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sábado, 25 de abril de 2026

Sprite e NBA: um case de WebMarketing global

A volta da Sprite como bebida oficial da NBA representa mais do que uma parceria comercial é também um exemplo claro de estratégias modernas de WebMarketing a marca retorna com foco em presença digital conteúdo interativo e conexão com novas gerações especialmente nas redes sociais da liga


Fonte imagen: The Coca-Cola Company. 

Este caso mostra como o branding emocional é essencial, pois a Sprite não vende apenas refrigerante, mas sim uma associação com cultura urbana e basquete criando assim, uma identificação com o público.

Outro ponto importante é que, também evidencia a importância do engagement digital já que a NBA possui forte presença online e permite campanhas com um enorme alcance junto com a interação com os fãs e vale ressaltar que, outro ponto relevante, é a experiência do utilizador com ativações digitais e conteúdos exclusivos que tornam a relação entre marca e consumidor mais dinâmica e envolvente.
https://www.instagram.com/reel/DV_L-FvBqBp/

Por fim, o retorno da Sprite à NBA mostra como as marcas podem usar o ambiente digital para ir além da publicidade tradicional. No contexto de WebMarketing, é um exemplo claro de como conteúdo, cultura e tecnologia podem ser combinados para criar conexões mais fortes com o público.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

A long tail também toca em vinil

No seguimento dos conceitos de “Cauda Longa” apresentados recentemente na UC, achei interessante ver o caso da AudioWax, uma empresa portuguesa de produção de discos de vinil. Na minha opinião, este exemplo liga-se bem a este conceito, porque mostra que um negócio não precisa de depender só de grandes sucessos ou de vendas em massa para criar valor.


Ao responder a pedidos mais específicos e a clientes de vários mercados, a empresa consegue trabalhar nichos diferentes e tirar partido de uma procura mais dispersa. Isto mostra como o digital e o alcance internacional podem dar espaço a negócios mais especializados.

Na vossa opinião, é esta lógica de nicho que torna negócios como este mais sustentáveis hoje em dia?

Fontes: 

https://audiowax.pt

https://www.facebook.com/share/1ECMgvDXKs/?mibextid=wwXIfr

https://www.wired.com/2004/10/tail


quarta-feira, 8 de abril de 2026

O "Crunch" virou moda: Como o KFC transformou o frango frito numa experiência de moda

Imagina o seguinte cenário: vais a uma loja do KFC, pedes um balde de frango frito e, em vez de levares apenas a refeição, entregas a tua própria roupa para ser transformada.

Numa ideia brilhante de marketing experiencial, a estratégia, criada pela agência Lola\TBWA, baseou-se num gatilho simples de consumo: na compra de baldes médios de frango na loja de São Bernardo do Campo, em São Paulo, os consumidores podiam levar um item pessoal (como bucket hats, ecobags, casacos, calças de ganga ou pochetes) para ser customizado. Após a validação da fatura, a peça de roupa é enviada para o ateliê de Amanda Lenzi.

Através de um trabalho artesanal, a equipa utiliza o tecido sherpa para reproduzir visualmente a textura crocante do frango. Em até três semanas, a peça customizada é entregue ao consumidor.

O Poder do "Brand Experience" fez o KFC traduzir um "som" que o público já reconhece (o crunch) numa linguagem visual e estética de design. Disponível por pouquíssimos dias, a ação utilizou a escassez para gerar desejo. Mais do que vender frango, a marca reposicionou-se, explorando a conexão entre o branding e a expressão individual, mostrando que a jornada do cliente pode ir muito além do consumo do produto central e invadir o lifestyle.



A reflexão desta campanha é que vivemos na era em que a experiência do consumidor assume o papel central. O KFC prova que até os atributos mais tangíveis e específicos de um produto (como a textura do frango) podem ser convertidos numa experiência de serviço altamente imersiva e personalizada.

O que este caso te faz refletir sobre a capacidade das marcas tradicionais de se reinventarem através de serviços exclusivos para seus clientes?

