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terça-feira, 16 de maio de 2023

Social Media Marketing: Perceber para dominar o algoritmo do Instagram

Desde a sua criação, em 2010, o Instagram tornou-se uma das principais redes sociais, contando atualmente com cerca de 2 biliões de utilizadores, sendo a quarta rede social mais popular, atrás do Facebook (2,96 biliões), YouTube (2,53 biliões) e WhatsApp (2 biliões) (dados de abril de 2023). Trata-se de uma plataforma versátil na partilha de conteúdo, contando com várias tipos de publicação (post com fotos e/ou vídeos, stories e reels). Apesar do seu manuseamento ser relativamente acessível e intuitivo, tornou-se cada vez mais difícil que o conteúdo de um utilizador chegue a um maior número de pessoas,  não só pelo facto de haver cada vez mais utilizadores a realizar publicações simultaneamente, mas também fruto da evolução e complexidade do algoritmo, que está em constante mudança.

Mas afinal, o que é o algoritmo?

Trata-se do conjunto de processos que o Instagram utiliza para compreender o que os utilizadores gostam. A plataforma utiliza esta informação para mostrar às pessoas mais daquilo de que gostam, prevendo o conteúdo que alguém achará interessante e cativante. Basicamente, procura servir o conteúdo certo às pessoas certas. Ao contrário do que se pensa, não existe só um algoritmo. Cada secção do Instagram - Reels, Stories/Feed e Explore - tem o seu próprio algoritmo.

Começando por uma visão mais abrangente do algoritmo, há certos aspetos que são comuns às várias secções do Instagram:

  • Relação entre quem cria e quem vê: Seguem-se mutuamente? Trocam mensagens, deixam comentários? Se interagiram frequentemente com um utilizador específico, é mais provável que vejam o seu conteúdo no futuro.
  • Interesse: Um utilizador interage habitualmente com este tipo de conteúdo? Quando o algoritmo reconhece que um utilizador gosta de um tipo ou formato de conteúdo específico, mostra-lhe mais do mesmo.
  • Relevância: O Instagram decide o quão "relevante" é cada conteúdo. Isto inclui uma análise se se adequa com as tendências e com o fator tempo (posts recentes são considerados mais relevantes que outros mais antigos).
  • Frequência de uso da plataforma: Se um utilizador não abre o Instagram regularmente, apenas verá os conteúdo mais relevante quando decide pesquisar na aplicação.
  • Número de utilizadores que uma pessoa segue: Quantas mais contas um utilizador seguir, mais contas competirão por espaço no seu feed.
  • Tempo de sessão: Se um utilizador passa pouco tempo na aplicação, provavelmente verá apenas posts da família e amigos, com quem interage mais frequentemente.

Passando agora para o modo de funcionamento do algoritmo em cada uma das secções...

O algoritmo do Feed e dos Stories (ambos são relativamente semelhantes):
  • O próprio conteúdo: Número de gostos e comentários? Quando foi publicado? Se é um vídeo, o quão longo é? Foi identificação uma localização, qual?
  • Quem o publicou: Quantas vezes um utilizador interagiu com o conteúdo da pessoa que o publicou nas passadas semanas? O quanto interessante acham a pessoa que o publicou?
  • Atividade do utilizador: Quantos posts um utilizador gostou, e eram sobre o quê?
  • Historial de interação: O quão interessado está um utilizador no conteúdo partilhado por uma conta em particular? Com que frequência comenta essas publicações?
  • EVITAR: Publicar demasiado (o Instagram evita mostrar demasiados posts de uma pessoa a utilizadores seguidos), violar as regras da comunidade do Instagram, publicar informação enganosa (ao fazer isto regularmente, o Instagram pode tornar os posts de um utilizador mais difíceis de encontrar).
O algoritmo dos Reels:
  • Envolvimento (engagement) do utilizador: Quais reels alguém se envolveu recentemente? (i.e., gostos, comentários, partilhas).
  • Histórico de interação: Alguma vez interagiste com a pessoa que publicou o reel? Reels servem para alcançar novas pessoas, mas interações passadas também interessam.
  • O conteúdo: Que áudio ou musica utiliza? Como é a qualidade?
  • O autor: O quão popular é a pessoa que o publicou?
  • EVITAR: Reels de baixa resolução, com marca d´água (incluíndo o logo do TikTok), reels sem áudio, com demasiado texto, reels políticos. Deve-se também evitar violar as regras da comunidade do Instagram.
O algoritmo do Explore: 
  • O próprio conteúdo: O quão popular é um post? O quão rapidamente está a receber gostos, comentários, partilhas e saves?
  • Histórico de interação: Caso tenhas interagido com alguém que te aparece na página do Explore, provavelmente vai te aparecer novamente.
  • Atividade do utilizador: Que tipos de posts um utilizador gosta, guarda, ou comenta? E como tem interagido ao longo do tempo com a página do Explore?
  • Informação sobre a conta que publicou: O quão popular tem sido o seu conteúdo?
  • EVITAR: Violar as normas da comunidade do Instagram, nomeadamente evitar mostrar conteúdo potencialmente sensível.

