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segunda-feira, 18 de maio de 2015

EDP é a marca portuguesa mais valiosa

A EDP é a marca portuguesa mais valiosa, de acordo com o estudo anual League Table Valuation Study, elaborado pela Brand Finance.

O BES, marca que entretanto foi descontinuada, foi destronada do primeiro lugar que ocupava no ano passando cedendo a coroa à EDP que, de acordo com o estudo, vale mais do dobro da marca em segundo lugar e é a única a integrar a tabela das 500 marcas globais com maior valor financeiro.

A Galp Energia ocupa o segundo lugar, tendo aumentado o seu valor financeiro apesar de ter registado uma queda no seu valor na bolsa, como relatam os dados presentes no estudo.

Na terceira posição encontra-se o Pingo Doce, logo seguido pelo Millennium BCP e pela Caixa Geral de Depósitos.

No sector da distribuição verifica-se o percurso oposto ao da Galp, com as principais empresas a registarem uma diminuição no seu valor financeiro apesar de apresentaram uma evolução positiva na cotação das suas acções.

Já no sector das telecomunicações, o League Table Valuation Study destaca a Nos que, no primeiro ano de vida, já conseguiu aproximar o seu valor daquele associado às antigas marcas Zon e Optimus. A Meo é, ainda assim, a marca mais forte neste sector, estando em nono lugar.
1 - EDP
2 - Galp Energia
3 - Pingo Doce
4 - Millennium bcp
5 - CGD
6 - Continente
7 - Nos
8 - Cimpor
9 - Meo
10 - Mota Engil
11 - TAP
12 - PT Empresas
13 - Portucel
14 - Jerónimo Martins
15 - BPI
16 - Worten
17 - Super Bock
18 - Efacec
19 - Recheio
20 - Sagres
21 - Sovena

Fonte: http://marketeer.pt/2015/05/14/edp-e-a-marca-portuguesa-mais-valiosa/

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Simplicidade. Um dos segredos para o sucesso da marca

Vivemos numa era de escolhas ilimitadas e de rápida inovação. O ritmo vertiginoso de mudança apresenta desafios para muitas marcas estabelecidas com processos de negócios bem alinhados. Uma nova raça de marcas está a emergir, e está interrompendo o status quo, mudando as expectativas de consumidores e, em muitos casos, redefinindo definições de categoria. Por exemplo, Airbnb não é nem uma empresa de viagens / reserva nem uma empresa de hospitalidade, mas tem o potencial para assumir participação de mercado de ambos.


Melhorar a experiência dos clientes

Então, como são esses desreguladores capazes de entregar simplicidade, oferecendo experiências de mais alto nível as seus clientes?

Capacitar as pessoas. Transferência  do poder, das marcas para os consumidores. Por exemplo, marcas como a Airbnb e VRBO usurparam o poder de hotéis e passaram-no para os residentes locais, permitindo-lhes alugam propriedades sem ficar atolado nos protocolos da indústria tradicionais, muitas vezes complicados.

Reimaginar experiências de marca. Os desreguladores transformam as experiências dos clientes, usualmente banais, em momentos de prazer.

Removendo o atrito. São identificados algumas dificuldades rm peocessos diários dos consumidores, . A Uber ajuda os pedestres que não podem chamar um táxi, enviando-lhes carros diretamente após serem requisitados.

Economia de tempo. Fornecimento de serviços onde e quando eles são mais necessários. FreshDirect salva as pessoas uma viagem para a loja, oferecendo uma experiência de compras de supermercado online. 


O sucesso dessas marcas emergentes pode ser atribuído ao fato de que eles abordam um problema existente e resolvê-lo da maneira mais simples possível, colocando as experiências do consumidor em primeiro lugar. 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Fim dos Táxis e Início da Era das Aplicações Móveis?

Há serviços cada vez mais inovadores que chegam ao nosso país. Um desses serviços dá pelo nome de Uber. 
Para quem não sabe, a Uber permite, através de uma aplicação móvel, contratar um motorista privado inscrito no serviço, ou seja, de forma simples, seria como contratar um táxi através de uma aplicação móvel, num modelo low cost. Vantagens? Poder saber a tarifa antes de entrar no veículo, dividir a tarifa, partilhar o trajeto com família e amigos em tempo real, transações sem dinheiro à vista (ou seja, o pagamento é feito via cartão de crédito), entre outras.


