sábado, 5 de junho de 2010

E-commerce: Yunit

Cada vez é maior o nº de empresas que estão atentas à evolução do mercado, que revela uma crescente utilização da internet em compras. os hábitos dos portugueses estão a mudar e é na internet que vão pesquisar informação sobre produtos e serviços antes de os comprarem, mesmo que acabem por não os adquirir online. Assim, é vital para a sobrevivência das empresas que estas estejam presentes nas redes.

Neste sentido surgiu a Yunit. Esta empresa, que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos, para além da criação de sites, disponibiliza outros serviços complementares para garantir o seu sucesso.

A Yunit proporciona um serviço à medida das preferências e da carteira do cliente. O cliente pode optar por um de dois pacotes base que são oferecidos actualmente pela empresa: Y-Start e Y-Catalogue. Ambos são constituidos pela criação do site, 2 horas de manutenção e contas de email personalizadas, diferindo nas quantidades e nos serviços adicionais.

Para além disso, a Yunit está tenta ao facto de mais do que ter um site, ser importante a sua visibilidade aquando das pesquisas na internet. Assim, a Yunit oferece também garantia de um determinado nº de visitas a curto prazo, publicidade de Google AdWords e campanhas de webmarketing. Está também disponível o serviço de apoio a clientes para qualquer dúvida.

Para a Yunit "a diferenciação passa pelos serviços a disponibilizar no site, pelo webdesign, pela credibilidade do parceiro a quem vai entregar a apresentação da sua empresa ao "mundo", pela segurança no serviço prestado ao longo dos tempos" (pmelink.pt)

Actualmente, a Yunit está em campanha de lançamento até 31 Dezembro pelo que, na aquisição de um dos pacotes, oferece a primeira anuidade, um voucher de Google AdWords, 2 horas de manutenção e desconto na aquisição de campanhas de webmarketing. Para adquirir este produto, os clientes podes dirigir-se a uma agência da CGD ou encomendar online. Em ambos os casos, os métodos de pagamento aceites são cartão de crédito e crédito pessoal ao consumo.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Blogs que inspiram o mundo da moda


O mundo da moda é um mundo onde arte e negócio se cruzam, onde as tendências são fugazes e eternas ao mesmo tempo. Pensamos em termos como estações, tendências ou looks, criatividade e imitação, alta costura ou fast-fashion. Tendemos a adaptar as nossas escolhas de roupa à moda actual, seja de forma mais ou menos consciente. Isto porque somos influenciados pelos padrões de beleza que nos rodeiam. O que vestimos é uma forma de expressão e isso raramente é deixado ao acaso.

Embora a indústria da moda seja um “sector tradicional” ela não está imune às inovações tecnológicas, muito pelo contrário, ela está intimamente ligada a tudo o que é novo e desenvolve-se em torno às inovações.
Mas quem define as tendências?
Claro está que as inspirações dos grandes estilistas são uma parte integral na definição de tendências…contudo, talvez tão ou mais importantes como os criadores são os difusores. Até agora os media tradicionais, principalmente as revistas especializadas, têm ocupado esse lugar, garantindo que os editores das grandes revistas como uma Vogue, Elle e companhia ocupassem as filas dianteiras nas passagens de modelo de todas as marcas. Era através da sua análise que o mundo ia tendo o primeiro contacto com as novas colecções dos designers. Uma semana depois das passagens de modelo havia a primeira difusão das novas tendências.

Contudo, isto entretanto sofreu algumas alterações. Cada vez mais aparecem caras novas nas filas dianteiras dos desfiles… são os autores dos principais blogs de moda, que dão a conhecer aos seus seguidores o que se passa pelos desfiles durante os mesmos – tendências criadas “on-line”. E isto não é tudo! A influencia dos blogs já começa muito antes de as novas criações chegarem às passagens de modelo. Os próprios estilistas recorrem à informação recolhida por bloggers entusiastas que fornecem informação pesquisada por gosto – uma fonte de informação muito mais fidedigna do que jamais tinha sido possível identificar.

Os bloggers muitas vezes nem jornalistas são, criam os seus blogs por paixão por um tema e por vontade de partilhar as suas opiniões e experiências com os seus leitores, que por sua vez são convidados a comentar o que vêem – a internet torna estas ligações possíveis – tribos que se unem em torno de um tema de eleição.