Apresentado isto, o que se pode esperar que mude na forma como o algoritmo se comporta? Aqui estão alguns aspetos:
  • Equilíbrio na indexação de fotos e vídeos - com a introdução dos Reels, o Instagram focou-se demasiado na componente de vídeo, dando-lhe prioridade ao invés das fotos (o propósito inicial da aplicação). Após vários utilizadores mostrarem o seu desagrado, e inclusive assinarem uma petição, tem havido um esforço por parte dos criadores do Instagram, em tratarem ambos de forma mais igualitária.
  • O Instagram vai procurar mostrar constantemente aos utilizadores algo novo, e irá promover conteúdo que inspire o diálogo.
  • Conteúdo original estará melhor posicionado que conteúdo já partilhado ou repostado. 
Interessado em saber mais sobre o algoritmo? Deixo-te um vídeo abaixo:


E vocês, já conheciam o modo de funcionamento do algoritmo no Instagram? O que acham mais importante a ter em conta?


Fontes utilizadas:

sábado, 30 de abril de 2022

Qual o futuro da rede social Twitter?

No passado dia 25 de abril, Elon Musk conseguiu fechar um acordo para a compra do Twitter por cerca de 44 mil milhões de dólares, o suficiente para comprar os 15 clubes mais valiosos do mundo. Bastaram apenas 11 dias desde que o homem mais rico do mundo se ofereceu para comprar o negócio (14 de abril), até a sua oferta ser aceite. Mais rápido do que o processo de aprovação de um crédito para comprar casa em Portugal.

Após a divulgação da notícia, através da sua conta do Twitter, Elon falou aos seus 88 milhões de seguidores sobre as suas pretensões para o futuro da rede social, passando pela redução de anúncios, adição de uma ferramenta de edição, aumento da verificação de usuários, redução dos bots de spam destacando, sobretudo, uma melhor aplicação dos princípios de liberdade de expressão. “A liberdade de expressão é a base de uma democracia em funcionamento., e o Twitter é a praça digital onde são debatidos assuntos vitais para o funcionamento da humanidade.”


Nos últimos anos, as equipas do Twitter têm trabalhado para reduzir e limitar os abusos na plataforma e para tornar o site um espaço online mais seguro para os usuários. No entanto, após as declarações do novo principal acionista e depois de, em 2018, ter sido acusado de dogpiling, isto é, um fenómeno em que poderosos usuários do Twitter estimulam os seus seguidores a assediar outras pessoas, alguns funcionários da organização temem que a aquisição de Elon Musk, no mínimo, reduzirá a confiança dos utilizadores nos esforços de anti abuso do Twitter e, na pior das hipóteses, poderá resultar na desconsideração ou cancelamento desse trabalho.

Para além disso, muitos daqueles que estão na linha da frente pela luta de espaços democráticos online, questionaram se a propriedade de Elon Musk do Twitter prejudicará, em vez de reforçar a democracia e se não será apenas uma tentativa de manter a sua capacidade de influenciar milhões de pessoas sem interferência.

Desconfianças e críticas à parte, dois dias após anunciar a compra da rede social, o bilionário utilizou a sua conta para fazer uma pequena brincadeira, dizendo que a próxima empresa que irá comprar será a Coca-Cola, para que possa voltar a colocar cocaína na bebida. Isto porque, em 1903, a empresa de refrigerantes eliminou a droga da bebida, substituindo-a por cafeína e folhas de coca somente como aromatizantes.


Horas depois, Elon volta ao ataque publicando que ia comprar o McDonald’s para consertar a máquina de gelados com a seguinte legenda: “Listen, I can’t do miracles ok”.

Não tardou para que surgissem marcas para brincar com a situação e aproveitar todo o mediatismo envolvente procurando, através do humor, aproximar-se dos seus seguidores e obter assim um maior engagement. Foi, por exemplo, o caso da Duolingo, Burger King, Pizza Hut e Doritos.


Com o crescimento do número de pessoas nas redes sociais, as marcas têm vindo a utilizar cada vez mais a estratégia de reactive marketing para responder a eventos, notícias e tópicos relevantes em tempo real, de modo a aumentar o relacionamento com o seu publico e a obter maior engagement do que o normal, uma vez que muitas pessoas estarão cientes desse fenómeno em específico. Contudo, apesar dos seus benefícios, a janela temporal para que possa ser realizado é bastante curta e, por isso, é importante que o conteúdo seja partilhado antes que se torne irrelevante. Não obstante, tendo em conta que muitas das vezes as marcas recorrem ao humor para exercer este tipo de práticas existe uma maior probabilidade de atingir o tom errado e o conteúdo ser mal interpretado, causando sérios danos na reputação da empresa. Apesar dos utilizadores verem com bons olhos este tipo de intervenções, do meu ponto de vista, estas devem ser doseadas e estrategicamente pensadas de modo a não produzir resultados inversos e causar aos seguidores a sensação de que a marca está desesperada.

E tu? Qual é a tua opinião acerca da mais recente aquisição do homem mais rico do mundo? Qual achas que será o futuro da rede social Twitter? E sobre as marcas se aproveitarem de assuntos mediáticos para obterem maiores interações com os seus seguidores? Deixa o teu comentário.

Fontes:

Elon Musk fecha acordo de 44 mil milhões de dólares pelo Twitter (eco.sapo.pt)

Elon Musk e Twitter: o que acontece agora? (forbes.com.br)

Twitter employees have spent years trying to make the platform safer. (time.com)

Elon Musk brinca no Twitter sobre comprar a Coca-Cola. "Para colocar a cocaína de volta" (g1.globo.com)

What is reactive marketing? And wich brands do it well? (econsultancy.com)

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Clubhouse finalmente no Android

Meses depois do lançamento da app para iOS, os utilizadores de Android agora também já podem usar o Clubhouse.

Para já, foi lançada uma versão beta nos Estados Unidos da América que, tal como no lançamento para iOS, apenas pode ser usada por quem recebeu um convite de um utilizador já existente. Está previsto que a aplicação seja lançada progressivamente em vários países.

