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domingo, 3 de março de 2019

“Meaningful Brands 2019”: 77% das marcas poderia desaparecer sem ninguém reparar

Hoje em dia, um dos maiores desafios das marcas passa por conseguir criar uma relação emocional com os consumidores que os faça querer fazer parte da sua história e, dessa forma, construir fidelidade à marca.
A relevância dos conteúdos, dos meios e da sua capacidade de interação está espelhada nos resultados do estudo “Meaningful Brands”, realizado pelo Grupo Havas, desde 2008, que revela as marcas mais relevantes do mercado - definidas pelo seu impacto no bem-estar individual e coletivo dos consumidores, assim como pelos seus benefícios funcionais.
Na sua edição mais recente, este estudo abrange 1800 marcas em 31 países e 350 mil inquiridos. São testados 43 tipos de conteúdos, sendo os resultados divididos em 3 pilares (benefícios pessoais, coletivos e funcionais), 13 dimensões (ambiental, económica, ética, entre outras), e 52 atributos (poupança de tempo, benefícios para a economia, cumprimento das suas promessas, etc.).


Um dos resultados mais significativos do estudo é o facto de que 77% das marcas poderia desaparecer sem que ninguém reparasse, o valor mais elevado desde 2008 (data de início do estudo) e que representa uma subida de 3 p.p. face aos resultados de 2017. Adicionalmente, é salientado que 58% do conteúdo criado pelas marcas não é relevante, existindo uma correlação de 72% entre a sua eficácia e o impacto da marca no bem-estar dos consumidores. Importa referir que este conteúdo deve inspirar, entreter, educar, informar, ajudar e recompensar os consumidores.

Tal como o estudo revela, tendo em consideração que quanto maior o impacto na felicidade, mais relevante uma marca se torna, é essencial que estas aumentem a eficácia dos seus conteúdos, destacando-os dos restantes, de forma a gerar uma relação com os consumidores.

A nova geração de consumidores espera conteúdo relevante e personalizado das suas marcas favoritas, mas são muitas as dificuldades em conseguir captar o seu share of mind, por falta de autenticidade ou por fatiga e aborrecimento com as campanhas. É o fracasso das marcas em criar conteúdo interessante e a sua incapacidade de melhorar o bem-estar dos consumidores que as torna cada vez mais irrelevantes.

Uma boa estratégia para ultrapassar estas dificuldades é utilizar o conteúdo criado pelos próprios consumidores (User Generated Content), sendo um exemplo recente a iniciativa da Sumol. Os chamados “Co-creators by Sumol” são parte da comunidade construída pela marca para “sublinhar a importância da cooperação e trabalho conjunto”. Tal como explica o Brand Manager, os co-creators “estão na base da estratégia da marca Sumol. São os próprios fãs de Sumol que criam conteúdo de forma orgânica e natural e assumem um papel ativo na voz da marca”.
Numa geração também caracterizada por consumidores que querem ver-se representados nas marcas de que gostam, o estudo refere que 77% dos consumidores preferem comprar a empresas que partilham os seus valores. O ato de compra assume-se, igualmente, como um ato político, uma vez que 55% dos consumidores acreditam que as marcas desempenham um papel mais importante do que os governos na criação de um futuro melhor. Deste modo, o ativismo da marca tornar-se-á uma parte crucial da sua estratégia, num cenário onde o poder do consumidor é cada vez maior.

Este estudo conclui também que as marcas que são relevantes e vistas como tendo um contributo positivo para o planeta têm uma melhor performance financeira e um share of wallet superior, assegurando assim um maior retorno em KPI’s.

O top 5 das marcas mais relevantes do mundo é liderado pela Google, seguindo-se a PayPal, Mercedes-Benz, WhatsApp e YouTube. Em Portugal, a Google, Nivea e Compal são as marcas mais bem-sucedidas na criação de conteúdo relevante.
Mais informações sobre o estudo podem ser consultadas aqui.


