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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Netflix, uma pessoa ou uma marca?

A Netflix é uma das plataformas de streaming mais utilizadas do momento e durante a quarentena tornou-se a melhor amiga da população. Porém, esta tornou-se a melhor amiga dos consumidores não só através do facto de os ajudar a passar o tempo ao utilizarem o seu serviço, mas também porque é vista como uma pessoa real nas redes sociais, principalmente no Instagram e no Twitter.

A antropomorfização das marcas, isto é, as marcas parecerem quase como humanas é uma tendência muito atual e muito potenciada pelos canais digitais que pode gerar um engagement junto dos consumidores.

Então, a marca Netflix utiliza uma estratégia de criação de relações através da antroprofização. Uma vez que as pessoas desconfiam das marcas e preferem a opinião dos seus pares, a Netflix faz um enorme esforço para gerar intimidade e proximidade com os seus seguidores. A marca dialoga com os eles como se fosse uma pessoa, propõem-lhes desafios e escreve na primeira pessoa. Tudo isto com um enorme sentido de humor e uma dose de ironia.

"Não vou escolher, vou ver tudo."

"O meu foi aquele em que ele levou as calças especiais para o trabalho, claro." 

"E mesmo assim continuo a dormir..." 

"Fico toda arrepiada só de ver essas carinhas lindas do meu bando preferido! LCDP chega dia 3 de abril!"

Como podem ver através dos exemplos, ao lermos as descrições e observarmos as imagens quase que nos esquecemos que a Netflix não é uma pessoa, mas sim uma marca! Também vos costuma acontecer isto ou é só a mim?

Fontes: https://www.instagram.com/netflixpt/