O lançamento vem depois de os downloads da app para o iPhone terem caído para cerca de 922 000 downloads em todo o mundo em Abril, em comparação com os 2,7 milhões de descarregamentos em Março e 9,6 milhões em Fevereiro.


Já escrevemos aqui algumas vezes sobre esta famosa aplicação de conversas de áudio e respetivas funcionalidades e vantagens, nomeadamente ao nível de webmarketing. No entanto, se em fevereiro toda a gente falava do Clubehouse, atualmente, apenas três meses depois, parece que a app foi só uma moda passageira. Muitas pessoas que a usavam acabaram por se esquecer ou até já desinstalaram. Mesmo ao nível das marcas e influencers já não se ouve falar.

Como já debatemos aqui no blog, um dos motivos que pode ter levado à queda de interesse das pessoas pelo Clubhouse é o facto de só ter estado disponível para quem tinha iPhone. Para além disso, as apps concorrentes também se apressaram a responder, nomeadamente o Instagram com a possibilidade de realizar transmissões em direto de até quatro pessoas em conjunto.

Será cedo ainda para podermos afirmar que a popularidade do Clubhouse foi apenas uma moda? Será que a chegada da app ao Android vai conseguir salvar ou já não vem a tempo disso?

sexta-feira, 5 de março de 2021

Taco Bell Hotel & Resort: uma jogada de marketing experimental

Para aqueles que não estão familiarizados, Taco Bell é uma cadeia de fast food americana criada há 58 anos, na Califórnia. A sua oferta consiste numa variedade de comidas de inspiração mexicana, que inclui: tacos, burritos, quesadillas, nachos, entre outros pratos deliciosos.

Embora esta cadeia seja reconhecida a nível mundial pela sua oferta distintiva, é através das suas campanhas de marketing online originais que se destaca no mercado.

A Taco Bell apercebeu-se que o seu targeting são os millennials, indivíduos que privilegiam viver o momento agora e, por isso, procuram o consumo instantâneo marcado pela surpresa e excitação.

Assim, em 2019, apostou numa campanha de marketing experimental nunca antes criada, por uma cadeia de fast food, o hotel pop-up “The Bell: A Taco Bell Hotel & Resort". Durante apenas quatro noites, a Taco Bell proporcionou aos seus entusiastas a oportunidade de usufruírem de uma estadia num hotel situado no destino icónico de Palm Springs, na Califórnia.

Segundo a Diretora de Marca Global da Taco Bell, o objetivo desta campanha foi criar “a maior expressão do estilo de vida da Taco Bell até à data” e, por isso, os hóspedes foram submetidos ao mundo Taco Bell, caracterizado pela existência de quartos temáticos, um spa temático, menus grátis, concertos noturnos ao vivo, uma Taco Shop, na qual os hóspedes podiam comprar produtos com o tema Taco Bell, entre outras atividades.

     

Será que esta campanha teve o impacto desejado?

A resposta é SIM. Apesar dos preços da estadia variarem entre $169 por noite e $299 por noite, dependendo das características do quarto, as reservas do The Bell esgotaram em menos de dois minutos. Durante quatro dias, 40000 pessoas de 21 estados dos EUA ficaram hospedadas neste hotel.

 

A questão que se coloca é: como é que tal aconteceu?

A equipa de marketing da Taco Bell sabia que ao criar esta campanha a atenção gerada em torno da marca seria extremamente elevada e o mais positivo é que iria gerar milhões em publicidade gratuita. A campanha online originou 4,4 mil milhões de impressões e mais de 5.000 artigos de jornal e revistas.

Uma das estratégia mais inteligentes adotadas pela Taco Bell, que potenciou o interesse gerado em torno da campanha, foi a contratação de influencers famosos, que promoveram o evento nas suas redes sociais, através da criação de stories e da publicação de vídeos virais no The Bell. Tal levou ao despertar do interesse dos millennials, mas também dos amantes de fast food, que foram motivados pela surpresa e excitação associada à experiência.

No entanto, desde o brainstorming até à execução deste projeto foi necessário quase dois anos para a criação do hotel pop-up The Bell, uma vez que foi necessário perceber até onde os seus consumidores estariam dispostos a expressar o seu entusiasmo pela marca.

Este caso de sucesso evidencia que novas tendências de marketing estão a ganhar terreno, nomeadamente, o marketing experimental.

Será que outras marcas também irão seguir as pisadas da Taco Bell com a criação de hotéis temáticos pop-up, apostando no marketing experimental? Ou será que este foi um caso único?

Para aceder a fonte 1, clicar aqui.

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domingo, 2 de junho de 2019

#FyreFraud

Se ainda não ouviram falar sobre o festival mais polémico dos últimos anos então esta é a grande oportunidade!

De forma muito resumida e com muito poucos spoilers, imaginem um festival numa ilha paradisíaca, recheado de modelos e celebridades, comida gourmet e luxuosas villas. Agora imaginem chegar ao evento e depararem-se com colchões encharcados, comida de avião, sem eletricidade e sem infraestruturas preparadas para o receber.
Conseguem imaginar? Pois, milhares de pessoas viveram esse pesadelo naquela que foi considerada uma das maiores fraudes do ano 2017, o Fyre Festival.

Foi em 2016 em plena Web Summit que Billy McFarland e Ja Rule anunciaram a realização de um festival que iria acontecer numa ilha paradísica, antiga propriedade de Pablo Escobar, o Fyre Festival. Inicialmente, o festival foi concebido para promover a aplicação da marca, a Fyre App, uma plataforma desenvolvida para possibilitar maior acessibilidade no processo de contratação de artistas para eventos.

