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terça-feira, 14 de abril de 2026

Uma francesinha na Lua… e uma jogada de marketing bem assente na Terra

Tudo começa com uma imagem que parece saída de um breaking news: a Lua em destaque, o logótipo da NASA e uma mensagem que sugere que algo incomum foi detetado.

“Cientistas espaciais detetam algo estranho na Lua.”

O suficiente para parar o scroll.

Num ambiente saturado de conteúdo, onde captar atenção é cada vez mais difícil, esta publicação faz algo simples, mas extremamente eficaz: cria curiosidade imediata. E essa curiosidade leva à ação.

O utilizador vê, estranha… e desliza.

Só depois vem a revelação:
“Calma. É só a nossa francesinha.”

                                            https://www.instagram.com

Este momento de transição entre expectativa e surpresa é o que torna o conteúdo tão eficaz. Trata-se de um pequeno “plot twist” pensado para gerar engagement — um exemplo claro de como o storytelling pode ser aplicado em formatos curtos nas redes sociais. Mas há mais por trás desta criatividade.

A publicação surge num contexto em que o tema do espaço e das missões lunares voltou a ganhar atenção mediática. Ao aproveitar esse interesse coletivo, a marca insere-se numa conversa que já está a acontecer. Não cria atenção do zero, aproveita-a. Estamos perante um caso de real-time marketing, onde o timing e o contexto amplificam o impacto da mensagem.

Além disso, a estrutura em carrossel não é inocente. Cada imagem tem um papel: a primeira capta a atenção, a segunda imagem aprofunda o mistério e por fim, esclarece e o conjunto mantém o utilizador envolvido.

Este tipo de interação, deslizar, descobrir, reagir, é altamente valorizado pelos algoritmos, aumentando a probabilidade de o conteúdo chegar a mais pessoas. Esta publicação cumpre de forma exemplar o seu principal objetivo: destacar-se, envolver e ser lembrada.

Este caso mostra-nos que, no marketing digital atual, captar atenção não passa apenas por investir mais, passa por pensar melhor. Criar curiosidade. Contar uma história. E, sobretudo, dar ao utilizador um motivo para continuar.

E vocês, o que acham?
Já deslizaram um post só porque queriam perceber “o que vinha a seguir”?

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Marketing de Influência: O Caso @cafedebairro

O Instagram representou, em 2023, o terceiro lugar da app mais utilizada em Portugal. Consta-se que 61% dos usuários da Internet em Portugal, sejam ativos nesta rede social, representando 4.9 milhões de pessoas.

Desta forma, as empresas encontram uma oportunidade de expandir o negócio e de aumentar o seu reconhecimento como marca. Assim, nasceu o conceito de “Marketing de Influência”, que consiste em praticar ações direcionadas para potenciais clientes através de um “Influencer”. Segundo esta estratégia, os criadores de conteúdos digitais influenciam as decisões de compra de um determinado grupo de pessoas, a favor de uma marca.

Gostaria de destacar a página de Instagram @cafedebairro, em que o autor começou por publicar, com humor e ironia, situações do dia a dia do café onde trabalhava. Atualmente, é uma conta de Instagram que tem publicações sobre os mais variado temas. Perante o crescimento desta página, algumas marcas começaram a fazer parcerias:






Este tipo de conteúdos está cada vez mais popular em todas as redes sociais, tornando-se uma estratégia de comunicação com muita relevância para as empresas. No caso do @cafedebairro, as pessoas facilmente se identificam com o conteúdo publicado por serem situações “normais” e do quotidiano.

Confesso que este tipo de humor cativa a minha atenção, assim como às restantes 184 mil pessoas que seguem esta página no Instagram.

Já conhecia o Instagram do @cafedebairro? O que acha do seu tipo de humor?

