domingo, 7 de junho de 2026

Danonino: quando a nostalgia volta à televisão!

Recentemente, vi uma notícia sobre o regresso da Danonino à televisão em Portugal, cerca de 10 anos depois. Para mim, foi impossível não pensar logo na minha infância. Há marcas que basta vermos durante segundos para nos lembrarem de uma fase da nossa vida, e a Danonino é claramente uma delas.


Mas este regresso não me parece apenas uma escolha nostálgica ou uma tentativa de “voltar ao passado”. Parece-me uma forma inteligente de falar com duas gerações ao mesmo tempo.

Por um lado, a marca volta a aparecer num canal que muitos pais ainda associam à infância, à rotina familiar e à confiança. Por outro, apresenta-se novamente às crianças de hoje, que podem não ter a mesma ligação emocional à marca, mas que continuam a ser  o real consumidor do produto.

E é aqui que a estratégia se torna interessante. Num produto infantil, quem consome nem sempre é quem decide a compra. As crianças até podem pedir, mas são os pais que escolhem, compram e avaliam se faz sentido levar o produto para casa ou não. Por isso, recuperar a memória afetiva dos adultos pode ser tão importante como captar a atenção das crianças.

Além disso, a campanha não vai estar apenas presente na televisão, também vai circular nas redes sociais e em publicidade exterior. Ou seja, a Danonino parece estar a usar a televisão para recuperar familiaridade, mas sem ignorar os outros pontos de contacto onde as famílias também estão presentes.

Na minha opinião, a nostalgia pode ser uma porta de entrada muito forte, mas a marca tem de conseguir transformar essa memória antiga numa presença relevante na rotina atual das famílias. Caso contrário, corre o risco de ser apenas uma recordação simpática, mas pouco suficiente para influenciar a compra.

No fundo, a Danonino não volta à televisão apenas para ser lembrada, volta para tentar fazer novamente parte da rotina de compra das famílias.

 Acham que este regresso à televisão vai conseguir transformar a nostalgia dos pais em compras? 

Confesso que, depois de pensar nisto tudo, fiquei com saudades de comer um Danonino 😅


Fontes:

https://grandeconsumo.com/danonino-regressa-a-comunicacao-em-portugal/

https://meiosepublicidade.pt/2026/05/26/publicidade-da-danonino-volta-as-televisoes

Wendy’s: Trend-setter, Trend-followers e anti-cultura

 

                                                         Imagem 1. Logótipo da Wendy's

Durante a década de 2010 ocorreu aa génese do marketing viral em redes sociais (Twitter, Tumblr e Facebook) que mudaria por completo o estilo da presença que várias empresas adotariam no espaço digital.
Até 2017, a comunicação digital era realizada de forma muito formal e rígida, onde as marcas tratavam as suas contas pficiais nas redes sociais como ferramentas de comunicação formal. No entanto, a estratégia inovadora da Wendy's iria mudar completamente a forma como marca se relacionariam com os seus clientes.

A estratégia da Wendy's centrava-se na ideia de tratar a conta da marca como uma conta pessoal que "tweetava" e "re-tweetava" como qualquer outro utilizador, com a finalidade de retratar a marca como mais humana e natural.
A estratégia foi muito bem sucedida e o que começou como um tweet sarcástico tornou-se na característica icónica da marca e integral para a imagem desta. Esta forma de comunicação única coalesceu numa reputação de "roasts" que são uma forma de humor em que alguém faz piadas, provocações ou críticas exageradas sobre , no caso da Wendy's, uma pessoa (cliente) ou marca concorrente, com a intenção de ser engraçado mas sem ofender seriamente. As pessoas e marcas que se encontravam alvos dos "roasts" da Wendy's respondiam com humor próprio de forma a criar uma conversa humorosa.
Ultimamente, a estratégia funcionou, e estas conversas humorísticas atraíram grandes volumes de atenção e publicidade. De facto, esta campanha foi tão bem sucedida que outras marcas tentaram emular o estilo da Wendy's, com níveis de sucesso variados.

Consequentemente, foi em resposta a esta imitação que surgiu a imagem anti-cultura de reação "Silence Brand", uma imagem de cariz absurdo que aparecia como resposta a posts de contas oficiais destas várias marcas como forma de comunicar descontentamento por parte da audiência face a publicações que forçavam a graça e eram apenas tentavivas de imitação do estilo da Wendy's em vez de publicações originais.


                                                              Imagem 2. Silence, brand

Deste modo, é possível ver que o público digital reage positivamente a comunicação inovadora e humorística desde que as marcas ajam de forma "in on the joke" sem tentar forçar a atenção ou potencial viral.

Georgina Rodríguez e o anel mediático

No mundo digital, as marcas já não disputam apenas espaço publicitário, disputam atenção. Num ambiente onde os consumidores são constantemente expostos a novas mensagens, as figuras públicas tornaram-se importantes pontos de ligação entre marcas e audiências. Um exemplo desta realidade é o impacto mediático que teve o anel de noivado de Georgina Rodríguez.

Depois de Georgina Rodríguez ter partilhado nas redes sociais a notícia do seu noivado com Cristiano Ronaldo, a publicação rapidamente despertou a atenção do público e dos meios de comunicação devido ao seu anel. Descrito por especialistas como uma peça de grandes dimensões e elevado valor, tornou-se um dos principais elementos da conversa online em torno do anúncio.

O mais interessante deste fenómeno é perceber como um objeto que inicialmente tinha um significado pessoal passou a funcionar como um elemento de comunicação. O anel deixou de ser apenas uma joia e passou a representar uma narrativa associada a luxo, estilo de vida e imagem pessoal.

Atualmente, os consumidores acompanham figuras públicas não apenas pelos produtos que promovem, mas também pelas histórias que partilham. A vida pessoal, os momentos marcantes e as escolhas de estilo acabam por fazer parte da identidade digital destas personalidades. Neste caso, uma simples fotografia conseguiu gerar curiosidade, conversas e uma enorme circulação de conteúdo criado por utilizadores, desde notícias a publicações nas redes sociais.

Este fenómeno mostra também como funciona o poder do personal branding. Georgina Rodríguez construiu ao longo dos anos uma presença digital associada à moda, beleza e lifestyle, tornando-se uma figura capaz de influenciar perceções e tendências. Quando um elemento visual tão forte aparece associado à sua imagem, ele passa naturalmente a ser interpretado dentro desse universo.

Adicionalmente,  algumas marcas aproveitaram a atenção gerada em torno do anúncio para criar conteúdos relacionados com o tema. Ao associarem-se a uma conversa que já estava a acontecer entre consumidores, conseguiram aumentar a sua relevância e aproximar-se do público. Em vez de interromperem a audiência com uma mensagem publicitária tradicional, estas marcas entraram numa conversa existente e procuraram capitalizar a atenção do momento.

Este caso relaciona-se com a evolução da comunicação digital, onde os consumidores deixaram de ser apenas espectadores e passaram também a participar na construção da mensagem. Comentários, partilhas e conteúdos criados pelos próprios utilizadores ajudam a ampliar a visibilidade de determinados temas, transformando uma publicação individual numa conversa coletiva.

Assim, o caso do anel de Georgina demonstra que nem sempre é necessário criar uma campanha tradicional para gerar impacto. Uma história com significado, associada a uma pessoa com influência e uma audiência envolvida, pode transformar um momento pessoal num fenómeno de comunicação digital.

