, na Indonésia, onde parecia estar num hotel de luxo. No entanto, estas fotografias foram, na verdade, tiradas no IKEA e, posteriormente, editadas. Apesar de Natalia deixar algumas dicas aos seus seguidores (etiquetas dos preços nas fotografias), não foram suficientes para estes desconfiarem. Pelo contrário, estes fizeram comentários bastante positivos ("our Bali princess"; "queen"; "you look gorgeous").

No vídeo abaixo, a influencer revelou aos seus seguidores que todas as fotografias foram tiradas numa das lojas do IKEA e, alertou-os para o facto que muitos influencers fingem ser alguém que não são e, por isso, não devemos acreditar em tudo o que eles publicam.


Fontes:
https://www.instagram.com/natalia__taylor/?hl=pt https://www.youtube.com/channel/UCU43ycQOMjUUNVEzyNJoPsw https://sicnoticias.pt/mundo/2020-02-24-Youtuber-finge-estar-de-ferias-em-Bali-com-imagens-tiradas-no-IKEA

quinta-feira, 30 de maio de 2019

#PUB


É crescente o número de marcas que aposta no marketing de influência. Este tipo de publicidade que não parece publicidade surge sob a forma de publicações patrocinadas publicadas por influenciadores digitais que assim criam a ponte entre as marcas e o público que eles influenciam. Os influenciadores, enquanto líderes das suas comunidades - levando as pessoas a falar, agir ou comprar – são os novos meios de product placement através da relação de confiança que conseguem criar com a sua audiência. Neste âmbito, o número de seguidores não chega para um influenciador ter sucesso, é necessário também um nível de interação e influência grande com o público. Contudo, mesmo confiando na palavra dos influenciadores, os consumidores devem ser informados quando os produtos, serviços, amostras ou descontos que estão a ser anunciados fazem parte de uma parceria entre influenciador e marca.

Foi essa a razão para a Direção-Geral do Consumidor (DGC) ter apresentado, no passado dia 29 de março, um guia que pretende informar, quer influenciadores, quer anunciantes, sobre as regras e boas práticas que devem ser aplicadas na comunicação comercial no meio digital.
Neste guia, a DGC define um influenciador como uma “pessoa ou personagem no meio digital que possui o potencial de influenciar os outros, independentemente do número de consumidores seus seguidores que acompanham as suas publicações. Influenciadores também são criadores de conteúdos digitais e uma fonte importante de informação e de influência para os consumidores que nestes confiam.”

Considerando as diferentes formas de comunicação nos canais digitais, bem como o crescente impacto e relevância das redes sociais e dos influenciadores nas escolhas dos consumidores, este guia oferece esclarecimentos muito pertinentes sobre como influenciadores e anunciantes devem atuar.

Segundo o princípio da identificabilidade, regulado pelo art.º 8.º do Código da Publicidade, qualquer que seja o meio de difusão utilizado, o que inclui também as comunicações feitas online, particularmente nas redes sociais, a publicidade tem que ser identificada clara e inequivocamente como tal. Esta identificação deve, portanto, garantir que o consumidor percebe imediatamente que está a ver um conteúdo comercial que decorre de uma relação comercial entre o influenciador e a marca anunciante.

Assim, este guia reconhece que é boa prática identificar no início da publicação desse conteúdo a relação comercial em forma de texto, foto, vídeo ou áudio, e sugere a utilização da indicação #PUB ou PUB, conforme a plataforma em questão. Qualquer outro tipo de benefício deve também ser identificado com a correspondente designação, por exemplo: #PATROCÍNIO ou PATROCÍNIO, #PARCERIA ou PARCERIA, e #OFERTA ou OFERTA.

Introduzir estas identificações apenas no meio ou no fim da publicação, como fez, por exemplo, uma das maiores influenciadoras portuguesas, Vanessa Martins, é considerada má prática, podendo este comportamento incorreto ser punido.


O guia explicita ainda que uma publicação é considerada comunicação comercial quando:

- Há algum tipo de relação comercial que implique compensação financeira;
- A publicação inclui a oferta de produtos com ou sem quaisquer condições (por exemplo presentes, brindes, amostras, serviços, descontos, sorteios ou outros benefícios), mesmo que não exista pagamento de um valor monetário; e
- Quando o conteúdo promove produtos ou serviços específicos e contém links ou códigos de desconto.