 

Fontes:

Instagram @cafedebairro: https://www.instagram.com/cafedebairro?utm_source=ig_web_button_share_sheet&igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==

https://4gnews.pt/redes-sociais-mais-usadas/

https://www.influency.me/blog/o-que-e-marketing-de-influencia/

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

A IKEA e o Real Time Marketing

"Boa para guardar livros. Ou 75.800 €", é desta forma que a Ikea promove a estante Kallax na mais recente campanha publicitária da multinacional de mobiliário e decoração sueca, que em poucas horas se tornou viral. 
A campanha inspirou-se na atualidade política para apresentar slogans irónicos e humorísticos, e chamar a atenção. A marca faz referência à Operação Influencer, que levou Portugal a eleições legislativas antecipadas, marcadas para 10 de Março. 



Nas horas seguintes, nas redes sociais, não se falava de outra coisa. Nos grupos de WhatApp, as fotografias que iam sendo tiradas nas ruas também dominavam as partilhas. E foram muitas as marcas que aproveitaram a "boleia" e partilharam conteúdos dm resposta à campanha. Nas redes sociais, entre críticas e elogios à campanha, multiplicaram-se os "memes" inspirados na realidade política, partidária e até futebolística! 





Um excelente exemplo de Real Time Marketing!, i.e., o processo de desenvolver engagement junto do público de forma quase instantânea com baseada em acontecimentos reais ou na atualidade noticiosa. Ou como as marcas cada vez mais não podem invocar um estatuto de neutralidade face ao que as rodeia. Mesmo recorrendo (e porque não?) ao poder viral do humor, como fazem marcas como a Control ou a Licor Beirão! 


Conhecem outros casos de Real Time Marketing que viralizaram...? Que riscos podem acarretar?

Fontes:
https://sicnoticias.pt/pais/2024-01-24-Campanha-da-IKEA-sobre-vida-real-do-pais-torna-se-viral-nas-redes-sociais-2187a134
https://eco.sapo.pt/2024/01/26/comissao-nacional-de-eleicoes-recebeu-queixas-da-campanha-da-ikea-que-se-tornou-viral/
https://www.noticiasaominuto.com/economia/2487815/varias-marcas-apanham-boleia-da-campanha-viral-da-ikea-veja-as-reacoe

domingo, 20 de março de 2022

Quais foram os melhores anúncios nacionais de 2021?

Quando pensamos nas melhores ações publicitárias nacionais do ano passado, que anúncios nos surgem logo na cabeça? Muito provavelmente um dos que estão no Top 3 do estudo "Publivaga" da Marktest, com base as métricas "recordação", "agrado" e "eficiência". 

O estudo em questão abrangeu os principais setores em Portugal: bancos, lojas de eletrónica/informática/eletrodomésticos, seguradoras, super/hipermercados e telecomunicações e concluiu que, em 2021, foram exibidos na televisão nacional cerca de 400 anúncios. Os super/hipermercados representam a maior fatia deste número, na ordem dos 40%.

Ao longo de todo o ano passado, o "Publivaga" analisou a recordação de publicidade das respetivas marcas e anúncios. Para cada anúncio de televisão, o estudo avalia a sua recordação comprovada (impacto), assim como o agrado suscitado, aos quais se acrescentam o investimento publicitário e os GRP's obtidos (audiência da publicidade).

Os três anúncios com os melhores resultados em cada uma das três métricas são: "Quem trouxe foi o Pingo Doce" (métrica "recordação"), "Começar de novo", da Vodafone (métrica "agrado") e "Nova casa - Ana Guiomar e Diogo Valsassina", também da Vodafone (métrica "eficiência"). 

Lembram-se bem destes anúncios ou precisam de os rever? Quem é que na altura do Natal do ano passado não cantava "Quem trouxe, quem trouxe, foi o Pingo Doce"?

"Quem trouxe foi o Pingo Doce"

"Começar de novo"


"Nova casa - Ana Guiomar e Diogo Valsassina"


Qual foi o vosso preferido de 2021? Algum destes ou outro que não está neste Top 3? 