Fontes:

https://observador.pt/2025/08/12/cristiano-ronaldo-deu-anel-de-5-milhoes-a-georgina-rodriguez-o-que-e-preciso-para-estimar-o-valor-da-joia/

https://www.nit.pt/compras/moda/melhores-reacoes-das-marcas-ao-tamanho-anel-de-georgina

https://www.dizain.pt/diz-nuts-%F0%9F%A5%9C-15-marcas-reagem-ao-anel-de-cr7/

Porque é que esta campanha do Dia da Criança é uma aula perfeita de Branding Emocional?

 Se andaste pelas redes sociais por estes dias, perto ou no próprio dia 1 de junho, de certeza que te cruzaste com publicações que fizeram alusão ao Dia Mundial da Criança. Várias marcas transformaram esta premissa universal numa aula perfeita de branding emocional. 

Em vez de seguirem o caminho óbvio do marketing tradicional, que seria tentar vender produtos de forma agressiva através de descontos ou promoções, estas empresas decidiram tocar-nos diretamente no coração, ao apostar numa estratégia de marketing mais nostálgica e numa clara experience-based differentiation.

Ao olharmos para algumas imagens partilhadas neste dia, percebemos como cada marca adaptou o conceito à sua própria identidade, criando narrativas com um poder gigante. A Oreo e a Nacional utilizaram como base os rituais diários e do lanche, para que nos lembrássemos da nossa própria infância e daqueles momentos simples em família. 


Por sua vez, a Milaneza ligou o crescimento dos mais novos ao conforto de partilhar uma refeição à mesa, enquanto a Hisense aproveitou o lado tecnológico para mostrar como o tempo voa entre os ecrãs e as memórias que guardamos em casa.


Em todos estes casos, o gatilho psicológico é o mesmo: ao cruzar a simplicidade da imagem com a passagem do tempo, o utilizador digital faz uma transição rápida da cognição, o processar racional do produto, para a emoção, ao sentir empatia e saudade.

Ao disponibilizarem este tipo de conteúdos, as marcas transformam as redes sociais num ecossistema colaborativo, uma vez que motivam o público a saltar imediatamente da passividade para uma contribuição ativa, ao comentarem, ao partilharem as imagens nas suas próprias histórias e ao identificarem amigos e familiares. No fundo, não partilhamos o post da Oreo ou da Milaneza para lhes fazermos publicidade gratuita, partilhamos porque aquela imagem serve como um veículo de autoexpressão daquilo que sentimos e valorizamos.

No Dia da Criança, as marcas afastam-se da publicidade agressiva. Em vez disso, apostam no storytelling, ao contarem uma história, que identificamos como sendo tão nossa, que acaba por nos transformar, a todos, nos maiores embaixadores da marca.

O Grande Problema da Escolha

Ao longo desta Unidade Curricular comecei a refletir mais sobre a influência que as marcas têm sobre nós e de como isso influencia os nossos comportamentos.

E a verdade é que uma das grandes vantagens do comércio online é a grande variedade de produtos disponíveis. Temos acesso a muitas mais opções do que numa loja física e conseguimos comparar preços, estilos e características em poucos minutos.

Mas, cada vez mais, começo a sentir o lado negativo dessa abundância.

 

Apercebi-me deste sufoco ao utilizar a loja online da SHEIN. Existe tanta oferta que, muitas vezes, passo mais tempo à procura do produto que pretendo do que a tomar uma decisão. Entre centenas de opções semelhantes, deixo de saber o que escolher e acabo por desistir da compra por completo. Não consigo ter paciência para procurar no meio de tanta informação. 

  

Na minha opinião, o que deveria simplificar e melhorar a experiência online, acaba por me gerar indecisão.

A este meu problema juntam-se as estratégias de marketing, cada vez mais agressivas. A SHEIN envia notificações constantes, seja com campanhas, descontos "imperdíveis" ou alertas diários. Para mim, chegou a um ponto onde esta estratégia já não consegue captar a minha atenção, só me provoca cansaço.

Cheguei ao ponto de desinstalar a aplicação por já não suportar toda a informação que ela me dava.

Com este meu problema, comecei-me a questionar. Será que sou a única a pensar que a oferta em exagero piora a experiência do cliente, em vez de a melhorar? Talvez exista um ponto onde o excesso deixa de ajudar na compra e começa a dificultar a tomada de decisão. E será que as estratégias de marketing agressivas, não começam provocar efeitos negativos, em vez de positivos?

O que é que vocês pensam desta situação?

Na minha opinião, num mundo com tanta informação, começo a preferir lojas com uma seleção mais reduzida e organizada, onde possa encontrar rapidamente o que procuro. Quero que a minha experiência de compra seja fluída e não que seja mais uma fonte de cansaço.

E vocês, também já sentiram que desistiram de uma compra porque havia opções a mais?Não achem este post estranho, eu também sou do século XXI! 😅 Só começo a ficar exausta de todas as informações que as marcas nos querem dar.

 

Imagens retiradas do website da SHEIN

Pequena nota: Este post não possui fontes pois é apenas um desabafo meu sobre este tema. 

A AUDI chegou à F1 e deu uma lição de Branding.

 Em 2026, a AUDI entrou oficialmente na Formula 1 com o  AUDI Revolut Team e o monolugar R26. Ao longo dos anos, a marca considerou diversas vezes a possibilidade de o fazer mas apenas em 2026 esse desejo se materializou adoptando uma campanha arrojada que liga o passado icónico da marca ao capitulo seguinte: a F1.

A campanha, divulgada aos poucos através de teasers exibindo apenas os anéis icónicos da marca e perguntas enigmáticas sob o tema de "capitulo seguinte", preparava o mercado para uma notícia bombástica logo seguida de uma cerimónia de apresentação cheia de pompa: 


A campanha, criada como uma plataforma global para alcançar o seu reposicionamento e adquirir  notoriedade junto de públicos mais jovens, consumidores de conteúdo digital e de social media é cativante e exibe as conquistas da marca como "cartão de visita" daquilo de que a marca é capaz e promessa do que ainda estará para vir. 

Esta mensagem é particularmente bem conseguida na página da F1, no site da marca AUDI (aqui) recorreendo ao storytelling para sublinhar os seus maiores sucessos desportivos como no caso do AUDI Quattro conduzido por Michelle Mouton, a primeira mulher a vencer um Rali, precisamente em Portugal (vídeo a não perder)

A campanha é muito interessante e conquista a atenção de novos e velhos fãs do desporto automóvel ao fazer esta ligação objectiva entre as conquistas desportivas da marca e a chegada à Formula 1. Fala-nos  de performance, de tecnologia e de emoção e nós ouvimos motores a rugir na grelha de partida...

A criação de um espaço digital próprio  - The R26: a new chapter begins | Audi Revolut F1® Team -onde é estabelecida uma "base" de toda a informação técnica da equipa que posteriormente se espalha pelas diversas redes sociais é na sua essência uma estratégia de content marketing ao produzir consistentemente conteúdos relevantes que mantenham cativa a atenção do público entre corridas mas também como espaço onde podem ir introduzindo, e logo avaliando o respectivo impacto, informação, mensagens, merchandising e tudo o que possa optimizar o engangement. 

