quarta-feira, 8 de abril de 2026

Pipoca com Estilo: A Bolsa que Está a Roubar a Cena!

Vinte anos depois, o icónico filme O Diabo Veste Prada prepara-se para regressar.

Para promover o lançamento, a rede Cinemark, nos EUA, anunciou uma linha exclusiva de produtos temáticos. O item que roubou todas as atenções e rapidamente se tornou viral foi um balde de pipoca inovador, desenhado no formato de uma bolsa vermelha inspirada no universo da moda. A “bolsa” traz um detalhe muito especial: um charm em forma de salto alto com um tridente, a famosa referência visual que marcou o cartaz do filme. Além disso, a coleção inclui outros produtos, como copos personalizados.



O que as redes de cinema perceberam é que podem transformar um produto totalmente utilitário, como o balde de pipoca, num item altamente desejável. Um exemplo disso foi o lançamento do filme Barbie, em 2023, que apostou fortemente numa estratégia de marketing baseada em produtos temáticos.



Ir ao cinema deixa de ser apenas assistir a um filme e passa a ser um evento de consumo ampliado, impulsionando a experiência física nas salas de exibição. Estas precisam, cada vez mais, de criar momentos tangíveis e “instagramáveis” que justifiquem a deslocação do público.

Qual é o teu nível de entusiasmo para o retorno de Miranda Priestly? Terias coragem de desfilar com uma “bolsa” cheia de pipocas? E até que ponto um item colecionável influencia a tua decisão de ir ver um filme ao cinema?


2 comentários:

  1. Claramente que esta é uma estratégia vencedora, uma vez que é replicada com alguma frequência. Várias distribuidores trabalham a exibição de um filme como uma experiência global, trabalhando momentos desde a compra dos bilhetes até aos hábitos comuns como a compra de pipocas. O Diabo Veste Prada tornou-se um filme de culto e a expetativa para o segundo é grande. Não sou especial fã do filme, e o merchandising em si não me influencia a ver o filme, mas que um balde de pipocas em forma de carteira tem pinta, tem! Falta saber se a Miranda Priestly aprova ou se acha muito “tacky”.

    ResponderEliminar
  2. Olá Vanessa a tua pergunta é bastante pertinente. Remete-nos para a eterna dúvida do ovo e da galinha: afinal as audiências são inabaláveis e o consumo de merchandising apenas acessório ou vice-versa? Não é difícil imaginar alguém que se sentirá impelido a ir mais rapidamente ao cinema para assegurar o acesso ao balde-carteira (ou será carteira-balde? fico confusa) e se pensarmos um bocadinho até somos capazes de conhecer alguém assim ... 😜
    Como estratégia, é duplamente vencedora: por um lado reforça a importância do filme, enaltecendo-o perante uma geração que já vê o filme como sendo "de culto" mas só agora terá a oportunidade de participar nessa "construção", por outro explora esse entusiasmo ao máximo introduzindo peças únicas, em categorias habitualmente associadas a coleccionáveis e portanto, com valor de mercado potencial independente de qualquer eventual sucesso do filme. A maximização dos dois factores, conta com a colaboração sempre generosa das redes, com as suas trends e todo o engagement que geram, num efeito pull de que as empresas tanto gostam, onde lhes basta deixar as redes fazerem o que a redes fazem :-)

    ResponderEliminar