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domingo, 22 de maio de 2022

83% dos consumidores interessados em comprar através do metaverso

As tecnologias imersivas, como a realidade aumentada e virtual estão na ordem do dia. O nosso blog não é exceção e por isso uma parte das publicações incidem nesta temática. 

Conduzido pela Accenture, o estudo “Meet Me in the Metaverse: The Continuum of Technology and Experience Reshaping Business”, envolveu 11 mil consumidores de 16 países e obteve resultados interessantes.




Algumas das principais conclusões:

  • 64% dos consumidores já compraram um bem virtual ou participaram numa experiência ou serviço virtual (dados referentes ao ano passado);

  • 83% dos inquiridos revelam interesse em realizar compras através do metaverso;

  • 42% dos consumidores revelam já ter visitado um retalhista no mundo virtual para obter aconselhamento, realizar pagamentos ou conhecer uma gama de produtos enquanto compra um bem físico. Nos Millennials, este número sobe para 51%;

  • 55% dos inquiridos concorda que são vários os aspetos da sua vida que estão a mudar-se para espaços digitais, inclusive meios de subsistência;

  • 72% dos executivos globais admitem que o metaverso terá um impacto positivo para as organizações. 45% vão mais longe e acreditam que este impacto poderá ser mesmo revolucionário.

De acordo com Jill Standish, diretora geral sénior e responsável global da área de retalho da Accenture, para além de novas oportunidades de venda, o metaverso permite a construção de relações entre marcas e consumidores, através de experiências que vão para além da compra de um produto.

"Os retalhistas têm a possibilidade de criar uma experiência personalizada, oferecendo um evento de compras, onde os clientes podem sentar-se ao lado de um embaixador da marca e, imediatamente depois, entrar num camarim virtual para experimentar algo, adicioná-lo ao carrinho e fazer o checkout.”

As aplicações comerciais do metaverso ainda estão numa fase embrionária, mas espera-se que se desenvolvam rapidamente. As marcas devem ir ao encontro das necessidades dos consumidores e aumentar o investimento em novas experiências que procurem interligar o mundo físico e o virtual.

Encontramo-nos no metaverso? 👀

Fontes:

https://www.accenture.com/us-en/insights/technology/technology-trends-2022?c=acn_glb_technologyvisiomediarelations_12867298&n=mrl_0322

https://ecommercenews.pt/estudo-revela-que-83-dos-consumidores-mostraram-interesse-em-fazer-compras-atraves-do-metaverso/

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Shoppable UGC: e-commerce da autenticidade

Com o crescimento exponencial das redes sociais verificado na última década, e, consequente crescimento das marcas nesses espaços, tornou-se fundamental para as mesmas adotarem estratégias de marketing cada vez mais criativas e distintas da concorrência. Com isto, as campanhas genéricas e tradicionais caíram em desuso e emergiram as campanhas emocionais, que transmitem mais os valores da marca do que as features dos produtos em causa.

Com o crowding publicitário das marcas, e, tendo em conta as gerações mais prominentes nas redes sociais (Millennials e Gen-Z), a autenticidade ganhou um forte destaque. Atualmente, não é suficiente uma marca afirmar-se "sustentável" ou "inclusiva", é necessário demonstrar que pratica os seus valores através de ações concretas e consistentes no tempo.

Surge assim o uso de UGC (user generated content) como uma ferramenta de marketing eficaz, de baixos custos e forte impacto. O UGC é conteúdo percecionado como relacionável e autêntico, levando a um maior engagement face ao típico conteúdo publicitário tradicional. Com o aparecimento das lojas dentro das redes sociais (notoriamente a Loja do Instagram) e com o UCG surge aqui uma nova oportunidade:

Shoppable Content: as lojas dentro das redes sociais permitem diminuir a customer journey e o uso dos UGC cria um maior "desejo" pelos consumidores. Juntando estas duas ferramentas, os resultados podem se tornar muito positivos para as marcas, aprofundando a relação marca-consumidor, com conteúdos relevantes (de inspiração) para o potencial cliente. Esta ferramenta já é colocada em prática por algumas marcas, especialmente no mundo da moda (PrettyLittleThing, VergeGirl, UrbanOutfitters) e cosmética (TooFaced, Benefit Cosmetics). 


