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sábado, 16 de maio de 2026

Fiat: humor, identidade e publicidade memorável

Hoje ao rever alguns anúncios antigos e mais recentes da Fiat, percebi como a marca conseguiu manter uma identidade de comunicação muito própria ao longo do tempo. Mesmo com anuncios separados em 10 anos, com as mudanças no setor automóvel e com a integração no grupo Stellantis, a Fiat parece continuar fiel a uma linguagem criativa, leve e facilmente memorável.

Talvez por também ter um Fiat 500 de 2018, acabo por olhar para todas as campanhas com alguma nostalgia. O Fiat 500 sempre foi mais do que um simples citadino: é um carro com personalidade, com uma estética muito própria e com uma ligação emocional forte à história da marca.

Um primeiro exemplo interessante é o anúncio “Fiat 500S - Tested for Bad Boys”, onde a marca transforma uma situação improvável e humorística numa demonstração indireta da resistência do carro. No anúncio, uma discussão acesa leva uma mulher a descarregar a sua fúria no Fiat 500 de um homem, batendo-lhe com a mala e até dando pontapés no automóvel. A reviravolta está no facto de a Fiat apresentar esta situação como algo que os seus engenheiros já tinham antecipado e testado. Ou seja, em vez de comunicar a robustez do carro através de dados técnicos, a marca usa humor, exagero e storytelling para tornar essa mensagem muito mais memorável.


Um segundo exemplo, mais recentemente já no contexto Stellantis, a Fiat continua a apostar numa comunicação criativa e emocional, mas agora mais adaptada ao consumo rápido de conteúdos digitais. O segundo anúncio, criado há cerca de dois meses para assinalar o lançamento do recente Fiat 500 híbrido, apresenta uma narrativa bastante divertida e simbólica: Roberto sai de casa no seu novo Fiat 500 com a esposa, que lhe pergunta quem ficou a fazer o trabalho. Ele responde que ficou o “Roberto 1.0”. Pelo caminho, Roberto encontra esse robot humanoide “1.0” dentro de outro Fiat 500 e pergunta-lhe quem ficou a trabalhar. O robot responde que criou o “Roberto 2.0” para continuar o trabalho. A situação repete-se sucessivamente até surgir a “Roberta”, uma robot humanoide feminina que também não ficou a trabalhar: saiu no seu 500 para ir às compras e buscar o cão.


A essência do segundo anúncio está precisamente nessa ideia: até os próprios robots acabam por se apaixonar pela experiência de conduzir o novo Fiat 500e (hibrido) que tem caixa manual e não são puramente carros eletricos, pelo que preferem criar versões mais recentes deles próprios para que alguém continue a trabalhar em casa do Roberto, enquanto aproveitam a vida, os passeios e os pequenos momentos associados ao automóvel. O mais engraçado é que os humanoides acabam por reproduzir comportamentos tipicamente humanos e italianos, incluindo o clássico gesto italiano com a mão. 

No final como não podia deixar de ser, a assinatura “From Italy with amore” reforça precisamente esta componente emocional, descontraída e quase romântica da marca.

Do ponto de vista do Web Marketing, estes dois exemplos mostram que a publicidade automóvel não precisa de depender apenas de argumentos técnicos como potência, autonomia, consumo ou tecnologia. A Fiat aposta antes numa comunicação baseada em humor, storytelling e personalidade de marca.

Para mim, este tipo de conteúdo tende a funcionar muito bem no ambiente digital porque é fácil de consumir, fácil de recordar e facilmente partilhável nas redes sociais. Num contexto em que a atenção do consumidor é cada vez mais reduzida, campanhas criativas e emocionalmente reconhecíveis acabam por gerar muito mais engagement do que publicidade excessivamente técnica.

No fundo, a Fiat mostra mais uma vez, como nos tem vindo a habituar com os seus anúncios, que uma marca, mesmo pertencendo agora ao conglomerado Stellantis, pode evoluir sem perder totalmente a sua essência. Os formatos mudam, os canais evoluem, os grupos automóveis detentores das marcas fundem-se e o consumidor tornou-se mais digital, mas o humor, a criatividade e a capacidade de contar histórias continuam a ser ferramentas extremamente poderosas no marketing, em particular no caso da Fiat.

