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terça-feira, 28 de maio de 2019

Influencers (ainda) mais perto dos consumidores

Já nem o WhatsApp se escapa aos influencers. A Marketeer avançou esta quinta-feira com a notícia de que a SocialPubli - plataforma de marketing que coloca, de forma personalizada, as marcas em contacto com os influencers – encontrou uma nova estratégia para as marcas estarem (ainda) mais perto dos consumidores.

O WhatApp vai ser a plataforma de contacto direto entre as marcas e os seus clientes. Com base nos briefings enviados pelas marcas, a SocialPubli irá identificar os influencers mais relevantes para a marca. A partir desse momento, são acordados os formatos e o conteúdo a publicar pelo influencer, que iniciará uma conversa com um grupo de pessoas identificadas pela marca como público-alvo.


Combinando o marketing offline e o marketing online (blended marketing) e beneficiando das vantagens que a comunicação via redes sociais por meio de personalidades oferece, este pode ser um meio pioneiro muito eficaz para comunicar a marca.

Por outro lado, não será esta estratégia também ela um pouco invasiva, uma vez que a troca de mensagens ocorre normalmente entre amigos ou conhecidos, de forma privada e pessoal? Não estará a SocialPubli a reduzir as vantagens de uma comunicação pull, em que a marca atrai os consumidores até si e a criar um novo método para uma abordagem push, em que a publicidade é empurrada para o cliente?
Fonte:

domingo, 3 de março de 2019

“Meaningful Brands 2019”: 77% das marcas poderia desaparecer sem ninguém reparar

Hoje em dia, um dos maiores desafios das marcas passa por conseguir criar uma relação emocional com os consumidores que os faça querer fazer parte da sua história e, dessa forma, construir fidelidade à marca.
A relevância dos conteúdos, dos meios e da sua capacidade de interação está espelhada nos resultados do estudo “Meaningful Brands”, realizado pelo Grupo Havas, desde 2008, que revela as marcas mais relevantes do mercado - definidas pelo seu impacto no bem-estar individual e coletivo dos consumidores, assim como pelos seus benefícios funcionais.
Na sua edição mais recente, este estudo abrange 1800 marcas em 31 países e 350 mil inquiridos. São testados 43 tipos de conteúdos, sendo os resultados divididos em 3 pilares (benefícios pessoais, coletivos e funcionais), 13 dimensões (ambiental, económica, ética, entre outras), e 52 atributos (poupança de tempo, benefícios para a economia, cumprimento das suas promessas, etc.).


Um dos resultados mais significativos do estudo é o facto de que 77% das marcas poderia desaparecer sem que ninguém reparasse, o valor mais elevado desde 2008 (data de início do estudo) e que representa uma subida de 3 p.p. face aos resultados de 2017. Adicionalmente, é salientado que 58% do conteúdo criado pelas marcas não é relevante, existindo uma correlação de 72% entre a sua eficácia e o impacto da marca no bem-estar dos consumidores. Importa referir que este conteúdo deve inspirar, entreter, educar, informar, ajudar e recompensar os consumidores.

Tal como o estudo revela, tendo em consideração que quanto maior o impacto na felicidade, mais relevante uma marca se torna, é essencial que estas aumentem a eficácia dos seus conteúdos, destacando-os dos restantes, de forma a gerar uma relação com os consumidores.

A nova geração de consumidores espera conteúdo relevante e personalizado das suas marcas favoritas, mas são muitas as dificuldades em conseguir captar o seu share of mind, por falta de autenticidade ou por fatiga e aborrecimento com as campanhas. É o fracasso das marcas em criar conteúdo interessante e a sua incapacidade de melhorar o bem-estar dos consumidores que as torna cada vez mais irrelevantes.