Outras vantagens associadas são os baixos custos da produção de conteúdo, uma maior relevância da marca nas redes sociais (mais pessoas vão produzir conteúdos na "esperança" de aparecem nas páginas oficiais), acompanhamento das trends por meio dos novos conteúdos e maior facilidade de ter conteúdo disponível para publicar, quer seja diariamente nas redes sociais, quer nos sites da loja online.

Fonte 1

Fonte 2

sexta-feira, 5 de março de 2021

Taco Bell Hotel & Resort: uma jogada de marketing experimental

Para aqueles que não estão familiarizados, Taco Bell é uma cadeia de fast food americana criada há 58 anos, na Califórnia. A sua oferta consiste numa variedade de comidas de inspiração mexicana, que inclui: tacos, burritos, quesadillas, nachos, entre outros pratos deliciosos.

Embora esta cadeia seja reconhecida a nível mundial pela sua oferta distintiva, é através das suas campanhas de marketing online originais que se destaca no mercado.

A Taco Bell apercebeu-se que o seu targeting são os millennials, indivíduos que privilegiam viver o momento agora e, por isso, procuram o consumo instantâneo marcado pela surpresa e excitação.

Assim, em 2019, apostou numa campanha de marketing experimental nunca antes criada, por uma cadeia de fast food, o hotel pop-up “The Bell: A Taco Bell Hotel & Resort". Durante apenas quatro noites, a Taco Bell proporcionou aos seus entusiastas a oportunidade de usufruírem de uma estadia num hotel situado no destino icónico de Palm Springs, na Califórnia.

Segundo a Diretora de Marca Global da Taco Bell, o objetivo desta campanha foi criar “a maior expressão do estilo de vida da Taco Bell até à data” e, por isso, os hóspedes foram submetidos ao mundo Taco Bell, caracterizado pela existência de quartos temáticos, um spa temático, menus grátis, concertos noturnos ao vivo, uma Taco Shop, na qual os hóspedes podiam comprar produtos com o tema Taco Bell, entre outras atividades.

     

Será que esta campanha teve o impacto desejado?

A resposta é SIM. Apesar dos preços da estadia variarem entre $169 por noite e $299 por noite, dependendo das características do quarto, as reservas do The Bell esgotaram em menos de dois minutos. Durante quatro dias, 40000 pessoas de 21 estados dos EUA ficaram hospedadas neste hotel.

 

A questão que se coloca é: como é que tal aconteceu?

A equipa de marketing da Taco Bell sabia que ao criar esta campanha a atenção gerada em torno da marca seria extremamente elevada e o mais positivo é que iria gerar milhões em publicidade gratuita. A campanha online originou 4,4 mil milhões de impressões e mais de 5.000 artigos de jornal e revistas.

Uma das estratégia mais inteligentes adotadas pela Taco Bell, que potenciou o interesse gerado em torno da campanha, foi a contratação de influencers famosos, que promoveram o evento nas suas redes sociais, através da criação de stories e da publicação de vídeos virais no The Bell. Tal levou ao despertar do interesse dos millennials, mas também dos amantes de fast food, que foram motivados pela surpresa e excitação associada à experiência.

No entanto, desde o brainstorming até à execução deste projeto foi necessário quase dois anos para a criação do hotel pop-up The Bell, uma vez que foi necessário perceber até onde os seus consumidores estariam dispostos a expressar o seu entusiasmo pela marca.

Este caso de sucesso evidencia que novas tendências de marketing estão a ganhar terreno, nomeadamente, o marketing experimental.

Será que outras marcas também irão seguir as pisadas da Taco Bell com a criação de hotéis temáticos pop-up, apostando no marketing experimental? Ou será que este foi um caso único?

Para aceder a fonte 1, clicar aqui.