Para Billy McFarland, o fundador e CEO de Fyre Media, fazia sentido investir numa forte promoção do evento, o que conduziu à contratação de inúmeras modelos para fazerem parte do anúncio original, no sentido de criar a ideia de uma experiência única e imperdível, com cenários paradisíacos e acompanhados das mulheres mais bonitas do momento.

Em paralelo com a divulgação do vídeo promocional, o Instagram foi inundado com quadrados laranja associados ao hashtag #fyrefestival. Partilhado por conhecidos influencers por todo o mundo, esta imagem icónica despertou o interesse de milhares de consumidores.

Pela sua forte presença nas redes sociais, apenas 48h após a abertura da bilheteria, os bilhetes milionários (preços entre 400 e 1200 dólares) para o evento já estavam esgotados. Contudo, apesar da intensa divulgação e partilha de vídeos e imagens alusivas ao festival, esta estratégia de marketing ocorreu antes do festival começar a ter um planeamento sólido e organização estruturada

Contrariamente ao plano de marketing e comunicação extremamente bem estruturados e delineados, o plano de organização seguiu um caminho totalmente distinto e dias antes do evento ter lugar não havia infraestruturas preparadas para receber os festivaleiros nem estavam asseguradas as condições para o evento decorrer nos tramites anunciados.

Na verdade, o festival foi criado unicamente pelas redes sociais mas também foi destruído pelas mesmas, uma vez que mal os festivaleiros se a perceberam que nada do que tinha sido prometido ia ser cumprido, começaram os primeiros tweets e a partilha das primeiras imagens que mostravam as condições deploráveis em que se encontravam. Colchões encharcados, comida de avião e sem condições sanitárias.

Este desfecho permite refletir que apesar de toda a orquestra digital ter funcionado de forma exemplar, o grande problema surge porque o evento não proporcionou a experiência vendida. Este é um exemplo perfeito para perceber quais as consequências da falta de sintonia entre os vários departamentos, nomeadamente o marketing e as outras vertentes do negócio.
Não obstante de toda polémica envolvente, este caso permitiu validar a ideia de que o marketing digital se for estrategicamente utilizado, é e deve ser um pilar para impulsionar e divulgar qualquer negócio ou evento, uma vez que permite alcançar e influenciar um grande número de pessoas.
Contudo, é importante compreender que o marketing digital isoladamente é apenas uma ferramenta e deve sim ser vista como parte integrante de um diversificado leque de departamentos que em conjunto permitem o sucesso de um negócio, evento e/ou organização.

E vocês? O que fariam de diferente para evitar este final trágico?

Fontes:

domingo, 26 de maio de 2019

Gestão de serviços, juntos e shallow now!

Já todos devem ter ouvido a famosa música de Lady Gaga e Bradley Cooper para o filme "A star is born", que lhes rendeu um Óscar, 1 Globo de Ouro, 2 Grammys e a 1.ª posição no aclamado ranking Bilboard Hot 100.


Lançada em setembro de 2018, a música voltou à ribalta, desta vez pelas mãos da cantora brasileira Paula Fernandes, que em dueto com Luan Santana fizeram uma cover no mínimo controversa. A tradução menos bem conseguida e até contraditória face ao verso original “We’re far from the shallow now” tem sido alvo de paródia, especialmente nas redes sociais:
“Diga o que te fez sentir saudade
Bote um ponto final
Cole de uma vez nossas metades
Juntos e shallow now”


Foram criadas as hashtags #juntoseshallownow e #morreuumaestrela que, apenas entre Instagram e Twitter, somam mais de 45.000 publicações e legendam as reações mais divertidas dos internautas:






Uma developer criou até o filtro "Juntos e Shallow Now" para as stories do Instagram:


As marcas não ficaram indiferentes e decidiram entrar no jogo! Desde as sempre atentas Coca-Cola, Burger King e MacDonals às marcas com comunicação específica para o Brasil, a criatividade está à vista:



A mais interessante, no meu ponto de vista, foi mesmo a reação da Uber Brasil, que trocou o nome da opção de partilha "Juntos" por "Shallow Now":


O mais curioso é que a repercussão da paródia que se instalou na internet não se refletiu na cover brasileira, mas na música original, que voltou ao top 10 do Brasil.

Em Portugal o fenómeno não teve expressão, excepto pelas mãos do Mestrado de Gestão de Serviços cujos alunos, juntos com colegas de outros cursos, provam que os conhecimentos de web marketing não são superficiais*.


*shallow

Fontes:

sábado, 11 de maio de 2019

Bots ao serviço do utilizador. Quais são os bons e os maus?

No artigo anterior, abordei o tema dos falsos influencers e como eles usam bots para gerarem falso conteúdo. Dessa forma, os bots podem ser usados para os mais diversos fins.
Atualmente, a maior parte do tráfego da Internet é feita por bots, daí a relevância deste tema. Adicionalmente, de acordo com o Imperva’s 2016 Bot Traffic Report, no ano de 2016, apenas 48,2% do tráfego na Internet era feito por humanos. O restante foi feito por bots, correspondendo aos bons 22,9% e aos maus 28,9%. Os bons bots são aqueles que contribuem para a eficiência dos serviços, por exemplo um serviço automático de apoio ao cliente que opera 24/7.
Por outro lado, os maus executam as mais variadas fraudes. Podemos distingui-los conforme a seguinte lista:

  • Impersonators: estes imitam o comportamento humano, são frequentemente usados nas redes sociais para gerar conteúdos e notícias falsas.
  • Scrapers: roubam informação de um site para outro, copiam também informações úteis como contactos de clientes.
  • Spammer: são utilizados para aumentar o tráfego de determinados sites com o intuito de "entupir" o serviço do site com um excedente de pedidos. Ver DOS attack.
  • Click bots: atuam na publicidade "pay-per-click" de forma a maximizar os rendimentos obtidos através dos clicks nos sites.