Uma boa estratégia para ultrapassar estas dificuldades é utilizar o conteúdo criado pelos próprios consumidores (User Generated Content), sendo um exemplo recente a iniciativa da Sumol. Os chamados “Co-creators by Sumol” são parte da comunidade construída pela marca para “sublinhar a importância da cooperação e trabalho conjunto”. Tal como explica o Brand Manager, os co-creators “estão na base da estratégia da marca Sumol. São os próprios fãs de Sumol que criam conteúdo de forma orgânica e natural e assumem um papel ativo na voz da marca”.
Numa geração também caracterizada por consumidores que querem ver-se representados nas marcas de que gostam, o estudo refere que 77% dos consumidores preferem comprar a empresas que partilham os seus valores. O ato de compra assume-se, igualmente, como um ato político, uma vez que 55% dos consumidores acreditam que as marcas desempenham um papel mais importante do que os governos na criação de um futuro melhor. Deste modo, o ativismo da marca tornar-se-á uma parte crucial da sua estratégia, num cenário onde o poder do consumidor é cada vez maior.

Este estudo conclui também que as marcas que são relevantes e vistas como tendo um contributo positivo para o planeta têm uma melhor performance financeira e um share of wallet superior, assegurando assim um maior retorno em KPI’s.

O top 5 das marcas mais relevantes do mundo é liderado pela Google, seguindo-se a PayPal, Mercedes-Benz, WhatsApp e YouTube. Em Portugal, a Google, Nivea e Compal são as marcas mais bem-sucedidas na criação de conteúdo relevante.
Mais informações sobre o estudo podem ser consultadas aqui.


Fontes:
Marketeer: https://marketeer.pt/77-das-marcas-poderia-desaparecer-e-ninguem-reparava/
https://marketeer.pt/sumol-apresenta-novo-conceito-de-influenciadores-digitais/
Meaningful Brands: https://www.meaningful-brands.com/en/our-study
MarketingDive: https://www.marketingdive.com/news/consumers-see-77-of-brands-as-not-meaningful-report-says/548956/

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

E se as redes sociais forem as novas plataformas de emprego?

O marketing e o digital tornaram-se de tal forma próximos, que hoje em dia não faz sentido falar de um sem pensar sobre o outro. Neste sentido, as empresas e respectivas marcas perceberam que de facto existe uma imensa potencialidade em explorar a geração de consumidores que "faz a sua vida" no digital: seja para compras, para fazer pesquisas, para ouvir música, para ver cinema ou até para criar uma carreira profissional. Redes sociais como Instagram e o Youtube são cada vez mais redes onde as pessoas se envolvem.
Os consumidores de hoje em dia, são os que recorrem aos fenómenos gratuitos (como as apps), à interatividade que as redes sociais potencializam e ao word of mouth que circula online para formular a sua opinião. Desta forma surgem os influencers, que exploram a imagem de normalidade e proximidade com os utilizadores/seguidores, apostando num nicho de mercado (seja de moda, de aventura, de viagens, ecologia, animais, familía, experiências, alimentação, estilo de vida, etc) aumentando assim a sua plataforma (não só em número de seguidores, mas também em termos de alcance dos seus posts). Tendo em conta o alcance destes influencers, as marcas procuram criar parcerias com os mesmos, relacionando o objetivo da marca com o âmbito do influencer, tornando-os brand ambassadors, sabendo que o #ad vai chegar ao público alvo desejado.


