quinta-feira, 11 de junho de 2015

Uma experiência de pagamento diferente

Zapper é uma aplicação móvel que permite efetuar pagamentos no dia-a-dia e também comércio eletrónico. Desde táxis a restaurantes, contas pessoais ou mesmo doações a Zapper permite uma experiência de pagamento simples, rápida e segura. A aplicação funciona através de códigos QR, onde basta fazer o download da aplicação e fazer o scan do código sem qualquer tipo de login ou registo aborrecido. Esta alternativa ao pagamento habitual está a crescer em diversas partes do mundo como EUA, Austrália, UK e outros países da Europa como Suécia, França entre poucos outros.
Neste momento, os serviços que podem adaptar esta possibilidade de pagamento são essencialmente no comércio eletrónico, táxis e restaurantes. No entanto a ideia continua a ser desenvolvida não só a nível geográfico mas também a nível de serviços considerando um próximo passo os hotéis!
A aplicação não só facilita a ação do comprador como a do prestador do serviço, visto que a própria ação do pagamento é mais atrativa.
No entanto, Zapper não é apenas uma forma de pagamento. Por exemplo, um restaurante pode “Criar a sua tribo” ou seja os clientes ao pagar usando a Zapper podem ficar a pertencer aquela tribo de clientes que futuramente serão reconhecidos através da oferta de vouchers atrativos e promoções como forma de agradecimento à sua lealdade.
“Zapper empowers you” é outra das mensagens da marca. No mesmo caso dos restaurantes, o cliente para além de inicialmente poder escolher o restaurante através da aplicação, não tem que esperar pelo funcionário para poder pagar a sua refeição e pode fazê-lo em poucos segundos de uma forma segura. E se estivesse com amigos?! Também não complica pois existe a ferramenta de repartição da conta por todos.



Todos os movimentos do Zapper encontram-se de forma clara na aplicação, correspondendo à transparência e ao painel amigável que o consumidor aprecia.
Na minha opinião a chegada da aplicação a Portugal seria um grande desafio para os portugueses. E na vossa opinião, quais seriam as dificuldades para a Zapper operar em Portugal? 

Apple Music

Pela voz de Tim Cook, a Apple anunciou o lançamento de um novo serviço de streaming: a Apple Music. Segundo a imprensa, este serviço é uma readaptação do Beats, anteriormente adquirido pelo gigante norte-americano.
Além do acesso a vídeo e áudio, o serviço também inclui informação sobre artistas e terá versões adaptadas para Android e IOS, sendo que o lançamento será inicialmente feito para IOS, já no final deste mês.

Como não podia deixar de ser, o serviço permite a partilha nas redes sociais e está integrado com a Siri. A assinatura é anunciada em 9.99$ ou 14.99$ com suporte de mais dispositivos (versão família). Se é indiscutível que a Apple se habituou a revolucionar a forma de fazer e vender tecnologia à escala global, não deixa de ser surpreendente incluir como elemento diferenciador neste serviço uma estação própria de rádio. Ao invés de formato playlist, a rádio será feita ao vivo, difundida a partir de Nova Iorque, Los Angeles e Londres.

Muitas questões estão a surgir nos media, nomeadamente a aceitação (ou não) dos artistas – lembre-se a posição e Taylor Switft no Spotify – mas tudo leva a crer que a vida da concorrência será cada vez mais dificultada. E a Apple já lançou os anúncios publicitários, sendo que aqui partilho os dois que mais gostei: o primeiro explica o conceito da Apple music e mostra um pouco da apresentação gráfica irrepreensível característica da marca; o segundo volta às origens do som, com a Apple a surgir no fim da história, no futuro : “Every great innovation inspires the next. 127 years of sound led to our next great leap in listening: Apple Music”.

 

 

 
E vocês? Ficaram com vontade de experimentar? Ouvi dizer que os três primeiros meses serão de utilização gratuita...!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Foodspotting - Finding Dishes!

A Foodspotting é uma aplicação disponível para Android e iPhone que dá a conhecer aos seus utilizadores locais para consumir um prato específico, como sobremesas, pequenos-almoços, entre outros. Para tal, conta com a participação de consumidores que já tenham usufruído dessas refeições. Ou seja, quem detiver a aplicação não só publica as fotografias referentes ao(s) prato(s) escolhido(s) como também a sua localização. E, podem também ser divulgadas através do Instagram recorrendo à hashtag #foodspotting.




Deste modo, além de ser possível visualizar as fotografias, pode-se selecionar o tipo de comida que se quer, restringindo a sua escolha. Por exemplo, se a escolha for chocolate, basta recorrer à aplicação que esta fornece todos os pratos com esse ingrediente. Assim, é uma maneira de serem os próprios consumidores a divulgarem (quase como se fosse WOM), o que acaba por ser uma forma de publicitação mais credível visto que não obtêm contrapartidas para tal.
E ainda, também é possível conhecer quais são os melhores pratos assim como as opiniões dos denominados foodies, isto é, aquelas pessoas que normalmente experienciam e avaliam todo o tipo de comida.
   