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Para aceder a fonte 5, clicar aqui.

domingo, 19 de maio de 2019

Um presente especial

Este ano, no meu aniversário, fui surpreendida pelos colegas de trabalho com um presente especial. Pegaram num retrato de família que eu tinha partilhado recentemente nas redes sociais, e contrataram os serviços da auto-denominada “Luísa Ilustrações”. Chegaram a ela através da conjugação de um determinado número de algoritmos e ligações dentro da admirável World Wide Web. Chegaram ao Facebook. E daí ao Instagram. Foi esta, mas poderia ter sido qualquer outra “Luísa Ilustrações” do Planeta Terra, porque a verdade é que nesta rede digital não há barreiras geográficas. Foi esta e não outra provavelmente devido a algum electronic Word-of-Mouth, pois neste imensurável mundo da internet as recomendações de amigos (ou amigos dos amigos) costumam ser bastante valorizadas.

E voilà, eis o resultado.



Sem dúvida, um presente original, 100% personalizado, que me levou a pensar nos temas abordados em Webmarketing. Se não fosse pela Internet, a “Luísa Ilustrações” seria provavelmente mais um ser completamente desconhecido, cuja atividade profissional definitivamente não passaria por vender o seu talento a gente de qualquer lugar do mundo, ou não o faria sem quaisquer custos associados.


Isto só é possível pela desmaterialização inerente à era digital, e que se aplica tanto aos custos de produção (as ilustrações são feitas no computador) como de distribuição (o envio standard é feito online, e apenas caso o cliente deseje é enviado por correio, com moldura, sendo cobrados os custos adicionais). Assim, com o digital, também é tudo mais rápido e instantâneo, bem ao gosto dos Millennials. E é também a abertura dos Millennials à novidade, a experiências diferentes, à compra online, que alimenta este tipo de negócios num mercado em que os “trysummers” potenciam a existência dos designados “sellsumers”. Porque hoje em dia qualquer um de nós pode ser “consumer” e “seller” ao mesmo tempo, uma oportunidade que vem acompanhada da dificuldade em satisfazer consumidores cada vez mais informados, ao mesmo tempo que tem de arcar com a ameaça constante de outros negócios potenciados pela inexistência de barreiras no mundo digital. Valha-nos um cliente satisfeito e os posts começam a ser partilhados, o passa palavra acontece naturalmente, sem qualquer investimento monetário na comunicação; para quem quer dar um boost a este eWOM, a publicidade online permite fazê-lo a preços irrisórios. Livrem-se, porém, de ter um cliente insatisfeito que faça questão de o partilhar - e se assim for, o segredo é saber gerir.

Eu fiquei satisfeita e já fiz share do post em que a Luísa Ilustrações partilha a nossa foto com o comentário “grandes famílias”. Partilhei esta Luísa, mas poderia ser uma Luísa qualquer. Qualquer um de nós. Qualquer um com um computador, internet, e algo para vender. Esta é a maravilha do mundo digital e ao mesmo tempo o grande desafio.

Fontes:
https://www.facebook.com/luisacorderosailustracoes/
https://www.instagram.com/luisailustracoes/

sábado, 18 de maio de 2019

RIP Grumpy Cat

Grumpy Cat era o nome artístico de Tardar Sauce (molho tártaro), gata de uma família americana que nasceu com uma mal-formação que lhe conferia um aspeto rabugento. Tornou-se a gata mais famosa da Internet quando uma foto foi publicada no Reddit em 2012 e inspirou centenas de memes virais que tornaram as redes sociais, desde então, mais cínicas e divertidas.


Estima-se que a dona da gata, Tabatha Bundesen, tenha ganho mais de 100 milhões de dólares em livros, presenças, filmes e merchandising, dos quais 64 milhões apenas nos 2 primeiros anos. A e-shop oficial vende mais de 1000 itens com a sua cara, como peluches, calendários, t-shirts, canecas, etc. Mas nem isso a fazia sorrir.


Em 2013 ganhou o "Meme do ano" na Webby Awards e foi contratada para representante da Friskies. Fez um programa da marca no Youtube "Will Kitty Play With It?" com vários episódios e presenças, desde o "The Today Show" à revista Time.


Ainda nesse ano lançou um livro chamado “Grumpy Cat: A Grumpy Book” e em 2014 o "Grumpy Guide to Life: Observations by Grumpy Cat", que se tornaram best sellers. Em 2016 a Random House Children’s Books adquiriu os direitos de imagem para uma série de 3 outros livros.