Na vossa opinião, as marcas automóveis ainda conseguem criar campanhas verdadeiramente memoráveis através do humor e do storytelling, ou o marketing atual está demasiado focado em tecnologia, performance e consumo rápido de conteúdos?

Fontes: 

https://www.youtube.com/watch?v=3YBhftZSlbM

https://www.youtube.com/watch?v=E2IZyHgkSeI

https://www.fiat.pt/modelos/500

El Corte Inglés: quando o retalho físico tenta reinventar-se no digital

Durante muitos anos, o El Corte Inglés foi visto como um símbolo do retalho físico tradicional. As grandes lojas, a variedade de departamentos, o atendimento personalizado e a experiência presencial sempre fizeram parte da identidade da marca. No entanto, com a crescente digitalização do consumo e o aumento das compras online, a empresa teve de responder a um desafio comum a muitos retalhistas históricos: a redução das visitas às lojas físicas e a necessidade de criar uma experiência mais integrada entre o online e o offline.

Embora tenha entrado relativamente tarde no comércio eletrónico, o El Corte Inglés conseguiu aproveitar uma das suas principais forças, que é a experiência de serviço e atenção ao cliente. Em vez de olhar para o digital como uma ameaça à loja física, a marca procurou aproximar os dois mundos, permitindo ao cliente pesquisar online, comprar através do website ou da app, escolher entrega ao domicílio ou optar pelo sistema Click & Collect, recolhendo a encomenda em loja. Desta forma, mantém uma relação contínua com a marca em vários pontos de contacto.


Um outro exemplo interessante desta lógica de conveniência já existia nas próprias lojas físicas através da chamada “Carta de Compras”. Este serviço permite que o cliente faça compras em diferentes departamentos sem ter de transportar todos os artigos durante a visita. As compras ficam associadas a uma carta e podem ser recolhidas mais tarde no piso de entregas ou recolha. Além disso, o cliente pode solicitar serviços complementares, como o embrulho de alguns artigos para oferta, algo particularmente útil nas compras de Natal.

Na prática, este modelo reduz fricção na experiência de compra e torna a visita à loja mais cómoda. O cliente circula livremente, continua a comprar em vários departamentos e só recolhe os artigos no final. Esta lógica mostra que o El Corte Inglés já trabalhava há muito tempo uma ideia de serviço integrado, mesmo antes de o conceito de omnicanalidade se tornar tão comum no retalho moderno.


Do ponto de vista do Web Marketing e do Comércio Eletrónico, o caso do El Corte Inglés é interessante porque mostra que o futuro do retalho não passa necessariamente por substituir a loja física pelo digital. Pelo contrário, passa por ligar melhor os canais "off" e "on", criando uma experiência contínua, conveniente e coerente para o consumidor.

A possibilidade de comprar online e recolher em loja reforça precisamente esta lógica omnicanal: o cliente beneficia da conveniência do digital, mas mantém o contacto com o espaço físico da marca. Ao mesmo tempo, a loja continua a ter um papel importante, não apenas como local de venda, mas também como ponto de apoio, recolha, confiança e relação com o cliente.

Hoje, o consumidor já não quer escolher entre comprar online ou comprar em loja. Quer pesquisar onde for mais fácil, comprar quando for mais conveniente e receber ou recolher da forma que melhor se adapta ao seu dia a dia. Nesse sentido, o desafio das marcas está em eliminar barreiras entre canais e transformar cada ponto de contacto numa parte da mesma jornada de compra.

No fundo, o El Corte Inglés mostra que o retalho tradicional pode continuar relevante quando consegue transformar a sua experiência de serviço numa vantagem também digital.

Na vossa opinião, marcas tradicionais que nasceram com formato de retalho físico, como o El Corte Inglés, ainda conseguem diferenciar-se pela experiência de serviço, ou o consumidor atual valoriza cada vez mais sobretudo preço, rapidez e conveniência digital?

