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quinta-feira, 22 de abril de 2021

ASOS StyleMatch: o Shazam para moda

A loja de moda online ASOS (Ay-Sos), acrónimo de “As Seen On Screen”, foi lançada no ano 2000, tendo como inspiração a popularidade de filmes e séries de televisão que despertavam na audiência a vontade de comprar os produtos (decoração, guarda-roupa) que surgiam no ecrã. Nick Robertson, o fundador da ASOS, através da sua ligação à indústria do audiovisual descobriu que, por exemplo, a NBC recebia milhares de telefonemas de espectadores da série "Friends" que procuravam saber onde comprar as roupas usadas pela personagem Rachel Green ou onde se vendia a moldura pendurada na porta do apartamento de Monica Geller. Na altura, o Google tinha acabado de nascer, o Facebook ainda não existia e a Amazon era uma mera livraria.

Hoje em dia, a ASOS estendeu a sua atividade muito para além de reproduções do estilo das celebridades, tornando-se líder no mundo da moda digital, com quase 20 milhões de utilizadores ativos, sobretudo millennials. Ainda assim, a lógica “As Seen On Screen” mantém-se, mesmo que reinventada…




Seguindo outras "visual search tools" como a Pinterest Lens ou a Screenshop, apoiada por Kim Kardashian, a ASOS lançou a funcionalidade StyleMatch. Quando o utilizador faz upload de uma foto de um outfit ou visual usado por uma celebridade, influencer ou simplesmente alguém desconhecido que viu na rua, numa revista ou numa rede social, a StyleMatch devolve em poucos segundos resultados semelhantes a partir de uma base de 85,000 artigos que podem ser adquiridos na ASOS a preços bem mais convidativos do que os sugeridos pela Screenshop. Cerca de 30% das pesquisas do Google são por imagens, 80% dos contactos da ASOS com clientes são feitos via mobile, assim como 70% das encomendas. Apesar de estas "visual search tools" já existirem (como o Google Lens Style Match), esta é uma das primeiras detidas por uma loja online, a par com o eBay. Um verdadeiro "Shazam para moda"...


Promissores  são também os recentes desenvolvimentos promovidos pela Amazon Echo Look, uma funcionalidade da Alexa que, através de algoritmos e machine learning, aconselha os utilizadores sobre o look que devem usar, tornando possível por exemplo:
  • Perguntar à “Alexa o que acha do nosso look e obter dicas de styling
  • Comparar diferentes outfits e descobrir o que nos fica melhor com o Style Check
  • Refrescar o look com novos itens que combinem com os que já existem no armário

See, shoot, search and buy. And style: A próxima revolução no mundo da moda?

Fontes:

terça-feira, 27 de março de 2018

Facebook vs Cambridge Analytica - Facebook já perdeu na bolsa cem mil milhões

O Facebook foi recentemente acusado de não ter protegido os dados de mais de 50 milhões de utilizadores que foram retirados sem consentimento pela Cambridge Analytica de modo a ajudar a eleição de Donald Trump.


Tudo começou em 2014 quando a empresa britânica Cambridge Analytica - empresa de consultoria política que analisa dados para criar estratégias de comunicação em processos eleitorais - quis expor o potencial que tinha nas eleições presidenciais norte-americanas. Contudo, havia ainda lacunas no grande volume de dados que a empresa possuía de forma a obter os resultados desejados e foi aí que a Cambridge Analytica resolveu recorrer ao uso de informações daquela que é uma das maiores e melhores fontes de dados do mundo: o Facebook.

A Cambridge Analytica decidiu pagar a Aleksandr Kogan, um investigador externo, para aceder à informação de mais de 50 milhões de utilizadores do Facebook. Aleksandr criou uma aplicação-jogo que tinha como objetivo recolher informações pessoais que ajudassem a definir o perfil de uma pessoa com base no histórico de likes que cada um tem na rede social.
A aplicação, com o nome thisisyourdigitallife, foi utilizada por cerca de 300 mil pessoas. Em troca de dinheiro “para uso académico”, cada pessoa fez um teste de personalidade que permitiu à empresa agregar a informação de mais de 50 milhões de utilizadores. Isto porque, ao cederem os seus dados pessoais, cediam também os dados dos perfis dos amigos, sem que estes soubessem, passando de 300 mil utilizadores para 50 milhões.

