Este é um processo diferente. O processo em que, por influência de uma globalização cada vez mais inevitável e incontestável, somos assoberbados com um leque de informação que não temos sequer tempo de absorver e sob a qual não temos qualquer tipo de controlo. O processo em que, por influência directa ou indirecta dos maiores players corporativos (nacional ou internacionalmente), nos são impostas determinadas premissas que deveriam, em princípio, ser tidas como universais para cada um de nós – e a verdade é que acabamos por acreditar nelas, acabamos por nos deixar reger por elas e, involuntariamente, acabamos por desenvolver um “pensamento de massas”, uma atitude de consentimento, da qual todos somos “vítimas”, em maior ou menor escala.
Nós somos adultos, no entanto. Temos vindo a compreender de forma mais assertiva a sociedade em que estamos inseridos e a desenvolver uma maior consciencialização no que respeita às marcas e à sua influência sobre o consumidor. (Isto acontece por isso, porque somos adultos).
Crianças não são adultos. Crianças não entendem as razões pelas quais devem seguir as “regras” que lhes são impostas - mas seguem. Crianças não têm poder de decisão sobre aquilo que comem, vestem, vêem ou sobre o local onde os pais irão despender o seu dinheiro para providenciar os cuidados de saúde de que necessitam. Crianças não compreendem os “tags” que as empresas, voluntária ou involuntariamente lhes colocam, ainda em período prematuro das suas vidas, tão frágeis.
Missão, Visão e Valores: Todas as empresas os têm. Todas as marcas internacionalmente conceituadas desenvolvem projectos de grande escala em torno destes critérios. E todos nós, mais cedo ou mais tarde, acabaremos por ser “atingidos” por estas acções, deixando-nos influenciar por elas. (Ou não: como disse, cada vez mais a nossa consciencialização social joga a nosso favor.)