Toda a campanha assenta numa identidade visual cuidada onde cada detalhe - incluindo a adopção de cor vermelha nos icónicos anéis - foi criado a pensar na qualidade de fotos, videos e reels, confirmando o empenho em encantar um mercado onde cada clique ou cada segundo conta. Como na Formula 1.

Nike “Rip the Script”, quando o futebol deixa de ser publicidade e passa a entretenimento

A Nike voltou a fazer aquilo que poucas marcas conseguem fazer tão bem ao transformar uma campanha publicitária num verdadeiro momento de cultura digital.

A nova campanha “Rip the Script”, lançada no contexto do Mundial de Futebol 2026, reúne algumas das maiores figuras do futebol e do entretenimento mundial, incluindo Cristiano Ronaldo, Kylian Mbappé, Vini Jr., Erling Haaland, Ronaldinho, Zlatan Ibrahimović, LeBron James e Kim Kardashian. Mais do que um simples anúncio de produto, trata-se de um verdadeiro filme publicitário pensado para ser visto, comentado e partilhado nas redes sociais.

O mais interessante é que a campanha parte de uma ideia muito forte a de que o futebol não deve ser apenas previsível, controlado ou “escrito” por regras táticas. Pelo contrário, a Nike celebra o instinto, a criatividade e a capacidade dos jogadores de “rasgar o guião”. Esta mensagem combina muito bem com a própria identidade da marca, historicamente ligada à superação, à ousadia e à expressão individual dos atletas.

A presença de Cristiano Ronaldo é particularmente relevante. Para além de ser uma das figuras mais reconhecidas do futebol mundial, Ronaldo funciona como um verdadeiro meio de comunicação global. A sua participação aumenta imediatamente o alcance da campanha, especialmente junto de públicos que não seguem apenas futebol, mas também cultura pop, redes sociais e entretenimento. 


Para mim, dois dos momentos altos da publicidade são a cena em que a bola atravessa o vidro do gabinete onde Cristiano Ronaldo está a discutir o guião “The GOAT’s Goodbye”, e a sequência quase final em que Ronaldo surge das chamas com a bola na mão, fazendo lembrar a icónica cena do filme Exterminador Implacável.


Do ponto de vista do Web Marketing, “Rip the Script” é um excelente exemplo de como as marcas competem hoje pela atenção. Num ambiente digital marcado pelo excesso de conteúdos e pelo zapping constante, a Nike não tenta apenas vender chuteiras ou equipamentos desportivos. A marca cria uma narrativa cinematográfica, com humor, celebridades, surpresa e referências culturais, tornando a publicidade suficientemente interessante para circular como conteúdo.

Este caso aproxima-se dos conceitos de storytelling, customer engagement e word-of-mouth digital abordados na unidade curricular. A campanha não depende apenas dos meios pagos da Nike, ganha força porque os próprios utilizadores comentam, partilham, reagem e ajudam a amplificar a mensagem.

No fundo, a Nike mostra que, no marketing digital atual, a publicidade mais eficaz talvez já não seja aquela que interrompe o consumidor, mas aquela que o consumidor escolhe ver e partilhar.

Na vossa opinião, campanhas como “Rip the Script” mostram que as marcas desportivas estão a vender produtos ou estão cada vez mais a vender entretenimento, identidade e cultura? 

Fontes:

https://hypebeast.com/2026/6/nike-rip-the-script-2026-fifa-world-cup-campaign-short-film-cristiano-ronaldo-travis-scott-lebron-james-kim-kardashian-kylian-mbappe

https://www.footyheadlines.com/2026/06/new-nike-2026-world-cup-rip-the-script-ad.html

Passaporte Rock in Rio: O futuro do turismo cultural passa por aqui

A mais recente iniciativa do Rock in Rio Lisboa é um excelente exemplo de evolução no valor de uma marca. A organização não se limitou a promover o seu cartaz musical e os seus palcos, como juntou também a possibilidade de o consumidor desfrutar da cidade. Através de uma rede que envolve 25 parceiros estratégicos ligados à cultura e ao lazer, quem tem ingresso para o evento passa a usufruir de descontos significativos (que chegam aos 50%) em atrações como o Oceanário de Lisboa, o MAAT ou o Quake — Museu do Terramoto. O festival transita assim de um produto focado puramente no entretenimento musical para uma proposta de diferenciação baseada na experiência alargada e integrada com o território, num claro exemplo de branding coletivo com a cidade.

Sabendo que cerca de 60% do público vem de fora da capital, a marca aplicou a estratégia "Torne-se Útil". Ao transformar o bilhete num passaporte de benefícios urbanos, o Rock in Rio adiciona valor real à sua oferta, uma vez que fornece uma ferramenta de conveniência que poupa tempo e trabalho ao participante no planeamento das suas atividades de lazer. Assim, mais do que ver uma banda, o festivaleiro constrói um roteiro pessoal e memorável, permitindo que este crie laços emocionais muito antes e depois dos dias dos concertos.

O impacto desta utilidade ganha ainda mais força quando chega às redes sociais. Ao publicar a sua visita a um espaço cultural através do festival, o utilizador não está apenas a publicitar as marcas envolvidas, está também a afirmar publicamente quem é e o que valoriza perante o seu grupo de amigos. Ao fazê-lo, o utilizador passa de uma transição imediata da passividade, os chamados Lurkers, para uma contribuição ativa através da criação espontânea de User-Generated Content (UGC). Com esta estratégia, o Rock in Rio prova que a publicidade atual mais eficaz é aquela que cria um ecossistema colaborativo. Ao atingir o expoente máximo do customer engagement, o festival transforma o consumidor no maior embaixador do evento e da própria cidade.

"Não Procures Mais Longe": Porque é que o Turismo de Portugal já não nos vende apenas praias?

 Já se aperceberam da nova campanha do Turismo de Portugal?

Esta campanha, conforme destacado na notícia do jornal ECO, foca-se na promoção do turismo interno e é intitulada de "Não Procures Mais Longe. Encontra o teu país", com o intuito de valorizar o bem-estar e a saúde mental. Do ponto de vista estratégico, o grande destaque reside no Branding Emocional e numa forte Experience-Based Differentiation. Em vez de focar a comunicação nos atributos tangíveis dos destinos, como monumentos ou preços, o Turismo de Portugal rebatizou locais reais com base em estados de espírito, focando-se em criar sensações únicas e memoráveis.

Esta tática é claramente visível nos pequenos filmes promocionais lançados no YouTube. No vídeo focado no "Rio Feliz", localizado a 15 km de Portimão, a marca apresenta uma narrativa poética onde o curso da água corre sem pressa para se desaguar no coração do visitante. 

Já no anúncio intitulado "Pertença de Cima", o foco vira-se para o interior alentejano, a 50 km de Beja, apelando ao sentimento de acolhimento e identidade. Isto vai diretamente ao encontro do Inner Glow dos novos consumidores da Geração Net, que procuram cada vez mais "desintoxicar-se do hiperconsumismo" e valorizam o bem-estar e a autenticidade.

Estes conteúdos representam um excelente storytelling de marca, desenhado para gerar o fenómeno do transporte narrativo. Ao cruzar imagens estéticas, sonoridades calmas e textos reflexivos, os anúncios conseguem que os utilizadores façam uma transição rápida da cognição para a emoção, conseguindo gerar empatia e criar profundas conexões, onde o indivíduo incorpora a narrativa na sua própria identidade.