O Facebook estava a par disto? Há pelo menos dois anos. Em 2015 a rede social liderada por Mark Zuckerberg teve conhecimento de que a empresa teria informações recolhidas indevidamente. Mark pediu-lhes que apagassem os dados obtidos mas estes não respeitaram e apesar de saberem que a Cambridge Analytica tinha recolhido indevidamente dados de contas pessoais, nenhum dos responsáveis pela rede social avisou os utilizadores.


O silêncio de Mark Zuckerberg durante dois dias após o início desta polémica levou também ao aumento de críticas. Finalmente, o fundador da rede social publicou um post na rede social sobre este assunto e deu entrevistas a vários meios de comunicação social.

Zuckerberg não só pediu desculpas como aproveitou para anunciar as seis medidas que criou para evitar que mais casos como o da Cambridge Analytica surjam: investigar aplicações “suspeitas”, informar as pessoas sobre utilizações abusivas de dados, desligar o acesso a aplicações que não são utilizadas, restringir a informação conseguida por login, encorajar os utilizadores a gerirem as aplicações que utilizam e recompensar quem encontre vulnerabilidades no sistema.

Fontes:
https://observador.pt/explicadores/12-coisas-que-tem-de-saber-para-perceber-a-polemica-do-facebook-e-da-cambridge-analytica/06-agora-o-que-e-que-o-facebook-vai-fazer/
https://www.dn.pt/dinheiro/interior/cerco-aperta-facebook-ja-perdeu-na-bolsa--cem-mil-milhoes-9216201.html
https://www.dinheirovivo.pt/empresas/facebook-a-polemica-que-afetou-50-milhoes-explicada/
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domingo, 11 de março de 2018

Inditex lança Online Specialist em mais de 900 lojas

A Inditex tem vindo a explorar cada vez mais novas fórmulas de integração para o negócio físico e online e lançou esta semana em mais de 900 lojas Stradivarius, espalhadas por vários países, um Online Specialist. Esta novidade consiste numa figura criada pela marca que tem como objetivo levar para o mundo real o melhor do online.

O Online Specialist permitirá um atendimento personalizado para tudo o que estiver relacionado com o universo digital, desde entregar encomendas feitas online, responder a possíveis dúvidas sobre o site, dar informações sobre alguns looks da marca e ainda procurar produtos ou tamanhos que possam não existir no ponto de venda físico, tornando assim a experiência de compra online ainda melhor.
De acordo com a marca “cada vez mais, os clientes tendem a fazer compras em plataformas digitais, quer seja através de aplicações ou páginas web, ao mesmo tempo procuram viver novas experiências quando visitam uma loja física”. E com esta inovação não será necessário esperar nas filas apenas para recolher uma encomenda que fez online.
Assim, o objetivo da Inditex passa por se conectar com os seus consumidores mais jovens e reforçar a aposta na tecnologia nas suas lojas.


Fontes:

domingo, 4 de junho de 2017

O Instagram deixa os adolescentes deprimidos?

De acordo com um estudo realizado pela Royal Society for Public Health (RSPH) e o Young Health Movement (YHM), o Instagram é a pior de todas as principais plataformas de redes sociais no que diz respeito a prejudicar a saúde mental dos jovens. Cerca de 91% dos jovens entre os 16 a 24 anos que utilizam a Internet, acedem às redes sociais. Como tal, é importante determinar os efeitos que estas têm sobre os adolescentes, pois é um momento potencialmente vulnerável para o desenvolvimento emocional.