Fontes:

https://www.elcorteingles.pt/welcome-tourists/pt/lisboa/services/handsfree-shopping/

https://www.elcorteingles.pt/info/click-collect/

https://www.elcorteingles.pt/ajuda/pt/envio-e-recolha/servicos-de-recolha/click-and-collect/

https://www.elcorteingles.pt/info/click-car/

Peugeot 206: quando um anúncio se transforma em memória coletiva

Arrisco-me a dizer que quase todos já vimos, mais do que uma vez, este anúncio do Peugeot 206. Lançado no início dos anos 2000, numa altura em que a Peugeot procurava reforçar uma imagem mais moderna, sem perder o histórico e o “pedigree” da marca, marcado por modelos míticos como o 205, este anúncio conseguiu traduzir muito bem essa ambição.

A publicidade da Peugeot 206, conhecida como “The Sculptor”, continua a ser um excelente exemplo de como uma marca consegue criar impacto sem depender apenas de argumentos técnicos sobre o produto. Em vez de apresentar o carro através de características como potência, consumo ou preço, a Peugeot construiu uma pequena história visual, simples e memorável, centrada no desejo de ter aquele automóvel.


O anúncio mostra um jovem que, ao ver o Peugeot 206, decide transformar artesanalmente o seu carro antigo numa versão improvisada do modelo. A ideia é exagerada, divertida e pouco realista, mas é precisamente isso que a torna eficaz. O foco não está apenas no automóvel, mas na forma como a marca consegue despertar aspiração, humor e identificação.

Do ponto de vista do Web Marketing, este anúncio continua relevante porque demonstra a força do storytelling e do conteúdo partilhável. Embora tenha sido criado antes da explosão atual das redes sociais, o vídeo continua a circular em plataformas como Facebook, YouTube e Instagram, funcionando quase como conteúdo viral. Isto mostra que uma boa ideia criativa pode prolongar a vida útil de uma campanha muito para além do seu lançamento original.

Este caso também ajuda a perceber que nem todo o marketing digital nasce no digital. Um anúncio pensado inicialmente para televisão pode ganhar uma nova vida online quando tem características que favorecem a partilha: é curto, visual, emocional, fácil de compreender e provoca uma reação. Neste sentido, a Peugeot conseguiu criar uma campanha com forte capacidade de "word-of-mouth", antes mesmo de este conceito estar tão associado às redes sociais.

Na minha opinião, este anúncio representa uma fase muito própria da Peugeot, em que a marca comunicava de forma criativa, jovem e emocional, mantendo uma identidade muito clara. Antes da integração no grupo Stellantis, a Peugeot parecia ter uma personalidade de comunicação mais autónoma e reconhecível, algo que este anúncio simboliza muito bem.

No fundo, “The Sculptor” mostra que a publicidade mais eficaz nem sempre é a que explica mais, mas sim a que fica na memória, e numa era em que a atenção é um bem escasso, essa talvez seja uma das maiores conquistas de uma marca.

Ainda hoje não consigo tirar aquela música indie da cabeça e atrevo-me a dizer que esta continua a ser uma das melhores publicidades automóveis alguma vez criadas.

Não é por mero acaso que o carro usado na publicidade ainda hoje é associado ao Musée de L’Aventure Peugeot, como símbolo da criatividade e da identidade da marca.


Na vossa opinião, as campanhas publicitárias atuais ainda conseguem criar este nível de ligação emocional e memorabilidade, ou o marketing digital moderno tornou-se demasiado rápido e descartável?

Fontes:

https://www.youtube.com/watch?v=wpqSvrjZsrU

https://laventure-association.com/en/evenement/peugeot-adventure-on-screen-at-laventure-peugeot-museum/

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Seminário "E-commerce - Do Clique à Fidelização"

Na sequência do Seminário "E-commerce - Do Clique à Fidelização" realizado esta 6a feira, gostaria de agradecer a presença e a colaboração de todos os presentes, sem os quais não seria possível desenvolver com sucesso este tipo de iniciativas. Espero que o Seminário tenha correspondido às expectativas!


sexta-feira, 17 de abril de 2026

Airbnb Experiences: a nova forma de intermediar experiências

 Quando pensamos no Airbnb, associamos imediatamente ao alojamento. No entanto, nos últimos anos, a marca tem vindo a expandir o seu modelo para além das casas, apostando também nas chamadas Airbnb Experiences.

Através desta funcionalidade, a plataforma permite que qualquer pessoa possa oferecer atividades como visitas guiadas, aulas de cozinha, workshops ou experiências culturais. Desta forma, o Airbnb passa a intermediar não só a estadia, mas também a forma como os turistas vivem o destino.

