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sábado, 18 de maio de 2019

RIP Grumpy Cat

Grumpy Cat era o nome artístico de Tardar Sauce (molho tártaro), gata de uma família americana que nasceu com uma mal-formação que lhe conferia um aspeto rabugento. Tornou-se a gata mais famosa da Internet quando uma foto foi publicada no Reddit em 2012 e inspirou centenas de memes virais que tornaram as redes sociais, desde então, mais cínicas e divertidas.


Estima-se que a dona da gata, Tabatha Bundesen, tenha ganho mais de 100 milhões de dólares em livros, presenças, filmes e merchandising, dos quais 64 milhões apenas nos 2 primeiros anos. A e-shop oficial vende mais de 1000 itens com a sua cara, como peluches, calendários, t-shirts, canecas, etc. Mas nem isso a fazia sorrir.


Em 2013 ganhou o "Meme do ano" na Webby Awards e foi contratada para representante da Friskies. Fez um programa da marca no Youtube "Will Kitty Play With It?" com vários episódios e presenças, desde o "The Today Show" à revista Time.


Ainda nesse ano lançou um livro chamado “Grumpy Cat: A Grumpy Book” e em 2014 o "Grumpy Guide to Life: Observations by Grumpy Cat", que se tornaram best sellers. Em 2016 a Random House Children’s Books adquiriu os direitos de imagem para uma série de 3 outros livros.

Foram lançadas na App Store e na Google Play uma coleção de mini-jogos "Grumpy Cat's Worst Game Ever" e até uma app meteorológica "Grumpy Cat Weather" que permite confirmar a previsão de humor da gata todos os dias.


Em 2014 participou no filme "It’s Hard to be a Cat at Christmas", juntamente com outros felinos populares da Internet. A mensagem do filme era de que os gatos se podiam sentir miseráveis a observar pessoas a desembrulhar presentes, mas os gatos de abrigos tinham uma época natalícia ainda mais difícil; a Friskies prometeu que doaria uma lata de comida húmida por cada visualização. E nem assim a gata se mostrou feliz.


Ainda nesse ano foi alvo de brincadeira numa publicidade da Cheerios e foi a personagem principal de um filme de Natal “Grumpy Cat’s Worst Christmas Ever”.



Em 2015 participou num filme da Buzz Feed para a Friskies e PetSmart para promover o "Grumpy Cat Variety Pack". "Happiness Finds Grumpy Cat" é o título enganoso do filme em que a gata se depara com um cão no supermercado, que é seu fã e se chama "felicidade". Como habitual, ela expressa-se sob a forma de memes e não se mostra entusiasmada.


Também nesse ano foi imortalizada no Madame Tussauds com uma réplica em tamanho real. 

Em 2018 ganhou 701.000 dólares a partir da cedência de direitos de imagem ao "Grumpuccino", uma bebida fria de café da empresa americana Grenade. A empresa utilizou a imagem da gata noutros produtos que não estavam abrangidos pelo acordo e em tribunal o júri acabou por decidir a favor da gata, que continuava a não dar sinais de alegria.









E porque há um meme da gata rabugenta para qualquer situação, sintam-se menos culpados por estarem mal-humorados e divirtam-se com alguns dos mais famosos (e odiáveis) memes:



A Grumpy Cat tinha 8,3 milhões de seguidores no Facebook, 2,7 milhões no Instagram, 1,5 milhões no Twitter e 271.000 no Youtube.

Morreu em casa com complicações de uma infecção urinária na passada terça-feira.

Se ainda restavam dúvidas sobre a forma como a era digital mudou a forma como comunicamos e nos relacionamos, este é um excelente exemplo disso. Questiono-me se gerações mais velhas, mas não tão distantes quanto isso dos millenials (como a dos nossos pais) compreende o impacto que uma gata pode ter na vida de milhares de pessoas com os seus memes, representar investimentos chorudos das marcas, lançar livros, fazer filmes, ganhar julgamentos em tribunal ou até que a sua morte seja notícia em tantos meios de comunicação. 

Conheciam este fenómeno da Internet?

Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Grumpy_Cat
https://metro.co.uk/2019/05/17/30-iconic-grumpy-cat-memes-9586691/
https://metro.co.uk/2019/05/17/grumpy-cat-dies-at-the-age-of-seven-after-falling-ill-9585649/
https://metro.co.uk/2018/01/25/grumpy-cat-wins-500000-payout-coffee-company-using-image-7258907/
https://metro.co.uk/2016/07/25/grumpy-cat-went-sight-seeing-around-london-and-wasnt-having-any-of-it-6027611/
https://www.dailymail.co.uk/news/article-3355483/Purr-fect-imitation-Grumpy-Cat-immortalized-Madame-Tussauds-animatronic-figure.html
https://adage.com/article/digital/remembering-grumpy-cats-prolific-advertising-career-friskies-grumppuccino/2172556
http://newsfeed.time.com/2013/03/22/grumpy-cat-is-not-impressed-by-times-photoshoot/

terça-feira, 2 de abril de 2019

A new type of influencers #DOGGYSTYLE

Cada vez mais os animais de estimação principalmente os cães são considerados parte integrante das famílias. Consequentemente tem-se verificado um maior investimento em todo o tipo de serviços neste mercado dos animais de estimação, este último com um crescimento constante, na medida em que os produtos e serviços oferecidos apresentam cada vez maior variedade e qualidade (acessórios de luxo, festas de aniversário, agências de modelos). Como esperado, é um mercado que de momento gera receitas de valor elevado por se encontrar ainda numa fase inicial em que as taxas de crescimento são mais elevadas.

Um estudo recente da consultora GFK revelou que existe pelo menos um animal de estimação em 54% dos lares portugueses. As famílias portuguesas têm então um maior número de animais de estimação do que crianças. Os cães encontram-se assim em maioria e movimentam negócios que faturam milhões e a oferta não pára de crescer, simultaneamente a pensar no bem estar animal e no conforto dos seus donos.
Nos dias de hoje, já são milhares de cães que, pela quantidade de seguidores e gostos nas redes sociais ganharam o título de “pet influencer”. Para além da receita que advém desses gostos e seguidores, podem ganhar mais ainda se criarem conteúdos para as marcas. E não é só para marcas de comida para animal, como a maior parte das pessoas pensa, mas sim todo o tipo de marcas. Como exemplos abaixo das marcas Scottex, Hush Puppies, Fidelidade e Grand Optical.




Como este mercado cresceu muito depressa, rapidamente ficou lotado e fez com que surgisse um mercado mais de nicho que ajudava estes animais, ou os seus donos.
Um exemplo disso foi o de uma jovem bastante empreendedora, de seu nome Loni Edwards que costumava trabalhar como advogada e não gostava do que fazia até ao dia que deixou esse emprego. Como se sentiu bastante solitária depois disso, decidiu comprar um animal de estimação para lhe fazer companhia. Entusiasmada com a sua nova companhia, decidiu criar uma conta de Instagram próprio da sua cadela, que se chamava “Chloe the Mini Frenchie”, onde começou a publicar fotografias e vídeos do seu dia-a-dia. Em poucos meses atingiu milhares de seguidores, o que demonstrava grande interesse do público em todas as suas publicações, inclusive quando a vestia formalmente para a acompanhar nas reuniões de trabalho ou mesmo quando estava confortável em casa. A cadela transparecia um ar feliz e a personalidade era percetível através das fotografias que lhe tirava e as próprias descrições. Abaixo algumas publicações que demonstram a empatia criada com o público-alvo e o conteúdo das publicações.






Também não passado muito tempo marcas de animais entraram em contacto com a "pet influencer" para enviarem produtos para serem patrocinados e chegaram até a convidá-la para festas de cães, entre muitos outros eventos. Deste modo, a jovem empreendedora começou também, a conhecer outros donos de cães e começou a aperceber-se deste novo mundo de "pet influencers" e do modo de como estava a crescer. 
Neste momento gere uma agência de cães e trabalha com aqueles animais que mais influência têm no mundo. Desempenha também um papel importante no crescimento de algumas marcas, ligando as pessoas às empresas, mantendo relações com ambos e daí recebe comissões.

Supostamente não tem como intenção ajudar cães a ficarem famosos, mas sim apenas aceitar como cliente aquele que já tem um certo número de seguidores, e valorizar mais do que isso, a relação de “engagement” com os seus seguidores por apresentarem conteúdos de boa qualidade.

A verdade é que a maioria das pessoas adora seguir animais de estimação nas suas redes sociais, uma vez que estes influencers são responsáveis pela libertação de endorfinas, chamadas as “hormonas da felicidade”. São adoráveis e fáceis de conectar com as pessoas e, como disse anteriormente, por serem já considerados parte integrante das famílias e ocuparem uma parte importante na vida das pessoas, muitas marcas querem trabalhar com os “pet influencers”, porque querem mostrar uma imagem de que estão alinhados com os valores dos consumidores e que estes últimos adoram os seus cães.

E vocês, o que têm a dizer relativamente a este nicho de mercado? Acham que vai continuar a ter sucesso no futuro?