Consolas, Laptops, Computadores, Internet, Redes Sociais, Comércio Electrónico, Plasmas, Televisão por Cabo, Cd´s, Pen Disks, Telemóveis, Mp3/4`s, GPS´s; estes pequenos exemplos, recordados em poucos segundos, são uma pequena fracção de algumas invenções, entre milhares de outras possíveis, que marcaram grande parte do meu crescimento e desenvolvimento intelectuais.
Toda esta gama de produtos representa a evolução de um paradigma “materialista” a que eu assisti/o e com o qual coopero, indirecta e inconscientemente, todos os dias, “materialismo” este que reforça e molda sentimentos, ambições, desde o primeiro momento da existência de cada um/a de Nós; tudo isto, com os seus prós e contras.
Ao reflectir sobre alguns conteúdos da Unidade Curricular de Web Marketing e Comércio Electrónico, ao escrever este pequeno excerto em frente ao meu laptop, ao ter lido o jornal via Web, ao ouvir músicas ou ver vídeos no Youtube, e ao participar em algumas Redes Sociais em simultâneo, por exemplo, penso em como seria viver em tempos mais longínquos, com outro tipo de produtos, de “ambições”, de “sentimentos”… inesperadamente, este devaneio foi interrompido pela tecnologia (navegação na internet), onde visualizei um vídeo (final do texto) obrado por uma Amiga – Teresa Costa Milheiro – que me faz, neste preciso momento, pensar em como é que, daqui a muito anos (espero Eu), recordarei as minhas emoções, etapas e momentos de vida, e atitudes lendo, de vez em quando, alguns dos meus diários anuais que, possivelmente, serão electrónicos.
Élio Fonseca
A nostalgia do momento que já passou e a saudade de uns olhos tristes que recordam o que não volta mais a não ser na memória.
ResponderEliminarMuito bonito, este video Linhas da Vida e o sentimento que nos pode transmitir de forma tão singela.
Não sei se de facto o nosso diário electrónico se perderá no turbilhão do mundo on-line. Ou se não o recordariamos melhor ao le-lo nas entrelinhas da nossa escrita e no tremer da caneta.
No final será uma pena se ficarmos perdidos no mundo digital, sem qualquer possibilidade de retornar das nossas etéreas memórias.
Obrigada.
Cara Dina Cunha,
ResponderEliminarMuito bem, obrigado pelo Contributo.
Élio Fonseca
Cada vez me convenço mais de que quanto mais reféns ficamos, voluntaria e involuntariamente, consciente e inconscientemente, como bem disseste, das novas tecnologias, mais vontade temos de nos ver livres delas.
ResponderEliminarNão defendo a ideia de uma negação perante as novas tecnologias e rejeito o ideal romântico e bucólico de que “amor e uma cabana” são o suficiente para sermos felizes, até porque a tecnologia também salva vidas.
Contudo, ao mesmo tempo, questiono o porquê da necessidade de se tentar introduzir alta tecnologia em tudo o que se faz na vida. Muitas vezes desnecessária e despropositadamente.
Penso que cabe a cada um de nós reflectir acerca dos benefícios e malefícios de se estar constantemente “ligado às máquinas”.
Esta é uma reflexão um tanto ou quanto filosófica, mas essencial.
Sem dúvida que é complicado imaginarmo-nos num mundo totalmente diferente daquele que conhecemos hoje. No entanto, existem certos aspectos que me fazem querer que esta revolução tecnológica a que assistimos faz com que a verdadeira essência do ser humano seja um pouco esquecida.
ResponderEliminarFalo de sentimentos, emoções , vivências e experiências que agora pouco se valorizam pelo facto de estarmos rodeado de tecnologia.
Até a simples acção de nos encontrarmos com amigos num café chega a ser substituída por uma conversa no msn ou no facebook. Acaba por ser um pouco rídiculo pensar no que as pessoas abdicam pela comodidade das novas tecnologias