Algumas das recomendações feitas por este guia aos influenciadores incluem também garantir que as suas recomendações não são falsas ou enganosas e que as declarações em seu nome são baseadas em experiências reais.

Sendo uma das preocupações atuais das marcas a seleção dos influenciadores para comunicar os seus produtos, para os anunciantes os conselhos são garantir que os influenciadores contratados respeitam as regras legais, identificando claramente as ligações comerciais existentes, e que têm à sua disposição os mecanismos de controlo nas estratégias de comunicação, uma vez que os influenciadores não são necessariamente profissionais de marketing experientes.

Estas regras implicam que todos os intervenientes na estratégia de marketing de influência (influenciadores, marcas ou agências) são corresponsáveis pelos conteúdos comerciais que divulgam.


domingo, 26 de maio de 2019

Youtube: o lado menos "belo" da beleza

A comunidade do Youtube assistiu nestas últimas semanas a um drama sem precedentes, especialmente os fãs de beleza e maquilhagem. Falamos de Tati e James Charles, dois dos maiores e mais respeitados youtubers a fazerem vídeos sobre este tipo de conteúdo.


James Charles detinha mais de 16 milhões de subscritores na plataforma, tendo por isso um lugar bem marcado perante a comunidade e são raros os vídeos da sua autoria que não se tornam virais. Contudo, a sua amiga de longa data, Tati, sempre o viu como um “filho” e apoiou desde que este era um aspirante a influencer.
Tudo começou quando James promoveu no seu Instagram, perante os seus 15 milhões de seguidores nesta rede social uma marca de vitaminas – Sleep Vitamins by SugarBear. Embora o anúncio fosse inocente, Tati viu a publicidade como uma traição, pois esta é a fundadora de uma marca rival – Halo Beauty –, reagindo da seguinte forma perante os seus fãs nas redes sociais:


Neste seguimento, o youtuber fez um longo pedido de desculpas a Tati via Instagram, explicando o porquê de ter patrocinado o produto rival:

O que já parecia exagerado acabou por gerar contornos ainda mais dramáticos. A influencer de beleza postou um vídeo de 43 minutos onde confessou todas as queixas que tinha contra o ex-amigo, intitulado “BYE SISTER”, fazendo referência à forma que Charles trata os seus fãs (sisters). O vídeo, que já foi, removido, acumulou mais de 46 milhões de visualizações, gerando um buzz negativo que fez com que Charles perdesse mais de 3 milhões seguidores numa questão de dias, entre eles Miley Cyrus, Ariana Grande e as irmãs Kardashian-Jenner, o que poderia representar o fim do influenciador digital.


Mas após semanas de trocas de vídeos, plot twists, descidas e subidas de subscritores, screenshots para provar quem afinal tinha razão, a situação voltou à normalidade e James Charles recuperou o seu lugar de youtuber mais subscrito na área de beleza. Embora continuassem a defender a sua posição, ambos os lados pediram desculpas pelo seu comportamento exagerado. Para a magnitude que acabou por atingir, os internautas ficaram confusos com o desfecho repentino, mas há algumas conclusões possíveis de se retirar.


Não se resumiu à comunidade de beleza
O buzz foi tal que não se resumiu à “beauty community”, foi um fenómeno que se estendeu a toda a Internet. Além do Youtube, este caso foi mediático nos media e restantes redes sociais, ao ponto de perder controlo e fazer com que James Charles fosse o primeiro youtuber de sempre a perder 1 milhão de subscritores em menos de um dia.


O drama no Youtube é uma indústria
São centenas de vídeos de outros canais a explicarem e a reagirem ao drama que se tinha sucedido, que por sua vês correspondem a milhões de visualizações, likes e partilhas. Maior número de visualizações significa mais patrocinadores interessados em publicitar nesses mesmos vídeos, o que acaba por ser lucrativo para esses canais que criaram conteúdo à custa de James Charles e Tati.


Likes e subscritores: é tudo o que importa?
O desejo é tal de receber likes, visualizações e seguidores, que em vez de questionar-se o que foi feito de errado e corrigir, é mais fácil gerar mais buzz e tentar que voltemos a ser apreciados novamente. Mas isto não é são só os youtubers. Não é apenas a comunidade de beleza. Somos todos nós, a Internet.

