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quinta-feira, 29 de março de 2018

Red Bull e as asas do marketing digital

Fundada pelo austríaco Dietrich Mateschitz, e inspirado numa bebida tailandesa, esta latinha de energético faz sucesso no mundo todo.

Nos anos 80, a pesquisa de mercado feita, antes de a bebida começar a ser vendida na Áustria (o seu primeiro mercado), foi exagerada: “Nunca um produto esteve tão predestinado ao fracasso quanto esse”. Os testes revelavam uma bebida de gosto desagradável e muito cara para as suas propriedades.
Porém, graças à ousadia e busca por inovação do seu fundador, a marca foi uma das pioneiras na exploração do marketing experiencial, que consiste em fazer com que o seu público-alvo viva experiências relacionadas à marca, como eventos culturais e desportivos.

Estima-se que a Red Bull, atualmente, gaste cerca de 30% das suas receitas em Marketing com inovação.
Uma das estratégias utilizadas para ganhar visibilidade foi a criação da Red Bull Media House, uma divisão de marketing totalmente separada da empresa, focada em criação de conteúdos incríveis. O objetivo era fazer reportagens sobre os melhores atletas do mundo em desportos radicais, atraindo uma grande audiência global e, fazendo com que a marca seja um destaque no segmento desportivo nas redes sociais.
Assim, começaram a surgir diversos eventos únicos, que fizeram com que o público se aproximasse de experiências jamais vividas anteriormente, resultando num grande sucesso e com um forte sentido emocional (quando o corpo produz adrenalina, produz sensações agradáveis).

Eis alguns dos exemplos, onde a Red Bull aproveitou bem a sua visibilidade, através da Internet e da TV, para se envolver com o seu segmento de mercado:

FORMULA 1:
A criação do Red Bull Racing na Fórmula 1, permitiu um grande sucesso no marketing inovador, principalmente a partir de 2010. Nesse ano, Sebastian Vettel tornou-se o mais jovem campeão da história da Fórmula 1, correndo pela escuderia Red Bull, que fez com que esta se tornasse umas das marcas que mais apareceu na televisão.

RED BULL STRATOS:
Um projeto, realizado em 2012, que envolveu o paraquedista austríaco Felix Baumgartner, patrocinado pela Red Bull. O projeto teve como objetivo quebrar vários recordes e, ao mesmo tempo, ajudar em pesquisas científicas.


RED BULL AIR RACE:
Corrida de aviões inventada pela marca, com a participação dos melhores pilotos do mundo, em que os concorrentes devem percorrer um circuito no céu com obstáculos desafiadores, no menor tempo possível. 
Apostando na produção de conteúdo, fotos e vídeos interessantes em larga escala, a marca faz um excelente trabalho, ao entender e gerar valor para a pessoa.
Este é um exemplo de marca que percebeu bem o que o seu público gosta, e decidiu entregar o melhor conteúdo possível sobre esse assunto.

sábado, 3 de março de 2018

O impacto do digital na experiência do cliente e no mercado


A Internet surgiu em 1960 para fins militares nos EUA; Mas foi em 1980 que ela se popularizou e “desceu” ao mercado dando-se a conhecer como tal rede de acesso massificado. Contudo, somente em 2004, com a web. 2.0 que o marketing digital juntou o nome das empresas ao conteúdo digital propriamente dito. [1]
Se até há alguns anos atrás, o digital era considerado um bem/serviço intangível, hoje a fronteira está de tal forma esbatida, que o tangível vs. intangível não há uma diferença marcante, ambos coexistem pacificamente.

Philip Kotler, no livro Administração de Marketing, 5ª edição, define os serviços como intangibilidade, inseparabilidade, variabilidade e perecibilidade.

Se olharmos para o mercado digital, como o podemos classificar?

Alguns exemplos:
-1º caso: Podes ver uma peça de roupa no site da ZARA(digital), pagas através de meio digitais (paypal), mandas vir a peça por correio expresso, veste a peça (tangível), não gostas, vais devolver a peça na loja física da ZARA (tangível) e devolvem-te o valor via paypal (intangível);
-2º caso : Examinas e Experimentas a peça na loja física da ZARA, (tangível), o preço custa X, ligas-te ao teu smartphone e constatas que na loja online (intangível) a peça é mais económica que na loja física, encomendas a peça via online (intangível) e a peça chegara a tua casa sem demora.
 

Estamos perante que tipo de serviço, ou é um mix de serviços?
Qual o impacto da experiência do cliente?

Estamos claramente numa era de “experiências” e que a relação entre o cliente e a marca são tão importantes como o produto, pese o facto, que cada vez mais, o cliente não é fiel às marcas, mas sim às experiências que eles proporcionam.



Hoje as marcas, lutam desenfreadamente pela atenção dos utilizadores de plataformas de comunicação quaisquer qe sejam, veja-se os anúncios das TVs que nos intervalos dos programas, o som aumenta desmesuradamente para chamar a atenção, e as que ganham, nem sempre são as que oferecem algo de bonito ou o melhor produtos, mas o que ofereceu a melhor experiência, quer por atendimento ou pós-venda.