Como parte do estudo, 1500 os jovens adultos britânicos (entre os 14 e 24 anos), foram convidados a classificar de que forma, é que cada uma das principais redes sociais os impactava em 14 indicadores de saúde mental e bem-estar. O YouTube foi classificado a melhor rede social seguida pelo Twitter, Facebook, Snapchat e Instagram. O estudo revelou ainda, que alguns desses jovens enfrentavam problemas de saúde mental como depressão, solidão, preocupações de imagem corporal e ansiedade ao usar aplicativos sociais. Ao longo do estudo, as redes sociais foram descritas como viciantes, sendo estas, consideradas mais viciantes do que cigarros e álcool.
O CEO da RSPH refere "É interessante ver o ranking da Instagram e Snapchat como as piores plataformas para a saúde mental e o bem-estar, pois ambas são muito focadas na imagem e parecem estar a gerar sentimentos de inadequação e ansiedade nos jovens.”
Contudo, nem tudo são más notícias. O estudo apontou que, efetivamente existem muitos aspetos positivos nas redes sociais. Por exemplo, fornecem o acesso a pessoas que estão enfrentar problemas de saúde iguais ou semelhantes, facilitando a consciencialização e a aprendizagem sobre essas doenças, uma vez, que facilita a comunicação entre ambas. Sete em cada dez adolescentes afirmaram receber ou já ter recebido apoio nas redes sociais quando estavam a passar por um momento difícil, ajudando assim no combate a problemas de saúde mentais.

Recentemente numa entrevista à BBC, em resposta a este estudo, Michelle Napchan (representante do Instagram) afirmou "Pessoas comuns de todo o mundo usam o Instagram para compartilhar sua própria jornada de saúde mental e receber apoio da comunidade. Para aqueles que estão a lutar com problemas de saúde mental, queremos que eles possam receber o suporte no Instagram quando e onde eles precisaram.”


Qual é a vossa opinião sobre este estudo? Concordam que a redes socais causam stress e ansiedade aos adolescentes?

Links:
https://www.forbes.com/sites/amitchowdhry/2017/05/31/instagram-depression/#43039dc67453

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Uma experiência de pagamento diferente

Zapper é uma aplicação móvel que permite efetuar pagamentos no dia-a-dia e também comércio eletrónico. Desde táxis a restaurantes, contas pessoais ou mesmo doações a Zapper permite uma experiência de pagamento simples, rápida e segura. A aplicação funciona através de códigos QR, onde basta fazer o download da aplicação e fazer o scan do código sem qualquer tipo de login ou registo aborrecido. Esta alternativa ao pagamento habitual está a crescer em diversas partes do mundo como EUA, Austrália, UK e outros países da Europa como Suécia, França entre poucos outros.
Neste momento, os serviços que podem adaptar esta possibilidade de pagamento são essencialmente no comércio eletrónico, táxis e restaurantes. No entanto a ideia continua a ser desenvolvida não só a nível geográfico mas também a nível de serviços considerando um próximo passo os hotéis!
A aplicação não só facilita a ação do comprador como a do prestador do serviço, visto que a própria ação do pagamento é mais atrativa.
No entanto, Zapper não é apenas uma forma de pagamento. Por exemplo, um restaurante pode “Criar a sua tribo” ou seja os clientes ao pagar usando a Zapper podem ficar a pertencer aquela tribo de clientes que futuramente serão reconhecidos através da oferta de vouchers atrativos e promoções como forma de agradecimento à sua lealdade.
Zapper empowers you” é outra das mensagens da marca. No mesmo caso dos restaurantes, o cliente para além de inicialmente poder escolher o restaurante através da aplicação, não tem que esperar pelo funcionário para poder pagar a sua refeição e pode fazê-lo em poucos segundos de uma forma segura. E se estivesse com amigos?! Também não complica pois existe a ferramenta de repartição da conta por todos.



Todos os movimentos do Zapper encontram-se de forma clara na aplicação, correspondendo à transparência e ao painel amigável que o consumidor aprecia.
Na minha opinião a chegada da aplicação a Portugal seria um grande desafio para os portugueses. E na vossa opinião, quais seriam as dificuldades para a Zapper operar em Portugal? 

sábado, 7 de março de 2015

Do Multicanal para o Omnicanal – Uma Estratégia Desafiadora

Hoje o grande desafio dos Marketers é a evolução do multicanal para o omnicanal. Já não basta às empresas estarem presentes no multicanal, ou seja, em todos os canais, nos quais o consumidor está ou pode estar. O desafio da estratégia omnicanal vai mais longe, é muito mais complexo.