O Marketing de Influência ainda é um terreno hostil
Uma mera publicidade a um produto atraiu mais atenção do que James Charles desejava. Isto prova que as marcas escolhem ainda os seus influenciadores numa ótica de “agir primeiro, questionar depois”.
As marcas anseiam por gerar engagement entre os consumidores ao terem os melhores e mais bem reputados influencers a representá-las. No entanto, o sucedido prova como alguém que a marca de vitaminas tinha como referência pode passar de adorado para uma campanha cancelada, às vezes por motivos de tal forma complexos que saem do controlo das marcas e difíceis de explicar aos consumidores que assistem a tudo isto.

E vocês, o que acham de todo o buzz que foi gerado à volta deste “drama”? Que cuidados acham que as marcas deviam ter ao escolher os influencers, de modo a evitar este tipo de situações?

Fontes:
https://www.youtube.com/watch?v=gMLcPuoJctg
https://www.vanityfair.com/style/2019/05/james-charles-tati-westbrook-influencer-marketing
https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/tv/news/james-charles-youtube-tati-westbrook-video-met-gala-beauty-video-a8910326.html

sábado, 11 de maio de 2019

The power of content: right or wrong? Who will judge

Atualmente, tem-se visto em larga escala sobre a força de um conteúdo na internet.

Principalmente nas redes sociais como Facebook e Instagram, ambas as maiores plataformas sociais em nível global.

O que levanta preocupações. Tendo em vista as últimas notícias que diz a respeito de como um conteúdo tem a capacidade de influenciar não somente pessoas, mas governos, instituições e transformar algo informativo, em discurso de ódio capaz de separar pessoas e gerar desconforto.

Não obstante, quando uma empresa, tal qual o Facebook se torna grande demais e começa a adquirir outras menores para aumentar a base de dados e poder de oferta, mas enfrenta problemas em controlar a qualidade do conteúdo dentro de sua rede.

Se o próprio ex-fundador da rede social, Chris Hughes, este que esteve com Mark Zuckerberg desde o início, se posiciona ao dizer:

It's time to break up Facebook.

https://www.nytimes.com/2019/05/09/opinion/sunday/chris-hughes-facebook-zuckerberg.html


A rede social tem nos últimos tempos perdido credibilidade frente seus fundadores, ou seja, aqueles que desenvolveram a proposta de valor da empresa e idealizaram todo o workspace para que o Facebook se transformasse no que é atualmente.

Entretanto, se por um lado o risco daqueles que desenharam a empresa do zero estarem a fazer declarações deste genêro da empresa, por outro lado os resultados financeiros não estão a acompanhar a preocupação.

Ou seja, não há convergência e por este motivo, há de se preocupar no que mais gera valor ao próprio usuário em relação ao acionista.

Mark Zuckerberg (no meu ponto de vista) é um gênio. O mesmo tem trabalhado constantemente para abrandar os pontos obscuros da rede social.

Qual seria, portanto, a relação do marketing com a rede social?

Atualmente as relações do marketing estão majoritariamente em redes e networks onde as pessoas estão imergidas. Ou seja, estão no Facebook e Instagram.

Sendo assim, o esforço em investigação e desenvolvimento para a inovação em marketing está em estudar o perfil e dados das pessoas como uma forma de ofertar mais com maior assertividade.

No entanto, surge a questão ética de como estudar os dados e como obter os mesmos (relação da crítica entre Cambridge Analytica e Facebook).

Não obstante e levando em consideração não somente o poder de monopólio da rede social, será que as pessoas estão realmente preocupadas com o suposto "vazamento" de informações?

Estamos demasiadamente imergidos na rede que nossos dados digitais, uma vez soltos afora, não mostrou preocupação por parte dos usuários ao deixar a rede social.

A relação privacidade vs proteção dos dados não causou impacto, tal ponto pode explicar a questão levantada acerca dos resultados financeiros da empresa.

Por conseguinte, sem o Facebook e suas empresas (WhatsApp, Instagram, entre outras) o mundo não seria o que é hoje e apesar dos apesares, as pessoas são mais livres e conseguem se expressar de forma mais democrática e aberta frente seus valores e o que desejam para o futuro.

Não é o Facebook que move as pessoas, são as pessoas que se movem por si próprias, a rede social  é somente um meio, não um fim.

Sendo assim, há de ter regulamentação e melhorias no serviço? Pode-se dizer que sim. Mas primeiramente deve-se perceber o que foi feito de errado para com as pessoas para entender o porque as mesmas estão a agir como agem dentro da rede.