Num mundo em que cada vez mais a sustentabilidade e todas as polémicas em torno deste assunto são alvo de diversos debates e discussão em todos os meios e órgãos de comunicação, as marcas têm cada vez mais a necessidade de se adaptarem a esta realidade. Seja porque realmente consideram uma questão importante e passa por um dos seus valores e pela sua própria estratégia no âmbito de responsabilidade social, seja porque, cada vez mais, se não o fizerem não são bem percebidas e são até ultrapassadas pelas concorrentes. O que é certo, é que recentemente temos assistido a diversas estratégias levadas a cabo neste sentido, ressalvando a importância de um mundo mais sustentável. Temos, como exemplo, a tentativa de precaver o avanço de todos os problemas previstos com a utilização excessiva de plásticos. Além de ter sido um assunto discutido e terem sido aprovadas leis nesse sentido, parece que algumas marcas estão realmente a reunir esforços, de implementação de estratégias que permitirão cumprir esta nova regra imposta (ou pelo menos tentar), eis de seguida alguns exemplos.
“Desde 2017 que a Adidas se virou para a moda sustentável com a criação de modelos de sapatilhas feitos a partir de plástico com origem nos oceanos. (…) Nos últimos dois anos, a Adidas vendeu seis milhões de sapatilhas produzidas a partir de plástico. “
Também a cadeia de supermercados do Continente já se fez notar indicando que “quer acabar com sacos plásticos na fruta e legumes”, anunciando que “a cadeia está a oferecer alternativas sustentáveis aos clientes: podem optar por levar os seus próprios sacos de casa ou recorrer a sacos reutilizáveis feitos em algodão disponibilizados pelo Continente.”. Juntamente com outras declarações a marca está assumir uma estratégia que se enquadra no âmbito do projeto "Compromisso para o uso responsável do Plástico", divulgado recentemente.
A Delta, na passada semana, anunciou a criação de uma cápsula de café sustentável: 100% orgânica e biodegradável, sendo por isso pioneira nesta inovação, citando, trata-se portanto de “estratégia de sustentabilidade e apresentou vários compromissos nas vertentes económica, social e ambiental. O objectivo é reforçar o seu papel na construção de um Mundo cada vez mais sustentável”, “0% plásticos, 0% micro-plásticos e 0% alumínio”.
Todos estes exemplos demonstram realmente a preocupação das marcas em considerar importante este assunto e em tentarem ser pioneiras, cada uma nas suas áreas, pela inovação dos seus produtos e implementação de estratégias (de marketing, ou não – é questionável!) que irão, de facto, permitir a redução da utilização de plástico; que permitirá cumprir o objetivo primordial de cada uma das campanhas: contribuir para um mundo mais sustentável!
Para finalizar, sendo os consumidores cada vez mais preocupados com estas questões do ambiente, do biodegradável e do sustentável, ao ponto de para muitos se ter tornado inclusive num estilo de vida, e estando nós perante uma fase/moda em que qualquer produto que apresente o rótulo de “biodegradável”, “biológico”, é, à partida, percebido pelo consumidor como “amigo do ambiente”, estarão as marcas realmente também preocupadas com esta questão da sustentabilidade, ou, em algum destes casos, a captação da atenção e aceitação pelo consumidor fala mais alto, tratando-se portanto apenas de uma mera estratégia de marketing, em que depois de analisados os sues moldes de atuação se verifica não se enquadrar com a forma como realmente atuam?!
Fontes:
https://marketeer.pt/delta-apresenta-capsula-de-cafe-sem-plastico/https://marketeer.pt/continente-cria-alternativa-aos-sacos-de-plastico-para-fruta/https://www.publico.pt/2019/04/12/p3/perguntaserespostas/supermercados-muda-fim-plasticos-fruta-pao-legumes-1869047https://nit.pt/fit/ginasios-e-outdoor/adidas-vai-transformar-plastico-dos-oceanos-11-milhoes-sapatilhashttps://www.bcsdportugal.org/noticias/as-marcas-e-a-sustentabilidade