Fonte: KFC

domingo, 13 de abril de 2025

Má Influência: A Face Oculta da Fama Digital Infantil


Influencers em miniatura: o novo palco da infância e o silêncio por trás da fama

A nova minissérie documental da Netflix, "Má Influência: O Lado Sombrio dos Influencers Infantis", expõe um tema importante e emergente: o modo como o marketing digital e a as redes sociais estão a tonar a infância numa "ferramenta" de lucro. Baseada no caso de Piper Rockelle — uma criança transformada em estrela do YouTube —  a série revela o mundo aparentemente inocente dos kidfluencers

Por detrás dos vídeos coloridos, dos desafios e das coreografias virais, surgem acusações de abuso emocional, exploração comercial e manipulação psicológica — muitas vezes encobertas pela promessa de fama e dinheiro. Será que o "algoritmo" final de cada vídeo valerá tudo isto ?

Ao contrário dos adultos, estas crianças não têm ainda maturidade para consentir plenamente o que significa estar exposto online. Muitas vezes as redes sociais das crianças são geridas por pais que, intencionalmente ou não, tornam-se agentes, empresários e até produtores de uma marca pessoal com rosto infantil — levantando a sérias questões éticas e legais.

O universo dos conteúdos digitais com crianças vive numa fronteira entre o lar e o palco, onde a diversão se confunde com lucro. Quando é que a expressão espontânea de uma criança em frente à câmara deixa de ser inocente? Num ambiente onde 92% do público de influencers adolescentes é composto por homens adultos, e onde redes sociais fornecem 60% do conteúdo encontrado nos dispositivos de indivíduos com intenções indevidas, a linha entre partilha e exploração não é ténue, é estritamente invisível.

Infância e adolescência sob os Holofotes Digitais 

As minisséries Má Influência e Adolescence mostram duas faces do mesmo espelho: o impacto da exposição digital em jovens que ainda estão a descobrir a sua identidade. Em Má Influência, vemos crianças "transformadas" em entretenimento, e a gestão dos adultos que acabam por trocar brincadeiras por visualizações. Em Adolescence, acompanhamos o impacto das redes na formação de identidade, insegurança e procura por validação num mundo onde o valor pessoal parece medido em likes.

Ambas revelam o lado oculto da fama precoce e levantam a mesma pergunta: quem está realmente a proteger estes jovens no mundo digital? Quando a infância vira conteúdo e a adolescência se torna performance, o marketing precisa de parar para pensar.

O Marketing precisa de parar para pensar 

Quando os likes e visualizações passam a ser formas de validação, e quando o valor de uma criança ou adolescente é medido pelo "algoritmo" e o engagement, estamos a entrar num território perigoso. A fama precoce, por mais sedutora que pareça, tem um custo e é esse custo que frequentemente é pago em silêncio, pela saúde mental e emocional dos mais jovens.

As plataformas dizem promover “criatividade”, mas muitas vezes negligenciam o seu papel como guardiãs da segurança e do bem-estar destes utilizadores vulneráveis. E os adultos à volta das crianças precisam de refletir seriamente sobre os seus próprios papéis: estão a orientar ou a capitalizar? Estão a apoiar ou a pressionar?

O marketing tem aqui uma grande responsabilidade. Se continuarmos a transformar infância em produto e autenticidade em espetáculo, acabamos por normalizar a ideia de que crescer sob os olhos do público é inevitável ou até desejável. E não é. 

A infância e a adolescência são fases que merecem ser vividas e a privacidade também é uma forma válida e saudável de crescer. 

Fontes:

The Guardian 

Observador  

Why Adolescence is such powerful TV that it could save lives

quinta-feira, 27 de março de 2025

Cuecas e Bricolage? Só mesmo na Leroy Merlin!

 

No universo digital, onde captar a atenção dos utilizadores é cada vez mais desafiante, a Leroy Merlin está a dar que falar com uma campanha publicitária inesperada: LEROY MERLundies.