Claro está que estes novos trendsetters não só chamaram a atenção dos seus leitores, mas também dos média. Inicialmente vistos como concorrência ilegítima e pouco profissional, os bloggers mais famosos ocupam agora as filas dianteiras nas maiores passagens de modelo internacionais. Como é que isto foi possível? Bem, por um lado os bloggers podem dar a sua opinião permanentemente e de imediato – timings de edições mensais ou semanais de revistas já não impactam na sua comunicação -, mais, as publicações são livres de influência de grandes marcas, das quais os media tradicionais dependem por lhes facultarem informação e, mais importante, por pagarem as revistas através da publicidade. Pelo outro lado um blog é feito a medida do blogger, criando um conteúdo autêntico e único, que cria uma comunidade de seguidores livres de comentar o que o blogger lhes apresenta. Last but not least, o blog é gratuito…fashion advice for free…what more could you wish for?

Interessante sera conhecer o desenvolvimento dos fashion blogs no futuro...será que a sua independência das marcas e da publicidade será posta em causa? Será que os blogs de moda complementam ou substituirão os media tradicionais deste sector?
Para quem ficou curioso, deixo algumas sugestões de Fashion blogs (hoje já são tantos que é difícil sugerir só um…):

Internacional:
The Sartorialist; Jak and Jil Blog; Fashionista; Stylebubble; Bryanboy; Denimology; DenimBlog; Fashiontoast; A Continuous Lean; Garance Dore; Fashionising.com; Fashionologie; Go Fug Yourself; MillionLooks; My Fashion Life; Omiru; Sea of Shoes

Nacional:
Mariaguedeslisboa; styleitupblogspot; lastminutedreams; Blossom.pt/blog; chiclisboa; misscarmoavantchanel

Não se esqueçam que a maior parte das revistas de moda entretanto também já tem presença online, seja no próprio site ou em blogs.

Redes Sociais

As redes sociais (social networking), em Portugal e no mundo têm crescido imenso. Estas redes implementam fenómenos de passa a palavra de grande dimensão e velocidade, que não seriam possíveis em meios de comunicação tradicional. Cada vez são mais os utilizadores mas cada vez é também maior o nº de redes que aparecem. Por isso, cada vez mais se nota uma quase que especialização de cada site.

Observando o ranking de top sites publicado no site alexa.com verificamos que, no mundo, a rede social mais visitada é o facebook (nº 2 da lista de sites, que para além da página de perfil e dos álbuns oferece também jogos como o popular Farmville). A seguir aparece o twitter (nº 11), seguido pelo myspace (22), orkut (55), e hi5 (84).

Em Portugal, o facebook também aparece em 2º lugar seguido do hi5 (nº7), twitter (22), myspace (36), orkut (58).

Em 2009 a rede social de eleição dos portugueses era o hi5 mas, seguindo a tendência global, este ano o facebook deixou a 9ª posição de sites mais visitados e passou não só a ser a rede social mais utilizada como também o 2º site mais visitado pelos portugueses.

O myspace (powered by Google) que ocupava o ano passado a 32ª posição desceu para a 36ª. Verifica-se um mau posicionamento em termos de tráfego apesar das grandes expectativas desta rede no mercado português. Ainda assim, tem-se acentuado no mercado musical. Muitas são as bandas que adoptam esta rede como o seu site oficial, pela facilidade que apresenta em comportar mp3 e vídeos e a possibilidade de publicitar concertos. Assim, há mais de 300 000 bandas/músicos no myspace. Para isso, basta criar um perfil de músico e aceitar as condições de utilização, passando a poder criar uma lista de reprodução com até 6 músicas (desde que seja o criador ou agente deste) e ter acesso ao painel de artistas (conjunto de estatísticas alargado para ajudar a saber mais sobre os fãs e a actividade em torno do perfil e conteúdos dos utilizadores com perfil de músico). Tendo em conta que algumas empresas como agências de casting procuram novos talentos em portais, o myspace music, ao facilitar a divulgação do trabalho dos músicos, pode abrir portas para o sucesso.