Vejamos o exemplo da Helena Coelho em Portugal. Iniciou-se no mundo das redes sociais pelo Youtube, fazendo vídeos de maquiagem e moda. Aos poucos criou a sua plataforma, conseguindo ganhar prémios de mérito, mas também estabelecer relações com grandes marcas e ter parcerias com importantes empresas. Como a própria afirma numa entrevista dada ao blogue Frederica: "Mas só te tornas realmente influenciadora quando tens taxa de conversão. O que tu falas nas redes sociais esgota no dia seguinte? Então és, oficialmente, influenciadora e não há como dizer o contrário."
Para além do exemplo mencionado, e não só a nível nacional, existem imensos influencers, que por diferentes plataformas conseguem construir uma carreira profissional estável, fazendo o que mais gostam sobre os temas que mais gostam de partilhar. Este crescimento é sustentado pelo novo tipo de consumidores: os millennials. São os consumidores peer-to-peer, que decidem com base no que os "amigos" online sugerem, no que os influencers partilham.
Assim, cada vez mais as empresas devem apostar neste tipo de publicidade, porque é a forma mais eficaz de chegar a quem querem e terem os resultados de vendas que pretendem (engagement).Numa altura em que se discute a presença da sociedade nas redes socias, será que esta forma de abordar os consumidores terá futuro? Concorda que esta é uma forma eficaz, não só para as empresas, mas também para os influencers de atingir os seus objetivos? Podemos falar de carreiras profissionais nas redes sociais?
Fontes:
https://www.forbes.com/sites/theyec/2018/06/13/are-social-media-influencers-the-next-generation-brand-ambassadors/#7ee36fd1473d
https://frederica.pt/2018/11/19/helena-coelho-uma-youtuber-de-beleza-inspiradora/

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

The Shed at Dulwich: o "Restaurante que Não Existe" chegou em Londres a Nº1 no TripAdvisor


O restaurante The Shed at Dulwich não existe. Mas chegou ao primeiro lugar na lista dos restaurantes de Londres do TripAdvisor quando é apenas isto: uma ideia brilhante de um jovem jornalista freelancer, um número de telefone e muita gente a dizer que teve lá uma experiência magnífica. Oobah Butler criou uma página na Internet e inscreveu o restaurante na plataforma TripAdvisor que, curiosamente, aceitou integrar um local sem confirmar a sua existência. A partir daí foi fácil pôr a família e todos os amigos a escrever falsas críticas, elogiando o restaurante, contando como tinha sido difícil conseguir um lugar, mas como tinha valido a pena. O buzz começou a crescer.

O The Shed só aceitava marcações por reserva e estava sempre completamente esgotado. Enquanto o telefone tocava sem parar, o The Shed continuava a subir na lista dos lugares mais desejados de Londres. Um dia, o TripAdvisor contactou Oobah para lhe comunicar que mais de 89 mil pessoas tinham espreitado informação sobre o The Shed em apenas 24 horas. No início de Novembro, The Shed at Dulwich instalou-se no primeiro lugar da lista de restaurantes recomendados em Londres. E nunca ninguém lá tinha comido.

Uma história hilariante, mas que mostra bem o poder do passa-a-palavra eletrónico (e-WOM) no processo de tomada de decisão, em concreto no sector do turismo. Em particular, o conteúdo gerado pelo utilizador ou User Generated Content (UGC) - onde se incluem as online reviews – está a ganhar muita credibilidade aos olhos dos clientes, como forma imparcial e relevante no processo de tomada de decisão.
Neste âmbito, plataformas como o TripAdvisor são de particular importância: se um hotel ou restaurante recebe comentários negativos, as vendas podem diminuir. Conscientes do poder destes comentários, empresas cujos produtos não são avaliados favoravelmente cada vez mais enviam falsos comentários para aumentar a sua imagem. Estas plataformas geralmente utilizam sistemas de reputação de forma a evitar manipulação do conteúdo publicado, embora esta história mostre que nem sempre esses sistemas são tão eficientes como deveriam ser.


As opiniões de alguns utilizadores tornaram-se de tal forma poderosas que estes se transformaram em influenciadores (sejam eles youtubers, instagrammers ou bloggers). Na área do turismo, existem várias páginas de viajantes (profissionais ou não), ou até mesmo de lazer/destinos, que têm milhares de seguidores que encontram nas imagens partilhadas inspiração para as próximas viagens. No entanto, embora atualmente um consumidor acredite mais numa fotografia ou  mesmo numa selfie publicada no Instagram do que num panfleto turístico, grande parte das fotografias e histórias publicadas nas redes sociais são tudo menos genuínas... como o episódio do The Shed e outros vêm demonstrar.