Este modelo é um exemplo claro de intermediação digital, onde a plataforma cria valor ao ligar diretamente dois lados do mercado: quem oferece a experiência e quem a procura. O mais interessante é que o Airbnb não é dono de nenhum destes serviços - limita-se a facilitar o contacto, gerir a plataforma e garantir confiança entre as partes.

Algumas das experiências disponíveis mostram bem até onde este conceito pode ir. Desde atividades como “ser sereia por um dia” - onde os participantes podem vestir uma cauda, aprender a nadar como sereia e até fazer sessões fotográficas temáticas - esculpir madeira com motosserras ou até criar joias com o próprio ADN, o Airbnb transforma atividades inesperadas em produtos turísticos. Existem também experiências como sessões onde se aprendem técnicas de sobrevivência em Porto Rico, como abrir cocos sem faca ou construir abrigos. Mais recentemente, a plataforma tem também apostado em experiências exclusivas e curadas, reforçando a ideia de que já não se trata apenas de viajar, mas de viver algo único e partilhável.
No meio de tantas opções, já quase parece normal encontrar atividades que nunca imaginaríamos experimentar… até começarmos a considerar seriamente fazer uma delas.



Por um lado, isto pode ser visto como uma forma de democratizar o acesso ao mercado, permitindo que qualquer pessoa monetize conhecimentos ou atividades. Por outro, também levanta algumas questões. Ao substituir intermediários tradicionais, como agências ou operadores turísticos, o Airbnb está a simplificar o processo… ou apenas a criar um novo tipo de dependência da plataforma?

Na minha opinião, este caso mostra como o marketing e o e-commerce estão cada vez mais ligados à criação de ecossistemas completos. O Airbnb já não vende apenas alojamento, vende uma experiência integrada, onde tudo acontece dentro da mesma plataforma.

Confesso que, ao ver algumas destas experiências na app, é fácil ficar com vontade de experimentar algo “diferente” e, no meio de tantas opções inesperadas, a ideia de passar um dia como sereia não parece assim tão descabida. Isto mostra bem como a plataforma não só intermedeia, mas também influencia o comportamento do consumidor.

No fundo, o Airbnb não vende casas nem experiências, vende acesso a pessoas.

E vocês, o que acham? Já experimentaram alguma destas experiências ou gostariam de experimentar alguma? 

Fontes: 

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Zara abre a sua maior loja do mundo com o objetivo de colmatar a distância entre o online e o offline

Abriu no início deste mês de abril, em Madrid, a maior e mais moderna loja Zara do mundo. O novo espaço possui nove mil metros quadrados e está instalado no Edifício España, no coração da capital espanhola. A Zara vai testar novas funcionalidades neste local, sendo o principal objetivo colmatar, o mais possível, o fosso entre o online e o offline.

Todo o espaço está equipado com tecnologia de ponta e insere-se na estratégia da Inditex de ter lojas maiores e com melhores equipamentos tecnológicos. Entre as principais novidades desta loja estão a espaçosa área de self-checkout e o serviço Pay&Go, para compras sem dinheiro, onde os clientes podem pagar por telemóvel a partir de qualquer lugar da loja, através da digitalização dos códigos QR das peças de roupa. 

A nova aplicação da marca também permite que os consumidores reservem um provador ou um produto com antecedência e as devoluções são agora possíveis de efetuar sem ter de esperar por um membro do staff. Para além disto, ao entrar na loja, os visitantes podem ver um mapa detalhado do espaço no seu smartphone e, se estiverem à procura de uma peça de roupa em particular, o mapa mostra onde está localizada na loja. 


Esta loja Zara apresenta novas secções, incluindo um corner de beleza, uma secção desportiva e, pela primeira vez numa loja física, uma secção de lingerie, que até agora apenas estava disponível online. Esta forte ligação ao digital é refletida no layout da loja, em que quase metade de toda a área de superfície não é espaço comercial, mas sim ocupada por um grande armazém que é usado tanto para a loja física como para o e-commerce. 

