sexta-feira, 31 de março de 2017

Samsung reforça o lema "Do what you can't"

Já falamos neste blog sobre a parceria entre a Samsung e Casey Neistat na exaltação dos "criadores desta geração", os youtubers, no primeiro intervalo da edição dos Óscares deste ano. No spot publicitário a que se pode assistir em baixo, o youtuber celebra as personalidades que produzem vídeos porque gostam, com base em ideias originais, e termina afirmando "When we're told that we can't, we all have the same answer: watch me". Nos últimos segundos do vídeo, pode ler-se "Do what you can't".


Casey Neistat fez ainda upload de um vídeo no seu canal do Youtube, no dia 07/03, no qual defende com mais afinco este lema, que também vos deixo aqui:



Porém, também a Samsung decidiu dar continuidade à campanha, contando-nos a história de uma avestruz que, após usar uns óculos "Geral VR" da marca, ganha coragem e prática suficientes para conseguir concretizar o seu sonho de voar, capacidade que é fisicamente impossível para estes animais. No final deste clipe, a Samsung diz-nos "We make what can't be made. So you can do what can't be done. #DoWhatYouCant". É importante notar que, na descrição do vídeo, a marca deixa-nos uma mensagem adicional, que a coneta ainda mais à mensagem de que o impossível não existe: "O que acontece se recusares dar ouvidos ao que 'não pode ser feito'? A Samsung acredita que a única forma de atingir o impossível é recusando que alguma coisa o é."


Este vídeo foi publicado somente há 2 dias e está a fazer um enorme sucesso na internet, tendo já perto de 2,6 milhões de visualizações. O feedback dado pelo público nos comentários é bastante positivo, havendo quem diga que este é o melhor anúncio a que já assistiu, outros que afirmam que o vídeo é muito inspirador e há quem escreva, de forma entusiasmada, que a Samsung é a melhor.
Assim, conseguimos perceber que o facto de a Samsung ter usado uma estratégia de storytelling fez com que o produto que pretendem publicitar (os óculos de realidade virtual) se tornasse mais relevante para as pessoas, porque inspirou-as a se desafiarem, tendo-lhes sido mostrado como é que esta inovação tecnológica pode contribuir para uma vida melhor. E como o produto é apresentado de forma subtil e não invasiva, facilita-se o estreitamento da relação empresa-consumidor e desenvolve-se o envolvimento necessário para fomentar vendas de uma maneira indireta, subjetiva e muito mais emocional. Isto ao mesmo tempo em que a Samsung consegue atrair mais fãs e fidelizar melhor aqueles/as que já a seguiam, talvez numa tentativa de reduzir o escândalo associado à explosão de telemóveis da marca.

O que é que vocês acham desta publicidade? Parece-vos ser eficaz?


Fontes:
http://www.novaescolademarketing.com.br/marketing/o-que-e-storytelling/
http://tabonito.tv/samsung-realiza-o-sonho-de-uma-avestruz-que-nao-sabia-que-podia-voar

2 comentários:

  1. Ola Inês!

    Primeiramente, congratular-te por este post que, no fundo, tem uma conotação pedagógica por me levar a aceder a informação sobre uma temática pouco explorada por mim, no quotidiano, sendo este um bom momento para refletir.

    As estratégias publicitárias das marcas são algo que nos invadem a cada segundo, pelos mais variados canais visuais, algo que sempre encarei com desconfiança e com pouco deslumbramento precisamente para não me levar a impulsos que podem ser desastrosos no futuro (ex. do escândalo das baterias que está associado às opções económicas da marca e que não chegam ao consumidor). É certo que há anúncios publicitários que nos inspiram, que ficam no ouvido e que nos levam até a traulitar…os vídeos supramencionados são exemplo vivo disso, principalmente o mais recente. Sublinho na integra a subtiliza do anúncio, carregada de uma conotação humanista que apela à sensibilidade de cada indivíduo/a e que o leva a entrar num mundo cheio de possibilidades, onde a adrenalina provoca grandes sensações, preferindo sem dúvida este tipo de publicidade em detrimento daquela extremamente incómoda de apelo à compra desregrada. No entanto, deixo a questão: até que ponto esta aposta visual é acompanhada por uma aposta rigorosa na qualidade? Sem dúvida, o marketing invade a nossa existência, mas a nossa existência não se deve subverter ao marketing!

    Obrigada,
    Mariana Mota


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    1. Olá Mariana!
      Antes de mais, muito obrigada pelo teu comentário. Sim, a publicidade acabou por se tornar invasiva e, por isso, hoje, as marcas veem-se obrigadas a reinventar-se e a arranjar novas formas de chegar aos/às consumidores/as de formas mais subtis, envolvendo-nos mais ativamente, procurando criar uma relação mais próxima com o cliente. Não é por acaso que cada vez mais se veem empresas a lançarem passatempos para os quais tens de partilhar uma foto/vídeo/texto nas tuas redes sociais, por vezes com hashtags, porque isso não só te liga mais às marcas, como faz com que lhes faças publicidade gratuita. Isto e muitas coisas mais.
      Outra estratégia passa pelo storytelling, que, como expliquei no texto, passa por contar uma história com a qual o público se identifique (ou para a qual fique sensibilizado), que lhe desperte emoções. E ao vermos estes vídeos ainda pensamos que a Samsung é mesmo boa e uma marca de confiança, porque faz coisas boas, e temos mais vontade de seguir a marca porque a admiramos. E acho que a Samsung está a tentar chegar mais ao público e ser cada vez melhor precisamente para voltar a ser reconhecida como uma marca de qualidade, ultrapassando as situações negativas. Por isso, creio que a aposta visual é acompanhada por uma aposta rigorosa na qualidade, porque a Samsung sempre foi uma marca boa, mas que teve um percalço no passado.

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