No mundo cada vez mais movimentado e barulhento em que vivemos, há um desejo crescente de encontrar momentos de tranquilidade e luxo que ofereçam uma pausa da agitação diária. É nesse contexto que surge a tendência do "quiet luxury" ou "luxo silencioso".
Esta pode ser considerada uma abordagem que valoriza a calma e a simplicidade em meio a um mundo cheio de estímulos e excessos. Ao contrário do luxo ostensivo e chamativo, o quiet luxury concentra-se em criações discretas, elegantes e autênticas, e onde a qualidade e o minimalismo das peças de roupa e acessórios assumem o papel central.
Ao contrário do “Barbiecore” ou do “balletcore”, no quiet luxury, a estética é minimalista e intemporal. Muito em conta as referências dos anos 90, são criadas linhas simples, com materiais de alta qualidade e mão de obra meticulosa. O tal do “menos é mais” volta a aflorar-se como tendência, e cada elemento é cuidadosamente selecionado para transmitir uma sensação de sofisticação e tranquilidade, bastante associada à alta sociedade do século passado. Também as cores são suaves e neutras, o que transmite uma sensação de calma e sofisticação.
Muita em conta o nosso passado recente, onde fomos constantemente bombardeados com ruídos, distrações e outras preocupações maiores, encontrar elementos de simplicidade na vida tornou-se um luxo bastante valioso. Seja num refúgio na natureza ou num quarto de hotel silencioso, o silêncio nos permite desacelerar e desfrutar da quietude. Esta metáfora aplica-se e muito às tendências que o marketing de luxo nos tem vindo a mostrar, e em especialmente ao mundo da moda, expondo e massificando a nova forma de minimalismo.
Com isto, o quiet luxury oferece, de forma algo contraditória, uma abordagem refrescante para o mundo do luxo, onde o valor é colocado na simplicidade dos elementos. Mas, afinal, num mundo tão agitado, será que o quiet luxury é uma tendência passageira ou uma resposta duradoura a todas as excentricidades que foram vividas no passado?
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