Foram lançadas na App Store e na Google Play uma coleção de mini-jogos "Grumpy Cat's Worst Game Ever" e até uma app meteorológica "Grumpy Cat Weather" que permite confirmar a previsão de humor da gata todos os dias.


Em 2014 participou no filme "It’s Hard to be a Cat at Christmas", juntamente com outros felinos populares da Internet. A mensagem do filme era de que os gatos se podiam sentir miseráveis a observar pessoas a desembrulhar presentes, mas os gatos de abrigos tinham uma época natalícia ainda mais difícil; a Friskies prometeu que doaria uma lata de comida húmida por cada visualização. E nem assim a gata se mostrou feliz.


Ainda nesse ano foi alvo de brincadeira numa publicidade da Cheerios e foi a personagem principal de um filme de Natal “Grumpy Cat’s Worst Christmas Ever”.



Em 2015 participou num filme da Buzz Feed para a Friskies e PetSmart para promover o "Grumpy Cat Variety Pack". "Happiness Finds Grumpy Cat" é o título enganoso do filme em que a gata se depara com um cão no supermercado, que é seu fã e se chama "felicidade". Como habitual, ela expressa-se sob a forma de memes e não se mostra entusiasmada.


Também nesse ano foi imortalizada no Madame Tussauds com uma réplica em tamanho real. 

Em 2018 ganhou 701.000 dólares a partir da cedência de direitos de imagem ao "Grumpuccino", uma bebida fria de café da empresa americana Grenade. A empresa utilizou a imagem da gata noutros produtos que não estavam abrangidos pelo acordo e em tribunal o júri acabou por decidir a favor da gata, que continuava a não dar sinais de alegria.









E porque há um meme da gata rabugenta para qualquer situação, sintam-se menos culpados por estarem mal-humorados e divirtam-se com alguns dos mais famosos (e odiáveis) memes:



A Grumpy Cat tinha 8,3 milhões de seguidores no Facebook, 2,7 milhões no Instagram, 1,5 milhões no Twitter e 271.000 no Youtube.

Morreu em casa com complicações de uma infecção urinária na passada terça-feira.

Se ainda restavam dúvidas sobre a forma como a era digital mudou a forma como comunicamos e nos relacionamos, este é um excelente exemplo disso. Questiono-me se gerações mais velhas, mas não tão distantes quanto isso dos millenials (como a dos nossos pais) compreende o impacto que uma gata pode ter na vida de milhares de pessoas com os seus memes, representar investimentos chorudos das marcas, lançar livros, fazer filmes, ganhar julgamentos em tribunal ou até que a sua morte seja notícia em tantos meios de comunicação. 

Conheciam este fenómeno da Internet?

Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Grumpy_Cat
https://metro.co.uk/2019/05/17/30-iconic-grumpy-cat-memes-9586691/
https://metro.co.uk/2019/05/17/grumpy-cat-dies-at-the-age-of-seven-after-falling-ill-9585649/
https://metro.co.uk/2018/01/25/grumpy-cat-wins-500000-payout-coffee-company-using-image-7258907/
https://metro.co.uk/2016/07/25/grumpy-cat-went-sight-seeing-around-london-and-wasnt-having-any-of-it-6027611/
https://www.dailymail.co.uk/news/article-3355483/Purr-fect-imitation-Grumpy-Cat-immortalized-Madame-Tussauds-animatronic-figure.html
https://adage.com/article/digital/remembering-grumpy-cats-prolific-advertising-career-friskies-grumppuccino/2172556
http://newsfeed.time.com/2013/03/22/grumpy-cat-is-not-impressed-by-times-photoshoot/

sábado, 11 de maio de 2019

Como captar a atenção dos Millennials e da Geração Z?