Mas nem tudo são “contos de fadas” e, por isso, a Uber, que começa a ganhar mercado em Portugal, está neste momento a enfrentar uma enorme contestação por parte da ANTRAL (Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros), que representa os taxistas em Portugal. Para a ANTRAL, “o serviço prestado por esta empresa é uma "grave violação no direito europeu e nacional das regras de acesso e exercício da actividade e de concorrência””, refere a notícia do Público.
Assim, entregaram uma petição na Assembleia da República com cerca de 10 mil assinaturas conta a empresa. Tudo isto foi despoletado a partir de uma parceria entre a TAP e a Uber para "facilitar os trajetos entre o aeroporto de Lisboa e a cidade", o que provocou uma reação muito negativa nos taxistas.
“O argumento dos taxistas assenta na Uber não ter alvará para operar no setor dos táxis. A companhia defende-se por não ser uma empresa de transportes, mas apenas um programa que põe condutores e passageiros em contacto.”, refere um artigo da Dinheiro Vivo.
Os taxistas sentiram-se, assim, ameaçados por este novo serviço que parte de uma aplicação para smartphones.

Será que a petição vai surtir efeito? Ou a Uber continuará a ganhar mercado em Portugal? Será a Uber o futuro dos transportes? O que acham desta nova forma de encontrar um meio de transporte, usando uma aplicação móvel?

P.S. Boa Páscoa!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O problema do lagarto

A capacidade de uma empresa em diversificar o seu negócio era vista pelos seus accionistas como uma menos valia que os mercados mais competentes sempre penalizaram. Estudos provavam nas bolsas mais activas e eficazes, como o S&P ou o NASDAQ, que sempre que uma empresa diversificava o seu negócio, para fora das suas competências, quer por criação de unidades de negócio, quer por M&A, o seu valor reduzia. Para o investidor, é certo, esta mudança aumentava o risco e logo, também o seu medo, caindo o valor das acções.

Resumindo, “se sais do teu mercado, lá se vai o teu dinheirinho”, e logo a empresa vale menos.

Ora bem, estou a aprender que isto está a mudar… As teorias relativas aos nichos que as empresas e tecnologia vêm a ocupar, destronando pesadas corporações tem sido alvo de evidente estudo, não tento pelo fenómeno, que penso que sempre ocorreu, mas pela velocidade e dimensão com que ocorre. O mercado está a mudar, e com ele oportunidades de nicho que estas pequenas mas dinâmicas empresas tiveram capacidade de captar.

Mas agora, as maiores também aprenderam a lidar com este fenómeno dos tempos modernos, pelo menos aquelas que se aventuram pelo mundo virtual. São diversos os exemplos que nos surgem… De tal modo que, por exemplo, é nestes nichos que algumas delas vêm concentrados os maiores volumes de receita, caso da Amazon?...

Agora vem a provocação.

Estes efeitos de mercado são tentadores e obrigam à adopção de modelos de gestão assentes em portefólios. Estes nichos são, também, muito vulneráveis, melhor dizendo, são extremamente imprevisíveis (este é um facto, venha quem vier a dizer o contrário…), tanto surgem, como desaparecem, muitas das vezes porque são mal compreendidos como a bolha das “dot com” de finais do século passado.

E este pode ser um desafio e um problema, que pode causar perda de milhões de investimento em negócios construídos sob nichos voláteis. Então têm vantagens as empresas com, digamos, dimensão, que como o lagarto, se perderem parte da cauda, ou mesmo a cauda inteira, conseguem sobreviver. Aqui, o tamanho conta.

E o que é que isto tem a ver com o marketing? Muito. Vai obrigar os homens e mulheres do marketing a manter redobrada atenção a estes nichos de oportunidade sob pena de darem tiros no pé, que lhe levem o corpo todo.

Controlar o nicho, mantendo fortes relações com o consumidor é uma arma que aumentou com o poder de fogo proporcionada pela internet e principalmente com as redes sociais. Aquilo que me parece é que os homens de negócio auxiliados pelos seus endeusados marketers disparam fogo contínuo. Tal como nas Katiuskas soviéticas, não interessa a qualidade do foguete. Vale é a quantidade e o ruído. É assim que é percepcionada relação com o alvo, jogando com todas as opções possíveis: a experiência e o experiencial, o choque e a emoção, a guerrilha e espanto, o impacto e a força. Se isto é mau? Nah… é um espectáculo.