Fontes:
https://www.imperva.com/blog/bot-traffic-report-2016/?utm_campaign=Incapsula-moved
https://www.entrepreneur.com/article/331055
https://en.wikipedia.org/wiki/Click_fraud
https://en.wikipedia.org/wiki/Denial_of_Service_attack

The power of content: right or wrong? Who will judge

Atualmente, tem-se visto em larga escala sobre a força de um conteúdo na internet.

Principalmente nas redes sociais como Facebook e Instagram, ambas as maiores plataformas sociais em nível global.

O que levanta preocupações. Tendo em vista as últimas notícias que diz a respeito de como um conteúdo tem a capacidade de influenciar não somente pessoas, mas governos, instituições e transformar algo informativo, em discurso de ódio capaz de separar pessoas e gerar desconforto.

Não obstante, quando uma empresa, tal qual o Facebook se torna grande demais e começa a adquirir outras menores para aumentar a base de dados e poder de oferta, mas enfrenta problemas em controlar a qualidade do conteúdo dentro de sua rede.

Se o próprio ex-fundador da rede social, Chris Hughes, este que esteve com Mark Zuckerberg desde o início, se posiciona ao dizer:

It's time to break up Facebook.

https://www.nytimes.com/2019/05/09/opinion/sunday/chris-hughes-facebook-zuckerberg.html


A rede social tem nos últimos tempos perdido credibilidade frente seus fundadores, ou seja, aqueles que desenvolveram a proposta de valor da empresa e idealizaram todo o workspace para que o Facebook se transformasse no que é atualmente.

Entretanto, se por um lado o risco daqueles que desenharam a empresa do zero estarem a fazer declarações deste genêro da empresa, por outro lado os resultados financeiros não estão a acompanhar a preocupação.

Ou seja, não há convergência e por este motivo, há de se preocupar no que mais gera valor ao próprio usuário em relação ao acionista.

Mark Zuckerberg (no meu ponto de vista) é um gênio. O mesmo tem trabalhado constantemente para abrandar os pontos obscuros da rede social.

Qual seria, portanto, a relação do marketing com a rede social?

Atualmente as relações do marketing estão majoritariamente em redes e networks onde as pessoas estão imergidas. Ou seja, estão no Facebook e Instagram.

Sendo assim, o esforço em investigação e desenvolvimento para a inovação em marketing está em estudar o perfil e dados das pessoas como uma forma de ofertar mais com maior assertividade.

No entanto, surge a questão ética de como estudar os dados e como obter os mesmos (relação da crítica entre Cambridge Analytica e Facebook).

Não obstante e levando em consideração não somente o poder de monopólio da rede social, será que as pessoas estão realmente preocupadas com o suposto "vazamento" de informações?

Estamos demasiadamente imergidos na rede que nossos dados digitais, uma vez soltos afora, não mostrou preocupação por parte dos usuários ao deixar a rede social.

A relação privacidade vs proteção dos dados não causou impacto, tal ponto pode explicar a questão levantada acerca dos resultados financeiros da empresa.

Por conseguinte, sem o Facebook e suas empresas (WhatsApp, Instagram, entre outras) o mundo não seria o que é hoje e apesar dos apesares, as pessoas são mais livres e conseguem se expressar de forma mais democrática e aberta frente seus valores e o que desejam para o futuro.

Não é o Facebook que move as pessoas, são as pessoas que se movem por si próprias, a rede social  é somente um meio, não um fim.

Sendo assim, há de ter regulamentação e melhorias no serviço? Pode-se dizer que sim. Mas primeiramente deve-se perceber o que foi feito de errado para com as pessoas para entender o porque as mesmas estão a agir como agem dentro da rede.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Verão, Doce Verão: sem preconceitos ou photoshop

Na passada segunda-feira, dia 6 de maio, o Instagram oficial da H&M publicou uma imagem que levou os fashionistas à loucura. Em pouco menos de 12 horas, já tinha mais de 800 mil gostos.
Podia ser apenas mais uma fotografia das dezenas de campanhas que a fast fashion faz anualmente. Porém, não é. A mulher na imagem não corresponde ao estereótipo das manequins que costumam fazer este tipo de sessões. Por outras palavras é uma mulher real. Pelo menos é o que lhe chamam nos milhares de comentários à publicação que anuncia a nova campanha inclusiva de swimwear da marca sueca, chamada “Verão, Doce Verão”.


“Uma mulher de verdade, parabéns” e “Obrigada por mostrarem corpos reais e não padrões de beleza intangíveis” são apenas alguns dos comentários de apreciação, escritos em várias línguas, do inglês ao francês, passando pelo italiano.

A H&M optou uma estratégia de marketing que considera todas as formas de beleza, esperando incluir todas as mulheres. Na loja online mantém-se a mesma linha: as modelos são mais inclusivas do que o habitual e têm tipos de corpos diversos — o que faz com que o consumidor se sinta mais próximo da marca, que se identifique com ela e que, em última instância, se torne seu cliente.