Fontes:

Marketeer

"Publivaga" - Marktest

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Dove Reverse Selfie

Há 15 anos, a Dove lançava a campanha "Evolution" com o foco na manipulação de imagens na publicidade, numa crítica ao uso excessivo de ferramentas como o Photoshop. Hoje, quando a manipulação digital pelos utilizadores das redes sociais se banalizou, a marca vem alertar para para os impactos negativos na autoestima das gerações mais novas através da campanha "Reverse Selfie". A campanha, lançada há menos de 1 mês, estará presente em mais de 30 países.

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Em Portugal, 76% das raparigas com 13 anos usam filtros ou recorrem a aplicações para mudar a sua aparência nas fotografias que publicam. 64% das raparigas tentam editar ou esconder pelo menos uma característica do seu corpo antes de publicarem uma fotografia de si mesmas. 41% das jovens com baixa autoestima preferem ver-se em fotos editadas e 25% lamentam que na vida real não posso assemelhar-se à pessoa que mostram online. São precisas, em média, 9 selfies de "tentativa" até que as jovens consigam uma fotografia que gostem para publicar nas redes sociais e 45% das raparigas gastam mais de 10 minutos a preparar-se para uma selfie.

O movimento #SemManipulaçãoDigital da Dove pretende não só chocar a audiência mas também transmitir uma palavra de esperança. O vídeo termina com um apelo ao diálogo ("Let's Have the Selfie Talk") e o site da marca disponibiliza gratuitamente o guia "Crescer com Confiança", para ajudar as gerações mais jovens, em conjunto com pais e professores, a desenvolver um "eu" mais confiante.


Desde 2006 que a Dove desenvolve a sua estratégia de Marketing de Conteúdo com base no conceito de "Beleza Real". A estratégia inclui não só vídeos virais, mas também iniciativas concretas de apoio à causa. Tal como a Dove, um número crescente de marcas definem o seu posicionamento com base em valores e causas.  Este propósito personaliza as marcas, ao mostrar o seu interesse em contribuir para uma sociedade melhor, e cria engagement junto dos consumidores que se revêem no propósito e acreditam na autenticidade das marcas: "Purpose is the New Digital”.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Shoppable UGC: e-commerce da autenticidade

Com o crescimento exponencial das redes sociais verificado na última década, e, consequente crescimento das marcas nesses espaços, tornou-se fundamental para as mesmas adotarem estratégias de marketing cada vez mais criativas e distintas da concorrência. Com isto, as campanhas genéricas e tradicionais caíram em desuso e emergiram as campanhas emocionais, que transmitem mais os valores da marca do que as features dos produtos em causa.

Com o crowding publicitário das marcas, e, tendo em conta as gerações mais prominentes nas redes sociais (Millennials e Gen-Z), a autenticidade ganhou um forte destaque. Atualmente, não é suficiente uma marca afirmar-se "sustentável" ou "inclusiva", é necessário demonstrar que pratica os seus valores através de ações concretas e consistentes no tempo.

Surge assim o uso de UGC (user generated content) como uma ferramenta de marketing eficaz, de baixos custos e forte impacto. O UGC é conteúdo percecionado como relacionável e autêntico, levando a um maior engagement face ao típico conteúdo publicitário tradicional. Com o aparecimento das lojas dentro das redes sociais (notoriamente a Loja do Instagram) e com o UCG surge aqui uma nova oportunidade:

Shoppable Content: as lojas dentro das redes sociais permitem diminuir a customer journey e o uso dos UGC cria um maior "desejo" pelos consumidores. Juntando estas duas ferramentas, os resultados podem se tornar muito positivos para as marcas, aprofundando a relação marca-consumidor, com conteúdos relevantes (de inspiração) para o potencial cliente. Esta ferramenta já é colocada em prática por algumas marcas, especialmente no mundo da moda (PrettyLittleThing, VergeGirl, UrbanOutfitters) e cosmética (TooFaced, Benefit Cosmetics). 


