A Louis Vuitton lançou a Vivienne Doudou, acessório de moda no street style de luxo, um peluche de luxo!! Em diferentes versões esta mascote, com preços que variam consoante o tamanho e os materiais utilizados.
A Vivienne Doudou da
Louis Vuitton não é um coelho, nem um gato, nem um urso. Na verdade... não é
nada disso e, ao mesmo tempo, é um bocadinho de tudo. Esta mascote oficial da
marca desde 2017, a Vivienne é uma personagem única, com uma cabeça em forma de
flor do Monograma LV, um olho substituído por uma pétala icónica e um corpo
fofinho que parece ter saído de um livro infantil com design apelativo e orçamento ilimitado. Não
tem uma espécie definida — e é mesmo essa ambiguidade que lhe dá o toque
artístico e luxuoso.
Pode parecer estranho?
Pode. Mas há gostos para tudo... e mercado para isso também! No universo do
luxo, quanto mais exclusivo (e inesperado), melhor….
É peluche? É arte? É
fashion statement? É tudo isso — e com selo Louis Vuitton.
Porque hoje em dia, até o indefinido pode ser uma tendência (e das caras!).
E a verdade é que a
Vivienne tem conquistado espaço entre os fãs da marca, e, claro, nos feeds do
Instagram, e TikTok, com muitos likes à mistura.
E não é por acaso: este tipo de produto
encaixa perfeitamente na tendência conhecida como 'kidult fashion'. Mas o que é
o 'Kidult fashion'?! É o nome dado à
fusão entre o universo infantil e a estética adulta de luxo. É onde entra a
nostalgia, o lúdico e a sofisticação — e é precisamente isso que a Vivienne
Doudou representa.
Do ponto de vista do web
marketing, esta estratégia conjuga storytelling, apelo emocional, visual
marcante e exclusividade. A Vivienne
Doudou é um exemplo ternurento de como uma marca de luxo pode transformar uma
mascote num fenómeno de moda, comunicação e influência.
A
pandemia COVID-19 trouxe consigo um despertar da consciência de muitos de nós
para as Criptomoedas, NFTs, Metaverso, e tantos outros conceitos de uma
realidade misteriosa, curiosa e um tanto-quanto duvidosa para muitos dos que
pela primeira vez prestaram atenção a este potencial “mundo novo”.
Dentro desta visão futurista cabem todo o tipo de novas realidades, quer seja a
vertente financeira, talvez o seu lado mais bem conhecido de todos através da
Bitcoin, passando pela arte digital com os NFTs, e mesmo um mundo virtual
chamado Metaverso onde podemos perceber algumas implicações para o marketing e
para áreas como o retalho de moda, que estaríamos longe de imaginar que fosse possível.
Algumas notícias têm títulos surpreendentes, “DKNY opens digital store during Metaverse
Fashion Week” ou mesmo um press release da Tommy Hilfiger onde o titulo é “Tommy
Hilfiger joins inaugural Decentraland metaverse fashion week in partnership
with Boson Protocol”, no qual o seu criador admite que estaria longe de imaginar
que a marca que carrega o seu nome lançada em 1985, fosse participar em semanas
da moda num mundo totalmente virtual em 3D, onde segundo o site Retaildive.com, para além da apresentação das coleções tiveram lugar discussões, concertos e
festas, como se de uma semana da moda real se tratasse.
Mas afinal o que é o metaverso e qual a sua implicação
para o marketing?
Metaverso pode ser definido como um mundo
virtual que decorre em paralelo no tempo com o mundo real, onde os utilizadores podem
participar através de uma personagem avatar, em que tecnologias
como a realidade aumentada e realidade virtual muitas vezes entram em ação. A sua
definição envolve 6 características principais:
Sempre ativo
Existe em tempo real
Os utilizadores têm existência individual
e independente
Universo contido em si mesmo e
totalmente funcional
Existem diversas plataformas com
comunicação entre si
User-generated content
São plataformas de realidade virtual que querem
ser muito mais do que um jogo, pretendem ser uma extensão da realidade e
fundir-se com o normal decorrer da vida real, nas quais confluem já milhões de utilizadores,
principalmente da geração Z e Millennials.
Assim e segundo o site InfluencerMarketingHub.com
existem já inúmeras formas de tornar estas plataformas locais de interação
com os consumidores, materializadas de diversas formas, quer sejam outdoors
ou mupis virtuais, publicidade num jogo de futebol, lojas virtuais, showrooms
virtuais e até eventos especiais criados pelas marcas como o caso do Gucci
Garden Archetyes ou o Balenciaga: Afterworld.
A disrupção é tal que muitas das principais
marcas de luxo da indústria da moda tentam estar presentes nestas plataformas,
porque existe a possibilidade de venderem artigos virtuais com que os consumidores podem personalizar
os seus avatares. Existe até o caso gritante de uma marca (RTFKT) que vendeu no espaço
de 5 minutos o equivalente a 3 milhões de dólares em sneakers virtuais.