De acordo com um inquérito feito pela empresa RevJet, os consumidores mais jovens estão mais atentos à publicidade online. No entanto, de acordo com outra investigação, os individuos millennials e da geração Z utilizam adblockers ou simplesmente ignoram a publicidade. Contudo estão mais atentos a algumas formas de publicidade mais específicas, particularmente o vídeo e o out-of-home.
No caso da publicidade por vídeo envolvem 5 vezes mais do que um banner tradicional. Por outro lado a publicidade out-of-home pode ser feita através dos tradicionais outdoors e em formato digital como poderemos ver no seguinte video:

A vantagem do out-of-home advém do ritmo acelerado da sociedade em que vivemos e das múltiplas tarefas às quais estamos sujeitos. Como resultado, este tipo de publicidade é colocado em locais estratégicos onde determinados grupos de pessoas passam com frequência. Muitas vezes alguns indivíduos fotografam outdoors com os quais se indentificam e publica nas redes sociais.
Será este o futuro da publicidade?

Fontes:
https://www.marketingdive.com/news/younger-consumers-pay-more-attention-to-online-ads-survey-finds/554531/
https://www.genzinsights.com/why-out-of-home-advertising-is-a-hit-with-gen-z
https://broadsign.com/blog/out-of-home-advertising/
https://www.youtube.com/watch?time_continue=76&v=Yiq8CyAomZ4
https://www.prnewswire.com/news-releases/revjet-announces-results-of-second-ad-experience-sentiment-report-revealing-change-in-sentiment-behavior-of-online-consumers-300846435.html
https://adlock.com/blog/why-millenials-block-ads/
https://www.alistdaily.com/digital/82-percent-of-gen-z-skip-ads-more-than-half-use-ad-blockers/
https://adage.com/article/agency-viewpoint/gen-z-hates-ads-love-videos/309105
https://marketingland.com/report-mobile-video-ads-5x-more-engaging-than-standard-banners-123898

The power of content: right or wrong? Who will judge

Atualmente, tem-se visto em larga escala sobre a força de um conteúdo na internet.

Principalmente nas redes sociais como Facebook e Instagram, ambas as maiores plataformas sociais em nível global.

O que levanta preocupações. Tendo em vista as últimas notícias que diz a respeito de como um conteúdo tem a capacidade de influenciar não somente pessoas, mas governos, instituições e transformar algo informativo, em discurso de ódio capaz de separar pessoas e gerar desconforto.

Não obstante, quando uma empresa, tal qual o Facebook se torna grande demais e começa a adquirir outras menores para aumentar a base de dados e poder de oferta, mas enfrenta problemas em controlar a qualidade do conteúdo dentro de sua rede.

Se o próprio ex-fundador da rede social, Chris Hughes, este que esteve com Mark Zuckerberg desde o início, se posiciona ao dizer:

It's time to break up Facebook.

https://www.nytimes.com/2019/05/09/opinion/sunday/chris-hughes-facebook-zuckerberg.html


A rede social tem nos últimos tempos perdido credibilidade frente seus fundadores, ou seja, aqueles que desenvolveram a proposta de valor da empresa e idealizaram todo o workspace para que o Facebook se transformasse no que é atualmente.

Entretanto, se por um lado o risco daqueles que desenharam a empresa do zero estarem a fazer declarações deste genêro da empresa, por outro lado os resultados financeiros não estão a acompanhar a preocupação.

Ou seja, não há convergência e por este motivo, há de se preocupar no que mais gera valor ao próprio usuário em relação ao acionista.

Mark Zuckerberg (no meu ponto de vista) é um gênio. O mesmo tem trabalhado constantemente para abrandar os pontos obscuros da rede social.

Qual seria, portanto, a relação do marketing com a rede social?

Atualmente as relações do marketing estão majoritariamente em redes e networks onde as pessoas estão imergidas. Ou seja, estão no Facebook e Instagram.

Sendo assim, o esforço em investigação e desenvolvimento para a inovação em marketing está em estudar o perfil e dados das pessoas como uma forma de ofertar mais com maior assertividade.

No entanto, surge a questão ética de como estudar os dados e como obter os mesmos (relação da crítica entre Cambridge Analytica e Facebook).

Não obstante e levando em consideração não somente o poder de monopólio da rede social, será que as pessoas estão realmente preocupadas com o suposto "vazamento" de informações?

Estamos demasiadamente imergidos na rede que nossos dados digitais, uma vez soltos afora, não mostrou preocupação por parte dos usuários ao deixar a rede social.