Ao disponibilizar um conteúdo que reflete valores comuns, como a procura pela paz e pela felicidade, a marca acaba por motivar os utilizadores a passarem do mero consumo passivo para a contribuição ativa através de gostos, comentários e partilhas nas redes sociais. Desta forma, o Turismo de Portugal mostra que, no ambiente digital atual, o sucesso de uma campanha é a capacidade de transformar dados geográficos frios em histórias que as pessoas queiram adotar como parte da sua própria identidade e eventualmente partilhar.

Vê mais aqui: https://eco.sapo.pt/2026/05/19/nao-procures-mais-longe-propoe-turismo-de-portugal-em-nova-campanha-para-turismo-interno/

https://youtu.be/wtMVmNTCLAQ?si=ds-N-Kpm3drZvJGg

https://youtu.be/nbuAlTjPKbI?si=ytR_abZ0WdOJtGby

https://youtu.be/FvRERFOtPpQ?si=iYbN_Yz8wrfadrAA

Revolut x Luís Figo: quando a polémica se transforma em campanha

A campanha da Revolut com Luís Figo mostra bem como uma marca pode transformar uma mensagem simples numa narrativa com impacto. Em vez de comunicar apenas as vantagens de uma conta digital, a Revolut pegou num dos momentos mais polémicos do futebol, a transferência de Figo do Barcelona para o Real Madrid, e usou essa memória coletiva para falar sobre mudança.


O mais interessante é que a campanha não depende só do produto. A ideia central está no storytelling: Figo volta a ser associado a uma decisão difícil, polémica e muito comentada, mas desta vez a mudança é apresentada como algo racional e vantajoso. A frase “muda para a Revolut” ganha mais força porque está ligada a uma história que muitas pessoas ainda reconhecem e discutem.

Esta estratégia encaixa bem na lógica da atenção vs zapping. Num contexto em que os consumidores ignoram facilmente a publicidade tradicional, a Revolut conseguiu criar uma campanha que chama a atenção porque mistura futebol, humor, nostalgia e provocação. A marca percebeu que, para ser notada, não basta aparecer; é preciso criar conversa.

No fundo, a campanha mostra como o marketing atual vive muito da capacidade de transformar referências culturais em conteúdo relevante. A Revolut não está apenas a promover uma app financeira, está a usar uma história conhecida para gerar curiosidade, debate e partilha. E talvez seja isso que torna a campanha tão eficaz: todos percebem a mensagem, mesmo antes de se falar diretamente do serviço.

Numa altura em que é tão fácil ignorar publicidade, será que a força desta campanha está na forma como a Revolut transformou uma história conhecida numa conversa capaz de prender a atenção?

Vê aqui o vídeo da campanha

Fontes:

https://sicnoticias.pt/desporto/2026-05-11-luis-figo-assina-pela-revolut-com-campanha-a-lembrar-polemica-transferencia-para-o-real-madrid-0a2b884f
https://as.com/tikitakas/virales/la-intrahistoria-del-fichaje-de-figo-por-revolut-ni-desautorizamos-la-opinion-del-barcelonista-ni-la-del-madridista-f202605-n/

O que a PSP nos ensina sobre o novo Marketing Digital


Se te dissessem há uns anos atrás que a PSP ia lançar um vídeo a gozar com a ideia de "ligar à ex-namorada às 3h da manhã", provavelmente não acreditavas. Mas foi exatamente isso que eles fizeram na última campanha: "A bebida dá-te ideias estúpidas". A pior é beber e conduzir!".

No vídeo, um homem no bar ouve o álcool a dar-lhe uma ideia brilhante: ir de mota à casa da ex-namorada para fazer uma cena romântica de filme. No fim, vem o aviso sério.

E o que é que isto tem a ver com o digital? Tudo. 

Hoje em dia, o maior erro na internet é comunicar de forma cinzenta e paternalista. As pessoas ignoram anúncios que parecem lições de moral. A PSP percebeu isso e usou o humor para fazer as pessoas pararem o scroll. Pegaram numa piada que toda a gente conhece para passar uma mensagem super séria de forma leve.

Isto é a prova de que, no web marketing atual, já não resulta falar de cima para baixo. Para captar a atenção e fazer o conteúdo ser partilhado, até a polícia tem de se tornar mais humana e falar a linguagem da internet.

Fontes:

https://marketeer.sapo.pt/a-bebida-da-te-ideias-estupidas-psp-lanca-campanha-dirigida-a-geracao-z-assinada-pela-coming-soon/

https://eco.sapo.pt/2026/04/06/a-bebida-da-te-ideias-estupidas-diz-a-psp-em-campanha-da-coming-soon/


Beats x Lamine Yamal: basta aparecer na pessoa certa

 Nos últimos dias, Lamine Yamal, jovem jogador do Barcelona e uma das figuras mais mediáticas do futebol atual, fez uma publicação no Instagram com um possível novo modelo da Beats, que ainda não foi lançado oficialmente. Os headphones não eram o foco principal da fotografia. Surgiam quase como um acessório de moda, mas suficientemente visíveis para chamarem a atenção.

                

O que torna este caso interessante é precisamente a forma como o produto apareceu. Não apareceu como um anúncio óbvio, mas como um detalhe no estilo de alguém que tem muita atenção mediática neste momento.

A partir daí, a ideia é claramente deixar o “bichinho” sobre o produto, criar curiosidade e fazer com que as pessoas comecem a especular antes mesmo do lançamento oficial. Quem repara nos headphones quer perceber se são novos, se já estão à venda, qual é o preço, etc. E, sem ter uma apresentação formal, o produto começa a ser falado...

Na minha opinião, esta estratégia funciona porque não parece tão forçada como um anúncio tradicional. Em vez de a marca dizer diretamente “temos uns headphones novos”, dá a sensação de que o público descobriu algo antes do lançamento. Isso torna o momento mais natural e até mais interessante para quem acompanha.

Claro que também existe um certo risco ao comunicar desta forma tão subtil, uma vez que a marca não controla totalmente aquilo que as pessoas vão interpretar. Umas podem reparar no produto, outras no estilo, outras apenas na pessoa. 

No fundo, este exemplo mostra como algumas marcas conseguem gerar curiosidade antes mesmo de apresentarem oficialmente um produto. Em vez de centrarem tudo num lançamento tradicional, deixam um detalhe aparecer na pessoa certa e esperam que a internet faça o resto.


Fonte: https://www.t3.com/tech/headphones/beats-headphones-lamine-yamal-teaser-0526

Juvenal e o Licor Beirão: Quando uma marca tradicional se mantém relevante no meio digital

O marketing digital não serve apenas para a venda de produtos ou serviços online. Serve também para manter marcas tradicionais a par das novas tendências no meio virtual. Nos dias de hoje, uma grande parte da relação entre as marcas e o público-alvo acontece nas plataformas digitais, nomeadamente nas redes sociais. Assim, de modo a evitar o risco de ser percecionada como uma marca destinada a públicos mais velhos, a Licor Beirão decidiu apostar num vídeo curto, em formato de storytelling e com humor, aproximando-se de públicos mais jovens. O desafio aqui está em manter a sua notoriedade e reputação, ao mesmo tempo que se adapta a estas novas formas de consumo digital.