Cada vez mais o foco da venda na customer experience, mais marcante, dinâmica, oferta, facilidade e que se focam primordialmente no: Marketing de conteúdo, mobilidade, pesquisa de satisfação disponíveis na internet, distribuição, data center (o que vai fazer com a informação?), experiências utilizadas, suporte e atendimento.

Hoje, quase tudo se resumo, em COMO MELHORAR A EXPERIÊNCIA DO CLIENTE.

A IoT, poderá dar uma ajuda, as ferramentas deixam cada vez mais, de estarem com constrangimentos e de se limitar a um espaço físico, aonde começa o espaço físico e o digital.

“Até 2020, a experiência do cliente superará o preço e o produto como o diferenciador-chave da marca. 86% dos compradores pagarão mais para terem uma melhor experiência.”
– CEI Survey

Fontes:
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/revolucao-digital-nas-empresas-como-melhorar-a-experiencia-do-cliente-224679
https://www.sas.com/sas/offers/18/futurum-digital-intelligence-transformation.html?gclid=CjwKCAiA8bnUBRA-EiwAc0hZk_YrFU09wLPnPsAFJN5umCxUrjv5fDo_VbiV4-YZiPF46VFt-ZELRoC46gQAvD_BwE
https://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:ACfpNdJMoNMJ:https://www.royalcyber.com/wp-content/uploads/2017/01/CEI.pdf+&cd=3&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt

[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Influenciadores_digitais

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Maquilhagem à prova de lágrimas

Numa época em que nem todos os produtos cumprem aquilo que prometem, a L’Oréal decidiu provar a sua qualidade de um modo original. Para esse efeito, utilizou um aliado improvável: um dos maiores sucessos cinematográficos de sempre.

A famosa marca de produtos de beleza proporcionou uma experiência emocionante a 100 mulheres, dando-lhes a oportunidade de ver (ou rever) o célebre filme Titanic. Porém, antes da sessão de cinema cada uma das participantes foi maquilhada por profissionais da L’Oréal. Tendo em conta o drama e emoção envolvidos na visualização do filme (causador de lágrimas na maioria das presentes na sala de cinema), o uso da maquilhagem poderia ter sido problemático, mas tal não ocorreu devido a um simples pormenor: a máscara de pestanas utilizada nas maquilhagens era à prova de água.



A eficácia do rímel ficou provada através das fotos de antes e depois da visualização do filme tiradas a cada uma das presentes – que puderam assim comprovar que a sua maquilhagem continuava intacta.



Apesar da marca em questão já ser reconhecida pela sua qualidade, iniciativas deste género permitem uma maior aproximação ao seu público-alvo (no caso deste produto em concreto, as mulheres). Ao proporcionar-lhes uma experiência fora do comum e dar-lhes a oportunidade de experimentar o produto antes de comprar, a L’Oréal está a aumentar a probabilidade destas se identificarem com a marca e melhorarem a sua opinião sobre a mesma. É ainda bastante provável que as envolvidas na experiência partilhem a sua opinião positiva sobre a marca, gerando assim word-of-mouth positivo para a L’Oréal. Estas consumidoras podem, por isso, ser consideradas trysummers, na medida em que experimentaram o produto antes da compra e o irão publicitar. Trata-se assim de uma estratégia de tryvertising por parte da L’Oréal.



O que acham desta iniciativa da L’Oréal? E as leitoras do blog, sentem-se tentadas a usar produtos da marca após a visualização do vídeo?


Fonte: Exame

quinta-feira, 27 de março de 2014

Experiência Dolby

As marcas estão a aproveitar, algumas, muito bem, a capacidade de personalização e a possibilidade de criar experiências para o utilizador com conteúdos online.

Para mim, de toda a publicidade online, há dois tipos que me agradam mais: aquela que me conta uma história e com isso me envolve, e a que me permite fazer parte da história (mas de preferência ambos).

Encontrei esta publicidade da Dolby Audio Technology que conta a pequena história dum homem e o seu cão pela planície enquanto aprecia a tempestade. Os raios vão caindo aqui e ali numa demonstração potente da tecnologia audio da Dolby. Depois de uma curtíssima metragem podemos continuar o filme tomando o poder de Zeus e lançar raios por toda a terra.
Explorem e vejam como a Dolby Takes You There.
(http://metius.com/hiromori/dolbyOcean.html)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Nokia Morph Concept


"um aparelho móvel, dobrável a ponto de mudar de forma, resistente, leve, impermeável e com auto-limpeza incorporada"

Convido-vos a ver o seguinte video e projectar a potencialidade do conceito NOKIA Morph aos mais distintos níveis.


"Morph will help us in our everyday life"

Este conceito foi apresentado em Maio de 2008 no Museu de Arte Moderna (MoMA) em Nova York, e entende-se que poderá ser capaz de levar a uma nova revolução no domínio dos serviços móveis.

Para mais informações: http://research.nokia.com/morph