Em novembro, a Payless, uma marca americana que vende calçado a retalho e a preços bastante acessíveis, pregou uma partida a um grupo de 60 influencers. A marca organizou um evento numa loja falsa a que deram o nome de "Palessi" e onde colocaram à venda os seus sapatos por mais de 640$ e que habitualmente custam à volta de 20$.
Com esta campanha, a marca queria reforçar a ideia, num tom provocativo, de que os seus produtos estão a par das tendências e, ainda assim, são vendidos a um preço acessível. Doug Cameron, o Chief Creative Officer, referiu que seria uma experiência social que poderia desafiar a atual cultura de influência do mundo da moda e que existem determinados padrões culturais que podem alterar o valor percebido de "quase tudo". Foram dadas várias pistas sociais e visuais (do ambiente físico, por exemplo) aos consumidores e isso fez com que os produtos fossem vistos como de luxo.
Mas porque resultou?
O preço é um posicionamento
Coisas baratas são automaticamente vistas como tendo má qualidade e, muitas vezes, a própria qualidade do produto não é avaliada.
O branding é poderoso
Os preços, a loja decorada como uma loja de luxo e o próprio nome "Palessi" fizeram com que a marca se posicionasse numa questão de segundos no mercado de luxo.
No final desta experiência social, o valor que pagaram pelos sapatos foi devolvido. Mas será que estamos a perder a nossa capacidade para avaliar a qualidade de um produto e não nos conseguimos abstrair de algumas variáveis?
https://www.cbsnews.com/news/payless-sold-discount-shoes-at-luxury-prices-and-it-worked/
https://www.vox.com/the-goods/2018/11/30/18119773/payless-shoesource-fake-luxury-store-hoax-branding
https://tc-creatives.com/paylesss-palessi-demonstrates-the-power-of-brand-positioning/
