sexta-feira, 17 de abril de 2026

“Se não têm pão, comam brioches” … ou então façam um vídeo para a Domino’s

Está provado que a comida ocupa um lugar muito importante na mente do consumidor médio português (https://www.nit.pt/fit/saude/portugueses-pensam-mais-em-comida-do-que-em-sexo-e-desta-ninguem-estava-a-espera) e aquando do advento da redes sociais não era incomum sermos “inundados” pelo detalhe fotografado da última refeição de vários amigos, numa dinâmica de transição entre a word-of-mouth analógica e a word-of-mouse da era digital.

As marcas sabem deste duplo “vício":  o português adora falar de comida e adoooora mostrar o que comeu. Também sabem que a geração Z convive confortavelmente com a exibição imediata dos seus “feitos” e com a sensação de pertença ao contribuir para a criação de uma marca que aprovam.

Por tudo isto, a Domino’s lançou uma campanha que pretende tirar partido dessas características e criou um desafio de criação de conteúdos digitais que de uma vez só divulguem o produto, criem engagement, com alguma sorte se tornem virais (a Domino’s está certamente a fazer figas para que tal aconteça) e estimulem o word-of-mouse, tão importante nos dias de hoje para conseguir alcançar os números de uma campanha de tipo push, sem gerar os anticorpos a que esse tipo de campanha  dá lugar e em vez disso tirar partido da eficácia e credibilidade que uma comunicação espontânea gera junto dos consumidores.

 

Subitamente, todos podemos ser inluencers da Domino’s !

Este tipo de marketing participativo transforma o consumidor num embaixador da marca, com esta a beneficiar de todas as vantagens de uma mensagem genuína, abrangente e com rápida difusão a troco de…



UMA PIZZA!?! 

Hummmm….

Afinal, se calhar, não vou já a correr ligar a câmara do meu telemóvel.

Mas de tanto falar na Domino’s fiquei com vontade de comer qualquer coisa que leve pepperoni...

(Não se preocupem, prometo que não mando fotos)

1 comentário:

  1. Olá!

    Na minha opinião, esta campanha da Domino’s é um exemplo muito interessante de como as marcas estão a perceber cada vez melhor o comportamento dos consumidores nas redes sociais. Hoje já não basta comunicar de forma tradicional, é preciso envolver as pessoas e fazê-las participar ativamente na mensagem.

    Acho particularmente inteligente esta aposta no marketing participativo, porque transforma o consumidor numa espécie de “prolongamento” da própria marca. Quando as pessoas criam conteúdo, partilham e interagem de forma espontânea, a mensagem ganha muito mais autenticidade do que numa campanha totalmente controlada pela marca.

    No entanto, também acho que este tipo de estratégias depende muito do equilíbrio. Nem sempre o incentivo à criação de conteúdo resulta em participação massiva, e nem todos os consumidores estão dispostos a “trocar” a sua atenção ou criatividade por uma recompensa tão simples. Ainda assim, quando funciona, o impacto pode ser enorme.

    No geral, parece-me um bom exemplo de como o word-of-mouth evoluiu para o word-of-mouse e de como as marcas procuram hoje transformar o consumidor num participante ativo, em vez de apenas um recetor da mensagem.

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