Outras vantagens associadas são os baixos custos da produção de conteúdo, uma maior relevância da marca nas redes sociais (mais pessoas vão produzir conteúdos na "esperança" de aparecem nas páginas oficiais), acompanhamento das trends por meio dos novos conteúdos e maior facilidade de ter conteúdo disponível para publicar, quer seja diariamente nas redes sociais, quer nos sites da loja online.

Fonte 1

Fonte 2

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Absolut and Equal Love

A Absolut criou um anúncio em 2017, baseado numa curta metragem designada de "Equal Love". A noite cintilante da cidade, o beijo interminável e diversificado tornou-se numa metáfora para a aceitação e o amor sem discriminação. Os beijos não dão atenção à preferência sexual, sexo, cor, profissão e, em vez disso, tornam-se uma prova do amor igual. O filme reflete a crença de Absolut de que as pessoas devem ser livres para amar quem elas escolherem e baseia-se nas visões progressistas da marca e na missão contínua de defender a igualdade no amor.



A Absolut dedica-se à procura de uma aceitação global do amor igual e fez sempre parte de ações impactantes. Em 1981 começaram a trabalhar com a comunidade LGBT o que evidenciou o seu compromisso em querer mudar certas atitudes e formas de pensar das pessoas querendo substitui-las por mensagens de amor e aceitação.

“Equal Love” foi filmado com um elenco muito diversificado que misturou um casting de rua com atores profissionais, em vários locais, sendo que a abordagem inovadora e os valores da marca foram sempre tidos em consideração. As personagens foram escolhidas ao pormenor para serem convincentes, de mente aberta e com ar de que tivessem saído do mundo real, louco, bonito e confuso em que vivemos.  A diretora das filmagens da Irlanda do Norte, Aoife McArdle, acrescentou “I love the process of casting, and this script provided an opportunity to work with a large, diverse and striking cast. Because of the message of the film, and Absolut’s history of supporting LGBTQ and diversity in general in their marketing, this process was front and centre rather than a branding afterthought. Andy Warhol has done work on Absolut, as have Keith Haring and Tom Ford. It’s great to work within this tradition, push boundaries and experiment on film”.

O fundador da Absolut, LO Smith, foi um dos pioneiros da igualdade, lançando as bases para o compromisso contínuo da marca com esse propósito hoje. “Equal Love” continua este propósito mostrando que o beijo é um símbolo de aceitação global e de amor.


Esta campanha de storytelling tocou emocionalmente esta nova geração de mente aberta e de vários grupos sociais. Como consequência teve enorme sucesso e foi considerada pela revista marketeer uma das melhores campanhas de storytelling no ano 2017.


Fontes:
https://www.absolut.com/gulf/press/absolut-equal-love/
https://marketeer.pt/as-melhores-campanhas-de-storytelling-de-2017/

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Verão, Doce Verão: sem preconceitos ou photoshop

Na passada segunda-feira, dia 6 de maio, o Instagram oficial da H&M publicou uma imagem que levou os fashionistas à loucura. Em pouco menos de 12 horas, já tinha mais de 800 mil gostos.
Podia ser apenas mais uma fotografia das dezenas de campanhas que a fast fashion faz anualmente. Porém, não é. A mulher na imagem não corresponde ao estereótipo das manequins que costumam fazer este tipo de sessões. Por outras palavras é uma mulher real. Pelo menos é o que lhe chamam nos milhares de comentários à publicação que anuncia a nova campanha inclusiva de swimwear da marca sueca, chamada “Verão, Doce Verão”.


“Uma mulher de verdade, parabéns” e “Obrigada por mostrarem corpos reais e não padrões de beleza intangíveis” são apenas alguns dos comentários de apreciação, escritos em várias línguas, do inglês ao francês, passando pelo italiano.

A H&M optou uma estratégia de marketing que considera todas as formas de beleza, esperando incluir todas as mulheres. Na loja online mantém-se a mesma linha: as modelos são mais inclusivas do que o habitual e têm tipos de corpos diversos — o que faz com que o consumidor se sinta mais próximo da marca, que se identifique com ela e que, em última instância, se torne seu cliente.



