O TikTok, tal como todas as redes sociais, utiliza sistemas de recomendação sofisticados para oferecer conteúdos o mais personalizados possíveis aos seus utilizadores, de forma a maximizar o tempo de cada um de nós na aplicação. O conteúdo é continuamente ajustado com base nos nossos interesses e comportamentos anteriores.
Estes algoritmos são úteis para as plataformas e para os utilizadores, já que deixamos de ter de pesquisar para termos acesso a conteúdo que estamos interessados. No entanto, esta facilidade cria também um efeito secundário, as bolhas de conteúdo, as quais limitam a diversidade dos conteúdos vistos por cada um de nós. A atual definição de personalização do conteúdo pode levar a dificuldade de acesso a conteúdos fora destas, podendo existir um reforço de certas ideologias ou a “preguiça” de encontrar novos conteúdos.
Todos os algoritmos em que entramos em contacto têm um enorme impacto na forma como consumimos conteúdo digital. No meu caso com o TikTok e os vídeos de F1, é algo relativamente inofensivo, porém nem sempre é o caso. Existem cada vez mais artigos científicos e pesquisas que demonstram que demora progressivamente menos tempo para serem exibidos conteúdos extremistas aos utilizadores e existir uma radicalização das pessoas, mas nós estávamos só a falar de F1, certo?
Fontes:
Como funcionam os algoritmos das redes sociais?
O Impacto das bolhas digitais no comportamento humano
Social media, extremism, and radicalization