A loja está dividida em quatro pisos, onde estarão as diferentes secções da marca. Na cave fica a secção infantil e um armazém para reabastecimento. A secção feminina fica no primeiro e segundo pisos, onde também se encontram a Zara Beauty e a área online, com um silo robótico que consegue entregar até 1500 pedidos. A secção de homem ocupa o terceiro andar, juntamente com a Zara Home, que tem um novo conceito. 

Tal como temos vindo a estudar nas aulas, as marcas tendem a apostar cada vez mais nesta estratégia de omnicanal (ou omnichannel), com uma ligação mais forte entre o online e o offline, tendo em vista a melhoria da experiência do consumidor. 


Fontes:

https://grandeconsumo-com.cdn.ampproject.org/c/s/grandeconsumo.com/zara-abre-a-sua-maior-e-mais-moderna-loja-do-mundo/amp/

https://www.dinheirovivo.pt/empresas/ja-abriu-a-maior-zara-do-mundo-14753993.html


quarta-feira, 3 de março de 2021

Live Commerce | Live Streaming E-commerce

Uma das apostas para 2021 e para os próximos anos é também o Live Commerce. As tendências tecnológicas já começavam a apontar para esse caminho, mas dado as drásticas alterações no último ano devido a pandemia, a competitividade online tem ficado cada vez maior.

O Live Commerce tem como proposta a venda/divulgação online em direto através de streaming, criando uma aproximação com da marca com o seu público-alvo. O live commerce certamente não é uma ferramenta fácil e requer das organizações uma estratégia definida, pois o fato de apresentadores e/ou vendedores estarem em contato direto com público ao vivo requer uma produção e organização definida, mas certamente pode ser uma excelente ferramenta para trazer a marca para próximo do consumidor novamente.

Essa tendência já tem apresentando grande sucesso na China e deve ganhar maior destaque ao redor do mundo em 2021 e nos próximos anos. As estratégias adotadas pelas empresas começam a ser diversas e podem funcionar tanto para o e-commerce de forma ampla como para estratégias de posicionamento de marca em pareceria com celebridades.



Em Portugal, a MEO já tem um cronograma estruturado de apresentações de produtos e serviços para o seus clientes, no site da empresa é possível conferir horários e apresentações programadas, além de poder conversar com vendedores individualmente em direto, é possível conferir aqui.




sábado, 20 de fevereiro de 2021

Roupas usadas ganham destaque no comércio eletrônico


O crescimento das vendas online de itens usados vem sendo apontado como uma grande tendência para os próximos anos. Já não é de hoje que plataformas como OLX e o próprio Marketplace do Facebook chamam a atenção e movimentam grandes quantias do mercado digital. Agora, a indústria da moda começa a ganhar destaque e posicionamento no que também pode ser chamado de re-commerce.

Dados apresentados pela ThredUP mostram que em 2018 o mercado de moda em 2a mão movimentou US$ 24 bilhões nos Estados Unidos, enquanto o mercado de fast fashion movimentou US$ 35 bilhões no mesmo ano. O estudo prevê que até 2028 o comércio de roupas usadas deve ultrapassar a indústria de fast fashion nos Estados Unidos.

Essa nova tendência tem aberto espaço para novos empreendimentos online, inclusive o mercado de de moda de luxo. A startup Vestiaire Collective, responsável pelo marketplace de roupas usadas e direcionada para o mercado de luxo, arrecadou em 2020 €59 milhões em investimentos, evidenciando a relevância dessa nova tendência.

Importante destacar que essa nova tendência esta diretamente relacionada com a Geração Z, também conhecido como centennials, estes agora começam a ter poder de compra e decisão e os seus hábitos de consumo devem impactar o mercado para as próximas décadas. Breves características desta geração, como a preocupação com o meio ambiente, procedência e responsabilidades das empresas e o tipo de produtos que consomem (ex. consumo de biológicos) devem modificar o mercado nos próximos anos, abrindo espaço para novas propostas de negócios.

Aqui é possível visualizar a pesquisa de 2020 completa sobre o mercado de usados realizado pela ThredUP: 2020 Resale Report

Confira também esse vídeo sobre o tema:



Quais outros mercados de usados ou de temas similares que vem sendo impulsionados pelas novas tendências de consumo vocês tem visto surgir no mercado? E alguma aposta de novas oportunidades para o futuro?

Fonte 1
Fonte 2
Fonte 3