No omnicanal as empresas devem proporcionar aos clientes experiências de compra em tudo semelhantes, qualquer que seja o canal escolhido. Na loja física, na loja online, no computador pessoal, no telemóvel, numa app, é suposto e pretendido que o cliente consiga desfrutar de uma experiência idêntica, deve conseguir mudar de canal entre compras, dentro do mesmo processo, mantendo tudo o que é para si relevante.
 O desafio colocado ao Marketing é muito grande quando as empresas pretendem estar presente no offline e no online. O cliente conhece o produto na Internet e compra na loja física, ou vice-versa.

As lojas físicas devem evoluir, aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pelas tecnologias móveis, não podem ser apenas um lugar para a compra. Sofisticação é palavra-chave, proporcionadora de uma experiência diferente ao consumidor. A loja física deve evoluir para um novo modelo, mais personalizado, verdadeiro ponto de encontro da compra online e offline.

A tecnologia continua a ajudar, surgem novas formas de comunicação diferentes e facilitadoras deste contato. Vejam até onde podemos ir:
Aqui podem conhecer mais sobre este projeto de crowdsourcing: http://cicret.com/wordpress/

Na vossa opinião o desafio do omnicanal é uma janela de oportunidade para as empresas melhorarem a qualidade do seu serviço?

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O lado humano da Internet

INTERNET OF CARING THINGS é um novo conceito que diz respeito a uma rede de objetos conectados com a missão clara de cuidar ativamente dos consumidores - do seu bem-estar físico e mental, das suas casas, dos seus entes queridos, e muito mais.

Na realidade, os seres humanos têm um conjunto de necessidades ​​e desejos. Por isso, os consumidores estarão mais predispostos a dar atenção a produtos, serviços e experiências que desbloqueiem novas maneiras de servir estas e outras necessidades que aumentam a sua qualidade de vida.

Tal como referi, esta potencialidade não abrange apenas os bens, também pode ajudar substancialmente o consumidor a manter-se próximo de quem mais gosta. 

Toymail é um fantástico exemplo na área mais emocional. Tratam-se de brinquedos através dos quais os pais podem enviar mensagens de voz para as crianças 
Tendo sido o furor da Kickstarter no mês de dezembro de 2013, Toymail é uma gama de brinquedos falantes que permitem que os pais fiquem em contacto com os seus filhos quando viajam. O wi-fi permite que o "carteiro" esteja sincronizado com um aplicativo iOS que permite aos pais gravar e guardar as mensagens de correio de voz, que são transmitidas através do brinquedo na voz de cada personagem. As crianças podem responder à última mensagem recebida através de um botão no dispositivo, com respostas reproduzidos através do aplicativo.

Podem consultar o artigo integral em: 

http://trendwatching.com/trends/internet-of-caring-things/

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

MeshApp, um dos quatro finalistas no concurso Building Global Innovators




A MeshApp é uma aplicação digital que permite ao utilizador organizar conteúdos das contas sociais, ligações a notícias ou correio eletrónico numa única página, no computador ou nos aparelhos móveis, conforme anunciado pela RTP:

Este produto desenvolvido na Universidade de Aveiro poderá ser muito útil pois permite ao utilizador, conforme a notícia indica “…possibilita consultar a internet sem saltar de aplicação em aplicação e organizar de uma forma centralizada os vários instrumentos, das contas sociais, às ligações a notícias, correio eletrónico ou, no futuro, a empresas ou marcas escolhidas.O utilizador pode escolher funcionalidades e uniformizar a apresentação, tendo, por exemplo, as mensagens organizadas por origem, passando a receber todos os textos enviados por determinada pessoa no mesmo espaço, independentemente da aplicação utilizada (hotmail, gmail, facebook, twitter), ou marcar informações para serem vistas mais tarde.”
De facto, esta app irá simplificar ao utilizador o acesso à informação pretendida que obtém de vários sítios.
Um projecto inovador e com marca portuguesa!