Concluindo, na última década o UGC teve um crescimento exponencial, e com ele o influencer marketing (com valores de mercado na ordem dos 10 a 15 biliões de dólares em 2017). Os consumidores são activos e altamente envolvidos com vários canais, motores de busca, social media, etc. Às marcas compete fomentar e tirar partido do UGC: uma estratégia geralmente com bons resultados, mas que também tem os seus riscos...

Fontes:
https://www.washingtonpost.com/news/food/wp/2017/12/08/it-was-londons-top-rated-restaurant-just-one-problem-it-didnt-exist/?utm_term=.54b5313f9a91
https://www.publico.pt/2017/12/13/fugas/noticia/o-restaurante-que-nao-existe-chegou-a-numero-1-no-tripadvisor-1795833

quinta-feira, 9 de março de 2017

Comunidades em torno de Influencers – a elevação da personalidade

O mundo digital permitiu a criação de comunidades em torno de algo ou alguém. Estes grupos sociais permitem às empresas o aproveitamento de oportunidades de desenvolvimento de marketing tribal, tirando partido à união natural em tribos de consumidores.

O surgimento de influencers levou, por sua vez, ao desenvolvimento de comunidades em torno desses mesmos indivíduos, revelando-se um mar de oportunidades de marketing tribal para as marcas que pretendem promover os seus produtos e serviços. Fazendo uma breve análise a influencers de maior peso no mundo digital, é de realçar o peso que as comunidades em seu redor tem revelado tanto para desenvolver marcas como para apoiar os influencers que seguem.

Este artigo terá assim como objetivo analisar exemplos em que comunidades em torno de influencers se provaram úteis para os elevar a um mais elevado estatuto ou para os chamar à atenção.

O primeiro exemplo parte da análise do caso da YouTuber Grace Helbig. A sua carreira enquanto YouTuber começou quando foi selecionada para começar a criar conteúdo para a “My Damn Channel”, uma empresa de criação de conteúdo. Apesar de ser a criadora de conteúdo, com grande liberdade na criação do mesmo, e do canal ter o seu nome (Daily Grace), o canal não pertencia, legalmente, a Grace Helbig, nem o respetivo conteúdo. Quando, no final de 2013, as negociações entre Grace Helbig e a My Damn Channel falharam, a YouTuber viu-se forçada a recomeçar a sua plataforma, perdendo os mais de dois milhões de seguidores que tinha desenvolvido ao longo dos 5 anos de contrato. Mas aí surge o conceito de comunidade em torno do influencer.

Os seguidores que Grace tinha obtido ao longo dos anos tinham como foco de interesse a pessoa, não o canal ou o conteúdo por si mesmos. No espaço de pouco mais de 2 meses, o novo canal criado por Grace Helbig (e por ela legalmente detido) havia reunido mais de 2 milhões de subscritores, ultrapassando, atualmente, o número de subscritores do seu antigo canal, que não conseguiu conter a sangria de subscritores e os comentários negativos que se multiplicavam nos vídeos antigos, atraindo mais atenção negativa para a empresa e elevando Grace Helbig.

Para o ganho de subscritores por parte deste novo canal, teve também um grande peso a influência de outras figuras presentes no YouTube que se impuseram em defesa de Grace Helbig. Influencers estabelecidos e considerados icónicos na plataforma partilharam artigos e vídeos defendendo a YouTuber e incentivando as suas próprias comunidades de seguidores a ir demonstrar apoio à mesma, subscrevendo o seu canal.

De entre os influencers que conseguiram pôr as suas próprias comunidades ao serviço de uma companheira e amiga do setor, é de destacar Hank Green (do canal Vlogbrothers), Will Wheaton (o ator), Philip DeFranco (do canal Philip DeFranco), que direcionaram apoio no sentido de reestabelecer alguém. Isto demonstra a capacidade de influencers de orientar as suas comunidades em torno de uma causa ou de alguém.

