O marketing de influência é levado a cabo sobretudo pelos influenciadores digitais que utilizam as suas próprias redes sociais, aproveitando o engagement com o seu público, para promover produtos e serviços das marcas com quem estabelecem parcerias. Esta divulgação pode ser feita de diferentes formas: a marca envia o produto, o influenciador experimenta e transmite o feedback nas redes sociais, a marca envia o produto, sem contrato com o influenciador, esperando que o mesmo divulgue a oferta na sua página e ainda, a marca envia uma proposta do "anúncio" que pretende e o influenciador produz o conteúdo (vídeo, reels, fotografia), adaptando o mesmo à sua forma de comunicar com o seu público.
Este é um conceito, aliás, uma nova profissão, que tem ganho cada vez mais força em Portugal nos últimos anos. Com a pandemia, as marcas direcionaram-se ainda mais para este tipo de estratégia de comunicação, apostando em influenciadores digitais para a divulgação dos seus produtos e serviços.
Os influencers, por norma, surgem no meio digital totalmente independentes de marcas, fazendo vídeos no youtube, instagram ou tiktok sobre moda, lifestyle, maquilhagem, viagens, nutrição, entre outros, começando a ser cada vez mais reconhecidos e, consequentemente, a ser contactados por marcas.
Tipicamente os anúncios a que estávamos habituados (sobretudo na televisão) eram protagonizados por figuras públicas da ficção ou entretenimento. Hoje, assistimos ao inverso, as marcas já procuram influencers para fazer campanhas fora do digital e estes começam a entrar no mundo da televisão, em programas de entretenimento.
"Segundo um estudo do Influencer Marketing Hub realizado em agosto de 2020, as empresas estão a ganhar 5,20 dólares por cada dólar gasto em marketing de influência."- PME Magazine. Esta é uma nova forma de fazer publicidade, uma estratégia vencedora, já que hoje em dia os millennials encontram-se agarrados às redes sociais e, consequentemente, acompanham muitos criadores de conteúdos, seguindo o seu dia-a-dia. Mas porque é que os consumidores confiam nestas pessoas? Honestidade, credibilidade e simpatia compõem o top 3 de caraterísticas que levam os consumidores a deixarem-se influenciar pelos Digital Influencers.
O crescimento dos criados de conteúdo é resultado de uma aceleração da digitalização, também alavancada pela pandemia, permitindo o amadurecimento deste mercado, que tem desenvolvido conteúdos cada vez mais inteligentes, relevantes e com storytelling. Hoje começamos também a assistir a uma co-criação entre marca e influencer, seguramente um caminho que as marcas poderão vir a apostar cada vez mais, já que a relação entre criadores de conteúdos e os seus seguidores é tão próxima. Desta forma, todos ganham: marca, criados de conteúdos e consumidores.
Se eu gostava de ser uma influencer? Hum, continuo a preferir manter a minha conta de instagram em privado. E tu?
Fontes:
https://pmemagazine.sapo.pt/marketing-influencia-o-que-sao-influencers/
https://www.marktest.com/wap/a/n/id~27ae.aspx
https://exame.com/marketing/marketing-de-influencia-cresce-na-pandemia/
https://www.apiccaps.pt/news/conheca-as-tendencias-de-marketing-de-influencia-para-2022/7288.html