Na campanha, a Licor Beirão utiliza uma personagem, o Juvenal, para criar uma história humorística à volta do licor. O objetivo é demonstrar a suavidade do licor, apresentando-a como uma alternativa mais agradável e fácil de beber em comparação com outras bebidas mais fortes, como o whisky.

Na minha opinião, esta campanha conseguiu manter esse equilíbrio. A Licor Beirão não tenta passar-se por uma marca completamente nova e modernizada, mas pretende demonstrar que continua relevante no contexto digital. A marca mantém a sua identidade tradicional, mas adapta a forma como comunica aos canais digitais e ao tipo de conteúdo que hoje gera mais atenção.

Desta forma, a campanha pode ser vista como um exemplo de branded content, uma vez que a marca não promove diretamente o produto, mas cria uma pequena narrativa humoristica à sua volta. Isto faz com que aumente a probabilidade de o conteúdo ser visto, comentado e partilhado, modernizando a imagem da marca.

Spotify Wrapped: quando os dados se transformam em identidade digital

O Spotify Wrapped é mais do que uma retrospetiva musical anual. A campanha pretende abordar o fenómeno de autorrepresentação digital, ou seja, a forma como utilizadores constroem a sua identidade nas redes sociais. Ao partilharem os artistas e músicas mais ouvidas, os utilizadores não estão apenas a partilhar dados/estatísticas, mas sim, a comunicar os seus gostos e a expor a sua personalidade.

Desta forma, faz sentido que, para celebrar os 20 anos da plataforma, o Spotify tenha lançado a campanha: Spotify 20- Your Party of the Years. Ao contrário do Wrapped normal, que se foca no comportamento musical específico a esse ano, esta campanha mostra dados de longa data, como por exemplo qual a primeira música que o utilizador ouviu ou o número de músicas ouvidas desde sempre.

A proeza desta campanha, bem como o Wrapp anual, está na forma como a empresa consegue transformar dados nus e crus em histórias pessoais. Os dados fornecidos passam a ser elementos da narrativa individual do utilizador. Este sente que está a partilhar parte da sua vida, quando, ao mesmo tempo, está a divulgar a empresa gratuitamente.

É aqui que entra o branding emocional pois o Spotify não é apenas um serviço de streaming, para o utilizador. Ele associa-se às memórias, às fases da vida e gostos pessoais deste, utilizando a nostalgia como uma ferramenta que desperta as emoções e reforça a ligação afetiva à plataforma.

O sucesso do Wrapped e do Spotify 20 demonstra que, no marketing digital, os dados podem ter um impacto pessoal quando são transformados em histórias. Fica a questão: quando partilhamos o nosso Wrapped, estamos cientes que estamps a partilhar a nossa identidade e ao mesmo tempo a fazer publicidade gratuita para a plataforma?

Para os curiosos, a campanha ainda está disponível neste link: spotify.com/20


Fontes

https://www.theverge.com/entertainment/928395/spotify-20th-anniversary-wrapped-recap

https://newsroom.spotify.com/2026-05-12/spotify-20-personal-music-retrospective/

Ferrari Luce: quando a controvérsia se transforma em notoriedade

Poucos lançamentos automóveis recentes geraram tanta discussão nas redes sociais como o novo Ferrari Luce. Independentemente da opinião de cada um sobre o design do modelo, uma coisa parece evidente: a Ferrari conseguiu colocar o automóvel no centro da conversa digital.


Curiosamente, grande parte da atenção não surgiu devido à potência, autonomia ou características técnicas. O debate aconteceu sobretudo em torno da aparência do veículo. As redes sociais rapidamente se encheram de comentários, memes, vídeos de reação e comparações com outros modelos de outras marcas. Em poucos dias, o Luce tornou-se um dos temas mais discutidos entre fãs da Ferrari, entusiastas automóveis e até pessoas que normalmente não acompanham o setor.


A controvérsia ganhou ainda mais dimensão quando Luca Cordero di Montezemolo, antigo presidente da Ferrari, criticou duramente o modelo, defendendo que o Luce poderia colocar em causa o “mito” construído pela marca ao longo de décadas e sugerindo mesmo que o Cavallino Rampante fosse retirado do carro. De forma particularmente irónica, terá ainda afirmado que este seria provavelmente o único Ferrari que os chineses não iriam copiar, uma observação que acabou por alimentar ainda mais a discussão em torno do modelo.

Do ponto de vista do Web Marketing, este caso é particularmente interessante porque demonstra o poder do word-of-mouth digital. Quando os consumidores passam a comentar, partilhar e discutir espontaneamente um produto, a notoriedade da marca aumenta significativamente sem necessidade de investimento publicitário adicional. Mais do que falar do automóvel, milhares de utilizadores passaram a falar da própria Ferrari, ampliando a visibilidade da marca através das redes sociais. O próprio consumidor torna-se amplificador da mensagem.

Este fenómeno aproxima-se dos conceitos de consumidor participativo e word-of-mouth digital abordados na unidade curricular de Web Marketing e Comércio Eletrónico, onde os utilizadores deixam de ser apenas recetores da comunicação para passarem também a influenciar a perceção pública das marcas.

A questão que fica é saber se a controvérsia foi apenas uma consequência do lançamento ou se, num contexto onde a atenção é cada vez mais disputada, a Ferrari sabia que uma proposta estética mais disruptiva dificilmente passaria despercebida. Afinal, numa economia digital onde a atenção é um recurso escasso, ser ignorado pode representar um risco maior para uma marca do que gerar opiniões divergentes.

Este caso evidencia também um dos grandes desafios do marketing atual: até que ponto uma marca premium como a Ferrari deve preservar a sua identidade tradicional e até que ponto deve arriscar para se manter relevante junto de novos públicos? Em alguns casos, a controvérsia pode reforçar a notoriedade e manter a marca no centro da conversa; noutros, pode afetar a perceção de valor junto dos consumidores mais fiéis.

Pelo volume de memes que vi, fiquei com a sensação de que até o Papa Leão XIV terá franzido a testa quando viu o Luce pela primeira vez 😄


No fundo, o caso do Ferrari Luce mostra que, na era digital, a atenção se tornou um dos ativos mais valiosos para qualquer marca. E, goste-se ou não do resultado final, poucas pessoas ficaram indiferentes ao lançamento.

Na vossa opinião, uma marca premium como a Ferrari deve privilegiar a continuidade da sua identidade visual ou arriscar propostas mais disruptivas para gerar notoriedade e discussão nas redes sociais?

Fonte:

https://www.ferrari.com/en-EN/auto/ferrari-luce

https://www.razaoautomovel.com/noticias/arranque-a-frio-ferrari-luce-sem-simbolo-podia-ser-outra-marca/

https://pt.euronews.com/video/2026/05/27/papa-leao-xiv-experimenta-novo-supercarro-eletrico-luce-da-ferrari

https://www.acp.pt/o-clube/revista-acp/eletricos/detalhe/ex-lider-da-ferrari-critica-modelo-eletrico-luce

O lado menos visível do web marketing: a perspetiva de quem produz

Recentemente decidi concretizar um sonho que já tinha há algum tempo: começar a explorar o mundo da criação de conteúdos digitais.

O processo coloca-me numa posição de descoberta. Como funciona, que conteúdos, que target, qual o objetivo, são algumas questões com que me deparo.