Com o sucesso das bandas/músicos, a rede também aumenta a sua lista de utilizadores (não só os músicos como os fãs), ou seja, aumenta a sua base de dados e o valor ganho em publicidade.

O problema do lagarto

A capacidade de uma empresa em diversificar o seu negócio era vista pelos seus accionistas como uma menos valia que os mercados mais competentes sempre penalizaram. Estudos provavam nas bolsas mais activas e eficazes, como o S&P ou o NASDAQ, que sempre que uma empresa diversificava o seu negócio, para fora das suas competências, quer por criação de unidades de negócio, quer por M&A, o seu valor reduzia. Para o investidor, é certo, esta mudança aumentava o risco e logo, também o seu medo, caindo o valor das acções.

Resumindo, “se sais do teu mercado, lá se vai o teu dinheirinho”, e logo a empresa vale menos.

Ora bem, estou a aprender que isto está a mudar… As teorias relativas aos nichos que as empresas e tecnologia vêm a ocupar, destronando pesadas corporações tem sido alvo de evidente estudo, não tento pelo fenómeno, que penso que sempre ocorreu, mas pela velocidade e dimensão com que ocorre. O mercado está a mudar, e com ele oportunidades de nicho que estas pequenas mas dinâmicas empresas tiveram capacidade de captar.

Mas agora, as maiores também aprenderam a lidar com este fenómeno dos tempos modernos, pelo menos aquelas que se aventuram pelo mundo virtual. São diversos os exemplos que nos surgem… De tal modo que, por exemplo, é nestes nichos que algumas delas vêm concentrados os maiores volumes de receita, caso da Amazon?...

Agora vem a provocação.

Estes efeitos de mercado são tentadores e obrigam à adopção de modelos de gestão assentes em portefólios. Estes nichos são, também, muito vulneráveis, melhor dizendo, são extremamente imprevisíveis (este é um facto, venha quem vier a dizer o contrário…), tanto surgem, como desaparecem, muitas das vezes porque são mal compreendidos como a bolha das “dot com” de finais do século passado.

E este pode ser um desafio e um problema, que pode causar perda de milhões de investimento em negócios construídos sob nichos voláteis. Então têm vantagens as empresas com, digamos, dimensão, que como o lagarto, se perderem parte da cauda, ou mesmo a cauda inteira, conseguem sobreviver. Aqui, o tamanho conta.

E o que é que isto tem a ver com o marketing? Muito. Vai obrigar os homens e mulheres do marketing a manter redobrada atenção a estes nichos de oportunidade sob pena de darem tiros no pé, que lhe levem o corpo todo.

Controlar o nicho, mantendo fortes relações com o consumidor é uma arma que aumentou com o poder de fogo proporcionada pela internet e principalmente com as redes sociais. Aquilo que me parece é que os homens de negócio auxiliados pelos seus endeusados marketers disparam fogo contínuo. Tal como nas Katiuskas soviéticas, não interessa a qualidade do foguete. Vale é a quantidade e o ruído. É assim que é percepcionada relação com o alvo, jogando com todas as opções possíveis: a experiência e o experiencial, o choque e a emoção, a guerrilha e espanto, o impacto e a força. Se isto é mau? Nah… é um espectáculo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Atentado à privacidade? Be afraid, be very afraid... (Parte III)


E afinal, tal como seria de prever, o Facebookcídio não aconteceu!
A maior rede social do mundo conseguiu manter os seus utilizadores que, segundo os últimos números divulgados, atingiam já os 519 milhões a nível mundial, dos quais 2 milhões em Portugal. E mais, a rede continuou a adicionar tráfego este mês.

Entretanto, já um outro grupo de utilizadores se está a tentar mobilizar para que no próximo dia 6 de Junho se faça um boicote à utilização dos serviços do Facebook.
E 41 operadoras europeias de comunicação - como a Telefónica, a Deustche Telekom e a Orange - exigem a actuação da Comissão Europeia contra aquilo que consideram ser a apropriação ilegal por empresas da Internet - como a Google e o Facebook - de informação que viola a privacidade dos cidadãos.

To be continued...
Não percam as cenas dos próximos capítulos...