“Alimente a mente com livros” é o mote do novo serviço da FNAC, o FNAC READS, disponível a partir do dia 25 de fevereiro de 2021. Esta é uma iniciativa que junta dois nomes improváveis: a FNAC, uma empresa que vende livros, filmes, séries, entre outros produtos, com a Uber Eats, uma plataforma onde é possível encomendarmos refeições que nos são entregues ao domicílio. Agora, é possível replicar este processo também para os livros. Numa altura de confinamento, em que muitas pessoas estão privadas de acesso à cultura, por não poderem sair de casa, este serviço veio colmatar esta falha, com apenas uns simples cliques. Já é possível realizar a encomenda dos nossos livros ou de outros artigos como se estivéssemos a pedir o almoço, com um tempo previsto de entrega de cerca de 30 minutos. Esta iniciativa já está disponível em várias cidades do país, como Lisboa, Cascais, Porto, Vila Nova de Gaia, Braga, Coimbra e Faro.
Como forma de celebrar esta união, até dia 11 de março, qualquer
pedido acima de 10€ é entregue sem ser cobrada a taxa de entrega, bastando usar
o código promocional FNACREADS.
Para Nuno Luz, diretor gera da Fnac Portugal, “esta é
mais uma iniciativa que faz parte do compromisso da marca para a promoção dos
hábitos de leitura dos portugueses, garantido o imediato acesso ao catálogo de
livros Fnac sem a necessidade de deslocação a uma loja. Os livros são um bem
essencial e, com esta iniciativa, pretendemos reforçar a nossa missão de
incentivo à leitura como forma de acesso e desenvolvimento cultural”.
Numa altura de crise global, em que quase todas as áreas foram
afetadas drasticamente pela pandemia, o setor da cultura e, neste caso, o
literário sofreu graves perdas, com o encerramento de várias livrarias e
editoras. Em Portugal, segundo dados divulgados pela Associação
Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), na semana de 23 a 29 de
março de 2020, durante o primeiro confinamento, registou-se uma quebra
de 83% nas vendas de livros em livrarias (que estão, na sua maioria,
fechadas ou a fazer venda à porta), e de 28% nos
hipermercados. Mas, na semana anterior, diretamente antes da implementação do
estado de emergência, já tinha sido registada uma quebra de 63,3% —
o que equivale a uma quebra de 1,6 milhões de euros; ou seja
121,6 mil livros vendidos a menos.
Assim, é importante percebermos que as empresas encontram formas
de se reenvientarem e procuram parceiros para os auxiliarem nos seus objetivos.
Numa era cada vez mais digital, em que o consumidor está habituado a ter tudo
aquilo que deseja, o mais rapidamente possível, é fundamental que as empresas
se ajustem para dar resposta a essa procura e consigam alternativas convenientes
e ajustadas à realidade que todos enfrentamos. Por outro lado, até que ponto a
associação de duas empresas tão distintas, de setores diferentes, pode trazer
sucesso a esta iniciativa? A disponibilização do serviço de compra online e entrega
ao domicílio, que já existia na Fnac, não seria suficiente?