Atualmente, as marcas têm optado por este tipo de estratégias de inclusão, que têm gerado controvérsia. Por um lado, é reforçada a oportunidade da indústria da moda poder contribuir significativamente para uma mudança de mentalidades e maior aceitação do tipo de corpo de cada um e, por outro lado, são colocadas em causa as questões de saúde. Inevitavelmente, as marcas ficam associadas a estas polémicas. Escolhendo questões atuais e que atingem e chamam à atenção do público, as marcas procuram um maior número de seguidores.
O que é certo é que, sejam os comentários positivos ou negativos, esta estratégia de marketing atinge os consumidores, fazendo com que estes se sintam mais próximos (ou não) da marca.
Assim, a campanha poderá ter um resultado win-win: beneficia os consumidores que se sentem incluídos, e beneficia a marca pelo buzz positivo que é gerado.

A H&M tem vindo a ser considerado como um bom exemplo de marca que tem como objetivo na sua estratégia envolver o público, promovendo o engagement.
As parcerias com influencers – formadores de opinião e personalidades relevantes na indústria – também fazem parte do leque de apostas para atrair novos consumidores. Exemplo disso são colaborações com bloggers de moda como Elodie Russo, que ampliam a voz e o alcance da marca. Estas parcerias beneficiam tanto a marca pessoal dos bloggers, como a identidade empresarial da H&M.
O conteúdo exclusivo é outro dos recursos utilizados. A perceção de que o ato de criação e desenvolvimento pode ser tão interessante como o resultado levou à criação de vídeos sobre a forma como os criativos da H&M tomam e executam as suas decisões. A grande vantagem? A empresa consegue produzir mais conteúdos sem ter de empregar mais recursos.
Outro exemplo de marketing de conteúdo da marca é que através de artigos sobre as tendências para a prática de desporto, nomeadamente, ciclismo em Miami ou a moda futurista em Brooklyn, a H&M consegue que os consumidores se identifiquem ainda mais com a marca.

Fontes:
https://www.imagensdemarca.pt/artigo/mulheres-reais-protagonizam-nova-campanha-da-handampm/
http://comteudo.webtexto.pt/hm-um-case-study-de-content-marketing/
https://nit.pt/vanity/moda/nova-campanha-moda-da-hm-mulheres-reais

quinta-feira, 21 de março de 2019

Millennials, podem prestar atenção?

Os Millennials são nativos digitais que cresceram com a tecnologia nas suas mãos. Frequentemente são confundidos com adolescentes mimados e que não sabem o que querem, mas para além de serem todos diferentes entre si são também super meticulosos quanto a cada produto ou serviço que estão prestes a comprar. Com o acesso constante à tecnologia tornaram-se consumidores extremamente exigentes. Querem experimentar em vez de possuir daí valorizarem a autenticidade de cada marca e serviço em si próprio. E são também socialmente conscientes, preocupam-se com as alterações climáticas e apoiam projetos locais.

De acordo com a Visão, aquilo que os Millenials mais compram online são roupas, viagens e bilhetes para eventos. Afinal quem não gosta de um bom concerto? Mostra-se também que 72% dos Millennials vivem ainda com os pais. Eles bem gostavam de ter uma casa, mas ficar endividados até ser velhinhos? Não obrigada!

Esta geração sabe tirar o melhor proveito da tecnologia, procurando a maior qualidade pelo preço mais baixo. São peritos em encontrar vales de descontos, cupões e até “viagens” grátis, de tal forma que examinam com minúcia cada compra.

E o que será que influencia as compras dos Millennials pelo mundo online? Entre vários motivos encontra-se a opinião de seres humanos que não conhecem mas que escreveram uma review no produto em questão, e portanto merecem ser levados em atenção. Os amigos e família vêm de seguida nesta escada de influência, já os anúncios de televisão surgem em último lugar.. Ain’t nobody got time to watch tv, right?!


O que devem então fazer as marcas para captar a atenção desta geração sempre online?
Antes de mais serem honestas. Eu que também faço parte desta geração, valorizo uma marca honesta, capaz de me chamar a atenção indo direta ao assunto e sem rodeios. A presença nas redes sociais é essencial nos dias de hoje. Vídeos, gifs e boomerangs são as novas formas de prender a nossa atenção. 
A Forbes, através do relatório da Nielsen “The Millennials on Millennials Report”, ajuda-nos a perceber o que está a mudar no mundo digital e o caminho a seguir para conquistar o entusiasmo dos Millennials.
  • Os padrões de visualização estão a mudar
Como demonstra o relatório da Nielsen, é pouco frequente um Millennial ver televisão, e nos raros momentos em que o faz opta por mudar de canal assim que a publicidade entra em ação. Isto muda drasticamente a maneira de fazer marketing passando a existir um grande ênfase nos dispositivos móveis. A atenção desta geração está agora dividida entre TV, smartphones, tablets e computadores muitas das vezes usados em simultâneo.
  • É necessário ir ao encontro de cada cliente
Os Millennials adoram o multitasking! Olham para a televisão, mexem no telemóvel e ainda abrem novos separadores no navegador da web, estando assim conectados a várias plataformas ao mesmo tempo. As marcas têm agora de dividir o seu investimento em publicidade pelas várias plataformas de forma a ir de encontro ao seu grupo-alvo. E têm de ser autênticas acima de tudo, uma vez que os Millennials não se interessam por anúncios impessoais. 

  • Segmentação dirigida ao indivíduo
Modelos de segmentação gerais deixaram de fazer sentido. As marcas passam a ter de acompanhar o dia a dia de cada cliente através de anúncios em várias redes sociais. Campanhas interativas, com mensagens, emoção e impacto são as preferidas dos Millenials que gostam de se sentir parte da história narrada. Nasceram habituados a analisar produtos em várias plataformas, a ouvir a opinião do amigo ou a ver a review feita pelo comprador anterior e, como tal ponderam bem antes do momento de compra. Resta às marcas criar uma forte relação com estes, com base na confiança e integração de forma a torná-los consumidores leais.