A relação privacidade vs proteção dos dados não causou impacto, tal ponto pode explicar a questão levantada acerca dos resultados financeiros da empresa.

Por conseguinte, sem o Facebook e suas empresas (WhatsApp, Instagram, entre outras) o mundo não seria o que é hoje e apesar dos apesares, as pessoas são mais livres e conseguem se expressar de forma mais democrática e aberta frente seus valores e o que desejam para o futuro.

Não é o Facebook que move as pessoas, são as pessoas que se movem por si próprias, a rede social  é somente um meio, não um fim.

Sendo assim, há de ter regulamentação e melhorias no serviço? Pode-se dizer que sim. Mas primeiramente deve-se perceber o que foi feito de errado para com as pessoas para entender o porque as mesmas estão a agir como agem dentro da rede.

Como o marketing de nicho demanda forte investimento em educação: estudo sobre a Ivy League

Já não é de esperar quando ouve-se o termo Ivy League.

Para quem ainda não ouviu falar, trata-se da mais exclusiva liga de instituições de ensino nos Estados Unidos da América, abarcado pelas seguintes universidades: Brown, Columbia, Cornell, Dartmouth, Harvard, Universidade da Pensilvânia, Yale e Princeton.

Este grupo de universidades posicionam-se para os endinheirados, em que é esperado, nada mais, nada menos a se tornarem futuros líderes.

O histórico, por conseguinte, não desmistifica o facto, os maiores líderes e presidentes dos EUA saíram de alguma destas 8 universidades.

Mas qual é a relação do marketing com a proposta de valor da Ivy League? Por menor, tudo!!!

A relação de marketing de nicho, aquele em que a oferta está para aqueles de um grupo específico de pessoas pode ser relacionado com a proposta de valor do tema em questão.

Para conhecimento e segundo Suzanne Wooley da Bloomberg, a escada para Yale começa aos 5 anos de idade, com o investimento inicial de $50.000,00 anuais.

No artigo, diz respeito à preparação para um aluno para conquistar a cadeira nas universidades de Harvard, Princeton ou Yale. Os chamados New York Baby Ivies que frequentam os kindergasrtens e o período de pré-escola com o objetivo de se tornaram grandes líderes um dia.



Este investimento inicial demonstra a estratégia de nicho de mercado destas escolas, mas também fortalece as teorias sobre ownership dos Millennials.

Esta geração que, se por um lado são taxados de preguiçosos, ser o centro das atenções e pela paixão em ser exclusivo, pelo outro mostra a fraqueza e imposição, em conjunto com a cobrança e imediatismo em ser o melhor dos melhores.

Não obstante, a proposta de valor destas instituições em conseguir captar os Millenials em conjunto com a estratégia traçada tem sido lucrativa, como mostra o gráfico a seguir que abarca as taxas anuais de acesso:




A lucratividade se torna positiva, uma vez que se faz o custo-benefício versus investimento inicial com a rentabilidade no longo prazo.

Dentre todo o conteúdo que abarca o marketing digital e a relação com o e-commerce, este tema se faz relevante, mas levanta questões a respeito da combinação de fatores que impulsionam diferentes níveis sociais, competitividade e futuros problemas para trabalhar a massa quando se está imerso em um mundo exclusivo e de díficil acesso.


quinta-feira, 21 de março de 2019

Millennials, podem prestar atenção?

Os Millennials são nativos digitais que cresceram com a tecnologia nas suas mãos. Frequentemente são confundidos com adolescentes mimados e que não sabem o que querem, mas para além de serem todos diferentes entre si são também super meticulosos quanto a cada produto ou serviço que estão prestes a comprar. Com o acesso constante à tecnologia tornaram-se consumidores extremamente exigentes. Querem experimentar em vez de possuir daí valorizarem a autenticidade de cada marca e serviço em si próprio. E são também socialmente conscientes, preocupam-se com as alterações climáticas e apoiam projetos locais.

De acordo com a Visão, aquilo que os Millenials mais compram online são roupas, viagens e bilhetes para eventos. Afinal quem não gosta de um bom concerto? Mostra-se também que 72% dos Millennials vivem ainda com os pais. Eles bem gostavam de ter uma casa, mas ficar endividados até ser velhinhos? Não obrigada!