Sei que o meu desejo se orienta num caminho que enquadre a temática, lifestyle & travel, porque é aquilo que mais reflete a forma como vivo neste momento, até porque vou fazer uma solo trip para a Roménia de um mês e meio, o que acaba por me dar ainda mais material e inspiração para criar conteúdos.

Se antes via sobretudo as marcas, as grandes campanhas e os casos virais. Hoje dou maior relevância à produção e conteúdo.

Do ponto de vista do web marketing, há uma diferença enorme entre consumir conteúdo e produzi-lo. Quando estamos do lado de fora, tudo parece mais simples, um vídeo viral, um post com engagement, uma campanha bem conseguida. Mas quando passamos para o outro lado, percebemos que existe muito mais.

Criar conteúdo implica lidar constantemente com tentativa e erro. Nem sempre o que gostamos de fazer é o que resulta melhor, nem sempre o que achamos mais criativo é o que o algoritmo valoriza, e nem sempre o esforço se traduz em alcance. Há uma aprendizagem constante entre consistência, adaptação e autenticidade.

Outro desafio é perceber o equilíbrio entre estratégia e naturalidade. No fundo, estamos sempre entre duas coisas, pensar como criadores e pensar como “marketing”. E isso faz com que, muitas vezes, o processo seja menos espontâneo do que parece visto de fora.

Hoje, quando olho para o web marketing, já não consigo vê-lo apenas do lado das marcas ou das campanhas virais. Vejo também o lado dos criadores, que são cada vez mais parte ativa deste ecossistema digital e que ajudam a moldar aquilo que se torna tendência ou não.

Estou a começar, por isso, be kind. Neste momento tenho feito sobretudo vlogs para o TikTok, mas a ideia é começar também a produzir vídeos mais extensos para o YouTube, onde vou explicar todo o processo e organização da minha solo trip para a Roménia. No entanto, isso vai ficar para depois da época de exames.

O que posso garantir é que todos os dias, publico um vlog do dia anterior no TikTok, juntamente com pelo menos mais um vídeo de conteúdo diversificado ao longo do dia.

Se quiseres acompanhar este processo, tens aqui um link onde vais encontrar todas as minhas redes sociais: https://bio.site/daniela__lacerda


Lisboa, Santos e um Excel

Podia ser o início de uma anedota, mas não é. É apenas a história de como um lisboeta de gema, que vive o mês dos Santos ao máximo, criou um calendário das festas de Lisboa, agora disponível para todos, digitalmente.

Lisboa vive os Santos Populares com muito afinco. As festas começam um mês antes, com vários arraias espalhados pela cidade, cada bairro a querer fazer melhor figura que o vizinho. São inúmeros os espetáculos, todos comunicados individualmente e de forma dispersa. Cartazes no bairro, posts soltos nas redes sociais, stories que desaparecem em 24 horas. Informação com fartura, mas sem organização nenhuma.

Na ausência de um calendário universal, o Bruno criou o “Excel dos Santos”.


O que é um Excel tem a ver com o digital? Aparentemente, nada! Não fosse o Bruno ter partilhado o ficheiro no Google Drive, com um link acessível a todos. E esse simples gesto transformou uma folha de cálculo na bíblia do lisboeta, a base de dados que ajuda a decidir a que arraial ir, em que dia e em que bairro.  

O sucesso explica-se de forma simples: havia uma necessidade clara. A informação existia, mas estava desorganizada. O Bruno fez aquilo que muitas marcas tentam fazer: agregar valor organizando informação dispersa. O Excel começou a ser partilhado no WhatsApp. Um grupo enviou a outro, que enviou a outro, que enviou a outro. E, sem campanha paga, sem influencers, e sem plano de meios, tornou-se viral.

E é aqui que esta história deixa de ser apenas um documento de Excel e se torna num exemplo de sucesso no digital. O “Excel dos Santos” é:

  • Marketing de conteúdo: criou-se conteúdo útil, relevante e que muitos querem ver;
  • Customer pain point: resposta a uma dor do consumidor, a de encontrar informação centralizada;
  • Word of Mouth: viralidade orgânica, impulsionada pelo mundo digital.

E para o autor do Excel este tornou-se também uma fonte de rendimento. O Bruno canalizou a atenção que conseguiu com o “Excel dos Santos” e cresceu no Instagram e no TikTok. E o crescimento orgânico, trouxe oportunidades de parcerias. Marcas como o Lidl e a Super Bock, principais patrocinadores das festas, quiseram associar-se, assim como o cantor Chico da Tina. E nem a Câmara de Lisboa ficou imune, juntou-se e facilitou contactos com juntas de freguesia.


O caso do “Excel do Santos” mostra algo muito simples: antes de qualquer estratégia, está a proposta de valor. Sem a mesma, não há orçamento que salve. Procurar ideias complexas nem sempre é a solução. O que faz a diferença é identificar uma necessidade real e criar uma solução que responda a essa necessidade. 


Fonte: Bruno Braga

sábado, 6 de junho de 2026

“Pedigree Caramelo”: como storytelling e nutrição funcionam como estratégia de webmarketing

O vídeo abaixo “Pedigree Caramelo”, da AlmapBBDO para Pedigree (Mars), usa o cachorro caramelo como um símbolo afetivo para criar identificação imediata. Esse tipo de construção lembra diretamente estratégias de webmarketing: onde, primeiro você chama atenção com uma ideia visual e emocional forte (algo fácil de reconhecer e compartilhar) e, depois, conduz o público para uma mensagem mais objetiva aqui, ligada ao cuidado diário do seu cão, deste modo, o video faz a ligação entre a importância do cachorro caramelo, por ser um animal sem raça definida, para o cuidado do mesmo, atrav+es dos produtos de uma marca reconhecida, dando um tratamento igual como se fosse para um cão de raça “definida”. 

Fonte: Pedigree Brasil

Na lógica do marketing digital, a peça funciona como uma transição do “interesse” para a “intenção”. Ao destacar a ração da marca Pedigree dentro do contexto do cuidado, o vídeo ajuda o tutor a conectar nutrição com rotina, transformando um elemento do dia a dia em valor percebido. É como no funil: o storytelling aquece a mensagem e prepara o terreno para a marca virar opção na hora da decisão.

No fim, “Pedigree Caramelo” pode ser comparado a uma jornada bem planejada: emoção para gerar conexão clara para orientar a escolha. Quando a alimentação aparece como parte do que significa cuidar, a mensagem fica mais prática e consistente com o cotidiano, exatamente o que costuma sustentar resultados em campanhas orientadas por comportamento e decisão. 

Para concluir, o video também me chamou a atenção quando o autor faz um apelo para que, as pessoas adotem os cães que moram na rua, dando a eles um oportunidade de ter uma vida melhor. Então, adotem um caozinho em vez de comprar. 


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=DPkNPN6FduQ&list=PPSV 


Taylor Swift, Toy Story e o marketing das pistas

A nova campanha em torno da música da Taylor Swift para o novo filme do Toy Story é um exemplo interessante de como o marketing digital atual já não depende apenas de anúncios diretos. No caso desta artista, cada lançamento transforma-se quase num jogo de investigação coletiva. Os fãs não ficam apenas à espera da música: analisam roupas, cores, datas, emojis, publicações de amigos, aparições públicas e até pequenos detalhes deixados por pessoas próximas da artista.