Fontes:
Marketeer: https://marketeer.pt/77-das-marcas-poderia-desaparecer-e-ninguem-reparava/
https://marketeer.pt/sumol-apresenta-novo-conceito-de-influenciadores-digitais/
Meaningful Brands: https://www.meaningful-brands.com/en/our-study
MarketingDive: https://www.marketingdive.com/news/consumers-see-77-of-brands-as-not-meaningful-report-says/548956/

segunda-feira, 12 de março de 2018

Empreendedorismo digital – a internet como ferramenta de reingresso das mulheres ao mercado de trabalho pós maternidade


A participação activa e crescente das mulheres no mercado de trabalho é uma realidade no contexto actual, de onde surge o desejo de conciliar a carreira profissional com a vida pessoal e, em muitos casos, com a maternidade. O ambiente corporativo tem sido pouco acolhedor às mães, devido ao curto período de licença maternidade, falta de flexibilidade de horários e até mesmo um certo preconceito. Diante deste cenário, trago ao blog a pauta do chamado empreendedorismo materno na internet, que nada mais é do que o fenómeno crescente de mulheres que decidem abandonar (ou dar uma pausa) em suas carreiras profissionais, para se dedicar mais efectivamente à criação dos filhos, optando por criar um negócio próprio, utilizando a internet como principal ferramenta. Aproveitam-se, portanto, do advento da web 2.0, também chamada de web social, em que predominam as redes sociais e a intensa interacção dos indivíduos, o que favorece o reingresso destas mulheres ao mercado de trabalho, de diversas formas, conseguindo em sua maioria o tão desejado equilíbrio entre vida profissional e pessoal (o que, por experiência própria, torna-se muito mais difícil quando se tem filhos).



Observa-se cada vez mais profissionais mulheres com carreiras sólidas e bem-sucedidas, que resolvem mudar suas estratégias para priorizar a criação dos filhos. Segundo Bárbara Vitoriano, do site Empreender Materno, “questões como mobilidade, flexibilidade de horário, baixo custo de investimento, possibilidade de atingir nichos específicos, são apenas algumas das características que fazem do empreendedorismo digital um excelente caminho para mães empreendedoras”. A afirmação é correta, pois com os recursos cada vez mais avançados oferecidos pelas redes sociais, é possível atingir quase que precisamente o target desejado, com maior facilidade. Outro factor favorecedor é o custo reduzido em empreender através da internet, uma vez que as principais plataformas e redes sociais, como o Instagram, Facebook e Youtube, são inteiramente gratuitas.

Impulsionados por este recente movimento, também vemos o surgimento das chamadas redes de apoio, onde através da internet, grupos de mães se unem com o objectivo comum de ajuda mútua, networking, divulgação e, como consequência, socialização. Esta é mais uma das muitas utilidades encontradas nas redes sociais, como Instagram e Facebook. Como por exemplo o grupo virtual “Mães em Portugal”, fundado por uma mãe imigrante brasileira, com o intuito de auxiliar outras mulheres (brasileiras e portuguesas) em seus projectos empreendedores. O grupo cresce a cada dia, através de perfis no Facebook e Instagram, fóruns de debates na app Whatsapp e tem ajudado cada vez mais mulheres a divulgarem seus negócios na rede e assim complementarem a renda das famílias ou até mesmo garantir seu sustento, sem precisar se ausentar do lar.





Para além disso, no Brasil destacam-se as redes de relacionamento materno, como o projecto M.A.E – Mãe Aliada ao Empreendedorismo, também criado por mães, para promover eventos, palestras e grupos de apoio e discussão, com o intuito de capacitar e apoiar as mães que desejam empreender sem perder o convívio com os filhos. Tudo isso é viabilizado através das redes sociais e de um website, que gera renda para as sócias fundadoras, através de mensalidades e publicidade.
Portanto, já se consegue observar um circulo auto-sustentado, onde há mulheres a gerar conteúdo e há as que precisam e pagam por este conteúdo, para aplicar em seus próprios projectos.



Por fim: empreender na web, pode não ser uma solução definitiva para a recolocação das mães no mercado de trabalho, mas é inegável a força que possuem as plataformas digitais, apps e redes sociais, no sentido de transformar ideias simples em negócios rentáveis, juntamente com qualidade de vida e presença no quotidiano dos filhos.

Fontes:
http://empreendermaterno.com.br/
https://www.grupomae.com.br
https://revistacrescer.globo.com/

domingo, 29 de maio de 2016

Maior parte das pessoas já lêem as notícias atarvés das redes sociais








De acordo com um estudo recente da Pew Research Center grande parte das pessoas dão cada vez mais importância às redes sociais como fonte de notícias.

De acordo com este estudo 62% dos americanos utilizam as redes sociais para ler as notícias, sendo que o Facebook está no número um como plataforma de eleição para tal. O Reddit encontra-se em segundo lugar e em terceiro o Twitter. Seguem-se o Linked In e o Snapchat por incrível que pareça.

Este estudo demonstra que o marketing dos media tem que se adaptar a esta recente tendência e não negligenciar negligenciar qualquer via de comunicação.


Fonte: Mashable