Sim, é verdade, uma linha aparentemente "fictícia" de cuecas.

A campanha divulgada nas redes sociais, com principal destaque no Instagram e Youtube, publicita os "boxers para toda a obra". O conceito é básico, uns boxers de cintura subida desenhados para assegurar mais conforto e discrição em qualquer tipo de obra. O produto foi pensado tanto para clientes profissionais da Leroy Merlin, como para os clientes de pequenos projetos e DIYs.

Mas, então, qual é o objetivo da Leroy Merlin? Como explicado num comunicado oficial, o propósito é que "quem se dedica aos seus projetos o possa fazer com liberdade de movimentos, sem preocupações adicionais, e mostrando só o seu talento”. Sim, mostrando apenas o seu talento, e nunca mais a sua "fenda", como explicado num Post no Instagram da marca.


Os vídeos da campanha, que andam a circular nas redes, foram gravados num tom divertido, impremeditável e até dramático. Pode parecer despropositado, mas é certo que se trata de uma campanha muito perspicaz, e com um devido propósito. Certamente, a marca não procura adicionar um produto desajustado à sua gama de artigos de bricolage e casa, mas sim corroborar que a marca oferece soluções para qualquer desafio ou contratempo doméstico.

O tom humorístico ditou a popularidade da campanha, e gerou a partilha da mesma nas redes sociais. Numa rápida análise às interações no Instagram oficial da marca, vemos que a campanha alcançou mais utilizadores do que o esperado, comparativamente a publicações anteriores. De facto, uma das publicações da campanha conta com mais de um milhão e setecentas mil visualizações, e sessenta e quatro mil gostos registados num dia.

O mais recente caso da Leroy Merlin evidencia, mais uma vez, que quem atreve-se a sair da caixa tem maior hipótese de conquistar a atenção do público digital. A marca não só lançou um conceito totalmente inesperado, como alinhou-o à sua visão e valores de forma orgânica e cativante.

Na verdade, os boxers “fictícios”, estão disponíveis na loja de Alfragide, mas limitados ao stock existente. Tal como dito pela marca, "os nossos olhos agradecem"!

 


Fontes:

https://www.imagensdemarca.pt/artigo/leroy-merlin-lanca-boxers-de-edicao-limitada-que-evitam-revelacoes-inesperadas/

https://www.instagram.com/leroymerlinpt/reel/DHoCGz5NFnR/

https://pmemagazine.sapo.pt/leroy-merlin-lanca-boxers-para-toda-a-obra/

https://www.youtube.com/watch?v=uOgDuFATNgA

 

sexta-feira, 14 de março de 2025

"Share a Coke": a campanha que modificou as embalagens da Coca-Cola

Já encontraste uma garrafa de Coca-Cola com o teu nome no rótulo? A campanha "Partilha uma Coca-Cola" não só revitalizou a marca, como também criou uma forte ligação emocional com os consumidores. Esta estratégia simples, mas altamente eficaz, transformou a experiência de consumo num momento único e personalizado, tornando-se um fenómeno global.

Lançada em 2011 na Austrália, rapidamente se expandiu para vários mercados internacionais, adaptando os rótulos com os nomes mais comuns de cada país. Esta abordagem não apenas incentivou a compra individual, mas também estimulou a partilha entre amigos e familiares, criando uma experiência emocionalmente envolvente. A força da campanha residiu na capacidade de transformar um simples refrigerante num elemento de interação social e conexão emocional.

A Coca-Cola maximizou o impacto digital da campanha através das redes sociais, incentivando os consumidores a partilhar fotos e histórias com a hashtag #PartilhaUmaCocaCola. Esta estratégia gerou um grande volume de conteúdo autêntico e viral, aumentando a visibilidade da marca e reforçando o envolvimento do público. Além disso, a personalização da campanha para diferentes mercados, com nomes e mensagens adaptadas a cada região, garantiu um impacto global sem perder a relevância local.