Como fã da Taylor Swift, ou "swiftie", confesso que esta estratégia me chama particularmente a atenção. Parte da experiência de acompanhar Taylor Swift passa precisamente por tentar descobrir pistas escondidas, teorias e possíveis significados antes de qualquer confirmação oficial. Isto faz com que os fãs não sejam apenas consumidores da música, mas participantes ativos da campanha.




Esta estratégia está muito ligada à forma como Taylor Swift construiu a sua marca ao longo dos anos. A artista é conhecida por usar easter eggs, ou seja, pistas escondidas que antecipam músicas, álbuns, colaborações ou fases da sua carreira. Muitas vezes, essas pistas não aparecem apenas nas suas próprias redes sociais. Podem surgir através de videoclipes, entrevistas, fotografias, letras de músicas, celebridades próximas, equipas criativas, marcas parceiras ou até pequenos gestos aparentemente inocentes. Isto faz com que os fãs sintam que existe sempre uma mensagem escondida para decifrar.

O mais interessante é que esta lógica cria uma espécie de “teoria da conspiração” positiva em torno da artista. Os fãs juntam pistas, criam hipóteses, fazem vídeos no TikTok, threads no X, posts no Instagram e comentários em massa. Mesmo antes de existir uma confirmação oficial, a campanha já está a acontecer, porque a própria comunidade se encarrega de espalhar e interpretar os sinais.

Podemos relacionar este caso com o earned media. A Disney, a Pixar e a própria Taylor Swift não precisam de explicar tudo apenas através de publicidade paga, porque os fãs fazem grande parte da divulgação de forma espontânea. Cada teoria, vídeo ou comentário aumenta a visibilidade da campanha sem que a marca tenha de controlar diretamente toda a comunicação. Outro conceito importante é o UGC. Os fãs produzem vídeos, montagens, análises e publicações a tentar decifrar as pistas. Esse conteúdo, criado pelos próprios utilizadores, prolonga a vida da campanha e faz com que o tema continue a circular nas redes sociais. A campanha deixa de ser apenas uma mensagem enviada pela marca e passa a ser uma conversa construída pela comunidade.

Na minha opinião, esta campanha é eficaz porque entende muito bem o comportamento digital atual. As pessoas não querem apenas receber informação; querem participar, descobrir, comentar e sentir que fazem parte de algo maior. Taylor Swift domina essa lógica como poucas figuras públicas. Ela transforma pequenos detalhes em conversa global e faz com que os fãs funcionem quase como promotores da campanha.

E talvez seja por isso que eu gosto tanto de a acompanhar: mesmo quando é “só” uma música para um filme, parece sempre que há qualquer coisa escondida para descobrir. Como swiftie, acabo por entrar no jogo sem dar por isso - e acho que é exatamente aí que está a força dela.

No fim, eu sei que a Taylor Swift divide opiniões e que há muita gente que não é fã. Mas acho que, goste-se ou não, é preciso dar o braço a torcer: aquilo que ela faz, faz muito bem. Afinal, quantas artistas conseguem transformar uma simples pista numa campanha inteira?



O Efeito "Benito" em Portugal - Marketing em Tempo Real

Se estiveram atentos às redes sociais nos últimos dias, de certeza que se depararam com uma invasão de "Benito". A visita recente do Bad Bunny a Portugal não deixou apenas os fãs em êxtase; também fez com que o mercado do marketing digital mudasse rapidamente. As marcas aproveitaram para se associarem à cultura pop e utilizarem as letras, as músicas e os memes do artista porto-riquenho. 

Mas afinal, porque é que isto resulta? Para começar, o consumidor de hoje mudou. Ele agora é um "nómada urbano", está sempre em movimento, controla tudo o que vê e odeia a publicidade tradicional. Vivemos num mundo cheio de imagens e publicidade, onde quase toda a gente usa bloqueadores de publicidade ou simplesmente ignora os anúncios. A atenção é um bem cada vez mais valioso. É aí que a genialidade dos posts da Super Bock e da Delta Cafés se destaca. Ao adaptarem o verso "Debí tirar más fotos" para "Debí tirar más copos" ou "Debí tomar más bicas", estas marcas conseguiram ultrapassar o bloqueio. Não tentaram vender nada de forma agressiva, como acontece nas estratégias push. Em vez disso, usaram o humor e uma tendência que já estava na cabeça de toda a gente para ganhar a atenção e garantir relevância.

Isto também nos ajuda a entender como funcionam os três meios digitais mais importantes, ou seja, os meios que uma marca controla, os meios em que paga para aparecer e os meios que aparecem espontaneamente. O Bad Bunny, sozinho, gera milhões de euros em publicidade paga. Mas marcas como a Vodafone e o Pingo Doce não precisaram de lhe pagar nada para aproveitar a onda. Elas usaram as suas próprias páginas do Instagram (Owned Media) de forma muito rápida. Este tipo de marketing permite criar conteúdos com custos mínimos e rapidez máxima, reagindo ao que está a acontecer no próprio dia. Qual é o resultado ? Os fãs acharam tanta piada que começaram a partilhar, a comentar e a enviar as publicações aos amigos. Este passa palavra digital transforma-se em Earned Media e as marcas tiveram publicidade gratuita, espontânea e muito credível, porque foram os próprios utilizadores que espalharam a mensagem.


A Vodafone teve uma ideia brilhante. Como muitas pessoas que vão a um concerto ficam sem espaço para guardar fotos, a empresa criou um anúncio com o trocadilho "Debi tirar menos fotos" para promover o Google One. Já o Pingo Doce recriou a famosa "casita" amarela dos visuais do cantor para promover os seus gelados. Isto mostra que, para o marketing digital funcionar, é preciso que a marca e o contexto do cliente sejam perfeitamente adequados. Quando a publicidade se transforma numa experiência divertida e numa piada partilhada, o consumidor deixa de sentir que lhe estão a tentar empurrar um produto. A marca torna-se tão interessante e integrada no nosso dia a dia que somos nós que queremos interagir com ela. A febre do Bad Bunny em Portugal mostra que o marketing moderno não precisa de orçamentos gigantescos. Estão atentos ao que as pessoas dizem na internet, tornando a comunicação mais humana e criando laços emocionais verdadeiros. As marcas que conseguem transformar um concerto num "meme" que se adapta perfeitamente ao seu negócio deixam de ser apenas empresas frias e passam a fazer parte da nossa comunidade.

Eu fiquei com FOMO por não ter ido, e vocês?

https://www.instagram.com/p/DYzw7AnjEDw/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

sexta-feira, 5 de junho de 2026

The Lego Movie: In-game advertising levado ao extremo.

Já todos nos deparámos com in-game advertising e com anúncios intrusivos durantes filmes na televisão, mas o que aconteceria se se juntassem estes dois estilos de publicidade e se fossem levados ao limite? Foi esta cadeia de pensamento que levou à criação do “Lego: O Filme” em 2014 que foi, essencialmente, um anúncio de 1h30 a brinquedos de plástico. Filmes em que um dos principais objetivos era publicidade não eram novidade, pois a intenção de publicitar uma gama de brinquedos tie-in que seria lançada ao mesmo tempo do filme era a estratégia dominante desde a década de 1990.

Adicionalmente, com um nome tão excessivamente genérico, qualquer um pensaria que este filme seria apenas um “cash-grab” de esforço mínimo de um nome reconhecível para levar as crianças (e os pais) ao cinema, como muitas outras marcas fizeram antes e depois deste filme.