Esta geração sabe tirar o melhor proveito da tecnologia, procurando a maior qualidade pelo preço mais baixo. São peritos em encontrar vales de descontos, cupões e até “viagens” grátis, de tal forma que examinam com minúcia cada compra.

E o que será que influencia as compras dos Millennials pelo mundo online? Entre vários motivos encontra-se a opinião de seres humanos que não conhecem mas que escreveram uma review no produto em questão, e portanto merecem ser levados em atenção. Os amigos e família vêm de seguida nesta escada de influência, já os anúncios de televisão surgem em último lugar.. Ain’t nobody got time to watch tv, right?!


O que devem então fazer as marcas para captar a atenção desta geração sempre online?
Antes de mais serem honestas. Eu que também faço parte desta geração, valorizo uma marca honesta, capaz de me chamar a atenção indo direta ao assunto e sem rodeios. A presença nas redes sociais é essencial nos dias de hoje. Vídeos, gifs e boomerangs são as novas formas de prender a nossa atenção. 
A Forbes, através do relatório da Nielsen “The Millennials on Millennials Report”, ajuda-nos a perceber o que está a mudar no mundo digital e o caminho a seguir para conquistar o entusiasmo dos Millennials.
  • Os padrões de visualização estão a mudar
Como demonstra o relatório da Nielsen, é pouco frequente um Millennial ver televisão, e nos raros momentos em que o faz opta por mudar de canal assim que a publicidade entra em ação. Isto muda drasticamente a maneira de fazer marketing passando a existir um grande ênfase nos dispositivos móveis. A atenção desta geração está agora dividida entre TV, smartphones, tablets e computadores muitas das vezes usados em simultâneo.
  • É necessário ir ao encontro de cada cliente
Os Millennials adoram o multitasking! Olham para a televisão, mexem no telemóvel e ainda abrem novos separadores no navegador da web, estando assim conectados a várias plataformas ao mesmo tempo. As marcas têm agora de dividir o seu investimento em publicidade pelas várias plataformas de forma a ir de encontro ao seu grupo-alvo. E têm de ser autênticas acima de tudo, uma vez que os Millennials não se interessam por anúncios impessoais. 

  • Segmentação dirigida ao indivíduo
Modelos de segmentação gerais deixaram de fazer sentido. As marcas passam a ter de acompanhar o dia a dia de cada cliente através de anúncios em várias redes sociais. Campanhas interativas, com mensagens, emoção e impacto são as preferidas dos Millenials que gostam de se sentir parte da história narrada. Nasceram habituados a analisar produtos em várias plataformas, a ouvir a opinião do amigo ou a ver a review feita pelo comprador anterior e, como tal ponderam bem antes do momento de compra. Resta às marcas criar uma forte relação com estes, com base na confiança e integração de forma a torná-los consumidores leais.

O surgimento dos influencers digitais realça o valor que os Millennials dão à integração na conversa criada pela marca. Estes preferem ser parte integrante de cada anúncio garantindo uma conexão com a marca.

Os Millennials têm muito a oferecer e as marcas muito a ganhar com eles.
Não acham?

domingo, 3 de junho de 2018

Os millennials estão agora a combater food waste

 A tendência agora para os millennials é a utilização da aplicação OLIO, que tem conectado os vizinhos entre si e com as empresas locais, de modo que os alimentos que seriam deitados fora possam ser compartilhados e consumidos. Não se trata de alimentos fora da validade ou estragados, e sim aqueles que ainda estejam perto da data de validade e em boas condições para consumo, como vegetais e legumes, pães ou gelados. A OLIO também pode ser usada para itens domésticos não-alimentícios. 
Ao todo já são em torno de 1.000 millennials que se auto-intitularam "food waste heroes" a utilizar a OLIO. Eles coletam os alimentos nos estabelecimentos, publicam na app e os usuários da aplicação que se interessarem fazem o requerimento de graça do que eles gostam, e marcam o local e a hora para buscá-los. Esse movimento tem atraído uma variedade enorme de pessoas de várias idades e de perfis diferentes. Para os millennials, trata-se de uma consciência ambiental, e, através da OLIO, eles poderão fazer uma diferença no mundo ao combater o desperdício de alimentos, além de poderem conhecer mais pessoas e se sentirem parte de uma comunidade. 