Contudo, apesar de já existir há seis anos, só ganhou notoriedade há dois anos ao ser adquirida por um serviço americano de reservas de restaurantes online, OpenTable. Além disso, o facto de uma comediante americana, Amy Schumer, referir no programa da Ellen Degeneres que a utilizava fez com que começasse a ser mais procurada e utilizada, o que demonstra novamente o poder dos influenciadores perante o seu público-alvo e a sua capacidade de persuasão.

Para muitos, esta é uma maneira de evitar indecisões perante menus complexos e de facilitar o processo de decisão face ás inúmeras ofertas. E vocês, concordam? Utilizariam-na?

Energia até para os herdeiros!

Falecido em abril deste ano, aos 106 anos, Manoel de Oliveira deixou uma última obra. Trata-se do primeiro filme publicitário realizado pelo cineasta portuense.

Inserido na nova campanha da EDP, denomina-se “1 Século de Energia”, e “nasceu do documentário com o mesmo nome, que o realizador assinou e que mostra a sua visão sobre a transformação da energia ao longo do último século, explorando as três formas através das quais a elétrica nacional produz energia: a hídrica, eólica e solar.

Transformações que mudaram a vida de todas as pessoas e que Manoel de Oliveira retrata através da história da sua família e a sua ligação ao setor. O pai foi fundador da central hídrica do Ermal, bem como da pioneira fábrica de lâmpadas “Hércules”. O cineasta cruza esta ideia, com a visão que apresentou em 1932 no seu filme “Hulha Branca”.”

O documentário pode ser visto na sua totalidade em https://1seculodeenergia.edp.pt/, mas fica aqui um cheirinho dos spots publicitários que passam nas televisões nacionais:



No enquadramento desta campanha, a EDP lançou igualmente um concurso que tem como objetivo a atribuição a uma família de 100 anos de eletricidade e gás gratuitos (sim, 100 anos!!)!

Como ganhar?
- É preciso ser cliente EDP Comercial;
- Fazer um vídeo onde os concorrentes "mostrem a excelência da sua família através de uma área/atividade que tenham em comum", por exemplo, cozinharem todos bem, saberem todos cantar ou dançar ou qualquer outro tipo de atividade, desde que seja feita em família;
- Fazer o upload no site da campanha (energia.edp.pt) para serem "sujeitos a votação do público e de um júri";

O vencedor será divulgado a 14 de setembro!

Para quem se pergunta: mas como é que eu vou gastar 100 anos de energia? A resposta é simples: o prémio passa para os seus herdeiros!


Interessados? Vão participar? O que acham desta nova campanha da EDP?

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Tendências Digitais 2015



A Microsoft propõe-se desde 2013 a estudar e publicar as tendências digitais e a evolução do comportamento dos consumidores online. No relatório para 2015, um dos pontos que achei mais interessante foi a classificação dos internautas segundo as motivações para estar online, o “Digital Consumer Needs Model”.
Este modelo define quatro grandes espectros, por sua vez agrupados entre as motivações internas e externas para o comportamento digital:



Dimensão externa:

1.       Exploração – O digital é a porta para exploração do mundo que rodeia o consumidor. As atividades digitais são motivadas ora pela descoberta – experimentação, novos produtos, novas experiências, pesquisa intensiva- ora pela diversão – entretenimento, vídeos, jogos, clips.

2.        Ligação – O digital permite ao consumidor partilhar vivências, sentir-se conectado aos outros. A atividade online pode ser impulsionada pela necessidade de se sentir integrado num grupo - de “togetherness”, o que leva a um maior foco na partilha de opiniões, numa busca pelo sentimento de pertença – ou pela sensação de intimidade – aprofundar de amizades, e relações, com atividades maioritariamente focadas no contacto interpessoal individualizado através de email, chat ou chamadas de vídeo.

Dimensão interna:

1.       Performance – O digital permite o foco total no “eu”, no indivíduo. Este pode ser motivado por status – atividades focam-se no culto da imagem, em atualizações de perfil e atividades em público, ou por conquistas – busca pela performance individual, com as atividades digitais mais alocadas à pesquisa e registo de informação particularmente relevante para o consumidor.

2.       Controlo – O digital é instrumento de controlo das necessidades internas do consumidor. As atividades são influenciadas pela busca de equilíbrio – atividades ligadas à música e conteúdo em streaming – ou pela procura de ordem – gestão da incerteza, atividades mais mecânicas, como por ex. banca, notícias, meteorologia.


Conhecer as motivações psicológicas intrínsecas às atividades online dos consumidores é não só interessante como extremamente útil às empresas, que podem assim ter uma base mais sólida para a recolha de dados. As empresas passam neste contexto a melhor enquadrar comportamentos e melhor prever preferências, dando sentido a tanta interação desenvolvida com os internautas. O relatório é muito interessante e de fácil leitura ( ainda que mesmo resumido fosse demasiado extenso para este espaço) e está disponível online, bem como a versão resumo, em http://advertising.microsoft.com/en/digital-trends.



Mas estou curiosa: Se tivessem que responder ao Survey da Microsoft e enquadrar a vossa motivação online num dos espectros de cada dimensão, quais escolheriam?