Atualmente, as marcas têm optado por este tipo de estratégias de inclusão, que têm gerado controvérsia. Por um lado, é reforçada a oportunidade da indústria da moda poder contribuir significativamente para uma mudança de mentalidades e maior aceitação do tipo de corpo de cada um e, por outro lado, são colocadas em causa as questões de saúde. Inevitavelmente, as marcas ficam associadas a estas polémicas. Escolhendo questões atuais e que atingem e chamam à atenção do público, as marcas procuram um maior número de seguidores.
O que é certo é que, sejam os comentários positivos ou negativos, esta estratégia de marketing atinge os consumidores, fazendo com que estes se sintam mais próximos (ou não) da marca.
Assim, a campanha poderá ter um resultado win-win: beneficia os consumidores que se sentem incluídos, e beneficia a marca pelo buzz positivo que é gerado.

A H&M tem vindo a ser considerado como um bom exemplo de marca que tem como objetivo na sua estratégia envolver o público, promovendo o engagement.
As parcerias com influencers – formadores de opinião e personalidades relevantes na indústria – também fazem parte do leque de apostas para atrair novos consumidores. Exemplo disso são colaborações com bloggers de moda como Elodie Russo, que ampliam a voz e o alcance da marca. Estas parcerias beneficiam tanto a marca pessoal dos bloggers, como a identidade empresarial da H&M.
O conteúdo exclusivo é outro dos recursos utilizados. A perceção de que o ato de criação e desenvolvimento pode ser tão interessante como o resultado levou à criação de vídeos sobre a forma como os criativos da H&M tomam e executam as suas decisões. A grande vantagem? A empresa consegue produzir mais conteúdos sem ter de empregar mais recursos.
Outro exemplo de marketing de conteúdo da marca é que através de artigos sobre as tendências para a prática de desporto, nomeadamente, ciclismo em Miami ou a moda futurista em Brooklyn, a H&M consegue que os consumidores se identifiquem ainda mais com a marca.

Fontes:
https://www.imagensdemarca.pt/artigo/mulheres-reais-protagonizam-nova-campanha-da-handampm/
http://comteudo.webtexto.pt/hm-um-case-study-de-content-marketing/
https://nit.pt/vanity/moda/nova-campanha-moda-da-hm-mulheres-reais

quarta-feira, 17 de abril de 2019

O caso do marketplace Etsy: quando o marketing de conteúdo é bem aplicado

O site Etsy é um marketplace que oferece produtos vintages e manufaturados e busca seguir a tradição de feira de artesanato abertas, oferecendo aos vendedores "montras pessoais". De acordo com o Wikipedia, o Etsy obteve uma receita de US $ 603 milhões em 2018.

Mas como eles conseguiram consolidar o site e crescer a ponto de competir com a Amazon Handmade e o eBay?

Através de estratégias para marketplace e principalmente através do marketing de conteúdo. Além dos anúncios publicitários, pesquisar o mercado e marcar presença em alguns eventos, eles conseguiram gerar uma audiência de potenciais clientes e converter leads ao ensinar para os "sellers" como vender online.

 
Na prática qual foi a estratégia aplicada?

1- Segmentar o público que queriam alcançar: "pessoas comuns que queriam vender na internet e não sabiam como começar".

2- Oferecer conteúdo para cada etapa desse público. Incluindo palavras-chave no Keyword Planner (assim saberiam quantas pessoas estavam buscando pelo assunto)

3- Oferecer conteúdo específico e pedir para que cada leitor deixasse seu e-mail para receber mais materiais (um bom mailing na base de dados pode ser a alma do negócio).

4- Com esses contatos, o marketplace enviava e-mails com o objetivo de converter o leitor em um seller, ao mostrar os benefícios de disponibilizar produtos para vender no Etsy. Assim, o marketplace estruturou uma base de vendedores.