A Campanha "Share a Coke" é um exemplo notável de como a personalização e integração eficaz das redes sociais podem transformar a relação entre uma marca e seus consumidores. Para além do aumento significativo das vendas, a Cola-Cola conseguiu criar momentos memoráveis, que os consumidores tiveram prazer em partilhar, reforçando assim a conexão emocional e lealdade à marca.

A Coca-Cola utilizou plataformas como Facebook, Instagram e Twitter para criar um diálogo direto com os consumidores, encorajando o conteúdo gerado por eles e promovendo uma sensação de comunidade. Além disso, a marca recorreu a influenciadores digitais para aumentar o alcance da campanha de forma orgânica e espontânea.

No ambiente digital, a Coca-Cola também desenvolveu experiências interativas, como sites e apps, que permitiam aos consumidores procurar e partilhar as garrafas com seus nomes. A utilização de e-mail marketing manteve o público informado e engajado, enquanto a análise de dados ajudou a otimizar a campanha em tempo real, garantindo relevância local.

Esta campanha obteve resultados positivos para a marca, pelo que o número de pessoas que bebe coca-cola aumentou em 5% e o número de jovens que a consomem cresceu 7%.

Fontes: 

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Lidl Plus - aplicação móvel

Criada recentemente, “Lidl Plus” – nova aplicação móvel surge com o intuito de “oferecer benefícios exclusivos aos clientes que aceitarem andar com a marca no bolso (ou na mala)".

Esta é, mais uma app de fidelização que oferece cupões e descontos para que o cliente possa pupar dependendo da sua utilização e artigos que adquire. Conta ainda com promoções semanais desde fruta, carne, peixe a artigos bio e vegan.

Através da app, podemos ainda encontrar informações sobre os produtos, consultar os folhetos, talões digitais, horários de funcionamento e localização das lojas.


Assim como a marca diz a aplicação “reúne assim um conjunto de benefícios e vantagens em formato 100% digital, mais amiga do ambiente, no smartphone, de uma forma simples, prática e rápida.

Como incentivo à utilização desta, a cadeia publicita nos meios digitais e também nas lojas físicas um concurso em que ao utilizar a app têm a oportunidade de ganhar 15 mil euros por dia, em cartão pré-pago.

Pela publicidade feita, ou simplesmente pelo facto de ser uma nova app com vantagens para o consumidor, esta já conta com mais de 289 mil downloads e 247 mil registos (maioritariamente público feminino).

Neste mesmo contexto, uma das apps de fidelização mais falada era a do Continente. Será que esta veio para “fazer frente” ao grupo e tornar-se ainda mais próximo do cliente?

Numa fase em que temos presente a constante digitalização e evolução a nível tecnológico, será que o facto de não haver um cartão físico vai deixar o sentimento de exclusão naqueles que não se conseguem adaptar a todos estes avanços?

Fonte 1

Fonte 2

Fonte 3

domingo, 26 de maio de 2019

Gestão de serviços, juntos e shallow now!

Já todos devem ter ouvido a famosa música de Lady Gaga e Bradley Cooper para o filme "A star is born", que lhes rendeu um Óscar, 1 Globo de Ouro, 2 Grammys e a 1.ª posição no aclamado ranking Bilboard Hot 100.


Lançada em setembro de 2018, a música voltou à ribalta, desta vez pelas mãos da cantora brasileira Paula Fernandes, que em dueto com Luan Santana fizeram uma cover no mínimo controversa. A tradução menos bem conseguida e até contraditória face ao verso original “We’re far from the shallow now” tem sido alvo de paródia, especialmente nas redes sociais:
“Diga o que te fez sentir saudade
Bote um ponto final
Cole de uma vez nossas metades
Juntos e shallow now”


Foram criadas as hashtags #juntoseshallownow e #morreuumaestrela que, apenas entre Instagram e Twitter, somam mais de 45.000 publicações e legendam as reações mais divertidas dos internautas:






Uma developer criou até o filtro "Juntos e Shallow Now" para as stories do Instagram:


As marcas não ficaram indiferentes e decidiram entrar no jogo! Desde as sempre atentas Coca-Cola, Burger King e MacDonals às marcas com comunicação específica para o Brasil, a criatividade está à vista:



A mais interessante, no meu ponto de vista, foi mesmo a reação da Uber Brasil, que trocou o nome da opção de partilha "Juntos" por "Shallow Now":


O mais curioso é que a repercussão da paródia que se instalou na internet não se refletiu na cover brasileira, mas na música original, que voltou ao top 10 do Brasil.

Em Portugal o fenómeno não teve expressão, excepto pelas mãos do Mestrado de Gestão de Serviços cujos alunos, juntos com colegas de outros cursos, provam que os conhecimentos de web marketing não são superficiais*.


*shallow

Fontes:

sábado, 18 de maio de 2019

Podia ser mais um post sobre o Game of Thrones, mas...

... não é!

É sobre a forma como a Shutterstock, gigante dos bancos de fotografias, vídeos e músicas para profissionais criativos, aproveita com um tom humorado e no momento certo, os temas que estão "na berra" entre os internautas para se promover.

Como outras marcas, aproveitou o enorme impacto da série Game of Thrones junto dos fãs, e não só: o último episódio revelará já amanhã, nos EUA, quem conquistará finalmente o Iron Throne, mas se esta é uma questão importante e com enorme simbolismo para os fãs da série, que viram muitas cabeças rebolar e sangue ser derramado à custa desta conquista, para aqueles que nunca a viram é, provavelmente, um assunto exageradamente debatido.

E é exatamente essa a premissa da recente campanha da marca: existem cadeiras suficientes no mundo, e no catálogo de imagens do site, que não justificam uma carnificina por causa de um trono:

Nobody has to lose their head

Antes ainda desta paródia, a Shutterstock aproveitou da mesma forma o "flop" do Fyre Festival, o evento de luxo nas Bahamas que gastou imenso dinheiro numa campanha falsa com modelos profissionais, uma ilha particular e uma equipa de filmagem e que acabou por não acontecer, deixando muitos empresários locais endividados.

O filme da marca é muito semelhante ao original mas demorou apenas um dia a produzir, foi feito com filmes e música do catálogo, custou 2100$ (uma pequena fração do que se estima que o filme original tenha custado) e em vez de um festival, promete o acesso a recursos impressionantes sem gastar muito dinheiro:

Be on Fyre

Ambos os exemplos fazem parte da campanha "It’s Not Stock, It’s Shutterstock”, que pretende simultaneamente inspirar a criatividade e destacar a quantidade e qualidade de recursos fotográficos, audio e vídeo que a marca tem disponíveis.

Fontes:
https://www.b9.com.br/108268/novo-comercial-da-shutterstock-faz-piada-com-o-trono-de-ferro-de-game-of-thrones/
https://www.b9.com.br/103047/shutterstock-recria-a-campanha-do-fyre-festival-usando-apenas-imagens-do-seu-acervo/?highlight=shutterstock

terça-feira, 14 de maio de 2019

Snapchat. Is that you?


Em Portugal, bem como em outros países, o Snapchat não é a rede social mais usada. Contudo, nos Estado Unidos continua a ser popular entre os jovens, por este motivo o número de utilizadores continua em crescimento.  
Actualmente, 190 milhões de utilizadores diariamente ativos fazem parte desta rede social. Apesar de lento, o crescimento da empresa manteve-se promissor durante o primeiro trimestre de 2019. Ainda assim, a Snap, empresa responsável pelo Snapchat tem um longo percurso até que consiga inverter a sua situação de prejuízo e voltar aos lucros, e parece não perder tempo.  