Será que no futuro o nosso guarda-roupa será
mais digital do que real??? Estaremos
preparados para viver ainda mais online? E será que realmente as pessoas querem
fazer esta transição?
Independentemente disto, as marcas não podem
ignorar a sua existência e devem estar conscientes do que se tratam estas
plataformas, como interagem os seus utilizadores e aquilo que procuram quando as
utilizam, porque as oportunidades de negócio são reais, como provam alguns
exemplos de artistas/marcas completamente desconhecidas, o melhor é estar
presente e saber como fazê-lo.
O crescimento das vendas online de itens usados vem sendo apontado como uma grande tendência para os próximos anos. Já não é de hoje que plataformas como OLX e o próprio Marketplace do Facebook chamam a atenção e movimentam grandes quantias do mercado digital. Agora, a indústria da moda começa a ganhar destaque e posicionamento no que também pode ser chamado de re-commerce.
Dados apresentados pela ThredUP mostram que em 2018 o mercado de moda em 2a mão movimentou US$ 24 bilhões nos Estados Unidos, enquanto o mercado de fast fashion movimentou US$ 35 bilhões no mesmo ano. O estudo prevê que até 2028 o comércio de roupas usadas deve ultrapassar a indústria de fast fashion nos Estados Unidos.
Essa nova tendência tem aberto espaço para novos empreendimentos online, inclusive o mercado de de moda de luxo. A startup Vestiaire Collective, responsável pelo marketplace de roupas usadas e direcionada para o mercado de luxo, arrecadou em 2020 €59 milhões em investimentos, evidenciando a relevância dessa nova tendência.
Importante destacar que essa nova tendência esta diretamente relacionada com a Geração Z, também conhecido como centennials, estes agora começam a ter poder de compra e decisão e os seus hábitos de consumo devem impactar o mercado para as próximas décadas. Breves características desta geração, como a preocupação com o meio ambiente, procedência e responsabilidades das empresas e o tipo de produtos que consomem (ex. consumo de biológicos) devem modificar o mercado nos próximos anos, abrindo espaço para novas propostas de negócios.
Aqui é possível visualizar a pesquisa de 2020 completa sobre o mercado de usados realizado pela ThredUP: 2020 Resale Report
Confira também esse vídeo sobre o tema:
Quais outros mercados de usados ou de temas similares que vem sendo impulsionados pelas novas tendências de consumo vocês tem visto surgir no mercado? E alguma aposta de novas oportunidades para o futuro?
Na passada quarta-feira, dia 16 de Maio, a MO (Modalfa) marca de roupa da SONAE anunciou na sua página do Facebook a existência da nova Stylist Virtual.
Esta nova solução para atrair mais clientes mostra como com uma peça de roupa se podem construir vários looks para diferentes ocasiões. Esta Stylist Virtual inteligente é totalmente digital mas não atinge o nível de chatbot. O sistema funciona com hipóteses de resposta limitadas, o sistema não permite uma total interação como resposta abertas ou até mesmo a possibilidade de fazer perguntas. Depois de encontrar o look perfeito pode partilha-lo pelo Messenger do Facebook ou pode ver as peças na loja online para depois realizar a compra. Utilizar esta nova funcionalidade é bastante fácil, basta seguir os passos do vídeo explicativo da marca:
A Shopai é uma empresa de tecnologia com uma alta orientação comercial, criada por 4 jovens.
Tal como estes jovens afirmam no site, o objetivo é conciliar a Inteligência Artificial (AI) com a moda. “We are harnessing AI for building image based search engines for fashion brands. See, shoot, search and buy.” O principal produto que esta empresa está a desenvolver é o "Visual-search-as-a-service", que permitirá que os seus clientes realizem um conjunto de operações com base na visão destes.
Irá então ser possível receber imagens de todo o mundo e reconhecer automaticamente o tipo, a cor, a textura e o formato das roupas que determinada pessoa está a ver. Depois de enviada a fotografia, o cliente receberá a indicação de que loja é esse produto ou então de itens visualmente semelhantes, dentro dos dados disponíveis no catálogo de produtos que a empresa possui. Tal permitirá que o cliente compare os preços e decida qual item otimiza melhor a relação qualidade / preço.
Esta aplicação utiliza uma das grandes vantagens da Internet, isto é, o facto de esta ser imediata, ter uma elevada velocidade de resposta, pois permite que os consumidores tenham acesso à informação de um produto em tempo real, sem estes terem de pesquisar nas várias lojas para perceberem de onde é.
Uma outra vantagem que esta aplicação também aproveita é a Interatividade da Internet pois, os consumidores não são obrigados a participar, mas vão fazê-lo por vontade própria.