5- Investir em e-mail marketing: isso ajudava no "engagement" dos usuários com a plataforma, ao disponibilizar novos guias, vídeos, posts de blog, entre outros conteúdos.

Conclusão:
O caso da Etsy prova que, investir em conteúdo de qualidade e estabelecer uma proximidade com a comunidade é a melhor maneira de entregar valor para quem traz a receita.
Em uma entrevista em agosto de 2013, o CEO Chad Dickerson enfatizou a importância da interação humana e do significado da criatividade em relação à sua perspectiva sobre o Etsy. Dickerson descreveu o site como "uma plataforma que dá significado às pessoas, e uma oportunidade para validar sua arte, seu ofício", e depois de passar um tempo com os usuários do Etsy, Dickerson aprendeu que "todo o comércio é sobre interação humana real". Dickerson também forneceu um resumo de Etsy que é um reflexo adicional do ethos baseado na relação e no significado da empresa: "No final de cada transação, você obtém algo real de uma pessoa real. Há uma satisfação existencial em relação a isso."

Fontes:
https://en.wikipedia.org/wiki/Etsy
https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/maiores-marketplaces-se-consolidaram-na-internet/

quarta-feira, 20 de março de 2019

Os Influenciadores aos Olhos das Marcas

A SocialPubli realizou um estudo acerca da visão das marcas/empresas sobre os influenciadores, tendo uma amostra de 150 empresas de Portugal, Espanha, EUA, Colômbia, México e Perú. Talvez como reflexo de o mundo se ter tornando num aldeia global digital, não existem diferenças significativas entre os diversos países analisados, apesar dos diferentes contextos de cada um.



INFLUENCERS EVERYWHERE
“A grande maioria dos inquiridos (cerca de 80%) assume que o marketing de influência é importante para a sua marca, considerando o lançamento de produtos (34,2%) e a produção de conteúdos (35,4%) os principais momentos em que apostam na colaboração com influenciadores; 20,3% conta ainda com a colaboração de influenciadores para divulgação de eventos das marcas.” .




A procura de influenciadores para representação de marcas/produtos/empresas tem vindo a crescer de forma exponencial nos últimos anos, o que muito se deve à revolução digital e ao surgimento de cada vez mais redes sociais, havendo, pela análise dos dados suprarreferidos, uma maior tendência para o uso desta estratégia em momentos especiais e pontuais de lançamento de um produto ou anúncio de uma novidade – 37,2% dos inquiridos afirmou que apenas recorre a influenciadores para ações especiais.

No entanto, o surgimento da geração millennial (e da geração Z) tornou claro o interesse pelo storytelling, potenciando o número de influenciadores “anónimos” com os quais os consumidores se identificam mais facilmente e que conseguem “contar uma história” mais “real” e próxima da realidade dos consumidores. – “… 87% dos anunciantes prefere que os influenciadores publiquem conteúdo original…”.



Entre as marcas que pertenciam ao estudo, o principal objetivo ao recorrerem a influenciadores passa por aumentar o (re)conhecimento da marca (25%) e o engagement com esta (15%), sendo que apenas 9,3% referiram o aumento das vendas como um dos objetivos desta estratégia. Estes dados refletem claramente a aposta das marcas na notoriedade e no reconhecimento em detrimento do aumento imediato das vendas, uma tendência que tem sido evidenciada pelo rumo das marcas, mas que, agora, se confirma com este estudo.  Se, por um lado, num mundo cada vez mais repleto de informação é importante uma marca conseguir destacar-se e estabelecer uma relação de confiança e de fidelidade com os seus consumidores, por outro, seria de esperar uma maior relevância dos influenciadores no aumento das vendas.

Deveriam as marcar estabelecer uma estratégia que complementasse o objetivo do aumento das vendas com o uso de conteúdos de influenciadores ou devem manter o aumento da notoriedade como objetivo principal?