No entanto, apesar das expectativas mínimas, o filme da Lego foi muito bem-sucedido, com uma receita de 470 milhões de dólares em bilhetes para apenas 60 milhões de dólares em orçamento.

De facto, foi tão bem-sucedido que um dos principais concorrentes da Lego, a PlayMobil, lançaria o seu próprio filme, “PlayMobil: O Filme”, em 2019, seguindo o mesmo estil do filme da Lego. No entanto, este filmefoi um fracasso na bilheteira, faturando apenas 16 milhões de dólares para um orçamento de 40 milhões.

Tendo isto em conta, o que causou o sucesso do filme Lego e o que causou o fracasso do filme Playmobil? Ultimamente, tal como qualquer anúncio que siga o estilo de “storytelling”, o sucesso está na qualidade e na capacidade de contar história em si, e qualquer pessoa que tenha visto o filme comenta de como bem escrito e atuado o filme foi, com a mistura de um eventos absurdos e cómicos que escondem um enredo simples mas surpreendente relacionável e genuíno que marcaria todos os projetos cinematográficos futuros da Lego.


Fontes:

Ratings de “Lego: O Filme”: https://www.imdb.com/title/tt1490017/

Dados Financeiro de “Lego: O Filme”: https://www.boxofficemojo.com/title/tt1490017/

Ratings de “Playmobil: O Filme”: https://www.imdb.com/title/tt4199898/

Dados Financeiros de “Playmobil: O Filme”: https://www.the-numbers.com/movie/Playmobil-(2019)#tab=summary

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Um perfume de croissant? Sim, aconteceu!

Quando vi que a Lidl, nos Estados Unidos, tinha lançado um perfume de croissant, achei que era uma brincadeira. Mas aconteceu mesmo.

A campanha chamava-se "Eau de Croissant" e foi inspirada nos famosos croissants da pastelaria da Lidl, que eu já associo quase automaticamente à marca e acredito que muitos consumidores também. Não é por acaso que escolheram este produto.


O mais interessante é que a Lidl pegou num produto simples e barato e tratou-o como sendo um produto de luxo. Deu-lhe um nome francês, criou um frasco especial, fez uma edição limitada e levou tudo para o Instagram.

Afinal de contas, ninguém espera que uma cadeia de supermercados lance uma fragrância inspirada num produto de pastelaria. E é precisamente esse contraste que torna a campanha tão diferenciada.

A campanha também não foi lançada como uma venda tradicional. Funcionou através de um giveaway no Instagram, o que reforçou ainda mais a lógica de interação. Não era possível simplesmente comprá-lo em loja. Para participar, era preciso:

  • seguir a página @lidlus no Instagram;
  • identificar uma pessoa nos comentários;
  • partilhar o post nos stories para ter uma hipótese extra de ganhar.

Ou seja, a campanha foi pensada para pôr as pessoas a interagir, comentar e espalhar a ideia. O perfume acabou por ser quase um pretexto, pois o verdadeiro objetivo parecia estar na conversa criada à volta da marca.

Na minha opinião, a campanha resultou porque não tentou vender luxo. Usou apenas a linguagem do luxo para valorizar algo banal e familiar. No fundo, a Lidl pegou num croissant, que já fazia parte da experiência de muitos consumidores com a marca, e transformou-o em conteúdo digital.

E, sinceramente, mesmo sendo uma ideia estranha, despertou-me curiosidade. Não sei se queria usar um perfume de croissant no dia a dia, mas fiquei claramente com vontade de perceber como é que algo assim cheira. E talvez seja aí que a campanha funciona tão bem, ao conseguir transformar o absurdo em atenção.

A Lidl criou uma ideia inesperada, fácil de partilhar e suficientemente diferente para fazer as pessoas parar e comentar. No fundo, é uma forma criativa de gerar conversa, mesmo que essa conversa dure apenas alguns dias.


Fonte: https://www.foodandwine.com/lidl-eau-de-croissant-perfume-11861351

domingo, 31 de maio de 2026

O macaco que conquistou a internet: como o IKEA se tornou viral com Punch

Num ambiente digital onde as tendências surgem e desaparecem rapidamente, muitas marcas aproveitam os fenómenos virais para aumentar a sua visibilidade. Um exemplo recente disso foi o caso do pequeno macaco Punch, que acabou por colocar o IKEA no centro de uma das histórias mais partilhadas nas redes sociais em 2026.

Punch é um pequeno macaco que vive no Ichikawa City Zoo, no Japão. Depois de ter sido rejeitado pela mãe, os tratadores deram-lhe um peluche do IKEA para lhe proporcionar conforto. O peluche, que era um orangotango da coleção Djungelskog, começou a ser visto por Punch como se fosse uma espécie de "figura maternal" e começou a aparecer em vídeos onde o macaco o abraçava constantemente.


Rapidamente, começaram a circular nas redes sociais imagens e vídeos (com milhões de visualizações) onde a história emocionou milhares de pessoas em todo o mundo, que passaram a partilhar os vídeos e a comentar a relação inesperada entre o macaco e o peluche. Com a popularidade crescente, o peluche tornou-se extremamente procurado, e em vários países, esgotou rapidamente do IKEA e chegou a ser vendido em plataformas de revenda online, a preços superiores ao original.

Após esta história ficar viral, o IKEA reagiu nas redes sociais em vários paises, utilizando este caso como uma ferramenta de marketing. Esta resposta rápida mostra como muitas empresas procuram adaptar-se a acontecimentos virais e aproveitar momentos inesperados que surgem na internet. No entanto, a situação também gerou alguma polémica. Alguns utilizadores questionaram até que ponto é adequado transformar uma situação emocional envolvendo um animal num fenómeno de marketing, levantando questões éticas sobre a exploração comercial de histórias sensíveis.

Este caso demonstra bem o poder das redes sociais no marketing digital atual. Um momento inesperado pode transformar-se rapidamente numa tendência global, influenciando não só a visibilidade de uma marca, mas também o comportamento de compra dos consumidores.

E para vocês, será que as marcas devem aproveitar fenómenos virais como este para comunicar com o público, ou existe um limite quando se trata de histórias mais sensíveis?


Fontes:

https://www.reuters.com/world/asia-pacific/abandoned-baby-monkey-finds-comfort-stuffed-orangutan-charming-zoo-visitors-2026-02-20/

https://www.euronews.com/culture/2026/02/20/how-an-abandoned-plush-loving-macaque-became-the-most-beloved-monkey-on-the-internet

https://www.japantimes.co.jp/news/2026/02/20/japan/abandoned-baby-monkey-stuffed-orangutan/

https://www.businessinsider.com/punch-sad-viral-tiktok-monkey-ikea-plush-djungelskog-orangutan-2026-2

https://parade.com/news/viral-punch-monkeys-stuffed-orangutan-selling-hundreds-ebay-ikea-sells-out

https://www.abs-cbn.com/news/world/2026/2/24/ikea-sells-out-viral-orangutan-plushie-favored-by-punch-the-abandoned-monkey-1531

https://www.natureworldnews.com/articles/72733/20260227/peta-condemns-viral-baby-monkey-punchs-zoo-conditions-ikeas-stuffed-orangutan-toy-sells-out.htm