Mais tarde, já em 2015, o canal E! Entertainment decidiu desenvolver um programa com Grace Helbig, tirando partido da comunidade seguidora da mesma. Porém, durante os Teen Choice Awards, o mesmo canal publicou um artigo chamado “18 Moments From the 2015 Teen Choice Awards That Made Us Feel Super Old”, realçando como não conheciam nenhum dos nomeados, onde estavam incluídos vários YouTubers e influencers de outras plataformas. Obviamente, a controvérsia não tardou a chegar, com as comunidades de fãs de vários inlfuencers a insurgirem-se contra a atitude algo alienada e arrogante do artigo.

Numa (muito fraca) tentativa de salvaguardar a sua imagem, o canal E! tweetou dizendo “Remember that time we gave a YouTube star their own TV show?”, apelando ao programa que criara com Grace Helbig e tentando apresentar-se como “inovadores”.

No entanto, a resposta à controvérsia só contribuiu para atirar achas para a fogueira, onde vários membros da comunidade de Influencers (e respetivos fãs), criticaram a atitude da marca.

Outro exemplo no que toca à importância do apoio de uma comunidade em torno do indivíduo é o da Viner (pessoa que faz vídeos no Vine) Liza Koshy. Liza começou a fazer vídeos cómicos na agora defunta aplicação Vine (onde o utilizador pode fazer um vídeo de apenas 6 segundos) obtendo uma comunidade de fãs que alcançou os sete milhões.

No entanto, ela foi capaz de mover a sua comunidade para plataformas com maiores perspetivas a longo prazo, garantindo assim a continuação da sua carreira. Enquanto a app Vine se afundava e tinha dificuldades em manter-se relevante, Liza, assim como outros Viners, foram conseguindo mover as suas comunidades para outras plataformas mais vantajosas e resilientes – como o YouTube, onde ela conta agora com mais de 7 milhões de subscritores.
O próprio grupo de influencers (Viners) onde ela se inseria reconheceu o próprio poder que detinha na possível salvação do Vine, tentando, em reuniões com a administração da empresa entretanto adquirida pelo Twitter, negociar a possibilidade de regressarem à produção de conteúdo na plataforma, tentando reavivar a comunidade de utilizadores. As negociações não chegaram a acordo e, poucos meses depois, o Twitter anunciou o encerramento do Vine.

Outro exemplo do peso que as comunidades em torno dos influencers têm é a capacidade de os livros lançados por personalidades da Internet, nomeadamente, YouTubers, se tornarem rapidamente best-sellers. Os livros publicados por certos influencers foram capazes de rebentar recordes de vendas, alcançando as mais conhecidas tabelas de “Best sellers”, como foram os casos dos livros de YouTubers como Pewdiepie, Connor Franta, Tyler Oakley, Grace Helbig, Joey Graceffa, Zoella, Joe Sugg, entre muitos outros, obtendo rápidos ganhos para as editoras e permitindo aos escritores expandir-se para novas áreas, com o apoio das comunidades que os seguem.

Em conclusão, este texto tenta demonstrar, através de exemplos, que, peso embora as marcas possam ter influência no que toca aos influencers a seu serviço, as comunidades que se formam em torno das personalidades têm capacidade de reorientar o discurso, mostrando-se leais à pessoa e não a empresas e/ou marcas.

Fontes:
https://medium.com/@fruzse/why-the-outrage-over-daily-grace-and-my-damn-channel-matters-3bac86166b62#.yag5nc6te
https://socialblade.com/youtube/user/vlogbrothers
https://www.dailydot.com/upstream/daily-grace-helbig-leaving-my-damn-channel/
https://en.wikipedia.org/wiki/Liza_Koshy
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vine
https://mic.com/articles/157977/inside-the-secret-meeting-that-changed-the-fate-of-vine-forever
http://www.businessinsider.com/vines-biggest-stars-tried-saving-company-2016-10
http://www.eonline.com/news/686923/18-moments-from-the-2015-teen-choice-awards-that-made-us-feel-super-old