Lançado pelo Snapchat, o filtro Gender-Swap, tornou-se viral em poucos dias, e voltou a pôr o aplicativo nas bocas do mundo. O filtro Gender-Swap oferece aos utilizadores um vislumbre de como se iriam parecer se fossem do sexo oposto. O buzz à volta do novo filtro  está a inundar a internet, criando imagens de troca de género divertidas e muitas vezes perturbadoras.



Durante o fim de semana, tantas pessoas postaram os seus snaps de troca de género que se tornou o tema de conversa em muitos talk shows na manhã de segunda-feira.

Até as celebridades estão a aderir a esta partilha divertida, como a Miley Cyrus que acabou por postar uma fotografia. 



Também há quem use este filtro nos actores da famosa série "A Guerra dos Tronos".  

via: Ruinmyweek.com

Ou ainda em caras bem conhecidas do mundo da política. Conseguem adivinhar quem seja? 
via: 7spies.com

Curiosamente, este filtro também está a ser usado para várias experiências sociais. Alguns utilizadores do sexo masculino estão a usar o filtro para criar contas falsas no Tinder, e, assim, perceberem como se sente uma mulher num aplicativo deste género (Surpresa! Não estão a gostar).

Quando pensávamos que o Snapchat estava morto, ou quase, eis que ele renasce e de forma icónica.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Blended Marketing, a fusão de dois mundos


O consumidor atual é multicanal, conecta-se e interage com uma marca não só através dos espaços físicos, como através dos vários canais digitais onde a pode encontrar. Com o rápido crescimento das compras online, o consenso geral é de que há uma menor probabilidade dos consumidores fazerem compras nas lojas físicas, preferindo percorrer um site, selecionar os produtos apenas com um “clique” e ter as suas compras à porta de sua casa em poucos dias.

Estando esta tendência a crescer em popularidade, torna-se imprescindível que todas as marcas usem o Blended Marketing – união das estratégias de marketing digital e marketing offline. Isto significa potenciar a presença da marca no mercado. O desafio passa por sincronizar as ações do marketing digital com o marketing tradicional de maneira a que uma estratégia não atropele a outra.

Aqui ficam alguns exemplos de campanhas originais e memoráveis, que proporcionaram uma experiência única ao cliente e, por conseguinte, obtiveram excelentes resultados.

#ShareaCoke

A campanha "Share a Coke" foi uma das campanhas de marketing que teve melhores resultados em toda a história da marca Coca-Cola. A título de exemplo, nos Estados Unidos esta campanha aumentou as vendas em 2% invertendo mais de 10 anos de declínio do seu consumo.
A marca comercializou as latas e garrafas de refrigerante com a inscrição dos nomes mais populares, e os consumidores eram encorajados a encontrar latas e garrafas com o seu nome, ou com o nome de alguém especial para si, e partilhá-las com amigos e familiares. Para além disto, os consumidores podiam partilhar as suas experiências e histórias nas redes sociais com a hashtag #ShareaCoke.
Através da personalização a Coca-Cola tornou o seu público no protagonista e encorajou-o a participar no enredo da história, envolvendo-o assim na sua campanha. Os resultados falam por si!

Um produto por um tweet


Outro exemplo de Blended Marketing foi a Tweet Shop que a marca Special K criou nas ruas de Londres, onde os utilizadores podiam adquirir os seus produtos a troco de um tweet. Basicamente, o que o consumidor precisava de fazer era escrever um tweet sobre a marca para poder receber um dos seus produtos. A Special K soube gerar ruído e deixar o seu cunho entre o público-alvo, recorrendo ao word-of-mouth mas ajustado ao mundo digital.

La Rioja no metro de Madrid

A agência de viagens online Destinia, em parceria com LaRioja Turismo, colocou cartazes nas estações de metro de Madrid com dispensadores com aromas da região – La Rioja – para que os transeuntes se recordassem ou ficassem a conhecer os mesmos. Ao interagirem com a publicidade, cheirando os diferentes aromas e identificando-os, os transeuntes partilhavam a solução nas redes sociais com o hashtag #viajaralariojana, podendo ser sorteados com umas férias no hotel de La Rioja.

