quarta-feira, 25 de março de 2026

Oysho running club - do e-commerce às comunidades

 

A Oysho começou como uma marca de lingerie, mas agora já é quase tão popular como a Nike ou a Adidas. A Oysho Running Club é uma comunidade de corrida criada pela Oysho, onde quem quiser pode juntar-se a ela para correr em várias cidades da Europa. Numa altura em que a corrida está na moda, a Oysho destaca-se porque, para além de as pessoas quererem comprar as roupas que os corredores usam, também querem fazer parte de uma comunidade e ir a um evento social, sair de casa, fazer algo diferente e conhecer pessoas novas. No e-commerce, a relação entre a marca e o consumidor é praticamente inexistente. O consumidor acede ao site, escolhe o que quer e faz a compra. No running club, as pessoas encontram-se pessoalmente e criam laços emocionais, não só entre si, mas também com a marca. Isto faz com que a marca pareça mais humana. Para além disso, faz parcerias com outras marcas, por exemplo, com o Street Smash Burger. No dia 21 de marco, no fim da corrida, toda a gente foi comer smash burgers. Isto pode parecer contraditório, mas é brilhante, pois remete para a sensação de equilíbrio.


Na minha opinião, as marcas ganham muito quando conseguem tornar marketing e publicidade em experiências, mostrando que se importam com o consumidor, que querem mantê-lo e não só vender por vender. Além disso, não só os influencers que são contratados para publicitarem estes encontros, mas também todas as outras pessoas postam nas redes sociais que foram ao running club e publicitam a marca, gratuitamente, oque ainda dá mais credibilidade à marca.
A Oysho não está só a vender roupa de desporto, criou uma comunidade e lealdade junto dos consumidores. Quem já participou num running club? Eu já entrei no mundo da corrida, e vocês? Quem sabe um dia vamos todos fazer um treino com eles.

3 comentários:

  1. Muito boa análise! O caso da Oysho é o exemplo perfeito de como uma marca de retalho pode deixar de ser um mero fornecedor de produtos e transformar-se num impulsionador de experiências sociais. Ao retirar as pessoas do ambiente funcional do comércio eletrónico e levá-las a praticar um desporto, a marca estabelece laços que vão para além da transação comercial.

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  2. Olá, Joana.
    O teu post é muito interessante! Gosto de como demonstraste que a Oysho não se limita a vender roupa de desporto, mas cria momentos que transformam a experiência do consumidor. O Running Club é um exemplo claro de como a marca consegue misturar lifestyle, socialização e bem-estar, tornando-se mais próxima e “humana” para quem participa.
    Achei especialmente relevante a forma como destacaste o impacto das parcerias e das publicações espontâneas nas redes sociais, é fascinante ver como uma experiência local pode gerar visibilidade e autenticidade digital ao mesmo tempo.
    Na minha perspetiva, iniciativas assim mostram que o verdadeiro valor de uma marca hoje não está apenas no produto, mas nas memórias e ligações que cria. Se bem executadas, estas experiências podem transformar consumidores em verdadeiros embaixadores da marca.

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  3. Acho o exemplo muito interessante, sobretudo porque mostra uma tendência que vai além do marketing: a tentativa das marcas de ocuparem espaço na vida pessoal dos consumidores. No caso da Oysho, não estão só a criar uma comunidade, estão a integrar-se diretamente nos hábitos e rotinas das pessoas.

    No entanto, também levanta uma questão curiosa: até que ponto estas comunidades são realmente “orgânicas” e até que ponto são estrategicamente construídas para reforçar a dependência emocional à marca? Ou seja, será que o consumidor está lá pela corrida… ou pela marca?

    De qualquer forma, é inegável que este tipo de iniciativas cria uma ligação muito mais forte do que o e-commerce tradicional.

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