O surgimento dos influencers digitais realça o valor que os Millennials dão à integração na conversa criada pela marca. Estes preferem ser parte integrante de cada anúncio garantindo uma conexão com a marca.

Os Millennials têm muito a oferecer e as marcas muito a ganhar com eles.
Não acham?

sábado, 2 de junho de 2018

E agora, Zuckerberg?

Os próprios acionistas do Facebook estão perdendo a paciência com as desculpas de Mark Zuckerberg. Na última reunião anual dos shareholders da companhia, que ocorreu nessa quinta-feira, os participantes deixaram bem claro que estão fartos do Facebook e da sua interminável onda de escândalos. Um deles manifestou apoio a uma proposta para limitar o controlo de Mark Zuckerberg, e outro advertiu a empresa pelo escândalo da Cambridge Analytica, dizendo que o tratamento dos dados pessoais dos usuários era "equivalente a uma violação dos direitos humanos". 

"Se a privacidade é um direito humano, como afirma o CEO da Microsoft, então afirmamos que a má administração de dados de clientes do Facebook equivale a uma violação dos direitos humanos", disse Christine Jantz, diretora de investimentos da Northstar Asset Management. Outros questionaram por que o Facebook parece não conseguir sair bem de todas as notícias negativas. "Por que a lista de controvérsias que o Facebook enfrenta é tão longa e tão séria?", perguntou Will Lana, da Trillium Asset Management. Mas, embora fossem severas, as críticas não chegaram a alcançar muito resultado.

Zuckerberg tentou colocar sua versão habitual nas coisas, reiterando alguns de seus pontos favoritos de recentes conversas, dizendo: "Enfrentamos uma série de questões importantes, tenhamos a certeza de que teremos uma visão mais ampla de nossas responsabilidades." 
Ainda assim, os participantes da reunião ficaram claramente frustrados com a mensagem. Foi uma reunião extraordinariamente acalorada quando os acionistas levantaram de novo todas as controvérsias que envolveram a rede social no último ano.


Fonte:

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Donate Blood - A Ferramenta do Facebook para Incentivar Doações de Sangue

O Facebook é uma das redes sociais de maior potencial para viralizar uma notícia ou informação, por concentrar diversos segmentos de utilizadores de várias partes do mundo, o conteúdo disponibilizado ali tem pode de ter um grande alcance.

A divulgação das correntes de ajuda para determinados grupos são bastante comuns nesse tipo de rede social, aliado com outras plataformas de crowdfunding para arrecadação de dinheiro e alimentos, por exemplo.

Essas "correntes do bem" acontecem também nos casos de doação de sangue, uma vez que o baixo estoque de bolsas de sangue é um problema comum em diversos países. A situação é semelhantes em vários sítios, muitas pessoas gostariam de doar, entretanto não tem acesso a informação e acabam desistindo da ação.

O Facebook percebeu esse perfil de comportamento dos seus utilizadores, que criam "Correntes do Bem" através da plataforma para conseguir doadores de sangue, e em outubro de 2017 lançou a sua ferramenta Donate Blood. O primeiro país a ter acesso ao Donate Blood foi a Índia, em seguida do Paquistão e Bangladesh, atualmente a ferramenta possui mais de 8 milhões de doadores registrados. Recentemente, a ferramenta foi disponibilizada no Brasil.

O acesso da ferramenta é bem simples e permite que qualquer utilizador do Facebook se cadastre como doador de sangue. O cadastro é rápido e fácil, basta o usuário dizer o seu tipo de sangue (caso saiba) e informar se já doou sangue anteriormente, ou não. Após o cadastro, sempre que houver campanhas de doações de sangue nas proximidades, ele será notificado pelo Facebook.


As campanhas podem ser iniciadas por Bancos de Sangue, Hospitais e até mesmo outras pessoas. Há um tipo de postagem especial para a solicitação de doação, com algumas informações específicas que ajudem os utilizadores cadastrados a saber mais da campanha ou da demanda.

Após a solicitação, o Facebook notifica todos os doadores cadastrados naquela região. Outro ponto importante da ferramenta, é que se os doadores desejarem eles podem entrar em contato com o solicitante por meio do Messenger, WhatsApp ou ligação telefônica.


Em um momento em que o Facebook é utilizado por muitas pessoas como uma forma de divulgar notícias falsas, ferramentas como essa nos dão esperanças de que a comunicação via redes sociais podem ajudar muitas pessoas.

Fonte:
https://canaltech.com.br/redes-sociais/facebook-anuncia-ferramenta-para-incentivar-doacao-de-sangue-no-brasil-114426/
https://newsroom.fb.com/news/2017/09/blood-donations-in-india/
https://techcrunch.com/2017/09/27/bloodbook/?guccounter=1

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A bicicleta do Ronaldo rende likes nas redes sociais das marcas

A bicicleta de Cristiano Ronaldo no jogo do Real Madrid frente ao Juventus aconteceu há uma semana e continua a percorrer os nossos feeds. Aquele que, segundo o jogador, deve ser seguramente o melhor golo da sua carreira pôs a internet em alvoroço e foi notícia na imprensa nacional e internacional. Para as marcas, esta é também uma ótima oportunidade de comunicação, principalmente no universo digital dado o seu caráter imediato. Foi o que aconteceu com várias marcas portuguesas, que não deixaram escapar o momento para interagir de forma criativa com as suas comunidades nas redes sociais e otimizar a sua presença nestas ferramentas.
Deixo alguns exemplos abaixo:


Bang Bang Agency (esta agência aproveitou a oportunidade para mostrar exemplos do seu trabalho)

As redes sociais são uma das formas mais rápidas de as marcas chegarem aos seus consumidores, e possibilitam comunicar de forma quase imediata. Estas publicações garantiram likes, visualizações e muitas partilhas no digital, tornando-se virais. Para além disso, atraíram buzz não só online como também no offline, através de word-of-mouth. Para além de criar empatia com a comunidade, as marcas mostram-se divertidas e criativas. São um bom exemplo de engagement digital que deve, porém, estar sempre de acordo com o tom de voz da marca (brand voice). E vocês, o que acharam destas publicações?