A tua bateria por um Kit Kat


A campanha da marca de chocolate Kit Kat é um excelente exemplo de como fazer publicidade offline recorrendo ao digital de uma forma no mínimo diferente. O slogan “Have a break, have a Kit Kat” foi o mote para esta campanha, em que aos participantes, em troca de uma pausa do seu telemóvel, era oferecido um Kit Kat; apenas tinham de ceder toda a bateria do seu telemóvel. Podiam, mais tarde, partilhar esta experiencia nas redes sociais usando as hashtags #MiRespiro #MyBreak.

“Inspiration Day”


Kotex, uma empresa de higiene íntima feminina, realizou a primeira campanha feita através do Pinterest, usando o Blended Marketing. Na campanha “Inspiration Day”, a marca selecionou 50 utilizadoras do Pinterest e analisou os seus interesses, de seguida enviou-lhes uma caixa surpresa personalizada de acordo com os seus gostos. Apenas pediu que em troca partilhassem no Pinterest as fotografias do que continha a caixa surpresa. As selecionadas não só partilharam no Pinterest como também o fizeram noutras redes sociais como o Instagram, o Twitter e o Facebook. O alcance, tal como esperado, foi muito além das 50 participantes; tal pode ser confirmado nos segundos finais do vídeo.

E vocês, lembram-se de alguma campanha que tenha usado esta técnica de marketing? Teve impacto no vosso comportamento enquanto consumidores?

segunda-feira, 18 de março de 2019

Publicidade indesejada com fim à vista?

Não é novidade para ninguém que as publicidades sugeridas nos motores de busca se aproximam cada vez mais do utilizador em questão. Isto funciona através da recolha de dados online relativos a cada indivíduo, e a plataforma por si só faz aproximar os anúncios com as necessidades pessoais de cada um, melhorando a experiência tanto do utilizador como também das empresas que chegam mais  facilmente ao seu público alvo.


Mas este trabalho passa igualmente por eliminar conteúdo potencialmente indesejado. Só em 2018, o Google removeu mais de 6 milhões de anúncios fraudulentos por dia, um total de 2,3 mil milhões de anúncios ao longo do ano. É um valor 28% mais baixo do que em 2017, em parte devido a maiores restrições no tipo de publicidade que o Google autoriza.

A estratégia passa por desviar o foco de anúncios específicos para os utilizadores responsáveis por esses mesmos anúncios. Em 2018, foram bloqueadas quase um milhão de contas de anúncios publicitários, quase o dobro do valor de 2017.

O phishing (atacantes disfarçam-se de entidades legítimas, como bancos, para enganar utilizadores e levá-los a fornecer dados confidenciais) e anúncios, disfarçados de notícias falsas para levar os utilizadores a clicar neles, continuam a ser um problema.

Qual é a vossa opinião? Sentem que estes esforços de aproximar a publicidade do utilizador e eliminar conteúdo indesejado estão a ter resultado?

Fontes:
https://support.google.com/adspolicy/answer/143465?hl=en
https://www.publico.pt/2019/03/14/tecnologia/noticia/google-removeu-23-mil-milhoes-anuncios-2018-1865371?fbclid=IwAR0hGd2mzrZoL6-ftBANBKkHzlt8mFIFKVWSKmBsdCjM78uptfeDWHDbDFc

sexta-feira, 2 de março de 2018

9 razões para abraçarmos o "Influencer Marketing"



Influencer Marketing é, sem dúvidas, a tendência mais popular em social media marketing. Marcas de diversos segmentos têm aumentado seus gastos nessa estratégia de influência em até 50%, e publicado conteúdo patrocinado mais do que nunca. De acordo com a Socialbakers, existem nove razões para que uma marca inclua os digital influencers em suas próximas campanhas de Marketing Digital. São elas:

1. A concorrência já está aproveitando os influenciadores:
De acordo com uma pesquisa do Bloglovin', em 2017, 63% dos marketers aumentaram seus orçamentos de Influencer Marketing. Isso significa que um grande número de empresas já está colhendo os benefícios de trabalhar com os influenciadores.

