Está provado que a comida ocupa um lugar muito importante na mente do consumidor médio português (https://www.nit.pt/fit/saude/portugueses-pensam-mais-em-comida-do-que-em-sexo-e-desta-ninguem-estava-a-espera) e aquando do advento da redes sociais não era incomum sermos “inundados” pelo detalhe fotografado da última refeição de vários amigos, numa dinâmica de transição entre a word-of-mouth analógica e a word-of-mouse da era digital.
As marcas sabem deste duplo “vício": o português adora falar de comida e adoooora mostrar o que comeu. Também sabem que a geração Z convive confortavelmente com a exibição imediata dos seus “feitos” e com a sensação de pertença ao contribuir para a criação de uma marca que aprovam.
Por tudo isto, a Domino’s lançou uma campanha que pretende tirar partido dessas características e criou um desafio de criação de conteúdos digitais que de uma vez só divulguem o produto, criem engagement, com alguma sorte se tornem virais (a Domino’s está certamente a fazer figas para que tal aconteça) e estimulem o word-of-mouse, tão importante nos dias de hoje para conseguir alcançar os números de uma campanha de tipo push, sem gerar os anticorpos a que esse tipo de campanha dá lugar e em vez disso tirar partido da eficácia e credibilidade que uma comunicação espontânea gera junto dos consumidores.
Subitamente, todos podemos ser inluencers da Domino’s !
Este tipo de marketing participativo transforma o consumidor num embaixador da marca, com esta a beneficiar de todas as vantagens de uma mensagem genuína, abrangente e com rápida difusão a troco de…
UMA PIZZA!?!
Hummmm….
Afinal, se calhar, não vou já a correr ligar a câmara do meu telemóvel.
Mas de tanto falar na Domino’s fiquei com vontade de comer qualquer coisa que leve pepperoni...
(Não se preocupem, prometo que não mando fotos)
Olá!
ResponderEliminarNa minha opinião, esta campanha da Domino’s é um exemplo muito interessante de como as marcas estão a perceber cada vez melhor o comportamento dos consumidores nas redes sociais. Hoje já não basta comunicar de forma tradicional, é preciso envolver as pessoas e fazê-las participar ativamente na mensagem.
Acho particularmente inteligente esta aposta no marketing participativo, porque transforma o consumidor numa espécie de “prolongamento” da própria marca. Quando as pessoas criam conteúdo, partilham e interagem de forma espontânea, a mensagem ganha muito mais autenticidade do que numa campanha totalmente controlada pela marca.
No entanto, também acho que este tipo de estratégias depende muito do equilíbrio. Nem sempre o incentivo à criação de conteúdo resulta em participação massiva, e nem todos os consumidores estão dispostos a “trocar” a sua atenção ou criatividade por uma recompensa tão simples. Ainda assim, quando funciona, o impacto pode ser enorme.
No geral, parece-me um bom exemplo de como o word-of-mouth evoluiu para o word-of-mouse e de como as marcas procuram hoje transformar o consumidor num participante ativo, em vez de apenas um recetor da mensagem.