Fontes:
http://marketeer.pt/2018/04/06/bicicleta-de-ronaldo-faz-disparar-numero-de-noticias/
https://eco.pt/2018/04/06/como-as-marcas-aproveitaram-a-bicicleta-de-ronaldo/

sexta-feira, 2 de março de 2018

9 razões para abraçarmos o "Influencer Marketing"



Influencer Marketing é, sem dúvidas, a tendência mais popular em social media marketing. Marcas de diversos segmentos têm aumentado seus gastos nessa estratégia de influência em até 50%, e publicado conteúdo patrocinado mais do que nunca. De acordo com a Socialbakers, existem nove razões para que uma marca inclua os digital influencers em suas próximas campanhas de Marketing Digital. São elas:

1. A concorrência já está aproveitando os influenciadores:
De acordo com uma pesquisa do Bloglovin', em 2017, 63% dos marketers aumentaram seus orçamentos de Influencer Marketing. Isso significa que um grande número de empresas já está colhendo os benefícios de trabalhar com os influenciadores.

2. O boca a boca ainda é muito eficaz no social media marketing:
Já sabemos que as pessoas confiam nas opiniões de amigos e familiares a respeito das marcas. Segundo a Socialbakers, 90% dos consumidores afirmam que valorizam as recomendações de pessoas que conhecem, enquanto 70% acreditam nas opiniões dos consumidores online. E é aqui onde se encontra uma das maiores vantagens dos influenciadores: por serem confiáveis, eles podem impactar nas decisões de compra das pessoas.

3. Os influenciadores das redes sociais estabeleceram confiança e lealdade:
A confiança e a fidelidade que os influenciadores das redes sociais estabeleceram com seus públicos são alguns dos seus ativos mais valiosos. Em uma atmosfera em que apenas 4% dos consumidores declaram confiança no marketing e na publicidade, a capacidade de falar com seu público através de alguém em quem confia é uma ferramenta de marketing essencial.

4. Os influenciadores das redes sociais permitem anunciar autenticamente:
Os usuários da internet estão cada vez mais frustrados com os anúncios online, e isso reflecte na crescente popularidade dos ad blockers. Os influenciadores das redes sociais, por terem um público dedicado e por saberem comunicar com ele, podem ajudar as marcas a superarem essa tendência, pois o conteúdo dos influencers é altamente personalizado, mesmo quando  publicitário.

5. Os influenciadores das redes sociais podem atingir um alto alcance orgânico:
Todos nós ouvimos falar da maior mudança de algoritmo do Facebook e como isso vai diminuir o alcance orgânico das marcas em favor de interações significativas entre as pessoas. No entanto, aqueles que trabalham com influenciadores de redes sociais não precisam se preocupar demais com o algoritmo: já que o conteúdo do influencer gera um alto envolvimento, ele pode ajudar as marcas a serem exibidas no News Feed organicamente.

6. Os influenciadores das redes sociais podem ajudar a enviar a mensagem a um público de nicho:
Embora a compreensão do público-alvo seja a pedra angular de qualquer estratégia de marketing bem-sucedida, muitas marcas ainda estão lutando para identificá-lo - especialmente os nichos. Influenciadores, que trabalham como "ímãs", reúnem comunidades de nicho em um só lugar e podem ajudar significativamente as marcas a conhecerem e atraírem grupos menores de usuários.

7. Os influenciadores das redes sociais podem ajudar a gerar leads de qualidade:
Como os influenciadores das redes sociais permitem atingir um público preciso através de conteúdo personalizado, há uma grande chance de a mensagem ressoar e gerar conversões. Isso se mostrou verdade para mais de 50% dos marketers que afirmam terem atraído leads de melhor qualidade aos seus negócios, graças ao Influencer Marketing.

8. O Influencer Marketing pode impulsionar o ROI das redes sociais:
Os leads de melhor qualidade significam mais conversões para o negócio. Mais conversões, por sua vez, equivalem a uma maior receita. Um estudo da Nielsen e TapInfluence revelou que alavancar os influenciadores das redes sociais pode aumentar a receita em 11 vezes - uma prova tangível da eficácia do Influencer Marketing.

9. O Influencer Marketing pode melhorar o ranking de SEO:
Trabalhar com influenciadores das redes sociais não precisa terminar com a publicação de fotos dos produtos de uma marca. Em vez disso, é possível estender essa colaboração solicitando a um influencer que mencione a marca em seu blog, inclusive. Como resultado, serão gerados backlinks de alta qualidade para o site da marca, o que melhorará seu ranking de pesquisa do Google.

Os digital influencers certamente irão ajudar as marcas (independentemente de qual seja o segmento ou a região em que elas operam) a atingirem seus objetivos de social media marketing de forma bastante envolvente e criativa. Go for it!

Fonte: www.socialbakers.com