2. O boca a boca ainda é muito eficaz no social media marketing:
Já sabemos que as pessoas confiam nas opiniões de amigos e familiares a respeito das marcas. Segundo a Socialbakers, 90% dos consumidores afirmam que valorizam as recomendações de pessoas que conhecem, enquanto 70% acreditam nas opiniões dos consumidores online. E é aqui onde se encontra uma das maiores vantagens dos influenciadores: por serem confiáveis, eles podem impactar nas decisões de compra das pessoas.

3. Os influenciadores das redes sociais estabeleceram confiança e lealdade:
A confiança e a fidelidade que os influenciadores das redes sociais estabeleceram com seus públicos são alguns dos seus ativos mais valiosos. Em uma atmosfera em que apenas 4% dos consumidores declaram confiança no marketing e na publicidade, a capacidade de falar com seu público através de alguém em quem confia é uma ferramenta de marketing essencial.

4. Os influenciadores das redes sociais permitem anunciar autenticamente:
Os usuários da internet estão cada vez mais frustrados com os anúncios online, e isso reflecte na crescente popularidade dos ad blockers. Os influenciadores das redes sociais, por terem um público dedicado e por saberem comunicar com ele, podem ajudar as marcas a superarem essa tendência, pois o conteúdo dos influencers é altamente personalizado, mesmo quando  publicitário.

5. Os influenciadores das redes sociais podem atingir um alto alcance orgânico:
Todos nós ouvimos falar da maior mudança de algoritmo do Facebook e como isso vai diminuir o alcance orgânico das marcas em favor de interações significativas entre as pessoas. No entanto, aqueles que trabalham com influenciadores de redes sociais não precisam se preocupar demais com o algoritmo: já que o conteúdo do influencer gera um alto envolvimento, ele pode ajudar as marcas a serem exibidas no News Feed organicamente.

6. Os influenciadores das redes sociais podem ajudar a enviar a mensagem a um público de nicho:
Embora a compreensão do público-alvo seja a pedra angular de qualquer estratégia de marketing bem-sucedida, muitas marcas ainda estão lutando para identificá-lo - especialmente os nichos. Influenciadores, que trabalham como "ímãs", reúnem comunidades de nicho em um só lugar e podem ajudar significativamente as marcas a conhecerem e atraírem grupos menores de usuários.

7. Os influenciadores das redes sociais podem ajudar a gerar leads de qualidade:
Como os influenciadores das redes sociais permitem atingir um público preciso através de conteúdo personalizado, há uma grande chance de a mensagem ressoar e gerar conversões. Isso se mostrou verdade para mais de 50% dos marketers que afirmam terem atraído leads de melhor qualidade aos seus negócios, graças ao Influencer Marketing.

8. O Influencer Marketing pode impulsionar o ROI das redes sociais:
Os leads de melhor qualidade significam mais conversões para o negócio. Mais conversões, por sua vez, equivalem a uma maior receita. Um estudo da Nielsen e TapInfluence revelou que alavancar os influenciadores das redes sociais pode aumentar a receita em 11 vezes - uma prova tangível da eficácia do Influencer Marketing.

9. O Influencer Marketing pode melhorar o ranking de SEO:
Trabalhar com influenciadores das redes sociais não precisa terminar com a publicação de fotos dos produtos de uma marca. Em vez disso, é possível estender essa colaboração solicitando a um influencer que mencione a marca em seu blog, inclusive. Como resultado, serão gerados backlinks de alta qualidade para o site da marca, o que melhorará seu ranking de pesquisa do Google.

Os digital influencers certamente irão ajudar as marcas (independentemente de qual seja o segmento ou a região em que elas operam) a atingirem seus objetivos de social media marketing de forma bastante envolvente e criativa. Go for it!

Fonte: www.socialbakers.com