A aplicação foi criada em Londres e hoje é utilizada em 32 países, e, nos últimos 2 anos, mais de meio milhão de itens já foram circulados na app. Utilizar a OLIO é super fácil. Para disponibilizar um item, basta abrir a aplicação, adicionar foto, descrição e quando e onde o item estará disponível para a sua retirada. E para acessar os itens, navegue pelas listas disponíveis, solicite o que quiser e organize a coleta por meio de mensagens privadas.


"Here at OLIO we believe that small actions can lead to big change. Collectively – one rescued cupcake, carrot or bottle of lotion at a time – we can build a more sustainable future where our most precious resources are shared, not thrown away. Join today!"

Fontes: 
http://www.bbc.co.uk/news
http://olioex.com/

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Meo a humanizar-se com os “Millennials”

A Meo, atual operadora de telecomunicações líder em pacotes de serviços, não para de surpreender com suas campanhas.
Depois de tornarem o robô Sophia (primeiro robô mundial com cidadania) embaixadora da marca e de a juntarem a Cristiano Ronaldo nas campanhas televisivas, eis que apostam num novo segmento de clientes.

Pensado para a geração “Millennial”, a Meo lança o “Meo by”. Esta nova oferta de serviços procura responder aos padrões mais personalizáveis e menos tradicionais da nova geração.

Assim, ao pensar no poder que a Geração Net gosta de ter na conceção dos produtos, disponibilizou mais de 16 mil combinações de serviços possíveis. O consumidor pode escolher entre diversos serviços e agrupá-los consoante as suas necessidades atuais. Contudo, a marca não se limitou em deixar o cliente personalizar o seu pacote de serviços, mas também lhe dá uma oportunidade mensal de readaptar o pacote consoante as vontade e/ou necessidades do cliente, sem que para isso o consumidor tenha algum tipo de penalização.

Para além da valorização da liberdade de escolha desta nova geração, também a possibilidade de encontrar toda a informação online e posteriormente a compra de bens e serviços à distância de um “click” são um requisito essencial. A pensar nisso, a Meo disponibiliza o pacote “Meo by” apenas online e, é desta forma que, o consumidor pode escolher os serviços associados, consultar essa informação sempre que precisar e adicionar ou remover serviços.

Sendo a experiência algo igualmente essencial para a geração dos nativos digitais, a Meo disponibiliza, para além do habitual assistente online, o robô Sophia que, através de algumas perguntas com a sua voz robotizada, aconselha os serviços que o consumidor deve associar ao “Meo by”.

                                  
A campanha publicitária foi igualmente pensada nos “Millennials”. Assim, a marca criou quatro campanhas onde é criado um momento divertido entre Sophia e cada um dos quatro diferentes protagonistas. Estes são o reconhecido jogador do Futebol Clube do Porto, Danilo Pereira; a cantora Carolina Deslandes; o popular surfista Kikas (Frederico Morais); e o youtuber Windoh.
Sendo a área das telecomunicações algo a que associamos a regras rígidas e com pacotes onde, por vezes, não usámos tudo o que contratámos, é interessante perceber que está dado o primeiro passo para escolhermos um serviço mais à nossa medida e não tão massificado.

Fontes:
http://marketeer.pt/2018/05/03/meo-lanca-oferta-sem-fidelizacao-e-personalizavel/
https://www.meo.pt/l/aderir/meolv1?utm_source=google&utm_medium=adwords&utm_campaign=meo-by&gclid=CjwKCAjw8r_XBRBkEiwAjWGLlAq3xpU37DEqetTR3nYHGN57e1kvUL-uKeBVFBskRpVI3RS0jjXy8xoCmEYQAvD_BwE&utm_expid=.f30KAbBlTqWvj2ApPIYNmA.0&utm_referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.pt%2F
https://www.youtube.com/watch?v=bJdzp1nkhwg
https://www.youtube.com/watch?v=LIyLjU_UiRE